Mostrando postagens com marcador adolescentes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador adolescentes. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Patinha de Bellatrix

                                 


Tenho tido sonhos fortes e assustadores nessas semanas que passam.
Quase todo dia é assim: Não consigo dormir direito por causa das dores, me levanto, ligo a TV, me deito no sofá e lá adormeço.
Acordo com esses benditos pesadelos.
Acordei cedo hoje porque tinha médico, mas como ainda era muito cedo, fiquei na cama e dei cochilada. Meu Deus!
Adolescentes de novo e dessa vez não queriam assaltar, queriam que eu fosse com eles.
Me seguiam por toda a parte e o que mais me incomodava e incomoda, é o sorriso cínico, dissimulado e o olhar de quem se acha superior e faz o outro se sentir inferior. Aquela expressão facial de quem está mentindo, seduzindo e querendo convencer a sua vítima. Conheço muitos vivos assim.
Não! Não vou!
Muitos adolescentes me seguiam, mas esse rapaz até bonito, conversava comigo: " Por que você não desiste? Por que você luta pra ficar? Vem com a gente; volta para... ". E ele dizia um nome que eu não conheço e não sei se é o nome de uma pessoa ou um lugar.
Têm sempre detalhes nos sonhos que chamam mais a atenção e esse rapaz não tinha língua e só aparecia sua traqueia.
Será que esse rapaz faz parte do grupo que me atormentou durante o coma? Por que querem que eu desista de lutar, de viver e vá com eles? Nunca!
Deus é mais.
Acordo com Bellatrix deitada ao meu lado e com a patinha em minha mão. Ela quis demonstrar e dizer: "Não tenha medo, eu estou aqui. Eu te protejo".
Que Deus proteja a todos os animais. Amem.
Em hospitais, principalmente nas U.T.I,  morreram e morrem muitas pessoas e, segundo os mais sábios, nem todas aceitaram ou aceitam essa passagem e ficam presas no local perturbando quem está entre a vida e a morte e lutando pela vida.
Conheço pessoas muito frias e práticas que dizem que "morreu, acabou", mas não é assim não. Se fosse assim, que sentido teria a vida?
Nascer, crescer, multiplicar e morrer? Simples assim? Não, não.
Vou lutar sim, vou continuar com as peregrinações a médicos, laboratórios etc... E vou de táxi!
Haja dinheiro. Mas tem sido melhor assim, por enquanto, e até eu melhorar.
Vou fazer café.
É isso.


                                        

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Proteção

                                 


Já falei aqui sobre os ladrões que usam bicicleta para escapar mais rápido.
Fui vítima de dois adolescentes, que arrancaram a maçaneta da porta do carro, há uns dois anos e quase fui de novo ontem.
Três molecões em bicicletas a circular pelas ruas; eu ia tirar o carro da garagem, mas desconfiei e desisti.
Esperei um pouco e decidi chamar um táxi. Não confio muito nessa minha perna fraca para dirigir.
O táxi se aproxima e os moleques o cercam. O motorista faz um sinal e arranca; a molecada percebe e foge.
Depois de um tempo o táxi volta e seguimos em frente.
Fui à escola para levar o laudo médico e depois fui à casa da minha irmã para assistir ao filme "Escola de Rock" com minha sobrinha Beatriz e meu sobrinho Vinicius.
É um filme bobinho, mas que é uma aula de Rock 'n' Roll. Adoro.
Voltei para casa já de noite e estava tão cansada. Levantei cedo hoje e aproveitei enquanto tinha água. Está ficando difícil.
Deitei no sofá e adormeci com alguns gatos em volta. São meus protetores, graças a Deus.
Tive pesadelos, acordei agoniada e vejo Ébano Nêgo Lindo ao meu lado com sua pelagem negra sedosa e seus olhos amarelos.
Sentei, fiz minhas orações e pedi a Deus e ao Povo lá de cima que protejam a mim e a minha família. Amem.
Estávamos todos aqui em casa e um adolescente parava um carro em frente e me dizia: "Vou voltar entre as nove e as onze da noite".
Tranquei as portas e janelas!
Como dizia mamãe: "Desconfiado ainda existe e seguro morreu de velho".
O sonho continuou...
Estávamos na cozinha e a porta estava aberta. Eu estava sentada na cadeira e o pessoal estava na sala. Meu cunhado abrira a porta da cozinha porque ia lá fora para fumar. 
Ele foi pegar o cigarro e viu a porta sendo empurrada: eram dois adolescentes amardos. Meu Deus.
Os moleques nos ameaçavam, apontavam as armas para minha cabeça e me perguntavam: "Você está com medo? Nós queremos ouvir você dizer que está com medo".
Olhei para as armas e eram modelos novos, automáticos e muito modernos. 
Meu cunhado tentou tomar a arma de um deles e eu fiquei muito preocupada. Acordei aí.
Acho que fiquei impressionada com a bandidagem "de menor" de bicicletas. A vida em São Paulo não está fácil: falta água, luz, segurança...
A TV estava ligada e passava um documentário sobre Luiz Gonzaga. Dominguinhos e outros sanfoneiros e artistas nordestinos davam depoimentos e Dominguinhos disse: " O sertanejo sai de sua terra em busca de uma vida melhor, mas sempre com o pensamento de um dia voltar para seu sertão".
Alguém já havia dito isso antes e era também nordestino. Coincidência?
Não sei.
Tudo de novo, meu Deus.
Médicos, exames, perícias e, muito provavelmente, novas cirurgias.
Queria isso não. Só queria saúde e viver minha vida simples em paz.
É isso.



                                     

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Melancolia

                                  



Segundo os médicos, a Acromegalia também causa distúrbios emocionais/psiquiátricos, além das alterações físicas, claro.
Mais um problema causado/trazido pela Acromegalia. Que legal.
Eu sempre tive esse jeitão meio isolado,meio tímido e muito na minha e muitas pessoas me julgam por isso. Já me chamaram de antissocial, chata, arrogante, estranha...
Parece até que é pecado ser tímido e é lei ser alegre e extrovertido. Onde fica a liberdade de expressão?
No meu caso, creio eu, somaram-se fatores naturais aos ambientais; explico.
Sou naturalmente na minha e o meio onde vivia fornecia situações que incentivavam e intensificavam a timidez, o isolamento e certa melancolia.
Na minha época não tinha toda a parafernália eletrônica que há hoje, graças a Deus, e o que nos restava era assistir aos programas infantis da TV com poucos canais, ouvir o rádio que naqueles tempos só tocava música boa e dedicar-nos à leitura.
Eu devorava livros, revistas, jornais e tudo o que caísse em minhas mãos. Eu tinha uma insaciável sede de/por conhecimento e ainda tenho.
O problema era que eu não tinha com quem conversar sobre tudo o que lia e aprendia. Às vezes eu voltava da escola toda animada e queria contar para mamãe a nova matéria que tínhamos aprendido, mas mamãe estava sempre nervosa e ocupada com os infindáveis afazeres da casa.
Cresci e as meninas adolescentes estavam mais interessadas em exibir sua beleza fresca, seus belos corpos, rostos e cabelos. Eu era uma "Maria Moleque"; compridona, magricela e sem atrativos físicos. 
Ninguém estava interessado em adolescentes CDF  com cérebros pensantes mas sem corpos e rostos atraentes.
Fui me isolando e me trancando em mim.
E mesmo hoje é difícil conversar com alguém sobre os textos, livros e artigos que leio, sobre os filmes que vejo etc e tal.
Gosto de falar sobre esses assuntos e isso não quer dizer que eu seja arrogante e exibida. Não estou chamando ninguém de burro, eu apenas gosto de falar sobre aquilo que aprendo. 
Mas nem todo mundo entende, então, fico na minha.
Sempre assim. Foi sempre assim.
Acho melhor falar apenas sobre amenidades, coisas do cotidiano e afins.
A melancolia e uma certa depressão são companheiras de solidão.
Pretendo falar/escrever sobre depressão.
Falo depois.
Não é fácil.
É isso.


                                      



terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Adolescentes da vizinhança

                                   



A rua onde moro é pequena e estreita, mas tem carros estacionados de um extremo ao outro e como é estreita, alguns carros estacionam em cima da calçada.
É uma rua barulhenta pra caramba! Tráfego intenso, caminhões, carros e pessoas passando por ela o dia todo. E para ajudar com o barulho, têm os simpáticos vizinhos que tocam músicas ruins e falam alto como se fosse para toda a vizinhança ouvir.
Tem também a molecada que surge sabe Deus de onde e jogam bola, empinam pipa e andam de bicicleta. O absurdo é que eles, os moleques, fecham a rua com cones, mas têm que retirá-los a cada minuto para que os veículos passem. Sabem que a rua é movimentada e mesmo assim insistem em praticar suas atividades físicas nela.
E para complicar mais ainda, mudou-se para a última casa da rua uma família com duas filhas adolescentes que atraem a atenção dos meninos. Vixe! É um fogo no rabo que só! Com o perdão da palavra.
As meninas ficam do lado de dentro e os meninos amontoam-se na calçada em frente ao portão e dali conversam; falam sobre assuntos interessantes ao público de sua idade e posso garantir que os termos discutidos não são nada relevantes. Deve ser o fogo da paixão adolescente.
Legal. Mais vizinhos barulhentos.
E eu que me mudei pra cá para ter um pouco de sossego e silêncio.
Si ferrei!, como diz meu irmão Naldão.
É isso.

                
                                                                      

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Educação, Criação, Presença dos Pais

                              


Eu fico observando a educação e a criação que os pais dão para seus filhos.
A maioria dos pais são ausentes, trabalham muito e compensam suas faltas e falhas comprando para os filhos tudo o que pedem. Estão criando monstros egoístas e sem limites. Já falei aqui também.
Vejo meninos e meninas pré adolescentes meio abobalhados, parecem que vivem numa bolha superprotegida e não sabem que lá fora existem e vivem mais pessoas; o mundo é grande.
Vejo esses pré adolescentes alienados que chegam da escola, enfiam a cara na tela do computador e ali ficam horas. Será que os pais sabem e monitoram isso? O perigo maior da Internet, creio eu, são predadores sexuais, pedófilos e outros criminosos e se não tiver um adulto monitorando a criança ou adolescente, ela será alvo fácil desses maníacos.
Quando não estão diante do computador estão com seus celulares de última geração que têm centenas de funções ou ficam horas de frente para um videogame.
Será que os pais ou cuidadores dessas crianças e adolescentes verificam suas tarefas escolares? Delegam algumas atividades para serem feitas em casa, como arrumar a própria cama, tirar ou por a mesa, ajudar com outras tarefas domésticas?
Vejo meninas de onze, doze, treze anos muito bobas, desligadas, mas muito antenadas na moda, maquiagem e tudo o que envolve o charme, a beleza e a peruíce feminina. 
E as escola, as lições, o comprometimento com os estudos e a educação? Estão também tão antenadas? Tenho dúvidas.
A culpa é dos pais que não orientam seus filhos e filhas e os deixam soltos sem limites e sem orientação.
Educar não é só matricular na escola e pronto, educar é participar da vida do filho, ficar atento aos sinais de que algo pode estar errado, impor limites, cobrar resultados e gritar por São Bento antes que a cobra morda, dizia mamãe.
Muitos pais acham que quando os filhos tornarem-se adultos saberão se cuidar, como se já viessem com um chip instalado e programado de fábrica. Não, isso está errado!
Criar os filhos largados, sem orientação e sem limites os transformará em adultos irresponsáveis, egoístas, arrogantes, acomodados, preguiçosos e sempre contando com a ajuda e o apoio do papai e da mamãe.
Saibamos educar, não criemos monstros que amanhã poderão nos matar de vergonha, decepção, medo, frustração ou matar de verdade mesmo.
Posso estar exagerando, mas é o que vejo nas minhas observações dos alunos, de familiares e conhecidos.
Bora botar esse povinho para trabalhar para poder dar valor ao que tem sem fazer esforço.
Ninguém nunca morreu de trabalho, mas por que arriscar?, pensariam e diriam os mal criados.
É isso.

                                   

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Coisas do Amor - Eu te amo

                                  

Sou da época em que dizer "Eu te amo" significava "Eu te amo".
Hoje está tudo muito prático, rápido e descartável e as pessoas dizem "Eu te amo" o tempo todo, para qualquer um e qualquer coisa.
Trabalhei com uma moça que tinha o coração mais volúvel que já conheci; ela namorava um rapaz e dizia que o amava e semanas depois terminaria o namoro com o fulano e engatava um novo namoro com o ciclano, e, claro, o amava também.
Sei lá...
Acho que pode-se amar mais de uma vez, mas as pessoas estão amando mais de uma vez por semana.
Lembro de um entrevista com um ator brasileiro em que ele diz que é possível amar  mais de uma vez e mais de uma pessoa, não sei se concordo.
Amar mais de uma vez, sim, mas amar mais de uma pessoa... acho que não.
Tem uma frase do ator americano Johnny Depp que diz: "Se você acha que ama duas pessoas ao mesmo tempo, escolha a segunda. Porque se você realmente amasse a primeira, não teria uma segunda opção".
Meu sobrinho Demétrius é um eterno apaixonado e vive postando frases muito bonitinhas e bem escritas, apesar de algumas vezes omitir acentos gráficos... coisas do amor.
Ele diz: "O amor agora tem prazo de validade"; "Ser feliz sozinho pode ser difícil, mas acredite, com a pessoa errada é impossível".
O negão lindo diz isso do alto de seus quinze para dezesseis anos; é muita experiência e vivência amorosa para saber e sofrer as dores do amor. 
O amor dóis demais...
Fico observando o comportamento por meio das postagens escritas por adolescentes que se julgam muito experientes, muito vividos e sofridos pelas cosias do amor. São adolescentes que escrevem: "Cansei de sofrer! Não quero mais saber de amar ninguém! A vida acabou pra mim!".
Meu, os pirralhos mal saíram das fraldas e acham que sabem tudo.
É engraçado, em alguns momentos, mas tem hora que irrita. Na boa.
Quero ver esses pirralhos se preocupando com os ipês: IPVA, IPTU, IR, aluguel, alimentação, trabalho e todas essas coisas chatas e obrigatórias com as quais os adultos têm que lidar. Aí sim, poderão reclamar da vida sofrida e do mundo cruel em que vivem.
Ah... Esses moços, pobres moços...

                              Esses moços, pobre moços - Lupicínio Rodrigues

Ah se soubessem o que eu sei

Não amavam não passavam
Aquilo que eu já passei

Por meus olhos, por meus sonhos
Por meu sangue, tudo enfim
É que eu peço a esses moços
Que acreditem em mim

Se eles julgam 
Que há um lindo futuro
Só o amor
Nesta vida conduz

Saibam que deixam o céu 
Por ser escuro
E vão ao inferno 
À procura de luz

Eu também tive 
Nos meus belos dias 
Essa mania que muito me custou
Pois só as mágoas que eu trago hoje em dia
E essas rugas 
O amor me deixou

Esses moços, pobre moços
Ah se soubessem o que eu sei