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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Novas Pronúncias

                        


As línguas sofrem variações ao longo do tempo, como já falei aqui, mas a novidade agora são as novas pronúncias das palavras.
Assistia ao seriado "Perception", que às quartas feiras é dublado e aos domingos é legendado, e uma das personagens conversa com o "néurocientista". Estranhei a pronúncia.
Estou habituada a ouvir "nêurocientista" e agora me aparece esse tal de "néuro".
Outra palavra que sofreu mudança de pronúncia foi Yoga. No meu tempo falava-se "yóga", mas atualmente com a influência, o dinheiro e o deslumbre dos novos ricos, fala-se "yôga".
Têm outras palavras cujas pronúncias sofreram modificações, mas pra variar, minha memória prodigiosa não me permite lembrar. Beleza.
Por enquanto, ficam os exemplos supra citados e seu lembrar de outros, volto aqui com a minha implicância.
É isso.

Yoga sobre Flor de Lótus
                               

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Anotar, Troca de nomes, Micos

                             

Minha memória anda péssima!
Tenho uma ideia, preciso falar algo, buscar algo, fazer algo etc, mas em segundos o que estava em minha mente simplesmente desaparece e faço um esforço tremendo para lembrar. Nem sempre lembro, às vezes leva alguns dias para eu lembrar o que queria falar, buscar, fazer etc...
Tenho que anotar tudo porque seguramente esquecerei. Teimo comigo mesma dizendo que não preciso anotar, que daqui a pouco eu lembrarei, mas...
Deve ter algum problema com minhas conexões cerebrais; meu sistema deve estar muito nervoso.
Dei agora para trocar nomes, confundir pessoas e de não lembrar ou reconhecê-las. Disfarço, crio métodos para associar o nome à pessoa ou vice-versa mas nem sempre funciona. 
Tenho o mesmo problema com os alunos; para mim são todos muito semelhantes e só consigo memorizar os nomes e rostos dos mais terríveis, muito óbvio, mas é verdade.
Paguei alguns micos ultimamente e lembro dos três mais recentes: 
1- Fui à Casa Lotérica do Carrefour Vila Maria/Vila Guilherme e enquanto esperava na fila observava tudo à volta. Eu e minha mania de observação. Enquanto a atendente conferia os jogos e fazia os novos, reparo em uma imagem de um idoso que me lembrava alguém; poderia ser o Papa João Paulo II ou o Padre Cícero do Juazeiro, o Padim Ciço. Mas o rosto de um não combinava com as roupas do outro; que estranho, pensei. A imagem tinha o rosto de Padim Ciço e as vestes de João Paulo II. Oxe!
Perguntei à moça que me atendia: "É o Papa João Paulo II?".
"Não! É o Padre Cícero".
Peguei meus jogos e saí de fininho.
2- Meus vizinhos barulhentos da frente (têm os vizinhos barulhentos dos lados esquerdo, direito e de trás. Ufa!) estavam em casa e o doce, meigo e inocente filho deles estava do lado de fora, como sempre. O pirralho amarra uma pedra em linha de pipa, roda aquela porcaria e joga; pega onde pegar e seja lá o que Deus quiser e o pior é que o infame nega de pé junto que não foi ele e diz que "foi aquele menino ali". Não vejo nenhum outro menino além dele.
Como mamãe dizia: "Esse menino é o cão figurado em gente!".
A pedra bate no carro, falei com ele, que negou como sempre e chamei a irmã mais velha para relatar o caso. A menina tem um nome peculiar, incomum, estranho; como está na moda hoje.
Chamei a simpática moça: "Ebilene, vem aqui, por favor".
"É Beliene".
3- Um funcionário de um conhecido chama-se Rubens e sempre o chamo de Rui.
Ainda bem que ninguém nunca reclamou.
Ainda bem.
É isso.

                              



sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Cabeça

                                                    


Minha cabeça tem doído ultimamente.
Vou pegar o bendito laudo, para levar ao hospital, fazer a ficha, esperar três horas para ser atendida para enfim tomar uma injeção que vai levar alguns segundos para ser aplicada. Sair de lá com a bunda doendo e depois sentir os efeitos colaterais: sono, cansaço, ânsia de vômito e tontura, entre outros.
Além das dores, minha cabeça não está boa. Minha memória falha e coisas que eu queria dizer acabam "sumindo" de repente. Tenho que anotar tudo.
Já falei aqui sobre meu medo, aliás, medo não, cisma. 
Nordestino arretado, cabra macho ou mulher "feme" braba com sangue nos "zóio" têm medo não, tem cisma! 
Sou Leão do Norte, rapaz!
Receio o Mal de Alzheimer, como já falei aqui. 
Tentei falar sobre isso mais detalhadamente com o médico galã de celular com capinha de dólar, mas ele nem me deixou terminar, (falo sobre o indivíduo na postagem título "Doutor Galã").
Sinto como se minha memória estivesse se apagando e distanciando e faço um esforço para lembrar nomes, rostos, assuntos...
Mas lembro tão bem da minha história, do meu Sertão, do meu Pernambuco, do meu povo antigo, das sensações...
Não, meu Deus, não. Acromegálica, sem boniteza nenhuma, sem muita mobilidade e agora sem memória?! Assim é de lascar o cabra!
Oxe!

                                
                                 

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Memória

                                                   


Lembro de causos e acontecimentos de quando era muito criança, mas tenho dificuldade de lembrar coisas atuais.
Fui levar Morena Rosa para a veterinária e lá chegando dou as informações básicas, mas na hora de falar o número do telefone...
"Esqueci! Vou pra casa e de lá te ligo para te falar meu número"
E foi o que fiz.
Eu tinha mania de guardar papéis, documentos e até dinheiro dentro dos livros. Ficavam lá e eu me esquecia.
Tempos depois eu ia fazer a limpeza, adorava tirar meus livros da estante e limpar um por um e depois colocar de volta um por um, e encontrava coisas que eu nem lembrava que existiam ou que eu tivesse colocado lá.
Muitas vezes mamãe via-se nervosa por estar acabando as coisas em casa e não tinha dinheiro nem para o cigarro; o problema maior era papai, que não comia sem mistura, tinha que ter carne, ovo nem pensar. 
Papai ficava bravo ao voltar do trabalho e saber que iria jantar arroz, feijão, farinha e ovo: "Oxe, e não tem carne não, é?"
"É fim de mês, meu velho, as coisas estão acabando, graças a Deus. Você quer que eu faça milagre, é?"
"Eu não vou comer sem mistura!"
"Oxe, pai. É só misturar o arroz com o feijão e pronto!"
Papai ficava doido.
Fim de tarde e mamãe começa a preparar o jantar; ela sabe que papai iria reclamar da falta de carne e da presença de ovo, de novo.
Mamãe tem uma ideia: "Vou procurar nos livros! Quem sabe Rejane não esqueceu um dinheirinho dentro de um deles?"
Mamãe procura e acha.
Chego do trabalho e encontro a mesa farta; mamãe fumando cigarros de um maço cheio, café quentinho e cheiroso, panelas cheias no fogão, graças a Deus.
"Oxe, mãe, onde a senhora conseguiu dinheiro pra comprar as coisas? Pegou emprestado com alguém, foi?"
Mamãe sorri e diz: "É que tem alguém aqui em casa que deixa dinheiro nos livros e esquece".
Outras vezes conhecidos iam à nossa casa para pedir ajuda à mamãe e ela dividia o pouco que tinha. Às vezes a pessoa precisava de dinheiro para a condução, para comprar leite ou remédio para o filho e mamãe dizia: "Tenho não, meu filho. Estou esperando meu velho e meus filhos receberem"
Mamãe pensava um pouco: "Espere aí. Vou dar uma olhada nos livros da minha menina mais velha"
Mamãe com o livro nas mãos, olha para o céu e diz: "Deus abençoe minha filha e os livros dela"
Amém.


Alguns dos meus preciosos livros