Mostrando postagens com marcador Corpus Christi. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Corpus Christi. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Santana de Parnaíba

                                   


Fomos ontem à Santana de Parnaíba, cidadezinha graciosa que fica na região metropolitana de São Paulo.
Adorei o casario antigo feito de taipa de pilão, as ruas estreitas, o verde à volta, o estilo colonial, o tapete colorido feito todos os anos para celebrar Corpus Christi. Muito lindo.
Muitas ladeiras, mas eu subi firme e forte munida de minha poderosa bengala.
Caminhamos pelas ruas enfeitadas com o tapete colorido de serragem, comemos guloseimas nas barracas de pastel, "carne louca", vinho quente e afins, compramos algumas lembrancinhas e nos deliciamos na barraca de doces. 
Caminhava com a ajuda da Dona Elza, mãe da minha cunhada Preta; ótimas pessoas.
Caminhávamos e observávamos tudo ao redor e nos encantávamos com tudo, do artesanato à cocadas maravilhosas. 
Duas senhoras vinham no sentido contrário e comiam balas de coco, mas quando se aproximaram de nós, eu e Dona Elza, essa senhoras reagiram como se eu fosse um animal selvagem que as fosse atacar. Precisava ver a cara delas.
Eu poderia avançar sobre o doce delas, mas nunca sobre elas. Sou humana e apenas tenho uma doença que me deforma. Só isso. 
Tenho sentimentos, tenho uma vida, tenho minhas obrigações, como qualquer outro ser humano.
Seguimos nossa caminhada e sinto uma coisa no meu calcanhar, me viro e vejo um carrinho de bebê empurrado por uma simpática criatura. A pressa não cabia ali no meio daquela multidão e, além do mais, era e é visível minha condição física.
Cadê o respeito?
Bom, basta lembrar do episódio ocorrido no Carrefour, onde a dondoca reclama por ter que respeitar o direito dos outros!
Bom...
Adorei o passeio em um dia frio e cinzento e que deixa São Paulo ainda mais com a cara de São Paulo.
Adorei conhecer Santana de Parnaíba, cidadezinha que me trouxe tantas lembranças da minha curta infância em Pernambuco. As casas, as ruas, o jeitinho de interior.
Adorei a ida, ver o Rio Tietê tão grande, belo e poderoso cercado por tanto verde. Rio Tietê poluído, judiado, maltratado. Mas a força e a beleza de suas águas me acalmaram, o verde da mata à volta me sorriu. Adoro as águas e o verde das matas.
E pensar que apenas um século atrás o Rio Tietê era limpo e as famílias paulistas e paulistanas se divertiam às suas margens.
Uma pena.
É isso.

                       



quinta-feira, 7 de junho de 2012

Praia de Paulista

                                            


Feriado de Corpus Christi com muita chuva e frio.
Muitos acidentes nas estradas também, infelizmente.
Imaginei que os supermercados, lojas, shoppings e afins estariam vazios com a saída dos paulistanos para o feriado, mas não.
Já disseram que shopping é a praia de paulista, antes era o aeroporto. Os paulistanos iam até lá só para ver avião subindo e descendo.
Lembro que fomos uma vez ao aeroporto num domingo frio e chuvoso; fomos com o tio Manoel Gomes, irmão de mamãe. O tio tinha uma Brasília cor de creme e nos levou ao aeroporto; fomos eu, Mãevelha, Rogério e Rosi ainda pequena. O tio levou uma das filhas.
Passamos pela Avenina Miruna e eu lembrei do Zé Betio que anunciava no seu programa de rádio para mandar as cartas para o endereço mencionado. 
Olhava os prédios e procurava os números e as placas de rua: Avenida Miruna, 713.
Bom...
Fui ao Extra da Penha e lá chegando vi o vai e vem de carros procurando vagas para estacionar. Havia as vagas especiais para idosos e deficientes físicos e vários carros estacionados lá, mas em nenhum deles havia o Cartão Defis colocado no painel próximo ao vidro, como manda a lei.
Entrei no hipermercado e comprei ração seca, ração molhada, café, iogurte e algumas frutas. As filas para o caixa eram enormes e o pessoal dos caixas eram lerdos.
Finalmente chega minha vez, pago as compras e saio. Mais gente chegando e ouvi alguns comentando sobre o fato de o hipermercado estar tão cheio em pleno feriado, mas é exatamente isso: aqueles paulistanos que não viajam nos feriados prolongados vão aos hipermercados, lojas, shoppings... Levam a família e fazem daquilo um evento e o que se vê são carrinhos cheios, locutor falando pelos cotovelos para anunciar promoções imperdíveis, pessoas aguardando e reclamando nas filas, crianças dentro dos carrinhos de compra querendo que os pais comprem tudo o que veem pela frente, mesmo que não saibam para que serve. É o poder do consumismo.
Mas só fui ao hipermercado para comprar ração para meus gatos enjoados, as lojinhas e Pet Centers do bairro estavam fechadas e o jeito foi encarar a praia dos paulistas, meu.
É isso.