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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Leãozinho

                                     


Novo horário de trabalho; a partir das sete horas da manhã.
Saí de casa às seis e meia; levantar cedo não é problema para mim, mas fiquei cansada durante o dia.
Tinha vários planos em mente e não executei nenhum deles, mas passei uma ótima tarde na casa da minha irmã Rosi e depois na casa da minha cunhada Preta, mãe da sapeca Rafaela.
Cantei e dancei com a pequena que insistia em me corrigir. Assistíamos ao DVD do Palavra Cantada e foi ótimo; adorei Leãozinho, de Caetano Veloso.
Foi bom.
Ainda passei no supermercado com minha irmã Rosi e comprei mais ração molhada, entre outras coisas.
Vou para a cama; estou cansada e com uma dor de cabeça bem chatinha e que começou de manhã cedo.
Plantas regadas, gatos alimentados e lá vou eu para a cama. Só falta o simpático moleque do vizinho calar a boca e ir para a cama também.
É isso.



                                             



                                           


quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Aula de Música

                                


Tivemos aula de música da primeira até a quarta série do Ensino Fundamental I, o antigo primário. Descíamos para a sala de música, nos sentávamos em círculo e cantávamos as músicas trazidas pela professora.
Era tão bom.
Cantava e ao mesmo tempo ficava preocupada com a vida e a segurança dos dez indiozinhos que tentavam atravessar o rio no pequeno bote e o terrível jacaré a se aproximar. Que medo!
Tentava aprimorar e coordenar minha habilidade motora fina ao jogar as pedrinhas e cantar escravos de Jó jogavam caxangá, (ou cachangá?).
Ficava entristecida com o coração partido da pessoa que recebera o anel do amado: o anel que tu me deste era de vidro e se quebrou, o amor que tu me tinhas era pouco e se acabou...
E tinha as músicas que hoje soam politicamente incorretas, pois têm cunho racista e fazem apologia à violência: Samba Lelê está doente; está com a cabeça quebrada; Samba Lelê precisava é de umas boas lambadas...
Violência, preconceito e racismo.
Plantei uma cenourinha no meu quintal, nasceu uma neguinha de avental; dança neguinha, não sei dançar, pega o chicote que ela dança já.
Havia também música que fazia apologia à violência contra animais: Atirei o pau no gato, mas o gato não morreu...
Por que tanta maldade para com um bicho inocente? Lei de proteção aos animais; Decreto Federal 24.645/34
Gostava da briga de casal entre o cravo e a rosa: O cravo brigou com a rosa, debaixo de uma sacada, o cravo saiu ferido e a rosa despedaçada...
Crime passional, violência contra a mulher; Lei Maria da Penha.
Ficava triste com a solidão do anjo que morava no bosque: Nessa rua, nessa rua tem um bosque, que se chama, que se chama solidão, dentro dele, dentro dele mora um anjo, que roubou, que roubou meu coração...
Às vezes, muitas vezes, o amor é tão impossível, tão doloroso...
A punição para o soldado que não marchasse direito: Marcha soldado, cabeça de papel, se não marchar direito, vai preso pro quartel...
Fui para a quinta série e esperei pelas aulas de música. Quando desceríamos para a sala de música, nos sentaríamos em círculo e cantaríamos? Talvez nas próximas semanas, pois as aulas apenas começaram... 
Eu me fazia as perguntas e as respondia, mas as aulas começaram, vieram as provas, as férias de meio de ano e nada de aula de música. Percebi que não teríamos mais aula de música. Que pena!
Mas teríamos aula de educação artística, ou aula de artes, como dizíamos, e era bem interessante. Eu adorava pintar e fiz pintura em tecido, gesso e vidro. Era bem legal.
Mas eu queria cantar.
É isso.


                              


quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Bonitinho

                                          

Horário eleitoral supostamente gratuito; pagamos tantos impostos que duvido muito que alguma coisa vinda de políticos seja de fato gratuita.
Zapeava pelos canais pagos e parei em um filminho bonitinho-romântico-adolescente; havia outros filmes, mas a maioria era meio de terror. Eu já gostei muito de filme de terror e ria muito com as situações, que são sempre as mesmas: é noite, acaba a luz, chove, o telefone não funciona, o carro não funciona, alguém corre e cai e o vilão mascarado é sempre alguém que todo mundo conhece mas ninguém desconfiava.
Uma vez assistíamos a um dos muitos filmes do Jason e a mocinha-vítima pega um aparelho de televisão e mete na cabeça do malvado e mesmo assim ele não fala nenhum um "ai"; meu irmão Naldão e eu rimos com a cena e ele diz: "Eu bateria no Jason com outra coisa, mas nunca que eu ia estragar uma televisão".
Mamãe entrou na conversa: "Oxe, então tu corre o risco de morrer mas garante que a televisão fique inteira, é Naldão?"
Bom...
Mas o filme bonitinho de ontem era sobre uma mocinha bonitinha, órfã e vítima das crueldades da madrasta e das irmãs mal ajambradas; uma Cinderela moderna.
A mocinha/atriz canta a trilha sonora do filme que aliás, é sempre a mesma dos filmes que mostram a mesma coisa: adolescentes divididos em grupos de pobres bonzinhos e ricos arrogantes; adolescentes pobres que se apaixonam pelos adolescentes ricos; adolescentes ricos que humilham e esnobam os pobres coitados... e por aí vai.
Tem o nerd que é amigo do adolescente pobre e sofre bullying também. Esses filmes são na verdade bullying transformado em mensagens positivas com frases feitas e de efeito: "Aquilo que procura tanto está dentro de você mesmo; nunca desista dos seus sonhos; você  é uma pessoa linda por dentro, um dia irão reconhecer seu valor, mas até lá lasque-se trabalhando, estudando, sendo bacana e se apaixonando pelo/a adolescente rico/a mas de bom coração".
No final do filme os malvados são punidos, os bonzinhos são admirados e os apaixonados ficam juntos.
Acabou o filme e mudei de canal, coloquei na Record para ver a estreia do programa Ídolos, ri muito. Tem gente que acha, pensa e acredita que sabe cantar mesmo; é cômico.
De dez rapazes, quinze foram vestidos à caráter: calça e camisa justas, cinto com fivela grandona, cabelos arrepiados e voz igual; cantaram o tal do sertanejo universitário. Quando é que eles vão se formar, hein?
Ri com a atitude maluquetes do Supla, que dizia: "Estou cansado de ouvir sertanejo, pelo amor de Deus!"
Ri com o comportamento exibicionista de muitos candidatos que queriam exibir suas qualidades e talentos a qualquer custo. Uma moça bonita cantou o que estamos cansados de ouvir e um dos jurados disse que ela é bonita e tem o perfil apreciado pela mídia e pelo público. Basta ser bonita, pra quê se preocupar com voz?
E por falar em voz e em beleza, vi entrevista de Paula Fernandes que é bonita e tem boa voz e a parte boa é que ela deu um jeito naquele cabelão exagerado à la Chayenne, agora ela precisa demitir seu figurinista/costureiro(a)/personal stylist/personal escolhedor de roupas... Li em algum jornal ou revista que a Paula Fernandes é uma das famosidades mais mal vestidas; fato. Ela usa umas blusas com cortes estranhos, com franjas, mangas bufantes, vestidos longos que parecem terem saídos do ateliê de Jacques LeClair da novela TiTiTi, lembram? Ah, ela também deveria abrir a boca ao cantar, não sei como ela consegue cantar com a boca fechada e os dentes trincados.
Bom, acho que era isso. Vou me recolher, estou meio moída. Depois volto com mais implicâncias e "inguinóranças".
É isso.

Laranja para o Halloween