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quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Parada Inglesa

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Estou exausta.
Levantei cedo e com dor de cabeça: pressão alta, claro.
Tomei os remédios e me deitei no sofá; gosto de assistir aos jornais matinais.
Adormeci e me levantei uma hora e pouco depois; cuidei dos gatos, tomei banho e separei exames e toda a papelada necessária para a perícia médica. Chamei o táxi e fui para o charmoso e bucólico bairro da Parada Inglesa, Zona Norte de São Paulo.. 
A pequena sala estava lotada e tinha mais gente aguardando do lado de fora e a espera que deveria ser de uns quinze ou vinte minutos, foi de mais de duas horas. Um médico só para atender a todos; o outro médico estava de licença médica.
Chegou minha vez, finalmente. Recebo ajuda das pessoas que aguardavam junto comigo e entro na sala do médico. Perguntas de praxe, laudos e relatórios entregues, uma certa desconfiança e por fim o doutor atrapalhado me libera: "Está tudo bem".
Saio e peço ajuda para chamar um táxi; o ponto mais próximo fica na avenida principal do bairro e de difícil acesso para mim. 
O simpático segurança da Diretoria de Ensino fica comigo até o táxi chegar e me ajuda a entrar no carro e com o andador. Agradeci.
Fui para a casa da minha irmã e tomei café da tarde com ela; ainda pintei uns desenhos com minha sobrinha Beatriz.
Uma forte dor de cabeça e um cansaço brutal me invadiram e eu quis voltar para casa. Eu já estava com saudade dos gatos e preocupada com eles.
Tudo em paz com minhas pragas fofas e peludas. Tomei bastante água e comecei a me senti melhor.
Vou me deitar, embora ainda seja cedo, mas estou exausta.
Quero acordar bem para poder fazer o que for possível pela casa e não vejo a hora de conseguir uma pessoa para me ajudar com os afazeres domésticos.
Eu tento, mas como dizem os goianos e mineirinhos: "Eu não dou conta, uai!".
Acho tão bonitinho.
É isso.




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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Coluna

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Ando tão cansada e dolorida ultimamente. As pernas estão sempre geladas e pesam tanto; é como se estivessem presas àquelas bolas de aço que os presos usam nos desenhos animados antigos.
Os exames ficaram prontos e os levarei ao médico para que ele veja e tome a melhor decisão. Do ponto de vista da minha história, perspectiva, dores, entrevamentos e afins, acredito que uma nova cirurgia seja necessária sim. Minha coluna está torta como antes da primeira cirurgia e a parte onde estão fixados os parafusos parece lutar para se manter reta enquanto o restante pende para o lado.
A coluna cervical está bem arqueada, cifose, e eu não vejo a hora de mostrar esses exames ao médico e ter esse problema resolvido.
Tudo, tudo vai dar certo.
Andar com fé eu vou que a fé não costuma falhar.
É isso.



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sábado, 27 de junho de 2015

Benção

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Aguardava ser chamada pelo médico e uma senhora inicia conversa comigo. Outra senhora se aproxima e a tagarelice continua; interessante.
Todas as três distintas senhoras, inclusive eu, têm problemas ortopédicos: coluna, joelhos, ombros... É a vida, que vai ficando dolorida à medida que envelhecemos.
A primeira senhora, de olhos claros e cabelos oxigenados, me pergunta como faço para lidar com as dores, o entrevamento e a parte emocional também; afinal, corpo e mente são afetados quando não estamos bem de saúde.
Ela me pergunta qual minha religião, se tenho fé e se frequento algum templo, igreja, loja, sinagoga, mesquita, terreiro...
Eu respondo que tenho fé, mas não tenho e nem sigo nenhuma religião específica e gosto muito do Espiritismo Kardecista, das religiões Afro-brasileiras e toda essa coisa mística, bonita...
A outra senhora, vestida no modo padrão de sua religião: cabelos presos em um coque, saia comprida em um dia de muito frio em São Paulo, arregala os olhos e diz: "Tá repreendido!"
Por quê?! 
Não temos, cada um de nós, o direito de buscar conforto espiritual onde e com quem temos mais afinidade?
Somos obrigados a seguir à uma única e exclusiva fé?
Temos o direito de diminuir e até destruir os símbolos de outras fés, machucar pessoas só porque consideramos NOSSA fé a mais correta?
O que tenho visto e ouvido muito, além do "tá repreendido", é o substantivo "benção", usado para se referir aos objetos, coisas e valores materiais conquistados, ganhos ou presentados.
Desde pequena aprendi que benção, ou bênção, é uma coisa divina, uma dádiva, um alívio em momentos difíceis, um alento nas horas mais pesadas.
É aquela esperança que surge não se sabe de onde; a fé e a esperança, o acreditar que tudo vai dar certo e com isso seguir em frente acreditando que a fase ruim vai passar. Isso, para mim é benção.
Mas os tempos mudaram, religião hoje é comércio e vende-se de tudo: de fronhas a menorah (candelabro judaico), com seu significado real deturpado para servir ao propósito de se ganhar dinheiro às custas daqueles que foram convencidos a acreditar.
Querem a cura gay, como se ser gay fosse doença.
Muitos pastores, ditos ex gays, pregam a cura gay, mas não deixam para trás seus trejeitos e modo de falar.
Têm ex marido, ex amigo, ex colega, mas ex gay não.
Sei que toco em um assunto delicado, mas por que não posso falar sobre esse mesmo assunto? Que direito têm uns de diminuir o outro, seja na sua fé ou na sua opção sexual, por exemplo?
Tanta soberba e arrogância... 
Será que leram a bíblia direitinho? Soberba é um dos sete pecados capitais: gula, luxúria, preguiça, avareza, ira, inveja e soberba.
Meu Deus do céu, que frio é esse? 
Tá repreendido!
É isso.



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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Vila Matilde

                                  



Fui ao médico ortopedista cujo consultório fica na Vila Matilde, Zona Leste de São Paulo.
Mamãe trabalhou em uma casa de família na Vila Matilde e eu ficava curiosa para saber como era o bairro. Gosto muito dos bairros da ZL.
Fui logo atendida e o doutor não estava muito a fim de conversa; mal acabei de relatar o problema e ele disse: "Não é comigo!",
Oxe!
Insisti e com muito custo o doutor avexadinho me ouviu e me deu o laudo e as guias para fazer os exames.
Pensou que ao ouvir o '"não é comigo" eu pegaria meu andador e sairia? Capaz!
Meu irmão me acompanhou na consulta e disse que eu fui dura com o doutor e que eu deveria sempre concordar com o que ele, doutor, disse e diria. Oxe!
Concordo com o que acho que está certo e contesto e questiono aquilo que não está, simples assim. Não vou dizer amem a tudo o que dizem, sejam doutores, seja lá quem for. 
Tenho direito de perguntar e querer saber o que está acontecendo comigo, afinal, é minha saúde que está em jogo.
Se fosse assim, bastaria acreditar no médico grosseiro e mal humorado que me disse que eu não tinha nada, apenas um pequena inflamação no cérebro. Se eu não tivesse insistido em investigar mais a fundo a "pequena inflamação", não estaria aqui hoje.
Médico não tem que adivinhar o que o paciente tem e muito menos dizer que não é com ele; tem que pedir exames e depois ver se é com ele ou se encaminha para outro médico e ponto final. Se eu tivesse ido ao consultório de um oftalmologista para tratar da coluna, aí sim, ele teria todo direito de dizer "não é comigo". 
Depois dizem que eu sou radical e impaciente. Imagina!
É isso.


                                       



quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Consultório

                                


Tentei marcar consulta no Grupo de Coluna do Hospital do Servidor Público Estadual, mas todos os dias ouço o mesmo: "A agenda ainda não foi aberta, tem que estar ligando todo dia". OK.
Entrei na página da rede de atendimento e fui ligando para as clínicas e consultórios de ortopedia mais próximos do meu endereço: Tatuapé, Penha, Vila Matilde e outros bairro da minha querida ZL (Zona Leste). Se não conseguisse nada, partiria para os bairro da Zona Norte: Santana, Imirim e Tremembé.
Mas graças a Deus consegui consulta para amanhã! Na ZL!
Não dá para esperar a bendita da agenda do Grupo de Coluna e nem esperar um mês pela consulta mais próxima com outro médico.
Estou cada dia mais entrevada e dolorida. A perna direita está pesada e não "obedece" aos comandos; preciso puxá-la e empurrá-la para que possa se mover.
Bom...
Não sei exatamente onde fica o consultório, mas olhei no Google Maps e tenho uma ideia aproximada. Não é longe de casa, fica apenas a uns dez quilômetros de distância.
Não sei se vou dirigindo ou se vou de táxi. O chato, difícil e demorado é tirar o carro, descer para fechar a garagem e o mesmo ocorre na volta; as pessoas ficam impacientes e xingam.
Vou ficar boa, tenho fé. 
Não nasci com bengala ou andador!
Quero e vou andar livremente. Não preciso correr, quero apenas andar, ter o prazer de andar.
O primeiro passo já foi dado.
É isso.



                                         

sábado, 8 de junho de 2013

Automedicação

                              


Li comentário sobre a postagem "Entrevar" e o/a leitor/a disse que tem dores, que foi ao médico, mas toma remédios meio por conta própria. 
Isso, caro/a leitor/a está errado e pode piorar ainda mais sua condição, além de ser muito perigoso para a saúde.
Aconselho a retornar ao médico e a só tomar medicamentos receitados por ele; a automedicação pode ser muito perigosa.
Fui ao médico quinta-feira e devo retornar na próxima quinta. Tomei a injeção para controle do tumor da hipófise, o Sandostatin-LAR (acetato de octreotide) e estou tomando os remédios anti-inflamatórios e os para controle das dores, todos devidamente receitados pelo médico.
Como tomo muito remédios, tenho receio de tomar outros medicamentos por conta própria e ter problemas advindos disso. 
Remédios aparentemente inocentes podem causar alergias em algumas pessoas e uma vez levei ao hospital uma vizinha que ficou toda inchada e vermelha por ter tomado um inocente remédio que todo mundo conhece, é baratinho, é vendido livremente nas farmácias e tem sempre alguém que diz: "Esse remédio é muito bom, tomei e fez efeito rapidinho".
Um professor conversava comigo e disse que sua mãe tem dores articulares, alguém disse-lhe que um tal medicamento é bom, e lá foi ele comprar para a mãe. Segundo o professor, foi um santo remédio e sua mãe sente-me bem melhor. 
Bom, cada um cada um, mas eu não tomo nada que não seja receitado por médicos. 
Como diz o ditado: "De médico e louco tomo mundo tem um pouco".
Mas vai que...
É isso.



                               

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Vício

                                



Já havia me consultado com o ortopedista viciado em tecnologia do Hospital Aviccena, e, pelo que pude perceber nessa minha mais recente passagem pelo hospital, o "vício" não é só privilégio do doutor, é de praticamente de toda a equipe médica do local.
Da outra vez que me consultei com o ortopedista, estranhei o fato de demorar mais para fazer a ficha do que para ser atendida e supostamente examinada por ele. O cara não tirava os olhos do celular onde pipocavam aqueles sons chatinhos indicando que tinha novas mensagens.
Ele olhava para mim, fazia anotações e olhava para o celular; tudo ao mesmo tempo agora.
Perguntei-lhe se não me mandaria fazer radiografias para ver melhor o problema e ele disse que não seria necessário e me mandou para a sala de medicação. Pelo que percebi, esse doutorzinho queria era ter o mínimo de trabalho possível para poder ter mais tempo para brincar com aquela porcaria de celular.
Saio do consultório meio frustrada e enquanto me dirijo para a sala de medicação, vejo um grupo de jovens médicos munidos de seus poderosos celulares ultra-mega-power-plus modernos e uma médica diz para o restante do grupo: "Acabei de checar meu status e vocês comentaram que vou trabalhar do plantão do fim de semana. Eu nem sabia e você já sabiam e postaram. Nossa!"
Nossa mesmo! 
Quanta futilidade, inutilidade, vazio e abestalhamento.
Fiquei das três da tarde até as onze e meia da noite no hospital e o que vi foi um festival de sons e cores de celulares, tablets e aparelhos afins.
Todo mundo conectado, todo mundo se achando muito importante; tudo um bando de besta, na boa.
Ao meu lado um paciente com seu Nextel barulhento, apitando, no "viva voz", incomodando, perturbando. 
Eu penso assim: Se eu estou doente e vou a um hospital o que mais quero é ser atendida, tomar o medicamento e voltar para casa. Pronto. Pra que raios vou ficar pendurada ao telefone, falando asneiras e bancando a importante? Vou ganhar o que com isso?
Deixei minha bolsa com minha irmã e pedi que atendesse ao celular caso tocasse, mas ela já havia avisado a quem interessava saber que eu estava no hospital e pronto.
Médicos, enfermeiros e pacientes, todos munidos de seus celulares e todos checando a cada momento se havia algo de novo postado, enviado, mandado, compartilhado, curtido...
Usar sim o aparelho para avisar e dar notícias aos familiares sobre o paciente no hospital é uma coisa, mas ficar que nem um bobo cibernético já é outra coisa.
Eu já estava com vontade de tomar o aparelho do paciente barulhento e jogá-lo na parede (ambos, o celular e o paciente barulhento)!
Imagina só a pessoa passando mal, querendo se deitar e descansar um pouco, mas tendo que aguentar gente mal educada falando pelos cotovelos em seus aparelhinhos barulhentos.
Será que conseguiriam desligar seus aparelhos e se dedicar ao trabalho? Conseguiriam sobreviver sem checar mensagem, sem postar nada, sem curtir ou compartilhar nada? 
As pessoas estão muito viciadas nisso e esse vício etá se tornando muito sério, até mesmo entre os profissionais da saúde.
É isso.





segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Entrevista com um médico


Recebi esse e-mail da minha amiga Azenilda; adorei!

Exercícios cardiovasculares prolongam a vida, é verdade?Resposta: O seu coração foi feito para bater por uma quantidade de vezes e só... não desperdice essas batidas em exercícios. Tudo gasta-se eventualmente. Acelerar seu coração não vai fazer você viver mais: isso é como dizer que você pode prolongar a vida do seu carro dirigindo mais depressa. Quer viver mais? Tire uma soneca !!!

P: Devo cortar a carne vermelha e comer mais frutas e vegetais?R: Você precisa entender a logística da eficiência... .O que a vaca come? Feno e milho. O que é isso? Vegetal. Então um bife nada mais é do que um mecanismo eficiente de colocar vegetais no seu sistema. Precisa de grãos? Coma frango.
P:Devo reduzir o consumo de álcool?R: De jeito nenhum. Vinho é feito de fruta. Brandy é um vinho destilado, o que significa que, eles tiram a água da fruta de modo que vc tire maior proveito dela.
Cerveja também é feita de grãos. Pode entornar!

P: Quais são as vantagens de um programa regular de exercícios?R: Minha filosofia é: Se não tem dor...tá bom!

P: Frituras são prejudiciais?R: VOCÊ NÃO ESTÁ ME ESCUTANDO?? ... Hoje em dia a comida é frita em óleo vegetal. Na verdade ficam impregnadas de óleo vegetal. Como pode mais vegetal ser prejudicial para você?

P: Flexões ajudam a reduzir a gordura? R: Absolutamente não! Exercitar um músculo faz apenas com que ele aumente de tamanho.
P: Chocolate faz mal?R:Tá maluco?  Cacau!!!! Outro vegetal!! É uma comida boa pra se ficar feliz !!!
E lembre-se: A vida não deve ser uma viagem para o túmulo, com a intenção de chegar lá são e salvo, com um corpo atraente e bem preservado. (boa!) 
Melhor enfiar o pé na jaca - Cerveja em uma mão - tira gosto na outra - muito sexo e um corpo completamente gasto, totalmente usado, gritando: VALEU !!! QUE VIAGEM!!! 
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em tempo: SE CAMINHAR FOSSE SAUDÁVEL O CARTEIRO SERIA IMORTAL...!
BALEIA NADA O DIA INTEIRO, SÓ COME PEIXE, SÓ BEBE ÁGUA E É GORDA....!


LEMBRANDO:COELHO  CORRE, PULA E  VIVE 15 ANOS, TARTARUGA NÃO CORRE NÃO FAZ ABSOLUTAMENTE NADA E
VIVE 450 ANOS !!!!
"Se você não encontrar sua metade da laranjanão desanime, procuresua metade do limão, adicione açúcar,  pinga e gelo e vá ser feliz!"

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Consulta

                                                

Consegui finalmente marcar consulta com a gastroenterologista, será no início de agosto.
Acho interessante o atendimento do pessoal dos consultórios médicos: "Tem que estar ligando na semana que vem para poder estar agendando as consultas".Isso foi no final de junho e deu um trabalhão danado conseguir uma consulta para agosto; a maioria é para setembro!
Pergunto-me: "Mas não dá para abrir a agenda e olhar?!"
As atendentes, recepcionistas, secretárias e afins são responsáveis pelo péssimo atendimento que recebemos por telefone e pessoalmente nos consultórios. São moças e senhoras mal humoradas, grossas e impacientes. 
Posso dizer isso de cátedra, pois desde 2007 vivo fazendo visitas aos médicos e encarando secretárias bem grosseiras, viu?
Não são todas, há exceções, claro.
Uma coisa que acho desagradável e até comentei com uma amiga é o fato de a secretária pegar nossa ficha, ler o que o médico anotou e tudo isso em voz alta para todo o consultório ouvir! Meu problema de saúde diz respeito a mim e ao meu médico! Já me bastam os olhares, os comentários e toda a chatice que a Acromegalia me faz passar.
Como diria Sandra Annenberg: "Que deselegante".
E agora tudo de novo. Outra vez de novamente, como diria meu povo antigo.
Fazer exames para renovar a retirada do meu remédio, Sandostatin-LAR, e para o controle da Acromegalia. Faço isso cada três meses.
Mas estou mesmo é ansiosa pela consulta com a gastroenterologista; meu estômago dói demais e eu estou à base de água de coco, sucos e chás. E Buscopan, claro.
Tenho certa cisma disso, pois sempre tive digestão muito difícil e meu avô José tinha o "istambo" ruim também.
Estou me cuidando e vou ficar bem.
Amém.

                                                   

Toque

Meu jardim
                                            


Meus gatos têm fixação por água.
Sobem no tanque e ficam longos minutos a observar a água que sai da mangueira da máquina de lavar e escorre pelo ralo.
Quando lavo o quintal, é a mesma coisa; ficam olhando a correnteza formada pela água que escorre das plantas.
Léo Caramelo e Ébano Nêgo Lindo tentam pegar a água com suas patinhas fofas. Já falei para eles que não dá para pegar água, ela escorre.
Termino minhas tarefas e sento próximo à porta e observo meu quintal com minhas plantas cada vez mais bonitas e viçosas; a luz do sol e depois o ocaso deixam a tarde mais bonita.
A noite vem e é hora do leitinho morno de Ébano. Ele me segue pela casa, fica se esfregando em minhas pernas quando estou à pia da cozinha. Pergunto: "Você quer seu leitinho, é meu Nêgo Lindo?". Ele me olha com seus lindos olhos cor de mel e eu dou-lhe o leite morno e gostoso. Já tentei dar a ele leite de soja e de baixa lactose, mas não gostou. Ninguém gostou.
Cansaço.
Vou para a cama, estou muito cansada do meu "pra lá e pra cá" do dia a dia do cotidiano diário (!). Lembrei-me da conversa que ouvi de alguém aconselhando o amigo que estava com uma tosse braba: "Olhe, tu tem que tomar esse remédio todo dia diariamente, visse? Aí tu fica bom".
Insônia.
Insônia somada aos fogos pela vitória do Palmeiras, campeão brasileiro.
Leio. Concluo a leitura de Fahrenheit 451. 
Penso em ligar a TV, mas nesse horário não tem nada que preste: canais religiosos, canais de vendas de produtos e serviços, filmes chatos, e programação chata.
Vou até a cozinha e tomo suco de maracujá. São três e meia da manhã. Adormeço, graças a Deus.
Acordo com as vozes dos garis que varrem a rua.
Tento me mexer na cama mas fica difícil: a gataiada em volta, em cima de mim, na minha cabeça.
Morena Rosa encosta seu queixo quadrado em meu rosto, Ébano Nêgo Lindo coloca a patinha em minha mão, Léo Caramelo esfrega sua cabeça de leãozinho e abaixa para que eu a beije; Aurora encostada em mim, Alice em cima de mim e Branca me olhando com seus olhos coloridos, um de cada cor.
Todos me tocam e eu retribuo o amor, a confiança e o carinho deles com mais carinho.
A bicharada me faz muito bem. 
As pessoas não entendem.
Estou melhor, mas com muita dor ainda. E não apenas dores físicas, mas para estas têm remédios.
É isso.
Lá vou eu esperar um mês e meio para uma consulta com o médico.
Lá vou eu bater os quatro cantos de São Paulo; talvez só bata dois cantos, estou meio a pulso, como dizia papai.
Vou ficar bem.


Léo Caramelo, meu leãozinho
                                          

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Funcionário Público

                                          


Há um consenso dizendo que funcionários públicos são mal educados, mal humorados, impacientes, arrogantes e outros vários adjetivos negativos.
Sou obrigada a concordar. Talvez nem todos os funcionários públicos sejam tão ruins assim, mas 99.99% são.
Sou funcionária pública também e também sou vítima da falta de simpatia e educação de meus colegas para comigo e para com o resto da humanidade.
Ainda colocam aquelas plaquinhas avisando que desacato a funcionário público é crime. 
Crime é o péssimo atendimento que nos é dado!
Fui à minha escola para levar e pegar alguns documentos e tive que aturar a má vontade, preguiça e desinteresse de uma funcionária da secretaria.
Já somos desrespeitados pelo governo, pelos pais, pelos próprios e alunos e também pelos funcionário da secretaria, que juntos formam A Legião da Má Vontade!
Peguei os benditos documentos e fui ao D.P.M.E (Departamento de Perícias Médicas do Estado) para agendar perícia para readaptação. O simpatiquíssimo funcionário me olhou como se eu fosse mais uma picareta saudável tentando dar o golpe da doença.
Mas não sou picareta, não sou saudável e não sou golpista!
Sou uma pessoa honesta, idônea e trabalhadora!
Agora é aguardar a data da perícia para ser analisada/examinada por um junta médica do setor. Meu ortopedista disse que acha praticamente impossível me negarem o benefício, mas ele mesmo reconhece que há médicos e médicos.
Sabe lá Deus o que se passa pela cabeça de um simpático médico perito.


                                          

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Rejane & Regiane

                                                


Fui ao médico e aguardo ser chamada.
Estou na sala de espera lendo "50 Anos A Mil" do Lobão; li quase metade do livro. 
O médico é meio demorante, um neologismo de Beatriz.
Chegam outros pacientes e todos aguardam folheando revistas e/ou assistindo aos chatos programas da tarde.
Passada mais uma boa meia hora, escuto o médico chamar: "Maria Rejane". Uma moça vestida num belo vestido azul com petit poa (pequenas bolinhas em francês) branco levanta-se desembestadamente e corre em direção ao médico; parece que era a consulta da sua vida. Tanto vexame, Oxe!
O médico estranha aquela afobação e diz: "Eu chamei Maria Rejane!"
"Eu sou Regiane"
"Mas eu chamei Maria Rejane!".
A afobada desculpa-se e diz: "Eu sou Regiane e é bem parecido com Rejane, né?"
"É, mas não tem o Maria na frente, tem?"
Desculpa aí.




Beatriz com um de seus livros favoritos
Beatriz, muito culta, sempre lendo
                                      

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Exames

Fui ao consultório do neurocirurgião levar alguns exames. 
Ele me pediu para fazer mais alguns.
Amanhã deverei voltar ao consultório para falar com a anestesista da equipe do neurocirurgião. 
A cirurgia foi marcada para o dia 06/02 e a validade da autorização é até dia 22/02.
Vamos ver se essa bagaça desenrola!
Imagino amanhã cedo sair para fazer exames e depois ir ao consultório. Amanhã é sexta-feira e para ajudar está chovendo. 
São Paulo não para, mas diminui a marcha quando chove. 
E pra variar, estou com dor de cabeça.
Falei com o médico a respeito dessas dores, da perda de líquido e sangue pelo nariz. Ele disse de novo que tenho mais sorte do que juízo e que já deveria ter feito a cirurgia há muito tempo.
Peraí, companheiro! Devagar com o andor que o santo é de barro!
A minha parte eu fiz: exames, internações, tratamentos, antibióticos...
Agora não tenho culpa se o convênio embaça, procura pelo em ovo, chifre em cabeça de cavalo, cabelo em sovaco de cobra, dente em galinha...
Como dizia papai: "Me pópi!".