Mostrando postagens com marcador implicância. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador implicância. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Barata

                                        


Deixo a TV ligada enquanto ando pela casa e hora ou outra paro para dar uma espiadela. Passava o chato, hipocondríaco e fraco Bem Estar e me chamou a atenção um dos temas do dia: A que distância devemos lançar o spray (inseticida) em direção à barata!
Nossa!
Acho que ninguém, mas ninguém mesmo, jamais parou para pensar e/ou calcular a distância correta para apertar o botãozinho da lata de inseticida em direção à barata ou qualquer outro inseto, a velocidade do jato de spray, a reação da barata, a velocidade da barata em fuga, o percurso da barata em fuga etc... Fez me lembrar das aulas de Física e da Primeira Lei de Newton, (Princípio da Dinâmica ou Princípio da Inércia).
Então...
Se a barata estiver parada, permanecerá parada, e se, está em movimento, permanecerá em movimento em linha reta e sua velocidade se mantém constante.
Há controvérsias...
O calorão que está fazendo atualmente tem atraído pernilongos e baratas e tenho usado bastante inseticida para afastar esses bichos escrotos que saem dos esgotos para atormentar a vida do cidadão civilizado. 
Os insetos não ficam parados, não movimentam-se em linha reta e não mantém velocidade constante. Ao contrário, aumentam a velocidade e dão no pé, ou nas patas.
Sei lá. Impliquei com o programa e com o desperdício de verba, material e talento dos apresentadores que se saíam muito melhor em suas funções anteriores.
É isso.


                                        





domingo, 9 de junho de 2013

Os Mais Bonitos

                                


Papai era uma pessoa peculiar. Tinha seu Português próprio com seu modo próprio de escrever e de falar. Tinha suas muitas manias, seus "pantinhos" (dengos e manhas). Papai era único, uma figura.
Havia dias em que nos dava seus intermináveis sermões, cismava com nosso modo de falar, vestir, criticava nossos gostos e achava defeito em tudo o que fizéssemos.
Mas havia dias, raríssimos, em que nos elogiava e nos fazia sentir especiais. 
A boa fase durava pouco e a verdadeira intenção por trás dos elogios era para pura e simplesmente provocar os outros parentes e familiares. O motivo era tolo e simples: implicar com os sobrinhos e filhos dos parentes e familiares, principalmente com seus nomes. Explico.
Nossa família tem o hábito de escolher uma letra para nomear os filhos e todos têm que ter os nomes iniciados por aquela bendita letra. Nós somos todos "R": Rejane, Rogério, Reginaldo, Rosi, Ronaldo e Renata.
Temos uma prima, a Ivete, que ri por todo e qualquer motivo e tem hora que irrita, meu. Sabe aquela pessoa que olha pra você e começa a rir do nada? Já começa a conversar rindo? É chato e irritante, na boa.
Essa prima escolheu a letra "J" para nomear os três filhos e os nomes são peculiares, para simplificar a história.
Ninguém sabe de onde, como, nem porque ela tirou esses nomes estranhos, ou diferentes, para sermos educados: Jacilberg, Jadilberg e Josemberg.
E papai, claro, criticava nossa prima risonha por ter colocado nomes tão estrambóticos nos filhos. Quando não era a gente, papai tinha que encontrar alguém para criticar, pegar no pé, encher a paciência e a vítima favorita, depois de nós, era essa nossa prima. Ele começava: "Vê só se pode uma coisa dessa! Onde já se viu a pessoa botar nos filhos uns nomes doidos desses! Os bichinhos já são
feiinhos, meu Pai do Céu, e ainda mais com uns nomes desses! Meus filhos sim, são bonitos!".
Mamãe admirava-se com os elogios e críticas de papai: "Mas muito me admira tu, Dedé.Tu vive implicando com teus filhos e agora eles são bonitos? Tu cismasse com os meninos de Ivete foi? Por quê?!"
Papai se arretava: "E eu não estou mentindo não senhora, meus filhos são os mais bonitos sim! E se tu quiser saber, nessa família todinha o único que tirou (tem) filho bonito fui eu, porque o resto... Deus me perdoe!".
Era engraçado o diálogo entre papai e mamãe: "Deus te perdoe mesmo, homi!".
"E não é verdade não, mulé? Espia só os nomes dos meninos de Ivete: 'já te pego, vou te pegar, já te peguei".
Papai criava versões dos nomes dos sobrinhos que nem imaginavam que aquele absurdo acontecia e continuava a botar defeitos nos filhos dos outros parentes. Todos tinham defeitos, mas só os filhos dele eram os mais bonitos e tinham os nomes mais bonitos também.
Só papai mesmo. 
De outra feita, mamãe coloca Fubá e Mauricinho juntos, filho de nossa amiga Cleusa, e diz para nossa avó Mãevelha: "Olhe mamãe, não são parecidos?".
E Mãevelha responde: "É, mas meu neto é mais bonito".
É muita buniteza, meu Deus do Céu.
É isso.


                                  

segunda-feira, 11 de março de 2013

Delegacia

                                


Nas mais recentes duas ou três semanas a tampa do relógio da luz tem sido alvo de ataque de gente que quer me assustar, mas só tem conseguido me fazer é raiva.
Já forçaram o portão, tocaram a campainha às três e meia da manhã e têm forçado a tampa do relógio de luz.
Estou pensando em ir à delegacia e fazer um B.O (boletim de ocorrência).
Não tenho provas, mas tenho suspeitos e posso apostar um doce como são eles.
Tudo começou com a implicância dos meus vizinhos para com meus gatos. Disseram que iriam me processar, mais precisamente o irmão gazela, pelos arranhões que meus gatos supostamente haviam feito no possante deles.
Aliás, o possante é do irmão do gazelinha, mas ele tomou as dores.
Toda a vizinhança tem gatos, mas só os meus são os culpados.
Depois da implicância com os gatos foi a música ruim que escutam. Uma única vez pedi educadamente que abaixassem o volume do som; eu produzia um texto e não tinha condições de me concentrar com aquela música cantada em volume altíssimo por uma voz aguda, fina, estridente e horrorosa: "Acabou o dinheiro, acabou o amor... Acabou o dinheiro, acabou o amor...". Jesus!
Mas a bronca maior deles para comigo foi quando denunciei o abuso e os maus tratos contra os bebês de um ano e meio e outro de oito meses, na época.
Queriam que as crianças ficassem quietas, sem fazer barulho, sem chorar, sem andar ou engatinhar pela casa e tudo isso porque queriam ouvir suas músicas horrorosas e cantar junto. Sangue de Cristo tem poder!
Esses vizinhos são gente xucra, com pouco estudo, preconceituosos, ignorantes e afetados. 
São parentes ou aparentados com uma ex vizinha que morou na mesma casa onde moram agora e tudo o que acontece, lá vão eles chorar as pitangas para essa moça.
Certa vez, quando morava na casa ao lado, essa ex vizinha disse que levara o filho ao hospital de madrugada e quando o marido tirava o carro da garagem, uns "caras" se aproximaram, mas como ela os conhecia, nada foi feito.
E é aí que junto um mais um e vêm minhas suspeitas: Vizinhos xucros falam com a ex vizinha que conhece os caras. Estão muito magoadinhos e querem vingança. Querem me assustar. Ex vizinha conhece "os caras" e pede ou paga algum valor para que eles venham forçar meu portão e a tampa do relógio de luz e tocar campainha de madrugada.
Como disse, são só suspeitas, mas são bem cabíveis.
O curioso é que essa ex vizinha me pedia para acessar a Internet e imprimir boletos de pagamento das contas do bar de sua mãe e depois que se mudou, virou a cara para mim. 
Como uma pessoa pode ser tão volúvel assim?
Outra coisa, os vizinhos xucros estão viajando em férias, graças a Deus, e podem usar isso como um álibi. Poderão dizer que não sabem de nada porque não estavam em casa, estavam viajando.
Pode ser um bom álibi mas isso não impede o dolo, não os impede de arquitetar o plano e colocá-lo em execução usando outros métodos ou pessoas.
Estou seriamente pensando em ir à delegacia.
É isso.



                                     

quarta-feira, 6 de março de 2013

Boa Música... Às vezes nem tanto

                             


Tive o dia quase todo de paz, solidão e sossego, graças a Deus.
Saí apenas para ir ao médico.
Meus vizinhos barulhentos que adoram música ruim estão viajando, graças a Deus.
Tive a liberdade de ouvir minha música sem ter a interferência da música ruim do vizinho tocada em som muito alto. Incomoda e meu ouvido não é penico.
Não precisei aumentar muito o volume do som, nem gosto muito alto mas os vizinhos...
Às vezes eles, meus vizinhos, ouvem o bom Rock 'n' Roll, mesmo sem querer.
Ouvi Zé Ramalho. Amo.
Zé Ramalho e Djavan são uns dos poucos cantores que podemos deixar o CD tocar do começo ao fim; música boa sempre.
Ouvi Chão de Giz, belíssima. Só voz e violão. 
Não entendo como músicas ruins, medíocres e vulgares como as atuais ganham prêmios. Cadê o bom senso?
Fiquei analisando a melodia e a letra das músicas de Zé Ramalho e Djavan e comparei com a m... atual: 

"... Por ser exato o amor não cabe em si. Por ser encantado o amor revela-se. Por ser amor, invade e fim..."
"... Eu entendo a noite como um oceano que banha de sombras o mundo do sol
Aurora que luta por um arrebol em cores vibrantes e ar soberano
Um olho que mira nunca o engano durante o instante que vou contemplar..."

Agora vejamos um exemplo da ridícula, vulgar e descartável música atual. Preciso dizer mais alguma coisa?!
Pelo amor de Deus! Depois dizem que implico com tudo.
Mas eu tô certa ou tô errada?!




Assim Você Mata o Papai

Sorriso Maroto

Ai,ai! Ai ai ai ai
Essa mina tá me olhando
Acho que tá dando mole
Ela tá me provocando já faz tempo
Isso não vai prestar,
Não vai
Ela é maravilhosa , tem um sorriso maroto
O que será que ela tá querendo?
Vou chamar pra dançar,
Vem cá mulher,
Vem cá,dançar,
Comigo agarradinho, vem cá que você vai gostar!
Ah, vai! Isso, assim, vem pra mim
Que delicia, tá gostoso demais
Isso não vai prestar
Beija minha boca
Ai, ai! Ai ai ai ai! Assim você mata o papai
Ai, ai! Ai ai! Que boca gostosa eu quero mais
Ai, ai! Ai ai ai ai! Assim você mata o papai
Ai, ai! Ai ai! Você tá cheirosa demais

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Versão

                                 

Mais uma de implicância.
Sonhei com mamãe. Ela estava sentada no sofá ao lado de uma menina e eu estava atarefada com alguma coisa, ela me chama: "Vem filha, vai começar o programa".
Eu me sentei ao lado dela e juntas, assistíamos a um programa musical. Uma moça estrangeira cantava uma canção em inglês e uma mocinha cantava uma versão em português, mamãe dizia: "Mas que mania que o povo tem de fazer versão ruim com a música dos outros. Não tem competência para escrever a própria música, copia a dos outros e faz versão bem ruim"
Acordei com a implicância de mamãe e foi tão bom revê-la. É sempre tão bom.
Levanto, faço as minhas coisas, vou ao médico e volto para casa e ao voltar, os vizinhos tocam suas musiquinhas horrendas e algumas delas são versões bem toscas de sucessos dos anos setenta e oitenta.
É, pelo visto implicância e "inguinórança" são hereditárias.
É isso.

                                     

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Bolsos

                             

Mais uma das minhas implicâncias...
Já falei aqui sobre moda e modismos e amo odiar certas bizarrices a que se chamam de moda, fashion, in e última moda em Paris.
Fazia minha andanças e observava as pessoas no seu vai e vem. Observo suas roupas e me chama a atenção os bolsos das calças jeans: no meio da bunda.
Fica muito estranho e parece que a calça está pesada e dá a impressão que a calça e as pernas foram encolhidas.
O cós das calças fica bem abaixo do umbigo e os bolsos traseiros ficam praticamente em cima das pernas, mostrando o cofrinho peludo dos rapazes e as banhas das moças.
Estava no consultório médico aguardando ser chamada e em "apenas" quarenta e cinco minutos de espera, pude observar os modelitos de calças com os malditos bolsos no meio da bunda. Quem inventou essa moda?
É cada coisa que inventam...
E eu continuo implicando. Sempre. Graças a Deus.
É isso.


É um belo e saudável exemplo de bolso nas pernas
                              

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Chupeta

                               

A chupeta é usada para acalmar o bebê ou criança, mas eu não sou fã do objeto e do método.
Vejo recém nascidos que ao sair da mãe já enfiam-lhe uma chupeta na boca.
Acho chupeta uma coisa pouco higiênica, desagradável e podadora; explico.
A criança ou o bebê ameaça chorar e a primeira providência tomada é meter-lhe a chupeta na boca, assim o pimpolho fica quieto.
Outra coisa que acho nojenta são chupetas amarradas em fraldas, as crianças arrastam aquele pano imundo para lá e para cá, e a chupeta junto, claro. Imagine a quantidade de bactérias que têm ali e as doenças que podem afligir essas crianças.
Existem prendedores de chupeta bem bonitinhos, mas a fralda é mais rápida e prática, para alguns. Nojento!
A chupeta também atrapalha na formação dos dentes da criança, além de causar uma babeira danada. Fica tudo babado, grudento, sujo, nojento mesmo.
Via no Facebook fotos de recém nascidos cujas mães postaram orgulhosamente; os bebês são graciosos, mas mal dá para ver o rostinho deles porque uma enorme chupeta foi enfiada na boca do moleque. Precisa mesmo?
Se o bebê foi amamentado, está a fralda limpa e não tem nenhum problema de saúde, então pra quê raios enfiam uma chupetona na boca do pentelho?!
Bom, cada um, cada um.
É mais uma das minhas implicâncias.
É isso.