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terça-feira, 11 de agosto de 2015

Vulgar

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Não consegui assistir ao CQC ontem à noite, está muito vulgar.
O uso excessivo de termos chulos, exposição da vida íntima de pessoas que se propõem a passar por situações vexatórias, entrevistas com famosidades que também abusam de palavrões, videos expondo crianças nuas...
O que que aconteceu com o programa? Era tão bom antes!
Muitos atribuem a decadência à saída de alguns membros como Marcelo Tas, Rafinha Bastos e Danilo Gentili, mas eu discordo. Marcelo está sendo muito bem substituído por Dan Stulbach e o arrogante e grosseiro Mauricio Meirelles substitui à altura os igualmente arrogantes e grosseiros Danilo Gentili e Rafinha Bastos.
Os programas de humor confundem humor com vulgaridade; acham que falar palavrões e usar outras baixarias é engraçado, eu não.
Foi mostrado ontem dois videos de garotinhos nus e isso é prato cheio para pedófilos nojentos e, como se não bastasse, ao final da apresentação dos videos, o insuportável Mauricio Meirelles disse: "Semana que vem vou mostrar minha r...". Pelo amor de Deus! Isso é humor?!
Esse moço ganhou muita liberdade após a saída dos outros membros e está se achando melhor que todos os outros que fazem o programa; quem ele pensa que é?! Humorista? Engraçado? Divertido?
As entrevistas também são chatas, monótonas e percebe-se o desconforto do entrevistado, principalmente estrangeiros. São perguntas bobas, de duplo sentido e em um inglês sofrível. Dá até vergonha só de imaginar o que o entrevistado pensa e que não vê a hora daquilo acabar.
O CQC está se nivelando ao antigo formato do Zorra Total e ao Pânico, lixo vulgar ao extremo.
Não tinha nada mais interessante na TV, então o jeito foi desligar e ir para a cama. Tela Quente com aquele rapper americano, 50 Cent, que fala com a boca fechada igual a um boneco de ventríloquo, nem pensar!
Cama, gatos e livros, são a melhor companhia.
É isso.




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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Produção

                                   


Já falei aqui sobre a rápida e descartável produção de celebridades atualmente.
Parece que basta a pessoa filmar qualquer coisa e lançar na Internet que em questão de tempo se transformará na mais nova sensação celebrativa. 
Semanas atrás um dos vizinhos fez uma festinha em sua casa; aliás, toda semana tem uma festinha com música pegajosa, churrasco e muito barulho.
Primeiro fui obrigada a ouvir, pelos menos umas três vezes seguidas, o inefável CD do Carrossel. 
Na boa, criança cantando é bonitinho só para os pais e familiares verem e ouvirem, já gravar discos...
Depois do Carrossel ouvi uma meia dúzia de vezes o tal do "Prepara..."
Não conhecia a dona da voz até que a vi em entrevista para Marília Gabriela. É uma moça bonita, jovem, carioca e funkeira e atende pelo nome artístico de Anitta com dois "tês".
Entendi.
Vi a entrevista e continuei ouvindo "prepara" por meio dos Gadgets dos alunos e pelo vizinho. 
Dias depois vejo a imagem dessa moça em quase todos os canais abertos e me surpreendeu vê-la na campanha do Criança Esperança.
Parece que até mesmo emissoras de TV tradicionais com a Rede Globo têm sede, fome e uma tremenda necessidade e interesse em mostrar gente que faz sucesso para aumentar os pontos de audiência.
Parece também que o padrão de qualidade dessas emissoras caiu bastante, pois basta alguém fazer sucesso na web e logo aparecerá em programas de TV.
Tive um dia estafante e muito estressante hoje e obviamente a cabeça dói. Volto para casa e ligo a TV; hoje tem CQC. Gosto do programa.
Mas eis que a ubíqua Anitta estava lá também!
Nada contra essa moça, mas me incomoda essa fome desesperada de se mostrar e ser visto e não importa o "talento" da pessoa, o que importa mesmo é que ela tenha bombado em algum veículo da mídia. 
Fama, sucesso, dinheiro, futilidade, pobreza intelectual e cultural e o povão aplaudindo.
Quando começarão a distribuir pão e vinho? O circo já está armado faz tempo!
É isso.


                                      


segunda-feira, 29 de julho de 2013

Gengibre

                              


Tempo bom. Frio durante a manhã e a noite, sol à tarde.
Mas dizem que esse tempo bom tem os dias contados e o frio polar voltará com tudo nas próximas semanas.
Gosto do frio e do calor amenos, nada de exageros e de temperaturas polares e/ou desérticas. Não dá.
Estou melhor. Ainda meio dolorida, entrevada e um tanto quanto revoltada.
Amanhã comprarei gengibre e farei um chá com limão e calda de açúcar (açúcar queimado). Um toque de canela, talvez.
Esse chá é bom para proporcionar uma boa noite de sono e aliviar as dores articulares. Receita de negros velhos, escravos e ex escravos, sábios e sofridos. Lindos.
Pretendia comprar gengibre hoje, mas estava um trânsito terrível. Não quis parar no mercadinho do bairro e decidi ir direto para casa.
Vou para a cama com a gataiada; amanhã vejo o Top 5 do CQC no You Tube.
Estou cansadinha.
Boa noite a todos.


                                   


                                  

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Programas de TV e Apresentadores

                               

Aguardava no consultório do gastroenterologista e a TV estava ligada no Programa da Tarde da Record.
Não podia fazer nada, eu não podia mudar de canal e o jeito foi assistir aquilo.
Um sujeito que atendia pela singela alcunha de "Cachaça" tinha que colocar a mão em recipientes com ratos, baratas, sapos e uma imitação plástica de cactus; o objetivo dessa brincadeira besta era a de adivinhar qual o animal tocado e ganhar prêmios.
A TV Record vive de celebridades de categoria e gosto duvidosos.
É claro que detestei essa estupidez, os animais estavam agoniados dentro daquele cubículo e os sapos pulavam desesperadamente tentando sair daquele sufoco.
Odeio brincadeiras, shows, pseudo esportes e outras tolices com animais. Odeio circos que usam animais, odeio rodeio, odeio rinhas, odeio humanos idiotas que acham essa violência descabida divertida e ainda têm a cara de pau de chamar isso de esporte.
Depois dessa brincadeira ridícula o "famoso quem" Cachaça encara outra prova pior ainda: passar algumas horas agradáveis com uma dupla sertaneja (não me perguntem o nome, para mim, são todos iguais). Jogam tênis, fazem churrasco e cantam. Jesus Maria José!
O detalhe sórdido é que esse rapaz com pseudônimo de bebida etílica está acompanhado por uma moça usando um micro vestido. Precisava mesmo?
Finalmente o médico me chama, graças a Deus, e não sei nem quero saber como a brincadeira/prova estúpida acabou.
Volto para casa, faço minhas coisas, assisto a Criminal Minds e lá pelas dez e meia da noite eu mudo de canal e coloco na Band. O programa anunciado seria ótimo se não fosse apresentado pelo super-hiper-ultra-mega-plus arrogante Danilo Gentili e o comportamento desrespeitoso e vulgar de alguns convidados. Esse moço, Danilo Gentili,  se acha O apresentador, O humorista, O cara. Precisa comer mais arroz com feijão e engrossar a voz para chegar ao nível de uma Marília Gabriela ou um Jô Soares. Desculpa aí.
A ideia original do programa era realmente muito boa e consistia em associar dicas e imagens para descobrir quais fatos que marcaram o ano estavam se referindo. 
Obviamente, havia duas mulheres seminuas e rebolativas. Acho que não precisava, mas estamos no Brasil e peitos e bundas dão IBOPE.
Houve muitos palavrões, ofensas e baixarias para um horário relativamente cedo. Nessa época de férias e festas de fim de ano as pessoas vão para a cama mais tarde e assistem aos especiais da TV.
O ex jogador Neto fala palavrões sem pensar, chamou o Denilson de burro e animal. É aquilo que eu já disse em outra postagem: dinheiro não faz a pessoa mais educada. Tem muito novo rico deslumbrado que só sabe do ó porque senta em cima, já diria meu linguarudo avô Paipreto.
Acho que estão abusando dos palavrões na programação da TV brasileira; até mesmo o CQC abusa, acredito eu em minha humilde opinião.
Mas de tudo isso o que mais me incomodou mesmo foi a situação dos animais no Programa da Tarde. Os bichos estavam agoniados. 
Por que não colocam o pai, a mãe, a avó, sogra, filhos e toda a parentada em cubículos sufocantes e pedem para um animal tocá-los, de preferência um porco espinho,  e pedir para adivinhar que espécie são.
Se fizessem isso, lá viria Os Direitos Humanos...
Está difícil assistir TV, não à toa os canais a cabo estão bombando, como dizem os jovens. Nem precisa perguntar por quê.
É isso.

                           

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Educação e Dinheiro

                                 

Acho que já falei aqui que dinheiro não compra educação, semancol, delicadeza, gentileza e outros comportamentos que já nascem com a gente e/ou nos são ensinados por nossos pais, ou não.
Assistia ao CQC de ontem e fiquei indignada com o primeiro lugar do Top 5 da semana; Zezé de Camargo e Luciano tentando adivinhar e responder as charadas do Gugu.
Ridículo, para dizer o mínimo! E é aí que entram o dinheiro e a educação, ou a falta desta.
Gugu pergunta o que é o que é que quanto mais rugas tem mais novo é e a resposta deveria ser pneu, mas qual foi a resposta do gorducho com cara larga e abobalhada? Se me perguntarem quem é quem dessas duplas sertanejas, não sei dizer, e não tenho nenhuma vergonha em assumir isso.
São todos iguais para mim. Na boa.
Bom...
A resposta dada pelo gorducho foi "c...". Isso dito em um programa dominical às três horas da tarde! Famílias, idosos e crianças assistindo.
Será que esses cantores esganiçados e gritões não têm educação, semancol, tato e respeito pelos outros?
Para o infame dizer isso no mínimo ele deve ter a experiência de um proctologista. Vai saber.
Ele tem o direito de pensar o que quiser, mas deveria pensar muito antes de dizer uma besteira dessa! 
Esses duendes disfarçados de cantores sertanejos, assim como outros, deveriam aproveitar a oportunidade fácil que o dinheiro lhes dá e contratar alguém para ensinar-lhes como se comportar e não dizer tudo o que pensa.
Já falei sobre isso aqui e mencionei a bela e grosseira Ivete Sangalo e o simpático e vesguinho Luan Santana.
Realmente, dinheiro não compra felicidade, manda buscar. O dinheiro deveria comprar educação e respeito pelos outros, principalmente para os que compram os discos e ouvem os gritos esganiçados em forma de canção.
Desculpem, mas depois dessa eu não pude resistir.
É isso.

                                

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Comportamento

                               

Sou implicante, às vezes. Quase sempre, essa é a verdade.
Adoro implicar, principalmente com a programação da TV, artistas, cantores, atores, celebridades, pseudo celebridades e afins.
Assistia ao programa CQC que teve como convidada na bancada a cantora baiana Ivete Sangalo.
A bela baiana canta bem e tem boa voz, mas não pode-se falar o mesmo de seu repertório. Lamento.
O problema dessa moça é seu comportamento meio grosseiro, indelicado e arrogante. Talvez ela nem faça por mal, mas não é algo agradável e parece que ela faz para humilhar a pessoa; explico.
Marcelo Tas pergunta se ela torce para um determinado time de futebol baiano e ela responde na lata: "E pra que time tua mãe torce?"
Não gosto quando uma pessoa faz piadas, comentários cruéis ou provocações usando a mãe de alguém. Acho ofensivo.
Em outro momento do programa ela diz que foi ao banheiro e estava se limpando quando foi chamada. De novo, ela poderia omitir o "se limpando".
Um cantor jovem com quem também implico é o simpático e vesgo Luan Santana. O rapaz usa aquelas jaquetas à la Michael Jackson, arregaça as mangas até a altura do cotovelo e me pergunto se aquilo não afeta a circulação sanguínea e isso sem contar no penteado "acabei de acordar". Em toda entrevista dada o discurso é o mesmo: "Valeu galera!".
Esse rapaz não tem mais nada a dizer?
Outros cantores e duplas sertanejas também usam o mesmo discurso pronto, prático e rápido e uns dizem: "Nóis ficô animado demais da conta".
Será que com os milhões que esse povo ganha não daria para contratar um personal professor que os ensine a falar melhor em público?
Não, não precisam ser letrados e cultos como os imortais da ABL, mas custa melhorar e variar o discurso?
Até parece jogador de futebol, que memoriza uma fala e a repete incansavelmente em toda entrevista: "Vamos fazer o que o professor falou e vamos em busca de um resultado positivo... A equipe está bem entrosada...O time adversário jogou melhor e infelizmente não conseguimos fazer gols..."
O dinheiro que gastam nas festanças com muita bebida, comida, mulherada fácil e otras cositas mas poderia também ser usado para aprender coisas boas e novas com o personal professor.
Sonho com o dia em que professores sejam admirados e paparicados como o são as celebridades e jogadores de futebol. E recebam salários semelhantes também.
Amém.


                           


terça-feira, 4 de setembro de 2012

Portas

                                        

Estava muito cansada ontem; nem consegui assistir ao CQC. Achei também que o programa estava meio lento, assim como eu.
Antes disso, assisti ao filme "Mudança de Hábito", uma comédia dos anos 90 com a atriz Whoopi Goldberg e ri muito. 
Gosto de rever filmes mais antigos e reler livros lidos há algum tempo, parece que têm algo de novo, algo novo a dizer ou a mostrar.
Fui para a cama e peguei no sono até que rapidamente para meus padrões "insônicos", mas lá pelas duas da manhã tive que me levantar e ir ao banheiro. A gataiada me acompanha, sempre.
Levantei-me de novo às quatro da manhã e pensei que dormiria até às sete, mas me enganei; acordo com vozes que conversam animadamente e isso às cinco e meio da manhã! Era o casal de vizinhos que falam pelos cotovelos, falam alto pra caramba e ouvem música ruim em alto volume. Valha-me Deus!
Detesto ser acordada bruscamente, e me pergunto: "O que madoscachorro esse povo tem tanto pra falar às cinco e meia da manhã?!"
Nesse sono interrompido tive alguns sonhos, algumas visitas.
Sonhei com minha falecida prima Marinês e no sonho ela dirigia uma Perua que nos levava até Pernambuco. Dias antes sonhei com papai caminhando comigo por caminhos tortuosos e eu estava muito apreensiva; vi rios com corredeiras de águas claras e azuis e eu dizia a papai: "Quero chorar mais não, pai. Chega de lágrimas".
Papai andava ao meu lado e paramos em um local muito parecido á região montanhosa da Fazenda Taquari onde nasci, papai dizia: "Essa é a sua terra".
Depois sonhei com minha avó Mãevelha e eu secava seus cabelos compridos e branquinho-azulados com o secador. Mãevelha tinha umas bochechas fofinhas e gostosas de beijar.
Alguém entrava no quarto onde estávamos e dizia que eu ainda tinha uma avó para cuidar, mas eu sabia que Mãevelha já havia partido há mais de vinte anos. 
Depois de secar os cabelos de minha avó eu começava a secar os cabelos de uma menina de uns quatro ou cinco anos e ela tinha cabelos encaracolados, meio acobreados, cabelo de gente galega.
Depois percebi que aquela menina era eu.
Quem consegue entender e explicar o tempo das coisas, dos sonhos, da vida?
Eu fui galeguinha até os cinco ou seis anos e depois fui ficando mais morena. Morena clara.
Adorei as visitas de papai, Mãevelha, minha prima Marinês e de outras pessoas que fizeram (fazem?) parte da minha vida e da minha História.
Estou tentando entender o significado de suas presenças; talvez até saiba.
Mas o chato é que sempre acordo angustiada, assustada às vezes, pois quero entender o que meu povo quer me dizer e quero que fiquem mais tempo. Mas eles não podem e eu também não posso; cada coisa a seu tempo.
Um dia pensava comigo sobre a possibilidade de haver uma porta mágica que se abrisse e nos permitisse entrar na casa daqueles entes queridos que já se foram ou permitir que eles nos visitasse mais e demoradamente. Mas Deus e o Povo lá de cima sabem o que fazem e bem sabem que se eu entrasse por essa porta e encontrasse meu Paipreto, meu avô José e todo meu povo querido e eu fosse criança de novo eu não quereria sair de lá de jeito maneira jeito qualidade.
É melhor assim; visitas rápidas. Já dou trabalho e acordo chorando quando sonho com meu povo, imagine se eu pudesse vê-los sempre que quisesse?! Daria certo não.
Agradeço por suas visitas e peço a Deus que os permita sempre me visitar e que os cubra de Luz, Paz e que eles fiquem sempre bem. E eu também, meu Deus.
Amem.

                                    




segunda-feira, 30 de julho de 2012

Nuca

                                   


Minha cabeça voltou a doer; minha nuca dói, formiga, pesa.
Preciso voltar ao neurocirurgião.
Dor nas juntas, já voltei ao ortopedista.
É o recomeço daquilo que nunca tem fim.
Vou ficar bem.
Vou tentar assistir ao CQC sem o Marcelo Tas e com a apresentação de Danilo Gentilli. Esse moço me incomoda um pouco, muito seguro de si, muito convencido, muito arrogante. É um bom profissional, todavia. Provou ser talentoso e competente, mas poderia ser um pouquinho, um pouquinho só, humilde.
Tenho até certo receio de que ele venha a ler o que acabei de escrever, mas acredito também que as chances de isso acontecer são as mesmas de eu ganhar na Mega Sena: uma em um milhão.
Devo estar variando das ideias. Deve ser a dor de cabeça.
É isso.
                                         


                                 

terça-feira, 10 de julho de 2012

Reclamações, Comerciais, Brasil

                                          


Vivo reclamando de produtos, serviços e atendimento.
Reclamo quando sou mal atendida por um funcionário mal educado. 
Sou meio antissocial, como já me disseram, mas sou educada e procuro respeitar a todos, até mesmo àqueles com que não simpatizo muito. Educação é a melhor arma e sempre fui muito na minha mesmo. Não sou de grandes arroubos de simpatia e emoções.
É cultural em nosso país o "deixa pra lá, é assim mesmo". Papai ainda acrescentava: "Tem jeito não".
Pois é.
É exatamente do "deixa pra lá" que vivem e se proliferam os péssimos serviços, produtos e atendimentos. Se ninguém reclama então pensa-se que está tudo bem e continua-se no erro. Não é assim?
Tem que reclamar sim! Temos nossos direitos, pagamos impostos abusivos, somos explorados, manipulados, usados... (até parece discurso político anti burguês).
Já reclamei junto à Unimed pelo preconceito que sofri por parte de uma funcionária; já reclamei junto à Receita Federal, junto à livrarias, lojas, prestadoras de serviços e afins.
Sou educada até demais, mas pisa na bola pra tu vê!
Outro hábito que tenho é de enviar e-mails para as emissoras de televisão e grandes empresas, tanto para elogiar como para reclamar, claro.
Por exemplo: Enviei e-mail para a Band elogiando o CQC e o Quem fica em pé. Ótimos programas que precisamos esperar para assistir; primeiro temos que ver o tal do Video News com a super pegajosamente, megamente simpática e sorridente Nadja Haddad. Essa moça apresentou o Jornal da Band e o fez tão bem; não entendo porque decidiu a prestar o papel de boba da corte em um programa chato que apresenta repetecos dos programas da Band e exibe video cassetadas às quais estamos cansados de ver no Domingão do Faustão e em outros programas de outras emissoras.
Ela tenta rir, gargalhar e achar tudo muito engraçado. Ela faz comentários tolos das imagens e videos tolos como se fossem algo muito importante; como se fossem comentários políticos, econômicos ou algo que o valha. Talvez a nossa política seja tola mesmo e os palhaços somos nós!
E por causa desse programeco bobo, o CQC "encolheu" para poder caber na grade da programação e não acabar muito tarde. Afinal, temos que trabalhar no dia seguinte.
Eliminado esse programa chato, o Quem fica em pé começaria mais cedo e o CQC começaria no horário antigo e assim poderíamos assistir aos bons quadros de antes, como o O povo quer saber, CQTest, Resta um.
Outra coisa da qual reclamo é dos comerciais de televisão. 
Em uma postagem anterior elogiei a Fiat pelo elegantíssimo comercial de lançamento do carro Línea, mas tempos depois a montadora perde a mão, esquece o bom gosto e faz comerciais de péssimo gosto com péssimos garotos propaganda: Michel Teló, os manés que cantam (não sei o nome deles e nem quero saber) eu quero tchu, tcha e mais recentemente com o cinquentão que tem complexo de Peter Pan, Sérgio Malandro.
Será que já falei sobre isso aqui? Não sei, mas já que estou aqui, falo de novo.
O cara só saber falar glu,glu, yeah,yeah e acha isso muito engraçado!
Esse é um empacado no tempo e no espaço e vive da fama de sua celebridade Z (existem as celebridades A, entende?).
Outro comercial de motos exibe o cara cantando a musiquinha do oi, oi, oi cercado por moças de maiô dançando à lá Beyoncé. Acho que a próxima música desse rapaz vai ser: tchau, tchau, tchau...
É claro, público, óbvio e notório que os comerciais brasileiros apelam para uma sexualidade exagerada. Somos conhecidos por nossa sensualidade, mas há uma tênue linha entre o que é sensual e o que é vulgar e as pessoas confundem muito isso.
Em um comercial dos sapatos Pegada, o ator Murilo Rosa joga boliche com Renata Fan e óbvio, quando ela se dobra para jogar a bola, a câmera dá um close em sua bundinha chocha, como diria mamãe. Os comerciais de cerveja então! Desnecessário falar.
Não acham que essa imagem extremamente sensual do Brasil é usada à exaustão? Será mesmo tão necessário assim fazer uso de bundas e peitos, caras e bocas para vender produtos?
Têm comerciais muito legais e engraçados e gostava do moço que vendia pamonha e rebolava; o do cigano também é muito legal.
Claro que as grandes companhias contratam famosos com grande apelo junto à população, mas tem gente boa, culta e interessante também!
Vejamos a graça e elegância de Camila Pitanga nos comerciais da Caixa; ela não precisou rebolar, fazer caras e bocas para aparecer, bastou seu talento e beleza. Simples assim.
Não sei o que está acontecendo com a cultura e com a música brasileira. Tudo está se tranformando em lixo consumível e descartável, até aparecer a nova celebridade. Até aparecer alguém com as versões "Eu quero tche, tcho... tchau, tchau, tchau... tcha ra ra..." com garotos vesgos de cabelos arrepiadas e calças mais justas que Deus.
O que estão fazendo com o Brasil?!
É isso.


                                            

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Vergonha Política

                                             


O brasileiro parece que gosta mesmo de sofrer. 
Gosta de sofrer para ter do que reclamar e no dia que não sofre e não reclama, não dorme.
Exemplo claro disso é a política de nosso país.
A corrupção corre solta e ninguém faz nada. O povo não sai às ruas para protestar seriamente e derrubar esses políticos corruptos. Protesta contra a presença da polícia na USP. Ridículo. A polícia garante segurança em uma área perigosa. Mas preferem a polícia fora para poderem fumar seus cigarrinhos do capeta em paz. 
É sempre a mesma história: denúncia, CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), investigação, ninguém vai preso, se vai logo é solto e no fim tudo acaba em pizza!.
O povo brasileiro parece que está acostumado à corrupção; está anestesiado e hipnotizado pelo mantra: "Mas todo político é corrupto mesmo".
Mas parece que há um vírus altamente contagioso na política brasileira. O candidato pode até ter boas intenções, mas ao entrar na corja política, acaba se contaminando e se tornando um deles. Mais um ladrão, mais um corrupto, mais um que superfatura obras, mais um...apenas mais um. "E tudo tem que virar óleo pra por na máquina do Estado", já diz a inteligentíssima letra e canção da música "Desordem" dos Titãs.
Isso é triste para um país que tem pretensões de ser uma das primeiras economias mundiais.
Teria chance, basta ver o caos político e econômico que assola a Europa e a cambaleante economia norte americana.
Isso me faz lembrar daquela piadinha infame que diz: "Mas o Brasil é um país maravilhoso. Não tem terremoto, furacão, tsunami...É, mas olha o povinho que botaram lá!".
E o povinho vota em políticos mais povinho ainda.
Se merecem.
Se há corrupção é porque permitimos. Não agimos. Nos conformamos.
Assistimos reportagens sobre roubalheira e corrupção e dizemos: "Que país é esse?". Mas logo após a reportagem sobre corrupção vem uma reportagem sobre um tema mais agradável e assim o brasileiro esquece o que viu antes. Coincidência? Acaso? Sei não.
E o povo reclama...
Mas de quem é a culpa pelos políticos que estão lá no Congresso?
Do povo!
Quem é que vota e elege esses políticos?
O povo!
Assisto ao programa CQC da Band e me envergonho e entristeço com as respostas evasivas e a burrice escancarada da maioria dos políticos que não conhecem nem o mapa do próprio país!. 
São todos "doutô" e "otôridade".
Aumentam seus salários num piscar de olhos enquanto o salário mínimo continua mínimo.
Queria ver esses políticos andar de transporte público, ganhar salário mínimo, educar seus filhos em escola pública, trabalhar de verdade oito horas por dia e de segunda à sexta.
A política brasileira parece que virou garantia de salário para jogadores, famosidades de programas de Reality Shows, de mulheres frutíferas e desfrutáveis, de pseudo cantores,de velhos coronéis disfarçados de tradição, de ex atletas e tristemente de palhaços analfabetos.
Os caras estão ficando velhos para atuar no que atuavam antes, perdem o interesse que a população tinha neles, se aposentam e para garantir o rico dinheirinho no fim do mês fazem o quê? Se candidatam, se elegem e garantem dinheiro na sua gorda conta bancária.
Já ouvi absurdos fúteis do tipo: "Vou votar no candidato X porque ele é mais bonitinho que o candidato Y".
Os ex alguma coisa transformados em políticos vestem seus terninhos e usam óculos para dar-lhes um ar intelectual. Só aparência. Como dizia meu avô Paipreto: "Só sabe do ó porque senta em cima".
Queria saber se esses políticos leram algum livro? Leem jornais e revistas?
Pra quê? 
O rico salário já está garantido, é só participar de uma reuniãozinha ou outra e pronto. Trabalho feito.
E enquanto isso o povão se lascando para pagar suas contas, sustentar seus filhos, entrar no buzão e no metrô lotados e almoçar marmita requentada. Às vezes recebem "tique refeição"  (ticket) mas os vende para ajudar no orçamento doméstico.
Tenho vergonha da politica e dos políticos brasileiros.






quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Fim de ano na TV

                                           


Todo fim de ano é a mesma coisa: programação supostamente especial, novos programas, férias dos programas a que estamos acostumados; enfim, uma profusão de opções nem sempre atraentes e/ou interessantes.
É até irônico, pois quando estamos trabalhando não podemos nem sempre assistir a nossos programas favoritos e quando estamos em férias nossos programas favoritos também estão. Resta-nos zapear pelos canais com o controle remoto para encontrar algo que valha a pena.
Acabei de assistir ao Jornal Nacional e vejo comercial com Pedro Bial sobre o BBB12. Pelo amor de Deus! Esse lixo vai acabar algum dia?!
Me decepciona ver Pedro Bial prestar-se a esse papel ridículo de apresentador de um programa cheio de gente que "se acha", que tem atitude e personalidade. Todos nós temos, p...!
Já falei aqui, ninguém é robô.
Admirava Pedro Bial e suas coberturas internacionais. O cara cobriu um marco histórico, a queda do Muro de Berlim em 1989. Cobriu a guerra do Golfo, o colapso da União Soviética.
E agora o que faz Pedro Bial? Big Brother Brasil. 
E imaginar que o Big Brother (O grande irmão que a tudo vê) é personagem/tema do livro 1984 de George Orwell sobre ficção política e não sobre um bando de abestados com atitude e personalidade.
O ruim disso tudo é ter que ver a porcaria do "vamos dar uma espiadinha na casa mais vigiada do Brasil" para enfim podermos assistir à programação normal. Atrasa tudo e acaba desanimando. Não tenho muita paciência para esperar o fim da "espiada" para poder começar e assistir ao programa que eu quero ver. Outro problema é a que Globo passa ótimas minisséries na mesma época do BBB. Temos que esperar um tempão para assistir e quando finalmente começa, acaba em pouco tempo. A Globo quer conciliar os horários da sua ótima programação com o lixo que é o BBB. Fica difícil.
E já que estamos falando de TV Globo, há outros programas que já enjoaram; já deram o que tinham que dar. Renato Aragão/Didi, Xuxa, Malhação, Roberto Carlos. Não tem mais graça. Aposenta essa povo chato. 
É minha opinião e todos têm o direito de discordar ou não.
A TV Globo é exigente para com suas produções e esmera para dar veracidade a novelas e/ou minissérie de época. O guarda roupa, a maquiagem, as falas; tudo é feito com muita qualidade. Mas como todo pavão de bela cauda, a feiura de seus pés estão em programas de gosto duvidoso.
Um programa que gosto muito é o CQC da Band. A TV Bandeirantes. Mas eles ficarão em férias e no lugar irá passar um Reality Show sobre mulheres ricas. E me pergunto: "E o kiko?" Kiko tenho a ver com isso? Que me interessa saber o que essas peruas viciadas em botox vão comprar ou deixar de comprar. Danem-se.
Além do CQC outro programa bacana é A Liga. Pena que o Rafinha Bastos saiu; mas ele falou demais e acabou que nem peixe: morrendo pela boca. O cara é inteligente demais mas foi burro demais ao não saber calar e parar no tempo certo. Pena. Não gostei muito desse novo rapaz que entrou no CQC, meio chatinho.
Mais uma vez, é apenas minha opinião. Cada um cada um. 
Final de ano. Início da chatice na TV.
Melhor ler um bom livro.


                                       

sábado, 17 de dezembro de 2011

Homens & Mulheres: O que querem um do outro?

                                              


Conversava ao telefone com minha irmã Rosi e falávamos sobre violência contra a mulher.
Hoje há a Lei Maria da Penha que, conforme sua definição: 
"Cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do art. 226 da Constituição Federal, da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres e da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher; dispõe sobre a criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher; altera o Código de Processo Penal, o Código Penal e a Lei de Execução Penal; e dá outras providências".
Mas ainda há muitas e muitas mulheres que têm medo de denunciar o marido, namorado ou companheiro violento. Essas mulheres sofrem caladas abusos físicos, verbais, morais, sexuais e todo tipo de violência. 
Algumas vezes assisto ao programa do jornalista José Luiz Datena e fico abismada com o número de mulheres que mandam mensagens admitindo/falando sofrer violência de seus companheiros.
Apesar de toda a modernidade e da emancipação feminina, ainda vivemos num país e cultura machistas.
Tudo começa na educação diferenciada de meninos e meninas e aí vem a pergunta: "Mas quem educa esses meninos e meninas?". E a resposta é: As mulheres.
Tudo começa no "isso é de menino ou isso é de menina", " menina pode isso, menina não pode aquilo".
Meninos podem correr, subir em muros, jogar bola, brincar com carrinhos...meninas não. Meninas brincam com bonecas, brincam de fazer comidinha, cuidar dos filhos...meninos não. Os próprios fabricantes de brinquedos incentivam e alimentam esse machismo e esse comportamento infantil que crescerá com as crianças que serão futuros pais e mães algum dia.
Exemplo: Brinquedos para meninas consistem basicamente de bonecas, maquiagem, pias de lavar louças, mini cozinhas, mini tábuas de passar roupas e uma infinidade de brinquedos que na verdade dizem: "Esse é o seu lugar, menina. Na cozinha, no tanque, na pia".
Já os brinquedos de meninos são mais truculentos, fortes, violentos. São carrinhos poderosos, aviões, bonecos barbados e com cara de machos invocados.
Menina brincar com brinquedo de menino? Nem pensar!
Menino brincar com brinquedo de menina? Nem pensar!
E é a partir daí, desse medo infundado de alguns pais conservadores, que o machismo é alimentado nos meninos e a fragilidade e submissão são incentivadas nas meninas.
Claro, essa é minha opinião e as pessoas têm o direito de concordar ou discordar.
Têm pessoas na família que ficam horrorizadas e até proíbem o filho pequeno de imitar os passos de balé da priminha também pequena. Tudo por temor de o filho virar um "boiola".
Por acaso não há bailarinos homens?! Essas pessoas deveriam assistir ao fabuloso filme "Billy Elliot".
Minha mãe mesmo; era extremamente machista e paradoxalmente ela era o homem da casa. Já falei sobre isso aqui. 
Mamãe resolvia tudo, ia à frente de tudo, era decidida, forte, titânica. Já papai era bundão, trabalhador, mas bundão. Acomodado, o que desse para ele estava bom demais; não reclamava, não pedia, não questionava. Mas era o homem da casa!
Estão vendo?
Como dizia Albert Einstein: "Tudo é relativo".
Mas além da educação, quem mais pode ser "culpado/a" pelo machismo? A religião? Aí tocaria num assunto delicado, mas, de novo, é apenas minha opinião.
A religião que coloca a mulher como dócil, submissa e parideira. Ouvi muitas vezes meus pais dizerem: "A árvore que não dá frutos merece ser cortada". Isso numa referência à mulheres que não tiveram filhos. Tenho outra interpretação para essa frase e não tem nada a ver com ter filhos ou não. Acredito que tem a ver com dar frutos no sentido de ser útil a si próprio e à sociedade em que vive. Retribuir o que foi-lhe dado e seja em termos de educação, facilidades, vantagens e outros quesitos que ajudariam alguém a ser alguém. Entendeu?
Suave.
A questão básica é a interpretação. Precisamos saber ver nas entrelinhas e não levarmos tudo ao pé da letra. Já pensou um camelo passando por um buraco de agulha? Talvez um camelo de pelúcia e uma agulha gigante da cidade e Itu, famosa for seus objetos gigantes.
E voltando à árvore que não deu frutos...Eu nunca tive filhos, bem que eu quis muito minha Mariana, mas não deu. E aí? Mereço ser cortada?!
Dentre essas muitas "inguinóranças" de meus pais e minha família, ouvi inúmeras vezes papai dizer para mim e para minha irmã Rosi que a mulher só tem um nome quando ela se casa com um homem. Papai ficava doido com a rebeldia de Rosi e a chamava de "reberda, oreiúda, queixo duro, rispi e comunista". Traduzindo: rebelde, orelhuda, bocuda e ríspida.
Rosi e eu questionávamos papai e discordávamos de seus sermões e suas teses machistas xiitas. Por que me casar para ter um nome? Já tenho meu nome! Não sou gato nem cachorro para ter dono e ter um nome escolhido e colocado por ele!
Papai ainda dizia que essa nossa rebeldia teria fim quando um homem/marido nos pegasse pela orelha e nos mostrasse os quatro cantos da casa. 
Podemos nós mesmas andar com nossas próprias pernas e olhar para os cantos da casa e sejam lá quantos eles forem.
Vixe. Papai queria morrer, só faltava enfartar com nossa opinião, resposta e rebeldia.
Mas o mais curioso e irônico disso tudo é que quando papai e mamãe se casaram meu avô Paipreto não deixou mamãe mudar o nome de solteira dela. Ela continuou Marlene Gomes da Silva e papai manteve seu Soares. 
Paipreto disse: "Minha filha já tem nome. Não carece de pegar nome de cabra nenhum. Ela tem o nome do pai dela e está bom demais". 
Cadê a macheza de papai?
Acredito que se as pessoas se gostam e querem ficar juntas, já é bom o suficiente. É uma trabalheira do cacete ter que mudar de nome e os documentos. Ficar numa fila pra isso?! Mas nem que me aparecesse o príncipe encantado com a grana, a cara, o corpo, os olhos azuis e o sotaque daquele português bonitão com nome de índio da novela das nove. Ai Jesus!
Mais uma vez, é minha opinião, meu modo de ver e pensar. Cada um cada um. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Certo?
Outra coisa que me intriga bastante e já comentei isso com colegas de faculdade e amigos; é o modo como a mulher é vista pelos homens. É paradoxal e irônica. Vejamos.
Os homens criticam as mulheres ao volante, falam que lugar de mulher é na cozinha (falam isso porque não sabem o que fazer na cama...Hello, homens!). E se a mulher é ruim ao volante é porque os instrutores das auto escolas são homens! Chupa!!!
Desculpem. Empolguei-me um pouco além da conta.
Então. Homens criticam mulheres em funções e profissões que seriam apenas masculinas mas ao mesmo tempo adoram mulheres que exibem o corpo e fazem cara e boca sensuais.
Qual é a dos caras, meu? Querem mulheres burras, dependentes, incompetentes e bonitas para poderem admirar e falarem m..., mas não querem mulheres inteligentes,independentes, competentes e autossuficientes porque elas os assustam e ameaçam a sua macheza. Como diz o literalmente grande José Luiz Datena: "Essa é a grande verdade".
Meu, outra coisa que me irrita também, esse negócio de "comer"  e "gostosa" no sentido sexual. Primeiro: ninguém é comida.
Segundo: ninguém é canibal.
Terceiro: gostosa é comida, bebida, alimento.
Então: ninguém come ninguém. Que coisa chata!
Mas há também o outro lado da moeda: mulheres que são, gostam de ser e permitem fazer com que sejam objetos sexuais. 
Mulheres rebolando ao som de músicas - se é que se pode chamar isso de música - que as denigrem, as humilham, as tratam como coisa descartável, como objeto sexual. Usou, jogou fora e que venha a próxima. Esses dias vi uma moça bonita dirigindo um bom carro e o som alto tocava uma música que deixaria qualquer mulher com vergonha. Eu fiquei.
A letra, Deus me perdoe, dizia mais ou menos assim: "Você é minha cachorra, vou te acabar na cama, vou te c..., vou g...na sua boca". 
E essas mulheres dançam ao som dessas músicas horrendas e oferecem seus corpos fáceis e descartáveis. É tudo o que os homens querem.
Assisti ao C.Q.C. e a repórter Monica Iozzi foi cobrir o Miss Bunda e perguntou à vencedora da bunda mais bonita o que ela faria com o dinheiro do prêmio: "Ah... investir no meu corpo, no meu cabelo, né?". 
E em cérebro, alguém investe?
Não, não precisa estudar. Pra quê? Basta ter corpão, carinha bonita, longos, lisos e loiros cabelos e pronto. Claro, não nos esqueçamos que também é muito importante ter personalidade. 
Mas por acaso não temos todos nós? Tem alguém aqui sem personalidade? Algum robô presente?
Pensemos.
Mas o que é pensar? Isso deve dar um trabalho!
Melhor investir no cabelo e no corpo, né?
Minha Nossa Senhora!.
E que exemplos de mulheres deixaremos para nossas filhas, sobrinhas, netas? 
Mulheres frutas e desfrutáveis? BBBs (big bosta Brasil). Desculpem o palavreado mais uma vez.
Não, pelo amor de Deus não!
Temos mulheres magníficas, talentosas, inteligentes e competentes naquilo que fazem de melhor; seja na música, no jornalismo, na arte...
Temos Marília Gabriela, a presidente Dilma Rousseff, Marina Silva, Heloísa Helena, Hebe Camargo, Fátima Bernardes e muitas mulheres que são exemplares e merecem meu/nosso respeito e admiração.
E tenho dito!
Ufa!