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quinta-feira, 31 de julho de 2014

Pardalzinho

                              


Um filhote de pardal perde-se dos pais e entra na secretaria; pousa nos móveis, procura a saída e se debate. Fico aflita.
Peço a Deus e ao Povo protetor dos animais que ajudem o pardalzinho a encontrar a saída. Peço, rogo, imploro.
Os bichinhos já sofrem tanto para encontrar árvores que lhes sirvam de moradia e abrigo, meu Deus. E cada vez mais derrubam árvores e colocam cimento e asfalto no lugar.
A jabuticabeira da escola está repleta de ninhos com passarinhos cantantes e barulhentos. Lindos.
O pardalzinho encontra a saída e eu o sigo para protegê-lo dos alunos e me assegurar que ele estaria bem e seguro.
Uma funcionária vê minha aflição e pergunta: "Você tem medo de passarinho?"
"Não. Eu tenho medo de gente".


                                       

quarta-feira, 5 de março de 2014

Flores

Figueira da Índia
                                

Mais uma reforma inútil na avenida da parte nobre do bairro.
Obras a passo de tartaruga manca na avenida que ligaria a Via Dutra à Marginal Tietê.
Derrubaram uma centenária, gigantesca, belíssima e majestosa figueira da Índia e a desculpa dada é que atrapalhava a fiação elétrica.
Esse país não se preocupa em preservar, principalmente em São Paulo, e sim em derrubar árvores, desmatar, cimentar e asfaltar tudo!
Figueiras, ipês, quaresmeiras, jasmineiras, paineiras, primaveras e tantas outras árvores e plantas lindas e floridas dão lugar agora a cimento e asfalto.
A calçada ficava coberta com as flores que os ventos derrubavam; parecia que os ventos gostavam de ver aquela beleza florida colorindo o chão. Flores roxas, róseas, brancas, amarelas...
Mas tenho observado uma Primavera precoce, e olha que o Verão nem acabou ainda e o Outono aguarda ali no cantinho com seus belíssimos dias cinzentos, chuvosos e frios e sua idílica luminosidade.
As árvores que ainda restam no bairro exibem uma floração bonita, viçosa, vibrante e colorida. 
Lindas paineiras com suas flores róseas. 
Quaresmeiras roxas e rosinhas.
Primaveras brancas, fúcsias, róseas,coral...
Achei tudo tão lindo e as pessoas tão apressadas não veem nada disso.
Elas enxergam mas não veem.
Eu paro para observar, ver, ouvir e sentir a força criadora da Mãe Natureza.
É isso.