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terça-feira, 26 de maio de 2015

Gente

                                 Resultado de imagem para gatos e plantas


Mais uma tarde cinzenta e fria.
Mais um dia que passa.
Estou cansada dessa vida chata, sempre trancada dentro de casa.
Os gatos me fazem companhia e eu falo com eles, brigo, dou broncas, mimos, carinhos...
São terríveis e estão acabando com o que restou das plantas após a poda radical feita pelo amigo do meu cunhado. Fi duma égua!
Toda quarta-feira eu ia ao Carrefour da Vila Maria/Vila Guilherme; é um hipermercado bastante caro, mas a facilidade e conveniência compensavam a carestia. 
É tudo térreo, tem a loteca onde eu pagava algumas contas e ainda fazia uma fezinha. Toda quarta-feira é dia de ofertas e de produtos mais frescos e eu adorava comprar minhas frutas, verduras e legumes.
Comprava também algumas plantinhas em oferta: flores miúdas, folhagens e até belíssimas orquídeas.
Mas agora...
Voltarei a fazer tudo isso e mais um pouco, tenho fé.
Tantos problemas, tanta gente ruim, tacanha, fria, desumana...
O mundo não é complicado, as pessoas são.
É isso.


                                        Resultado de imagem para orquidea

sábado, 20 de dezembro de 2014

Confraternização

                              


Almoço de confraternização na escola; muito bom.
Cheguei cedo, trabalhei normalmente até o meio dia e ainda ajudei com as decorações e afins para o evento.
Fizemos um amigo secreto de caneca e foi muito divertido. É mais prático e seguro determinar um item, como a caneca, a ter que pensar em opções para presentear. Nem todo mundo acerta no que dá e nem todo mundo gosta do que recebe e eu nunca tive muita sorte com isso.
Em um amigo secreto da outra escola onde trabalhei ganhei um blusa azul, de tecido mole, com enormes letras prateadas e muitos rasgos nas costas. Para arrematar, ainda tinha um bendita de uma corrente enfiada em um desses rasgos!
Abri o pacote toda animada, fiz cara de alegria e... "Nossa, que linda!"
Mentira! Eu deveria ganhar um Oscar por minha brilhante atuação.
Poxa vida, pensei comigo, a gente observa as pessoas, seus modos, seu jeito de ser etc, e dá para perceber que eu sou mais tradicional e nunca fui afeita a roupas coloridas demais, rasgadas demais, cheias de frescuras demais; resumindo: aquilo era blusa de periguete. Na boa.
Só faltava ter vindo com uma legging e a sandália plataforma. Deus é mais!
Depois dessa e de outras experiências traumáticas, resolvi participar de amigos secretos apenas se for definido o tal do presente: livros, CDs, canecas...
Bom...
Tivemos um almoço delicioso regado a refrigerante e outras bebidas boas. Tomei um golinho de licor de jabuticaba, depois um golinho de espumante róseo e arrematei com um café ultra doce. Eita! Fiquei meio zonza com a doçura excessiva do café e não dos golinhos alcoólicos. Bebi muita água depois.
Tivemos sorteios, brincadeiras, discursos e tudo o que envolve essas festas de confraternização.
Observei as pessoas, claro. Observei o comportamento das "panelinhas", dessa gente metida que não dá bom dia a ninguém. Claro, ninguém é obrigado a gostar de ninguém, mas não custa cumprimentar as pessoas; custa?
É uma questão de educação. Tem gente lá com quem meu santo não cruza, mas sempre cumprimento quando chego pela manhã.
A única coisa chata foi eu não poder circular pelo local, fazer meu próprio prato, levantar para entregar e receber minha caneca secreta e ainda ser levada até o carro por dois professores. Estou muito entrevada e dolorida.
Algumas professoras se revezavam trazendo meu prato, perguntando se eu queria isso ou aquilo... Agradeci a simpatia, a boa vontade e a paciência delas.
Eu queria ter ido ver o que tinha naquela fartura toda; eu queria ter feito meu próprio prato e, na hora das frutas, eu queria ter provado de todas mais de uma vez!
Mas apesar de tudo eu fiquei feliz porque consegui ir até o fim. Meio aos trancos e barrancos, mas eu concluí mais uma etapa!
Está cada dia mais difícil e dolorido e sinto que minha saúde está definhando.
Vou apenas esperar essa semana do Natal feliz em família e depois vou encarar os doutores de casaca branca de novo, meu Deus.
Fiquei triste e não consegui segurar nem disfarçar as lágrimas de frustração, mas ouvi palavras de apoio e conforto.
Eu queria caminhar com minhas próprias pernas. Eu queria andar sem dores, sem entrevamento e sem bengala. Eu queria fazer minha caminhada nos belos e ensolarados fins de tarde. Eu só queria ter saúde.
Os professores me agradeceram pelo trabalho, pela ajuda e ainda ouvi de um professor, que já é um senhor de idade: "Você é uma grande mulher".
Poxa vida, ganhei o dia!
Voltei para casa com meus panettones, minha caneca secreta e com um belo par de brincos que ganhei de uma professora. Voltei também com alguns gramas a mais e com sangue no meu álcool.
Ontem fui à casa da minha irmã para ficar com meus sobrinhos, mas arriei no sofá e dormi. Uma babá imperfeita.
Voltei para casa ainda cansada e fui para a cama mais cedo. Levantei, arrumei uma coisa aqui e outra ali e tudo ao passo de tartaruga manca e com artrose; ferrou!
Cuidei das orquídeas, transplantei algumas e agora vou tomar banho para tirar toda a poeira e terra que estão espalhados pelo meu corpinho acromegálico.
Amanhã continuo com a arrumação. Se as plantas me deixarem. 
Estão lindíssimas, frescas e viçosas.
É isso.


                                    




sábado, 1 de fevereiro de 2014

Pela Casa

                                     

Trabalhei bastante pela casa; não resisti.
Ficar sem fazer nada só piora as coisas e li em algum lugar que "mente ociosa é moradia do coisa ruim". Presta não, diria mamãe.
E, como sempre, passei agradáveis horas arrumando minhas plantas com a "ajuda" dos gatos.
Coloquei a orquídea em um vaso maior, as raízes estavam sufocadas naquele espaço pequeno. Acho que ela, a orquídea, gostou da mudança, pois ficou bem mais bonita e viçosa no novo vaso.
Podei o bonsai e depois irei transplantá-lo para um vaso maior, suas raízes também estão sufocadas.
Podei, plantei, transplantei, reguei...
Lavei roupas, limpei o fogão, lavei louça...
Tomei café, comi frutas, tomei suco bem gelado...
Amanhã pretendo limpar o armário da cozinha e a pia e vou jogar muita coisa na reciclagem; os carroceiros adoram meus sacos pretos de lixo reciclável.
"Pra quê danado ajuntar tanta tralha?", diria mamãe.
Meu quintal está limpo, organizado e bonito e agora a gataiada está deitada sobre o chão úmido; calor danado!
O problema é que dedico muito tempo ao que faço e isso atrasa o resto do trabalho. Vivo pra lá e pra cá pela casa mas nunca nada está perfeito; sei lá...
Tomei banho e agora bateu aquela fominha; vou fazer um macarrão com bastante molho.
É isso.


                                           

domingo, 26 de janeiro de 2014

Caçar

                                       



Mais um fim de semana quente e ensolarado. 
Mais um fim de semana em casa.
Eu gosto disso.
Não tenho paciência para Shoppings lotados, preços abusivos etc... Adorava encher o tanque do carro e sair por aí sem rumo. Adorava pegar uma estrada sem destino certo e parar aonde desse vontade. Já fiz muito isso, mas agora dirijo menos e entrevo demais.
Estou bem melhor, graças a Deus, mas dirigir por muito tempo ainda tem seus efeitos em mim, principalmente na minha coluna e joelhos endurecidos pela osteoartrite. Só dirijo o necessário e adoraria encontrar pessoas que se dispusessem a dar uns "rolês" por aí, mas que revezassem na direção, dividissem as despesas e não ficassem só na nossa aba.
Bom...
Fiquei em casa e fiz pequenas grandes coisas que me fazem bem. Tirei pó de livros, vi fotografias, cuidei das plantas, ouvi música e finalmente lavei a garagem! 
E mesmo assim ainda falta muita coisa a fazer.
Lavei a gaiolinha dos gatos, aquela de levá-los ao veterinário. Reguei as plantas, podei outras, plantei algumas.
Estou elaborando um plano e um meio de executá-lo com relação à minha linda orquídea e a minha linda Clara Blue, minha Clarinha.
Clarinha cismou com as cascas de coco que vieram com a orquídea; sobe, pega uma casca com a boca, brinca com a casca, corre pra lá e pra cá e dali a pouco faz tudo de novo. Todas as manhãs levanto e vejo o piso branco da cozinha cheio de pontos marrons espalhados por todos os cantos.
Antes se usava xaxim, mas agora é proibido por lei e a casca de coco foi o melhor substituto encontrado. Clarinha adorou essa substituição.
Agora vou "caçar" um meio de resolver esse problema ambiental e animal.
E por falar em caçar, lembrei de papai e de quando nos mandava "caçar o que fazer" quando não tinha nada de interessante para se fazer em uma época sem a parafernália eletrônica/digital que existe hoje.
Cacei, encontrei e me fez bem.
Papai certamente diria: "Se a pessoa caçar o que fazer, ela encronta".
É isso.



                                             



                                                 


quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Útil

                                        




Cuidei das plantas.
Cuidei do bonsai, da orquídea, do boldo, da bonina, da avenca e todas as outras plantas.
Os gatinhos adoraram a casca de coco que veio no vaso da orquídea, me "ajudaram" a podar algumas plantas e brincaram com as folhas que caíam no chão.
Passado o susto e o arretamento, decidi cuidar das plantas. Havia ligado a TV e me sentado no sofá, mas estava tudo tão chato, monótono e quente demais! Quer saber? Tristeza, depressão e melancolia... vão para o raio que as partam! Oxe!
Levantei, desliguei a TV e me dediquei à uma das coisas que mais gosto: cuidar das minhas plantas com a "ajuda" dos meus gatos.
Me empolguei.
Coloquei o lixo para fora, separei material reciclável do lixo comum, tirei o pó de algumas caixas, olhei fotografias que me fizeram bem e me deixaram com saudades de lugares, coisas, pessoas...
Dia desses tocam a campainha e vejo dois garotos dizendo que o pai mandara perguntar se tinha mais saco de lixo; me emocionei. As coisas que não são mais úteis para mim podem fazer a alegria de alguns. 
Eu separo tudo direitinho; tenho respeito por essas pessoas que vivem essa vida difícil. No meu saco de lixo geralmente tem potes plásticos, jornal, panelas velhas, chinelos e sandálias que não servem mais nos meus pés acromegálicos... Tem sempre alguma coisa que pode ser útil para alguém e isso me faz bem.
É isso.


                                          


quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Araçá e Orquídea



Criei coragem e comprei hoje um bonsai de araçá e uma belíssima orquídea de flores roxas.
Fiquei em dúvida sobre qual escolher, havia tantas opções bonitas: orquídeas brancas, róseas, roxas, amarelas, alaranjadas...
Bonsais de goiaba, araçá, acerola, cereja...
Se tivesse de pitanga, romã ou jabuticaba eu teria pego, mas fiquei com a pouco conhecida araçá, que é uma frutinha da família da goiaba.
Se os preços continuarem a cair, voltarei lá semana que vem e trago mais um de cada: um bonsai e uma orquídea.
E por falar em preços...
Está tudo tão mais caro! Já falei sobre isso aqui, mas toda semana faço minhas compras e compro basicamente o mesmo e percebi que os preços não são os mesmos. 
Quem disse que a inflação está controlada?
Será que está tudo tão mais caro por causa da Copa do Mundo? Os gringos trarão Dólar e Euro, mas nós, os brazucas, pagamos em Real mesmo!
Não está fácil não.
É isso.


                                         


sábado, 14 de dezembro de 2013

Orquídea

                                      


Dias não muito quentes e noites frias. Perfeito!
Bati os quatro cantos do mundo, como dizia mamãe. Fui ao banco, supermercado e ainda passei rapidamente na casa da minha irmã Rosi para deixar os chocotones que comprei erroneamente.
Gosto do panetone de frutas e amo chocolate, mas não gosto dos dois misturados. Vai entender...
Fui comprar ração seca e molhada e encontrei bons preços no Carrefour, por incrível que pareça. Comprei frutas, panetone de frutas, café, ração seca e molhada e ainda dei uma olhada nos livros e roupas em oferta. Olhei as plantas também e fiquei louca por uma orquídea e pelo bonsai.
Não gostei das roupas; tudo muito brilhoso, até parece que saíram do túnel do tempo de alguma novela dos anos 70. Gostei não.
Os shorts também estão com um corte estranho:cintura muito alta e o corte muito curto e cavado, até parece uma calcinha grande. Calças compridas com boca de sino; não, obrigada.
Desisti das roupas e fui ver os livros em oferta: livros de auto ajuda, religiosos e livros da nova literatura com vampiros, bruxas, tigres, figuras místicas... 
Não, obrigada.
Eu raramente me interesso por livros e filmes da moda, os chamados "best sellers e blockbusters".
Senti fominha e decidi almoçar por lá mesmo e o mais legal é que a partir das quatro da tarde o preço da comida, vendida por quilo, abaixa. 
Fiz meu pratinho e para beber sempre peço iced tea (chá gelado) e depois tomo bastante água.
Tudo terminado, volto para casa.
A gataiada fica eufórica, sabe que deve ter algo que muito lhes interessam naquelas sacolinhas plásticas de supermercado. Alimentei a todos e fui para a sala e, como sempre, adormeci. 
Acordei com o barulho da molecada brincando na rua, dos vizinhos xucros falando alto, como sempre, e dos cachorrinhos latindo na minha calçada: queriam comida.
Acho que vou buscar aquela orquídea tão linda e o bonsai também.
É isso.