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quarta-feira, 22 de abril de 2015

Atualizações

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Quarta-feira com cara de segunda. Chove muito e faz frio
Estou desde de manhã tentando falar no SAC do banco, mas a mensagem se repete continuamente: "Nossos atendentes estão ocupados... Logo iremos atendê-lo".
Quanto tempo demora esse "logo" do banco?!
Têm sempre essas benditas atualizações que nos deixam de cabelo branco; nem todo mundo sabe acessar as informações necessárias para esses procedimentos.
Bom... 
Depois de longo e tenebroso inverso, consegui acessar/baixar/reiniciar/o escambau; aleluia.
Fui à loja da Vivo no Shopping Center Norte e, finalmente, consegui resolver o problema de celular/conta/planos etc... Fui pessimamente atendida na loja no Shopping Penha e reclamei, claro.
Celular novo, plano novo, número novo, tudo novo; velhos são os problemas.
Chove...
É isso.


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terça-feira, 15 de abril de 2014

Feira do Livro e Ovos de Páscoa

                             




Shopping Center é a praia de paulista, já diz o sábio ditado.
De segunda à sexta; sábado, domingo e feriados. Todo dia paulistanos invadem Shoppings para apenas olhar as vitrines, ir ao cinema, restaurantes ou simplesmente para dar um rolê.
Eu gosto de ir às livrarias, cinemas e restaurantes. Não sou muito fã de bater pernas, e bengala, pelos corredores quase sempre cheios do centro de compras.
Domingo fomos ao Shopping Center Penha e assistimos ao filme "Rio2", depois tomamos café, fomos à Feira do Livro e finalmente compramos os caríssimos ovos de Páscoa.
Comprei alguns livros infanto juvenis, gosto muito desse tipo de Literatura também. 
Gostaria de entender como e em que se baseiam os produtores/fabricantes de chocolate para calcular os preços absurdos dos ovos de Páscoa.
Uma barra de chocolate de duzentos gramas custa o equivalente a quatro reais e um ovo com o mesmo peso custa quarenta reais! Por quê?!!!
Sei lá.
Compramos ovos mais baratinhos e depois do feriado o preço abaixará, como sempre e como acontece com os panetones.
Vai entender.
É isso.



                                  

domingo, 7 de outubro de 2012

Buffet, Beterraba, Pés

Meu irmão Fubá de "Abelho Rainho"
                           

Fomos ontem ao buffet infantil para comemorar e bebemorar o primeiro aniversário da minha sobrinha Rafaela; foi muito bom.
Fez muito calor e pensei em ir de vestido, mas e os sapatos/sandálias?
Comprei um lindo vestido no Shopping Penha e tinha em casa pares de sapatos e sandálias que até há bem pouco tempo serviam, mas que em poucos meses parece que encolheram.
Frustração, Melancolia, Revolta. Exatamente nessa ordem.
Horrenda, maldita, injusta Acromegalia!
Vesti o lindo vestido e tentei sem sucesso enfiar meus enormes, largos, gordos e inchados pés nos sapatos e sandálias que um dia serviram; não foi possível.
Fiquei triste.
Não poderia ir descalça, claro, e muito menos com sandálias de dedo. Se bem que hoje sandálias de dedo Havaianas estão e são muito fashion.
Tirei o vestido e vesti calça, blusa e calcei o tênis preto com meias pretas; meu uniforme de batalha. Saco!
Fomos ao buffet.
Chegando lá observei as mulheres calçadas com sapatos lindos e saltos altíssimos. Um dia eu usei calçados assim.
Adorei o sapato estilo boneca anos 50 da Adriana, cunhada da minha cunhada Preta. Aliás, Preta, minha cunhada, esposa do meu irmão Fubá e mãe da Rafaela prenda minha usava um lindíssimo sapato vermelho.
Não senti inveja má, não sou assim. Senti melancolia, decepção, frustração e uma sensação enorme de injustiça contra minha pessoa.
Comecei a me lascar desde o dia que meti a cara nesse mundo, graças a Deus, e já num estágio da vida onde eu queria só trabalhar e fazer as coisas que gosto, o que acontece? Acromegalia!
Bom...
Mas a festa foi ótima.
Obviamente fui vítima dos indefectíveis e ubíquos olhares e senti um certo estranhamento e aversão por parte dos fotógrafos do local. Paciência, eu devo estar acostumada. Sempre!
Meu irmão Rogério passou mal durante o dia, pressão alta, e não sentia-se muito bem, mas comeu bem até demais, graças a Deus. Apetite não é problema para meus irmãos.
Fomos eu e minha irmã Rosi nos servir do jantar e olhamos para as travessas com saladas mas não encontramos mais a beterraba; Rosi pergunta: "Cadê a beterraba?", e eu respondo: "Está no prato do Rogério".
Rimos.
Cantamos parabéns, o bolo e os docinhos foram servidos e as pessoas foram dançar. Fubá mandou tocar o hino do Corinthians em ritmo de pagode, ficou da hora, meu. É nóis, é Curinthia, mano!
Falei para Fubá mandar tocar o grito da Gaviões da Fiel na próxima festa em 2013. Ele já reservou, sabia? Quando Rafaela nasceu a primeira coisa que meu irmão fez foi sair à procura de buffets infantis para garantir a festa de aniversário da pequena.
Estamos saboreando o bolo e os doces quando uma convidada passa em nossa mesa e traz consigo um livro bonito com canetas coloridas e pede que escrevamos depoimentos para Rafaela. Um dia ela vai ler e vai gostar.
Meu irmão Rogério volta com copo de suco e prato com salgadinhos e não ouvira a conversa, pergunta: "O que ela quer? É dinheiro?"
Gargalhamos.
Minha sobrinha Maitê, filha de meu irmão Naldão não sente-se bem e a mãe resolve ir embora. Maitê só vê o avô e a mãe, não está acostumada com aglomerações e naturalmente estranhou aquele monte de pobre junto; não deu outra, a menina se assustou, coitada.
Rosi disse que Maitê nunca viu tanta gente bonita junto, pobres sim, mas bonitos. Tá bom. É muita boniteza mesmo.
Saímos do buffet e nos dividimos/apinhamos nos dois carros, mas antes de partirmos, meu irmão Rogério parou para vomitar. O bicho comeu que benza Deus, zóião do caramba, claro que ia passar mal. Mas ele disse que foi por causa da injeção de Benzetacil que ele tomara algumas horas antes. Claro.
Mamãe dizia "Bejotacil".
Eu o provoquei e disse: "Acho que foi beterrabacil". Todos rimos e ele ameaçou vomitar no meu carro. Renata disse que se ele fizesse isso ela também vomitaria e aí foi um uníssono "Eu também".
Falei que se fizessem isso iriam todos a pés para casa.
Foi divertido.
Liguei hoje para meu irmão Rogério para saber como estava e está melhor, graças a Deus. Disse-lhe: "Se cuide, cabra! Tu tem uma renca de filho pra criar e tu sabe muito bem que nessa nossa família o cabra é saudável até os trinta anos, depois começa a ficar bichado. Se liga, meu, ou tu não vai comer castanha no Natal!"
Somos muito carinhosos um para com o outro. 
Muito lindo isso.

                      
                                
                            



quarta-feira, 4 de abril de 2012

Bairro da Penha

Igreja Nova da Penha
                                              

Gosto muito do bairro da Penha; é um bairro com ares bucólicos de cidade de interior. 

Ainda há muitas casas e muitas delas conservam a arquitetura antiga de uma São Paulo charmosa de séculos passados.
Fui ao meu médico endocrinologista que fica na Rua Santo Afonso, em frente à Igreja Nova da Penha, e apreciei um belo entardecer ao sair do consultório. Que tarde linda!
O sol, o céu azul, as ruas estreitas, as ladeiras e as casas da Penha.
Fiquei observando esse espetáculo bucólico e saudosista e torcendo para que não façam com a Penha o mesmo que fizeram com o Tatuapé e adjacências; transformaram a região em uma selva de pedra e o Tatuapé é o Morumbi da ZL (zona leste).
São novos ricos que compram os novos apartamentos em novíssimos prédios cheirando à tinta fresca. Tanto prédio, tanto luxo, tanta ostentação e tanta solidão. Gente trancafiada em apartamentos luxuosos e decorados por profissionais fashion e caros mas que não tem com quem conversar, talvez por medo de sequestro ou por se achar melhor que o outro.
Ser pobre tem suas vantagens; acho que ninguém perderia tempo com planejamento e execução para sequestrar um pobre e os pobres sempre falam com outros pobres. 
A gente é pobre mas é feliz.
Bom...
Mas como eu ia dizendo...
A Penha foi nosso primeiro bairro, moramos na Vila Ré ou Jardim Popular por um curto período de tempo até nos mudarmos para o bairro dos caminhões e transportadoras.
Li um artigo no Estadão sobre o boom imobiliário que tomou São Paulo de jeito. Segundo o artigo, o bairro do Tatuapé já está saturado e as grandes construtoras direcionam seu interesse para bucólico bairro da Penha.
O problema, ainda segundo o artigo, são as ruas estreitas do bairro e o trânsito da região.
Na minha humilde opinião, não basta apenas construir prédio atrás de prédio, é preciso levar em consideração vários fatores como: trânsito, transporte público,  rede de esgoto, o impacto social e ambiental que empreendimentos podem causar e muito mais.
Torço para que a Penha continue sendo a aconchegante Penha de sempre. A mesma graciosa e bucólica Penha de ruas estreitas e ladeiras com o querido Shopping Penha de Beatriz. Mas parece que vai ser difícil.
              
"Monstro da Penha", prédio exagerado que fica na estreita rua do Hospital da Penha, a Rua General Sócrates. O "Monstro" também cobre a visão da bela basílica. 
                                               

Defesa

                                              


Beatriz pegou seus dois cofres para me mostrar, mas ela me corrigiu dizendo que um cofrinho é dela e o outra é de sua mãe.
Beatriz pega as moedas do cofre da mãe junta às moedas do seu cofrinho e com a mãozinha cheia de moedas, pergunta: "Isso aqui dá para ir ao Shopping Penha comprar ovo de Páscoa?"
"Dá e sobra!".
Nos preparamos para ir ao adorado Shopping Penha de Beatriz e ela faz uma arte e eu dou-lhe um bronca; ela dá de ombros, retruca e fala que eu sou chata.
Eu falo que ela é terrível e a resposta é: "Viu? Eu sei se defender!".


                                                 
                                             















sábado, 17 de março de 2012

Cinema

                                             


Gostávamos de ir aos cinemas que ficavam no bairro da Penha; naquela época não havia o Shopping Center.
Tomávamos o ônibus Penha e descíamos numa rua de ladeira que terminava no início da Avenida Penha de França, um pouco antes do Mercado Municipal da Penha.
Saíamos de casa com as recomendações e cuidados de mamãe e com nosso plano secreto em mente: tomar bastante Coca Cola ou Pepsi para encher a barriga de gases e depois arrotar no escurinho do cinema.
Era muito divertido e adorávamos fazer isso. Ninguém nos veria e ninguém saberia quem eram os arrotadores secretos, e para disfarçar, recriminávamos o suposto arrotador: "Que coisa feia. Que falta de educação!".
Nos divertíamos mais com nossos arrotos do que com o filme propriamente dito e ainda disputávamos para ver quem tinha o arroto mais potente.
Na volta para casa arrotávamos apenas durante o caminho até o ponto do ônibus e ao adentrar no coletivo os gases do refrigerante saíam por outro local, um pouco mais discreto mas de efeito devastador para quem estivesse próximo.
E programávamos nosso próximo passeio ao cinema do bairro da Penha.


                                              

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Penha & Vila Maria

Avenida Guilherme Cotching. Vila Maria
                                             


Penha e Vila Maria são bairros próximos ao nosso.
Tatuapé também, mas sempre encontrávamos e fazíamos tudo o que precisávamos na Penha e Vila Maria. Correios, bancos, lojas, cinemas...
Preferíamos a Penha pelo fato de o ônibus para lá ser menos "demorante" do que o ônibus para a Vila Maria.
Minha sobrinha Beatriz fala "demorante" para dizer demorado.
As cartas que mamãe ou eu escrevíamos eram levadas aos Correios e postadas por mim. Não havia agência dos Correios no meu bairro naquela época.
Geralmente eu fazia vários serviços para os nordestinos que conhecíamos. Eu ia ao Banco do Brasil para mandar dinheiro para as famílias deles em Pernambuco, ia aos Correios para mandar cartas e pacotes para as famílias deles, ia às lojas para pagar carnês de prestações deles. Eu era faz tudo, pau pra toda obra e ainda ia à escola, cuidava da casa, dos irmãos e arrumava tempo para lavar roupa pra fora (no bom sentido).
Eu fazia esses serviços para os rapazes e eles sempre me davam o dinheiro da condução e um trocado para eu comprar alguma coisa. Eu gostava de ir ao cinema São Geraldo na Avenida Penha de França ou então no outro cinema que ficava perto da Rua Santo Afonso, também no mesmo bairro. Hoje esses cinemas não existem mais, pois agora temos o Shopping Penha, o Shopping favorito de Beatriz.
Eu deixava tudo pronto em casa e avisava meus irmãos para não irem para a rua. Só poderiam ir até o portão para ver se mamãe estava chegando. Os deixava alimentados e com a TV ligada para assistir desenhos animados.
Eu seguia um ritual para dar tempo de fazer tudo, assistir a um filme e ainda chegar em casa antes de mamãe.
Eu ia ao Banco do Brasil, depois aos Correios, lojas e por fim e se sobrasse dinheiro suficiente, ia ao cinema.
Caminhava até o ponto final do ônibus que ficava, ainda fica, ao lado do Mercadão da Penha e muitas vezes deixava para ir no próximo ônibus só para entrar no Mercadão e passear pelos corredores e apreciar as bancas de frutas, flores e animais.
Já deixei de ir ao cinema para usar o dinheiro para comprar porquinhos da Índia, peixinhos e passarinhos.
Mamãe ficava doida comigo e dizia: "Mas tu não tem juízo mesmo. Em vez de comprar alguma coisa pra tu, vai comprar bicho. Tu não tem jeito não".