Mostrando postagens com marcador outono. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador outono. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Tardes Luminosas

                               



Levantei cedo; as dores não me deixam dormir em paz.
Viro para um lado e para o outro procurando uma posição que acomode bem os joelhos e a coluna que doem dia e noite. 
Se estou sentada ou andando pela casa, incham os pés e dói tudo. Se estou sentada por muito tempo, dói a coluna e quando me deito, as dores deitam junto. Difícil.
Têm feito dias bonitos e tardes luminosas que me fazem viajar no tempo, no espaço e no passado. Adoro essas tardes luminosas de outono.
Lembrava de nossas visitas às casas dos parentes; andávamos pelo bairro e mamãe sempre parava para cumprimentar alguém: "Vamo, mãaaaaaaae".
Tomávamos café na casa da tia Anália, saíamos carregados com muitas verduras da chácara onde viviam e trabalhavam uma prima e sua família.
Couve, almeirão, alface, cebolinha, coentro... Era muita verdura.
Mamãe fazia bolinhos com essas verduras e ficavam deliciosos. Era nossa mistura nos dias que não tinha carne. 
Papai, como sempre, reclamava: "Isso lá é mistura?! Mistura tem que ser carne! Deus disse que nem só de pão vive o homem..." E a ladainha prosseguia.
Tentávamos argumentar: "Pai, Deus quis dizer que não é só de comida que a gente vive, além de alimentar o corpo, tem que alimentar o espírito também"
"E desde quando isprito come? Oxe!"
Era muita "inguinórança", meu Deus.
Estava me lembrando dessas presepadas de papai e muitas outras, perpetradas por ele e pela família ilustre.
Saudades, lembranças, risos, sorrisos... tardes de outono.
É isso.



                                   Resultado de imagem para bolinhos de verduras

quarta-feira, 11 de março de 2015

50 Tons de Verde

                              Resultado de imagem para nuvens com sol e chuva



Faz um dia bonito; céu azul e vento frio.
Choveu rapidamente agora a pouco. Foi uma nuvem passageira, uma nuvem criança que não sabe ainda controlar o momento certo de chover, diria meu povo antigo.
Esses dias de céu azul e vento frio têm um significado especial e marcante para mim, assim como os dias cinzentos, frios e chuvosos. Não sei explicar como nem porque, só sei que têm.
Sinto as nuances, as diferenças no tempo, no clima, nos dias, nas folhas das plantas, no comportamento dos animais e nas coisa da Mãe Natureza.
Antigamente não existia aparelhos para detectar essas mudanças e as pessoas apenas observavam a Natureza e assim sabiam quando era época certa de plantar, colher, armazenar...
É fim de verão, graças a Deus, e os dias estão menos quentes. Sinto e vejo as mudanças no tempo, nos diversos tons de verde das plantas e no meu próprio humor.
Às vezes acho que vim a esse mundo por acaso, por engano ou por castigo. Se for por castigo, creio que já paguei uma boa parte da dívida.
Lavei roupas e o mesmo varal arrebentou pela quarta ou quinta vez. Improvisei como deu, é meio complicado fazer as coisas com uma mão só enquanto a outra segura o andador e mesmo assim já caí um bocado de vezes.
Hoje é quarta-feira, dias das ofertas, frutas e verduras frescas nos supermercados. Estava com vontade de ir, mas não me sinto muito segura com essas pernas fracas. 
Vou me virar com o que tenho e amanhã, ao sair do laboratório, irei. Vou conseguir.
Gosto muito de frutas, adoro, e gosto de ver a fruteira cheia. Gosto também de ver o armário da cozinha e a geladeira cheios. Ficávamos tão felizes quando chegava o dia do pagamento e mamãe passava em casa na hora do almoço só para nos deixar a bandeja de iogurte e seguir de volta para o trabalho. Quando chegava a noite, íamos ao supermercado para as compras do mês e nos permitíamos alguns luxos: bolachas, goiabada em lata, iogurte, suco em pó, achocolatado...
Estava sentada enquanto esperava a máquina terminar o ciclo e observava meu jardim. Estão tão lindo e viçoso.
Os gatos estão atacando minha orquídea, puxando as raízes e a casca do coco. Terríveis.
Já atacaram minhas baby roses amarela e vermelha, meu pé de melão, laranja, limão... Vou ter que fazer um jardim suspenso.
Agora todos dormem para quando a noite chegar recomeçar toda a correria, as brincadeiras, os ataques de ciúme e toda a arte e graça dos bichanos.
Acordei de madrugada com uma coisa fofa, quente e peluda deitada sobre cintura; era meu Ébano Nêgo Lindo que sentiu frio e veio se aquecer ao meu lado.
Morena Rosa desistiu de dormir na caixa de papelão e eu estranhei: gatos adoram caixas de papelão. O motivo? Nunes Boreal fez caquinha na caixa só para Morena Rosa não usar mais.
Tudo o que os outros gatos fazem para me chamar a atenção, Nunes Boreal faz igual ou pior. Depois dizem que os animais não pensam.
Como não?! Animais não são coisas inanimadas, animais têm vida!
Ando meio sem vida ultimamente.
É isso.



                                 Resultado de imagem para coco para plantar orquidea

sábado, 22 de março de 2014

Bom

                                 


Parei um pouco para escrever e para ler as mensagens e votos de um Feliz Aniversário.
É bom ler, ouvir, receber bons votos, boas energias, bons pensamentos...
Acredito na Lei do Retorno e desejo em dobro todas as coisas que me desejam.
Mas, principalmente, peço a Deus, à Força Criadora do Universo, que todos tenhamos alimento sobre nossas mesas, um teto sobre nossas cabeças, saúde, alegrias e paz. Amem.
Recebi ligação da minha irmã Rosi com o Pepê e a linda e terrível Beatriz; adorei.
Estou zanzando pela casa, arrumando uma coisa aqui, lavando/limpando outra ali, parando para tomar meu café forte e doce na medida, paparicando a gataiada e tudo isso ao som do bom e velho Rock 'n' Roll.
Essa noite dormi, ou tentei dormir, ao som do Funk Proibidão. Músicas, se é que se pode chamar esse lixo de música, com letras pornográficas e recheadas de palavrões. Acham que nossos ouvidos são penico ou pensam que compartilhamos do mesmo mal gosto e falta de educação que fazem questão de exibir.
Estou separando roupas, coisas, objetos que não uso mais para doar; reciclar é preciso. 
Reciclar-se é preciso.
Faz um dia cinzento, nublado e com cara de chuva, como é praxe no Outono e no dia do meu aniversário. Acho que é por isso que sou mais na minha, meio tímida... Sei lá.
Vou lá dar continuidade à minha reciclagem: roupas, objetos... mas meus livros nunca!
É isso.


Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas...
Que já têm a forma do nosso corpo...
E esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares...
É o tempo da travessia
E se não ousarmos fazê-la
Teremos ficado, para sempre,
À margem de nós mesmos.


                                              Fernando Pessoa



                                        

quinta-feira, 20 de março de 2014

Outono 2014

                              



Vem chegando o Outono.
Chegou às 13h57 de hoje, louvado seja!
Tomara que o calorão sufocante de mais de trinta graus se retire e vá lá para as bandas norte americanas e europeias, amem.
Adoro a luminosidade onírica, etérea e bucólica do Outono.
É isso.



                                  

quarta-feira, 5 de março de 2014

Flores

Figueira da Índia
                                

Mais uma reforma inútil na avenida da parte nobre do bairro.
Obras a passo de tartaruga manca na avenida que ligaria a Via Dutra à Marginal Tietê.
Derrubaram uma centenária, gigantesca, belíssima e majestosa figueira da Índia e a desculpa dada é que atrapalhava a fiação elétrica.
Esse país não se preocupa em preservar, principalmente em São Paulo, e sim em derrubar árvores, desmatar, cimentar e asfaltar tudo!
Figueiras, ipês, quaresmeiras, jasmineiras, paineiras, primaveras e tantas outras árvores e plantas lindas e floridas dão lugar agora a cimento e asfalto.
A calçada ficava coberta com as flores que os ventos derrubavam; parecia que os ventos gostavam de ver aquela beleza florida colorindo o chão. Flores roxas, róseas, brancas, amarelas...
Mas tenho observado uma Primavera precoce, e olha que o Verão nem acabou ainda e o Outono aguarda ali no cantinho com seus belíssimos dias cinzentos, chuvosos e frios e sua idílica luminosidade.
As árvores que ainda restam no bairro exibem uma floração bonita, viçosa, vibrante e colorida. 
Lindas paineiras com suas flores róseas. 
Quaresmeiras roxas e rosinhas.
Primaveras brancas, fúcsias, róseas,coral...
Achei tudo tão lindo e as pessoas tão apressadas não veem nada disso.
Elas enxergam mas não veem.
Eu paro para observar, ver, ouvir e sentir a força criadora da Mãe Natureza.
É isso.