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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Chupeta

                               

A chupeta é usada para acalmar o bebê ou criança, mas eu não sou fã do objeto e do método.
Vejo recém nascidos que ao sair da mãe já enfiam-lhe uma chupeta na boca.
Acho chupeta uma coisa pouco higiênica, desagradável e podadora; explico.
A criança ou o bebê ameaça chorar e a primeira providência tomada é meter-lhe a chupeta na boca, assim o pimpolho fica quieto.
Outra coisa que acho nojenta são chupetas amarradas em fraldas, as crianças arrastam aquele pano imundo para lá e para cá, e a chupeta junto, claro. Imagine a quantidade de bactérias que têm ali e as doenças que podem afligir essas crianças.
Existem prendedores de chupeta bem bonitinhos, mas a fralda é mais rápida e prática, para alguns. Nojento!
A chupeta também atrapalha na formação dos dentes da criança, além de causar uma babeira danada. Fica tudo babado, grudento, sujo, nojento mesmo.
Via no Facebook fotos de recém nascidos cujas mães postaram orgulhosamente; os bebês são graciosos, mas mal dá para ver o rostinho deles porque uma enorme chupeta foi enfiada na boca do moleque. Precisa mesmo?
Se o bebê foi amamentado, está a fralda limpa e não tem nenhum problema de saúde, então pra quê raios enfiam uma chupetona na boca do pentelho?!
Bom, cada um, cada um.
É mais uma das minhas implicâncias.
É isso.

                               

                                

sábado, 27 de outubro de 2012

Sereno

                                


Nos tempos de mamãe e Mãevelha os recém nascidos só eram mostrados às pessoas quando completassem sete dias de vida. Antes desse período só a mãe, claro, e a avó ou pessoas que cuidavam da parida é que podiam ficar próximas do rebento.
Diziam que nesse período de sete dias a criança era muito frágil e suscetível à doenças e "mal olhado" e muitas morriam do "mal de sete dias", que era o tétano umbilical.
As visitas lotavam as casas para poder ver o bebê que só saía de casa após o "resguardo" de quarenta dias. Nem mãe nem bebê saíam de casa antes desse tempo. Os cuidados eram extremos e um tanto quanto exagerados.
Mesmo quando o bebê já estivesse grandinho só saía com a mãe até a hora do por do sol, pois com a chegada da noite vinha o sereno e isso poderia "ofender" a criança.
Hoje em dia tudo é diferente. Vejo bebezinhos recém nascidos nos braços das mães passeando pelos Shopping Centers, restaurantes e eventos externos.
Acho uma judiação porque me remete aos cuidados exagerados dos tempos de mamãe e Mãevelha.
Os recém nascidos são expostos à mudanças bruscas de temperatura, ao frio forçado do ar condicionado, ao contato com pessoas estranhas que podem ou não estar doentes, fumaça de cigarro, poluição e barulho.
Sei lá, mas acho melhor esperar um tempinho e levar o pimpolho só ao médico e/ou lugares necessários. 
Acho que é por isso que não fui mãe, se o fosse, seria daquelas mães hiper-ultra-super-mega cuidadosa.
Hoje em dia o que mais vejo são mães apenas parindo seus filhos e os largando aos cuidados das avós.
Meu, se não tem paciência para cuidar de alguém, não coloque filhos no mundo! Parto do seguinte princípio: se você se compromete a cuidar de uma vida, seja esta humana ou animal, que cuide bem. 
Penso assim.
É isso.

                             

domingo, 3 de junho de 2012

Chá

                                         


Somos viciados em café, mas adoramos um chazinho no fim da tarde e em dias frios.
Mãevelha adora tomar chá Matte Leão com meus bolinhos.
Tínhamos muitas plantas no quintal e tínhamos ervas para chás e temperos, tínhamos capim santo (capim limão, capim cidreira, erva de Santa Maria), hortelã da folha grossa, poejo, alecrim, manjericão, coentro, cebolinha verde, pimentão, cana, boldo do Chile...
Para cada problema de saúde um chá era indicado, por exemplo: para cólicas de recém nascidos recomendava-se chá de poejo, erva doce, erva cidreira; para má digestão recomendava-se chá de boldo; para acalmar os nervos era chá de erva doce, ou cidreira; para gripes e resfriados chá de limão com alho e mel.
O que importava era tomar um bom chá docinho com bolachas ou bolinhos, aí o efeito terapêutico era garantido.
É isso.