Mostrando postagens com marcador cinema. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cinema. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 15 de abril de 2014

Feira do Livro e Ovos de Páscoa

                             




Shopping Center é a praia de paulista, já diz o sábio ditado.
De segunda à sexta; sábado, domingo e feriados. Todo dia paulistanos invadem Shoppings para apenas olhar as vitrines, ir ao cinema, restaurantes ou simplesmente para dar um rolê.
Eu gosto de ir às livrarias, cinemas e restaurantes. Não sou muito fã de bater pernas, e bengala, pelos corredores quase sempre cheios do centro de compras.
Domingo fomos ao Shopping Center Penha e assistimos ao filme "Rio2", depois tomamos café, fomos à Feira do Livro e finalmente compramos os caríssimos ovos de Páscoa.
Comprei alguns livros infanto juvenis, gosto muito desse tipo de Literatura também. 
Gostaria de entender como e em que se baseiam os produtores/fabricantes de chocolate para calcular os preços absurdos dos ovos de Páscoa.
Uma barra de chocolate de duzentos gramas custa o equivalente a quatro reais e um ovo com o mesmo peso custa quarenta reais! Por quê?!!!
Sei lá.
Compramos ovos mais baratinhos e depois do feriado o preço abaixará, como sempre e como acontece com os panetones.
Vai entender.
É isso.



                                  

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Reinações de Beatriz


Recebi esse e-mail da minha irmã Rosi, mãe de Beatriz.
Já falei que Bibi é inteligentíssima, lindíssima, espertíssima e muitos outros "íssimas".
Falo tudo isso sem exagero, pois apenas falo a verdade e nem sou tão coruja assim!

                                              


Oi Rejane,

Uma da Bia, mais umas!

Passava o comercial sobre a série “As Brasileiras”.  Algumas atrizes ela conhece de outros trabalhos, por exemplo: “Olha mãe, a Cláudia da novela Aquele Beijo”, é a Giovanna Antonelli. A Norma da Insensato Coração, é a Glória Pires, a Chiara(novela do Totó) é a Maria Ximenes, enfim.....
Aí ela sai com essa ideia, eu adorei só falta agora avisar pra Globo! “Mãe por que eles não fazem “Os Brasileiros” ??? Não seria legal?” Pergunta Beatriz.
Respondo que sim, séria ótimo, afinal porque só contar histórias sobre mulheres né!? E pergunto se ela teria sugestões de nomes de atores, pra testar se ela também conhece/associa algum como faz com as atrizes.
Bia responde: “O Selton Mello do filme O Palhaço que a gente assistiu, e o Rodrigo Santoro, porque ele é bonito né mãe?! Claro que eu concordo! Pouco depois passa um comercial de escola de inglês com quem? Rodrigo Santoro. E Bia fala: Olha lá mãe o Rodrigo Santoro. E o pai dela pergunta: “Desde quando você sabe quem é Rodrigo Santoro menina???. E Bia não se deixa abater: Ué pai, não lembra que a gente foi ver o filme “Reis e Ratos”? Tem ele, o Selton Mello e o Jorginho da Novela!, lembra?
E o pai olha pra mim com cara de incrédulo e orgulhoso. Nossa precoce brasileirinha já tem lá suas, boas, preferências.
Aliás, o Jorginho da Novela também daria um ótimo brasileiro, Cauã Reymond!

Essa é sua sobrinha.

Ontem ela perguntou sobre a palavra “Bravo”. Dei o significado mais próximo ao nosso dia a dia: bravo, chateado, nervoso... Aí ela deu o exemplo de um desenho em que alguém chama outro de “bravo cavaleiro!. Expliquei que aí significa corajoso, valente.... Mãe, mas nem um desses combina com o que o Cebolinha e o Cascão falaram quando acabou a exibição de um filme no episódio em que eu assisti no meu DVD da Turma da Mônica? Eles batem palmas e gritam “Bravo, bravo...”
Ahhhh, disse eu, aí significa ótimo, bom, gostei do filme, legal,.......
Nossa mãe! Como uma palavrinha só pode significar tanta coisa né!?
Pois é, filha! É a sua língua, vai se acostumando. Ela ri, e fala “língua, que engraçado”
Lá vamos nós pra outra explicação.............!

Muito legal ver a Beatriz descobrindo o mundo, e a Língua Portuguesa. Não tem preço!


Beatriz
                                           

sábado, 17 de março de 2012

Cinema

                                             


Gostávamos de ir aos cinemas que ficavam no bairro da Penha; naquela época não havia o Shopping Center.
Tomávamos o ônibus Penha e descíamos numa rua de ladeira que terminava no início da Avenida Penha de França, um pouco antes do Mercado Municipal da Penha.
Saíamos de casa com as recomendações e cuidados de mamãe e com nosso plano secreto em mente: tomar bastante Coca Cola ou Pepsi para encher a barriga de gases e depois arrotar no escurinho do cinema.
Era muito divertido e adorávamos fazer isso. Ninguém nos veria e ninguém saberia quem eram os arrotadores secretos, e para disfarçar, recriminávamos o suposto arrotador: "Que coisa feia. Que falta de educação!".
Nos divertíamos mais com nossos arrotos do que com o filme propriamente dito e ainda disputávamos para ver quem tinha o arroto mais potente.
Na volta para casa arrotávamos apenas durante o caminho até o ponto do ônibus e ao adentrar no coletivo os gases do refrigerante saíam por outro local, um pouco mais discreto mas de efeito devastador para quem estivesse próximo.
E programávamos nosso próximo passeio ao cinema do bairro da Penha.


                                              

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Penha & Vila Maria

Avenida Guilherme Cotching. Vila Maria
                                             


Penha e Vila Maria são bairros próximos ao nosso.
Tatuapé também, mas sempre encontrávamos e fazíamos tudo o que precisávamos na Penha e Vila Maria. Correios, bancos, lojas, cinemas...
Preferíamos a Penha pelo fato de o ônibus para lá ser menos "demorante" do que o ônibus para a Vila Maria.
Minha sobrinha Beatriz fala "demorante" para dizer demorado.
As cartas que mamãe ou eu escrevíamos eram levadas aos Correios e postadas por mim. Não havia agência dos Correios no meu bairro naquela época.
Geralmente eu fazia vários serviços para os nordestinos que conhecíamos. Eu ia ao Banco do Brasil para mandar dinheiro para as famílias deles em Pernambuco, ia aos Correios para mandar cartas e pacotes para as famílias deles, ia às lojas para pagar carnês de prestações deles. Eu era faz tudo, pau pra toda obra e ainda ia à escola, cuidava da casa, dos irmãos e arrumava tempo para lavar roupa pra fora (no bom sentido).
Eu fazia esses serviços para os rapazes e eles sempre me davam o dinheiro da condução e um trocado para eu comprar alguma coisa. Eu gostava de ir ao cinema São Geraldo na Avenida Penha de França ou então no outro cinema que ficava perto da Rua Santo Afonso, também no mesmo bairro. Hoje esses cinemas não existem mais, pois agora temos o Shopping Penha, o Shopping favorito de Beatriz.
Eu deixava tudo pronto em casa e avisava meus irmãos para não irem para a rua. Só poderiam ir até o portão para ver se mamãe estava chegando. Os deixava alimentados e com a TV ligada para assistir desenhos animados.
Eu seguia um ritual para dar tempo de fazer tudo, assistir a um filme e ainda chegar em casa antes de mamãe.
Eu ia ao Banco do Brasil, depois aos Correios, lojas e por fim e se sobrasse dinheiro suficiente, ia ao cinema.
Caminhava até o ponto final do ônibus que ficava, ainda fica, ao lado do Mercadão da Penha e muitas vezes deixava para ir no próximo ônibus só para entrar no Mercadão e passear pelos corredores e apreciar as bancas de frutas, flores e animais.
Já deixei de ir ao cinema para usar o dinheiro para comprar porquinhos da Índia, peixinhos e passarinhos.
Mamãe ficava doida comigo e dizia: "Mas tu não tem juízo mesmo. Em vez de comprar alguma coisa pra tu, vai comprar bicho. Tu não tem jeito não".