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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Educação, Criação, Presença dos Pais

                              


Eu fico observando a educação e a criação que os pais dão para seus filhos.
A maioria dos pais são ausentes, trabalham muito e compensam suas faltas e falhas comprando para os filhos tudo o que pedem. Estão criando monstros egoístas e sem limites. Já falei aqui também.
Vejo meninos e meninas pré adolescentes meio abobalhados, parecem que vivem numa bolha superprotegida e não sabem que lá fora existem e vivem mais pessoas; o mundo é grande.
Vejo esses pré adolescentes alienados que chegam da escola, enfiam a cara na tela do computador e ali ficam horas. Será que os pais sabem e monitoram isso? O perigo maior da Internet, creio eu, são predadores sexuais, pedófilos e outros criminosos e se não tiver um adulto monitorando a criança ou adolescente, ela será alvo fácil desses maníacos.
Quando não estão diante do computador estão com seus celulares de última geração que têm centenas de funções ou ficam horas de frente para um videogame.
Será que os pais ou cuidadores dessas crianças e adolescentes verificam suas tarefas escolares? Delegam algumas atividades para serem feitas em casa, como arrumar a própria cama, tirar ou por a mesa, ajudar com outras tarefas domésticas?
Vejo meninas de onze, doze, treze anos muito bobas, desligadas, mas muito antenadas na moda, maquiagem e tudo o que envolve o charme, a beleza e a peruíce feminina. 
E as escola, as lições, o comprometimento com os estudos e a educação? Estão também tão antenadas? Tenho dúvidas.
A culpa é dos pais que não orientam seus filhos e filhas e os deixam soltos sem limites e sem orientação.
Educar não é só matricular na escola e pronto, educar é participar da vida do filho, ficar atento aos sinais de que algo pode estar errado, impor limites, cobrar resultados e gritar por São Bento antes que a cobra morda, dizia mamãe.
Muitos pais acham que quando os filhos tornarem-se adultos saberão se cuidar, como se já viessem com um chip instalado e programado de fábrica. Não, isso está errado!
Criar os filhos largados, sem orientação e sem limites os transformará em adultos irresponsáveis, egoístas, arrogantes, acomodados, preguiçosos e sempre contando com a ajuda e o apoio do papai e da mamãe.
Saibamos educar, não criemos monstros que amanhã poderão nos matar de vergonha, decepção, medo, frustração ou matar de verdade mesmo.
Posso estar exagerando, mas é o que vejo nas minhas observações dos alunos, de familiares e conhecidos.
Bora botar esse povinho para trabalhar para poder dar valor ao que tem sem fazer esforço.
Ninguém nunca morreu de trabalho, mas por que arriscar?, pensariam e diriam os mal criados.
É isso.

                                   

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Filhos

                                    



Filhos...  Filhos?
Melhor não tê-los!
Mas se não os temos
Como sabê-lo?...


Poema "Enjoadinho", de Vinicius de Moraes.

Lembrei desse poema após ver um rapaz com visual a la Gusttavo Lima. Não sei para que raios esses dois "T" sendo que o nome do cabra é Nivaldo. Lindo.
E aí pensei comigo: "Deus existe mesmo!". Explico.
Não tive filhos, quis muito, mas não deu. Paciência. O jeito é mimar os sobrinhos, que são muitos.
Além do rapaz fashion vi também um grupo de pré adolescentes carregando e fumando, não sei o termo correto, um narguilé. Cadê os pais dessas crianças?
E é aí que entra a confirmação da Onipresente, Onisciente e Onipotente existência e presença de Deus.
Não tive filhos, e como dizia mamãe:"Deus sabe o que faz", e sabe mesmo.
Se eu tivesse filhos eu os ensinaria a ser educados, a cumprimentar as pessoas, a ser estudiosos e andar na linha. Ai deles se se metessem a besta, a fazer coisa errada e principalmente, usar esses visuais abestados de cabelo raspado, arrepiado, roupinhas justas, coloridas e outras bestagens. Ia não.
Para começar, eu diria o que ouvi tantas vezes de mamãe e do meu povo antigo: "Tu tá na minha casa, comendo do meu feijão, então vai seguir nos meus conformes. Quando tu se sustentar sozinho/a e pagar as próprias contas, aí pode fazer o que quiser, mas se fizer burrada,não venha com o rabo entre as pernas pedir ajuda. A responsabilidade é sua!".
Sou antiga, de hábitos antigos, conservadores e tradicionais. Sou de respeitar as pessoas e acredito que o respeito e a educação começam em casa, respeitando pai e mãe. 
Tive minhas divergências com papai e mamãe, mas sempre os respeitei, nunca usei palavrões ou termos chulos para com eles. Eu sabia das suas lutas, das dificuldades pelas quais passamos e isso incutiu em mim os sentimentos de respeito, agradecimento e admiração.
Uma mania que acho errada é de muitos pais dizerem que dão ou darão aos filhos tudo o que nunca tiveram. Legal? Acho que não. Acredito que agindo assim criarão monstros egoístas e sem limites.
O correto é dar amor, carinho e atenção e se tiver condições, presentear sim, mas sem exageros. Têm pais ausentes que compensam sua ausência, frieza e distanciamento comprando tudo o que a criança quer só para compensar sua incompetência em ser pai ou mãe. 
Carinho não se compra e educação, amor e presença não se trocam por presentes.
O mundo anda tão complicado e não se fazem mais pais e mãe como antigamente.
É isso.