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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Pétala

                                    

Ouvia Djavan, adoro.
Ouvia "Pétala", minha favorita.
Somou-se a preocupação como o gato abandonado à minha coleção de minhocas e parafusos soltos, e pronto! Me debulhei em lágrimas, como dizia mamãe.
"Oxe, mas que choradô todo é esse? O que se assucede, minha flor de maracujá?", diria meu Paipreto.
Adoro a flor de maracujá, é a mais bonita de todas.
Adoro margaridas, cravos, cravinas, flores do campo... todas as flores.
Eu ia comprar uma "Quaresmeira" carregadinha de flores brancas, roxas, rosas, lilás, mas era pesada para eu trazer.
Vou "roubar" um galho da Quaresmeira do vizinho.
Pétala...



                                          

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Rejane & Regiane

                                                


Fui ao médico e aguardo ser chamada.
Estou na sala de espera lendo "50 Anos A Mil" do Lobão; li quase metade do livro. 
O médico é meio demorante, um neologismo de Beatriz.
Chegam outros pacientes e todos aguardam folheando revistas e/ou assistindo aos chatos programas da tarde.
Passada mais uma boa meia hora, escuto o médico chamar: "Maria Rejane". Uma moça vestida num belo vestido azul com petit poa (pequenas bolinhas em francês) branco levanta-se desembestadamente e corre em direção ao médico; parece que era a consulta da sua vida. Tanto vexame, Oxe!
O médico estranha aquela afobação e diz: "Eu chamei Maria Rejane!"
"Eu sou Regiane"
"Mas eu chamei Maria Rejane!".
A afobada desculpa-se e diz: "Eu sou Regiane e é bem parecido com Rejane, né?"
"É, mas não tem o Maria na frente, tem?"
Desculpa aí.




Beatriz com um de seus livros favoritos
Beatriz, muito culta, sempre lendo
                                      

quarta-feira, 28 de março de 2012

Feliz Ano Velho

                                               


Anos depois, já adulta, ganho de minha professora do Curso Técnico de Administração, o livro "Feliz Ano Velho" de Marcelo Rubens Paiva".
Todos os alunos ganharam livros e eu tive a sorte de ganhar justamente o livro que eu mais queria.
A professora havia escrito uma dedicatória muito bacana para mim e quando eu me sentia triste, pegava o livro e lia aquela parte e me sentia melhor.
Temos depois é lançado o filme baseado no livro e eu assisti e não gostei.
Geralmente os filmes procuram ser fiéis ao livro, com algumas sutis diferenças, mas muitas vezes o filme foge à proposta inicial da história do livro. Aí fica chato.
Há uma personagem no livro, uma pernambucana de pele e cabelos claros, que namora a personagem do autor; mas no filme foi interpreta por Malu Mader: morena e com seu sotaque "carioquêixxxxxxxxxxx".
Malu Mader é uma ótima atriz, mas como outras atrizes e atores cariocas, têm dificuldade em fazer o sotaque nordestino. Lembram da novela "Senhora do Destino" onde a Carolina Dieckmann fazia o papel de uma retirante nordestina? Pois é.
Já a atriz Juliana Paes fez um bom sotaque como uma pernambucana de Olinda na série "As Brasileiras". Gostei.
Bom...
Meu precioso livro "Feliz Ano Velho" foi lido, relido, emprestado, devolvido e...Sumiu!
É, sumiu. 
Não vou entrar em detalhes para evitar manifestações de desagrado via mensagem de texto. Não entendeu? Mas eu sim. E como!
Beleza.
Agora leio o livro do Lobão, "50 Anos A Mil", presente de aniversário de minha irmã Rosi e meu cunhado Pepê.
:)