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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Idiota

                                           


Copiei, colei e publiquei aqui texto cuja autoria é atribuída a Arnaldo Jabor.
Achei o texto inteligente e interessante, se não o fosse, não o publicaria aqui no blog.
É muito comum pessoas escreverem algo e atribuí-lo a outra pessoa, principalmente se for uma pessoa pública, famosa, conhecida por sua inteligência e por suas críticas ao governo e à Sociedade do país.
Conforme texto escrito, também e supostamente por Arnaldo Jabor, há muitos idiotas que escrevem textos e os publicam como sendo de Arnaldo Jabor.
Bom, talvez eu tenha sido idiota também, pois copiei, colei e publiquei aqui neste blog um texto supostamente escrito por Jabor. 
Só publiquei porque gostei da crítica inteligente, sendo de Arnaldo Jabor ou não.
E por falar em idiota, eu ia comprar o livro "O Idiota" de Dostoiévski quando fui à Bienal do Livro, mas desisti ao ver a qualidade ruim da impressão. Parece que alguém pegou o texto e disse assim: "Tó, imprime aí, vai".
Não deve-se julgar um livro pela capa, e não julguei! A capa até que estava bonitinha, mas o interior do livro, não!
Até entendo ser questão de economia, de ecologicamente correto e blá, blá, blá, mas economizaram muito em qualidade e ficou um livro impresso de qualquer jeito, sem respeito às margens, com letras quase caindo para fora do livro, papel ruim e otras cositas mas.
Desconfio de livros muito baratinhos demais, desconfio que o texto seja integral, desconfio que seja algum resumo resumido de algum resumo. 
Bom, os livros vendidos naquelas máquinas do metrô são baratinhos e de boa qualidade.
Eu sempre comprava quando andava mais de metrô.
E por falar em metrô, quando o governo vai perceber que o transporte público de São Paulo está sobrecarregado? E quando chegar a Copa do Mundo e esse povo todo indo pra ZL para o estádio do Curinthia, mano? Vixe! Vai parar a Radial Leste!
E falando ainda sobre livros...
Gosto de comprar os livros vendidos nos catálogos da Avon, os preços são bons e a qualidade é boa; o problema é que já comprei e li todos os livros que me interessaram e o outro problema é que são poucos os títulos que me interessam, pois 99% dos livros são sobre temas que não me interessam.
Nem vou colocar aqui para não parecer intolerante e "inguinórante" demais.
Bom...
Vou fazer meu café forte e doce na medida, igual ao da minha avó Mãevelha.
Acho que vou fazer um pão de ló (bolo sem leite) com raspas de limão e laranja.
É isso.
Bom dia a todos.

                               


quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Lotação

                                          


Temos dois tipos de lotação: a primeira é substantivo feminino e se refere à soma total ou capacidade máxima de algo.
O segundo é substantivo masculino e se refere a um meio de transporte. Aqueles buzão menorzinho mesmo, tá ligado?
Bom...
O lotação é menor e mais prático e passa em ruas estreitas, coisa que o ônibus tradicional e grandão não consegue fazer.
Uma vez tomei o lotação sentido Metrô Tatuapé e não sabia que havia mais de uma linha até o metrô. O lotação que tomei fez um caminho diferente ao que eu estava habituada e confesso que fiquei preocupada. Pensei comigo mesma: "Meu Deus, pra onde esse buzão está indo?". 
Fiquei com vergonha de perguntar ao motorista e/ou cobrador e fingi que estava apreciando a viagem olhando calmamente pela janela do coletivo.
Mas para meu alívio havia mais pessoas com a mesma preocupação que a minha. Acho que essas pessoas, assim como eu, não sabiam da diferença de rotas e linhas dos lotações.
Um rapaz alto, magro e vestido elegantemente olha ao redor com olhos e expressão questionadores e se dirige à senhora sua mãe: "Mainha, tem certeza que estamos no ônibus certo? Eu desreconheço esse caminho".
E mainha responde: "Sei não, meu rei. Melhor perguntar ao motorista".
Após ouvir esse diálogo, eu e outros passageiros do lotação nos imbuímos de coragem e perguntamos ao motorista se aquele ônibus nos levaria de fato ao Metrô Tatuapé. O simpático condutor do coletivo nos disse que sim e explicou que há mais de uma linha para o mesmo destino. Ah bom. Que alívio. Ufa! 
De outra feita estou no metrô Tucuruvi e devo tomar o lotação sentido Avenida Roland Garros ( a pronúncia correta do nome francês é "rolân gárrô, mas as pessoas falam como se escreve mesmo). O coletivo se aproxima, para no ponto e eu entro, certa de que iria sentido à avenida supra citada. Mas o lotação dá umas voltas, passa por umas ruas estranhas e nada de chegar ao destino pretendido por mim. 
O lotação chega ao ponto final e todos os passageiros descem; menos eu. Pensei que dali iria prosseguir viagem até chegar na avenida com nome francês. O motorista e o cobrador entreolham-se e se dirigem até a mim: "Senhora, a senhora tem que descer. Aqui é o ponto final".
"Mas esse ônibus não vai até a avenida Roland Garros?"
"Não, senhora. Não vai não. A senhora teria que ter pego o Vila Sabrina, esse aqui é o Vila Albertina. Mas aquele ônibus ali vai até o Metrô Tucuruvi e de lá a senhora toma o Vila Sabrina, certo?"
O motorista fez sinal para o lotação que se preparava para sair, eu agradeci e fui a caminho de meu destino. Entrei e quis confirmar com o motorista: "Moço, esse ônibus passa mesmo na avenida 'Rolân Gárrô'?". O motorista pensou um pouco, coçou a cabeça e disse: "Olha, moça, na avenida Roland Garros passa sim, mas nessa "Rolân Gárrô" não sei não".
"Tudo bem, qualquer uma das duas serve. Obrigada.