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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Programas de TV e Apresentadores

                               

Aguardava no consultório do gastroenterologista e a TV estava ligada no Programa da Tarde da Record.
Não podia fazer nada, eu não podia mudar de canal e o jeito foi assistir aquilo.
Um sujeito que atendia pela singela alcunha de "Cachaça" tinha que colocar a mão em recipientes com ratos, baratas, sapos e uma imitação plástica de cactus; o objetivo dessa brincadeira besta era a de adivinhar qual o animal tocado e ganhar prêmios.
A TV Record vive de celebridades de categoria e gosto duvidosos.
É claro que detestei essa estupidez, os animais estavam agoniados dentro daquele cubículo e os sapos pulavam desesperadamente tentando sair daquele sufoco.
Odeio brincadeiras, shows, pseudo esportes e outras tolices com animais. Odeio circos que usam animais, odeio rodeio, odeio rinhas, odeio humanos idiotas que acham essa violência descabida divertida e ainda têm a cara de pau de chamar isso de esporte.
Depois dessa brincadeira ridícula o "famoso quem" Cachaça encara outra prova pior ainda: passar algumas horas agradáveis com uma dupla sertaneja (não me perguntem o nome, para mim, são todos iguais). Jogam tênis, fazem churrasco e cantam. Jesus Maria José!
O detalhe sórdido é que esse rapaz com pseudônimo de bebida etílica está acompanhado por uma moça usando um micro vestido. Precisava mesmo?
Finalmente o médico me chama, graças a Deus, e não sei nem quero saber como a brincadeira/prova estúpida acabou.
Volto para casa, faço minhas coisas, assisto a Criminal Minds e lá pelas dez e meia da noite eu mudo de canal e coloco na Band. O programa anunciado seria ótimo se não fosse apresentado pelo super-hiper-ultra-mega-plus arrogante Danilo Gentili e o comportamento desrespeitoso e vulgar de alguns convidados. Esse moço, Danilo Gentili,  se acha O apresentador, O humorista, O cara. Precisa comer mais arroz com feijão e engrossar a voz para chegar ao nível de uma Marília Gabriela ou um Jô Soares. Desculpa aí.
A ideia original do programa era realmente muito boa e consistia em associar dicas e imagens para descobrir quais fatos que marcaram o ano estavam se referindo. 
Obviamente, havia duas mulheres seminuas e rebolativas. Acho que não precisava, mas estamos no Brasil e peitos e bundas dão IBOPE.
Houve muitos palavrões, ofensas e baixarias para um horário relativamente cedo. Nessa época de férias e festas de fim de ano as pessoas vão para a cama mais tarde e assistem aos especiais da TV.
O ex jogador Neto fala palavrões sem pensar, chamou o Denilson de burro e animal. É aquilo que eu já disse em outra postagem: dinheiro não faz a pessoa mais educada. Tem muito novo rico deslumbrado que só sabe do ó porque senta em cima, já diria meu linguarudo avô Paipreto.
Acho que estão abusando dos palavrões na programação da TV brasileira; até mesmo o CQC abusa, acredito eu em minha humilde opinião.
Mas de tudo isso o que mais me incomodou mesmo foi a situação dos animais no Programa da Tarde. Os bichos estavam agoniados. 
Por que não colocam o pai, a mãe, a avó, sogra, filhos e toda a parentada em cubículos sufocantes e pedem para um animal tocá-los, de preferência um porco espinho,  e pedir para adivinhar que espécie são.
Se fizessem isso, lá viria Os Direitos Humanos...
Está difícil assistir TV, não à toa os canais a cabo estão bombando, como dizem os jovens. Nem precisa perguntar por quê.
É isso.

                           

sábado, 11 de agosto de 2012

Limite

                                          

Há limite pra tudo, já diziam os antigos e dizem as pessoas bem educadas.
Mas parece que a Sociedade atual faz questão de ultrapassar todos os limites do bom senso, do bom gosto e da educação.
Consumismo, ostentação, exibicionismo e futilidade extremos.
Para onde caminha a Humanidade?
Que país é esse?
A Economia mais forte e o poder de consumo maior também. População das chamadas classes C, D e E tendo acesso a bens que outrora eram só possíveis aos bem nascidos.
Consumo, consumo e mais consumo.
Há uma corrida frenética para se adquirir bens, produtos e serviços. Muita coisa supérflua, das quais podemos muito bem viver sem.
E a Educação? Onde podemos encontrá-la? Vende-se? Vem junto com as TV gigantes, com os potentes aparelhos de som, com os celulares de última geração e com toda a parafernália eletro-eletrônica?
A falta de limite não fica apenas presa ao consumo de bens, produtos e serviços, encontra-se também nos programas de TV, nas músicas, nos shows de humor, os chamados Stand Up Comedy.
Já falei sobre o humor atual e o de antigamente.
Falei sobre Os Trapalhões, Chico Anysio e Jô Soares.
Os programas de humor apelam para o sexo, para o vulgar; usam mulheres seminuas para atrair a audiência.
Os humoristas fazem piadas grosseiras, humilham, ofendem e não se desculpam.
Há um limite sim, entre fazer piada e fazer ofensa a alguém.
Estamos habituados a piadas sobre portugueses, loiras, gays, nordestinos, judeus, e outros grupos sociais. Sobre animais também: papagaios, macacos, jumentos...
Eu particularmente sou péssima para contar piadas, gosto mais de ouvir.
Mas acho desagradável fazer piadas sobre pessoas que sofreram horrores nas mãos de algozes, como no caso do povo judeu.
Acho desagradável fazer piadas sobre pessoas que não são bonitas fisicamente, principalmente mulheres. Não sou uma mulher fisicamente bonita, e piadinhas assim me incomodam.
Agora me pergunto: E esses que fazem piadas sobre pessoas feias, gordas, defeituosas e com outras "imperfeições", são eles mesmos muitos lindos e perfeitos?
Assisti ao filme "O amor é cego -Shallow Hal" com o ator gordinho, baixinho e atrapalhado Jack Black. Fiquei intrigada com o fato de os atores do filme, o próprio Jack Black e seu amigo Jason Alexander não serem primores da beleza masculina e mesmo assim falarem mal de mulheres feias! 
Tenho a impressão de que a ideia e a imagem passadas é que as mulheres têm a obrigação de serem e estarem sempre bonitas mas os homens podem ser baixinhos, gordinhos, carecas e sem graça como os dois atores supra citados. Só porque são homens? Homem manda? Define? Mulher obedece? Concorda sem contestar?
Me marcou a cena em que os atores conversam sobre a namorada do Hal (Jack Black) e o amigo Maurício (Jason Alexander) a chama de hipopótamo! O cara não é nenhum Brad Pitt!
Na boa.
Semana passada tentei assistir a um programa de humor com um quadro de Stand Up Comedy. Muito ruim!
Piadas cheias de referências sexuais, preconceituosas, ridículas.
As pessoas riam e eu não entendia do que elas riam.
Será que estou ultrapassada? Será que estou ficando velha? 
Não sei.
Sei que sou do tempo em que piadas e shows de humor eram para nos fazer rir, hoje são para ofender, humilhar e extrapolar todos os limites.
É isso.

                                            


terça-feira, 27 de março de 2012

Humor




Sou do tempo em que programas de humor ou eram inteligentes como os de Chico Anysio e Jô Soares ou pastelão como Os Trapalhões.
Gostava de todos.
Jô Soares e Chico Anysio nos faziam rir e pensar e Os Trapalhões nos faziam apenas rir, e muito.
Hoje o humor está diversificado, mas ainda não vemos muitas mulheres humoristas nem em programas de televisão nem em Stand Up Comedy.
Atualmente temos muitos programas humorísticos na TV, mas alguns deles apelam para o mal gosto, o desrespeito e à exploração e exibição exaustiva de mulheres com corpos seminus. É um exagero de peitos e bundas pra dar e vender (sic).
Os programas humorísticos de hoje parecem seguir o mesmo princípio dos comerciais de cerveja, infelizmente.
Há dois humorísticos antigos que ainda estão na TV e nos fazem rir: A Praça é nossa e mais uma versão da Escolinha do Professor Raimundo, a Escolinha do Gugu.
O problema desses programas, principalmente da Escolinha do Gugu, é a apelação sexual disfarçada de piada. Explico: Na dita escolinha há uma "aluna" que sempre tira nota dez e à medida que responde corretamente às perguntas tira uma peça de roupa até ficar só de biquíni ou lingerie; sei lá.
A moça tira a roupa e depois corre para se sentar em seu lugar e tenta se cobrir com a peça de roupa recém tirada (??!!).
Mas nesse programa o problema nem é tanto a exibição de peitos e bundas, mas sim o comportamento de velho tarado de um pseudo humorista que não tem a menor graça, o tal do "Seu Eugênio" vivido por César Macedo.
Acho que a Record mantém esse senhor na Escolinha do Gugu por compaixão e por não saber o que fazer com ele, e não porque ele seja engraçado ou tenha talento.
Em um episódio do programa o "Seu Eugênio" passa as mãos pelos seios da "aluna" Marilyn Brasil e isso me desagradou e mandei um e-mail relatando o fato à TV Record.
Não recebi nenhuma resposta.
No programa de domingo de 25 de março de 2012, o "Seu Eugênio" tocou no corpo da "aluna" Dona Fifi, aquela que tira a roupa quando tira um dez, e ela deu-lhe um tapa e ficou de mal humor o restante do programa.
Os outros atores riram acho que para disfarçar a situação, pois não teve graça nenhuma.
Assédio sexual não é engraçado.
Esconder-se por trás de uma personagem e fazer uso disso para se tocar em mulheres seminuas ou não, também não é engraçado.
Mandei meu segundo e-mail hoje para TV Record relatando o mesmo fato e acredito que não terei resposta nenhuma, como da primeira vez.
As emissoras de televisão deveriam estudar melhor as propostas de seus programas de humor, e outros também, para evitar cair na vulgaridade e na apelação sexual. 
Mostrar mulheres seminuas com peitos e bundas à mostra dá mais audiência e atrai anunciantes, mas até quando essa fórmula funcionará?
Já temos lixo demais na TV: Big Brother, A Fazenda, Mulheres Ricas, Superpop, Pânico na TV e outras porcarias. Já passou da hora de investir em cultura, bom gosto, educação, informação e respeito ao telespectador.
Há bons programas, como: Todo Seu, Café Filosófico, A Liga, CQC...
A velha fórmula da TV que vende sexo e que ainda está em voga já dá sinais de desgaste.


"Seu Eugênio" com "Marilyn Brasil" e ao fundo "Dona Fifi" sem roupa.