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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Amor e Violência

                              

Assistia aos telejornais e me assusto e preocupo com a violência. Parece que a vida humana perdeu o valor e matar por qualquer coisa ou motivo é algo comum.
Absurdo cruel atirar em uma moça grávida de nove meses! Mataram por matar? Pois não levaram a bolsa nem o carro da vítima. Será que foi crime passional? Posso estar falando besteira, mas penso na possibilidade de alguma ex namorada do marido da grávida ter participação nesse ato vil.
Outra barbaridade ocorreu com um casal de Goiás; uma bomba caseira foi jogada dentro do carro do casal por um suposto ex namorado da moça.
Vejo no programa do Datena e do Marcelo Rezende barbaridades cometidas em nome do amor, do ciúmes, da possessividade e obsessividade.
As pessoas não aceitam o fim de seus relacionamentos e não suportam ver o/a ex com outro/a. 
Claro, amar dói, perder a pessoa amada para outro/a dói mais ainda, mas tirar a vida de alguém ou usar de qualquer outro ato vil não justifica.
Ninguém tem o direito de tirar a vida de ninguém e se a relação se desgastou, o melhor a fazer é partir para outra/o. É difícil e doloroso, mas a vida continua e ninguém é de ninguém.
O problema dos relacionamentos atuais, me parece, são a possessividade, a obsessividade e o ciúme crônico e o resultado disso tudo somado é o descontrole emocional seguido de violência verbal, emocional e física.
As pessoas estão tão inseguras que não conseguem viver sós por um tempo e se estão em um relacionamento, o protege com unhas e dentes.
Será que isso é amor? 
Não, não é.
Quando a coisa transforma-se em obsessão o amor perde o espaço para a neura, a desconfiança, o ciúme doentio e termina com violência e até morte.
Isso definitivamente não é amor.
Lembro de uma frase bobinha que gostávamos de escrever em nossos cadernos. As meninas tinham cadernos coloridos, enfeitados e bonitinhos onde escreviam frases de amor e era assim: "O Amor perguntou ao Ódio: Por que odeias tanto?, e este respondeu: Porque te amo demais"
O mundo anda tão complicado.
É isso.

                                  

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Gato Branco Do Meu Pai

Mamãe e papai criaram seis filhos, uns com mais mimos do que os outros, mas verdade essa veementemente negada por ambos quando confrontados por nosso ciúme fraternal.
Papai mimava muito nossa irmã caçula, Renata, e mamãe mimava demais nosso irmão Rogério.
Papai chamava Renata de "meu gato branco".
Reclamávamos da preferência filial, mas ambos negavam e vinham com a mesma ladainha: "De onde saiu um saíram os outros, são todos meus filhos, trabalhamos para dar de comer a todos, não tem mais bonito nem mais feio, não tem diferença nenhuma, Oxe!"
Fubá fazia graça: "Tem mais bonito sim! O mais bonito sou eu!".
Era segunda-feira e aguardávamos o fim da novela para assistirmos à Tela Quente; Rogério sai do banho e pergunta a Naldão: "Qual é o filme da Tela Quente de hoje?"
Naldão responde: "O gato branco do meu pai".
Caímos na gargalhada e papai e Renata não gostaram nenhum pouco da brincadeira, claro.
Em vez de filme, tivemos mais uma sessão sermão e reivindicamos direitos fraternos igualitários. Reivindicamos igualdade entre a maternidade, a paternidade e a irmandade.
Assim seja.