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quinta-feira, 4 de junho de 2015

Bolo de macaxeira

                               Resultado de imagem para bolo de macaxeira


Quinta-feira com cara de sábado; feriado de Corpus Christi.
Um país dito laico e com tantos feriados religiosos.
Fiquei e estou em casa, óbvio. Cuidei dos gatos, fiz café e tomei com bolo de macaxeira; muito bom. Meu irmão me trouxe bolo e bolachas típicos do Nordeste; deliciosos.
Terminei a manta de crochê que fiz para os gatos; não sou muito experta no assunto, mas fiz o básico e deu certo.
Peguei dois livros infantis para ler e passar o tempo, gosto muito.
Começa a anoitecer.
Tanta coisa para escrever, falar, botar pra fora numa boa, mas agora não.
Sinto-me cansada e vou dedicar o dia às coisas simples que me fazem bem: café, gatos e livros.
É isso.


                                   Resultado de imagem para bolachas do nordeste

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Pote

                                  



Feriado, dia da Consciência Negra.
Dia abafado, cinzento e com cara de chuva.
Mais uma noite mal dormida: bailes funk e dor no joelho direito.
Consegui pegar no sono lá pelas quatro horas da manhã e acordei ao som dos infames Patati & Patatá.
Levantei, alimentei a gataiada, fiz meu café e vou fazer algumas coisas pela casa enquanto tem água. A seca perdura.
Liguei o rádio e as músicas tocadas são quase todas tristes e/ou de dor de corno; dá não.
Já tenho minha fortíssima tendência à melancolia, dá não.
Desliguei o rádio e parei para escrever, um dos meus bálsamos.
Vontade de pegar uma estrada para qualquer lugar. Para lugares longe desse caos, onde o verde se manifeste e onde as águas corram livremente; seja rio, seja mar.
Sempre sonho que estou bem perto do mar e faço de tudo para ir vê-lo de perto e molhar meus pés em suas águas salgadas, mas tem sempre algo que me impede de fazê-lo. Tenho tido esses sonhos há muito tempo.
Quero e preciso ver o mar.
Há alguns anos, quando eu tinha saúde, eu dizia que quando tivesse um carro eu iria ver o mar sempre que tivesse vontade; hoje, tenho carro, mas não tenho saúde boa. 
Dirigir por muito tempo ou ficar muito tempo sentada me deixam entrevada e com mais dificuldade para andar. Lembro disso quando penso em me aventurar sozinha pelas estradas paulistas, paulistanas e brasilianas.
O legal de sair pelas estradas afora é o fato de poder parar quando der vontade e fotografar a paisagem e apreciá-la. Gosto muito disso.
Não bastava "apenas" a Acromegalia? Tem que ter essa doença degenerativa óssea besta?!
Leio, escrevo, cuido da gataiada e das plantas. Coisas que gosto muito também.
É isso.


                                   O que escrevo não é o que tenho;
                                    é o que me falta.

                                    Escrevo porque tenho sede e não tenho água.
                                    Sou pote.
                                    A poesia é água.


                                                              Rubem Alves.



                                                 
                                      



sexta-feira, 15 de novembro de 2013

15 de Novembro

                                



Sexta-feira, 15 de novembro, feriado. 
Aniversário de mamãe. Nunca me esqueço.
É madrugada já e está tudo tranquilo, graças a Deus.
Apenas os cachorros latem, ônibus e carros passam e algumas pessoas indo ou vindo de/para algum lugar. Mas não há nenhuma festa de aniversário ou de qualquer coisa de algum vizinho. Louvado seja Deus Nosso Senhor Jesus Cristo. Amem.
Veremos amanhã.
Fui ao banco, paguei algumas contas, passei na casa da minha irmã Rosi e tomei café da tarde. Voltei e passei no pet shop do bairro; comprei ração para gatinhos e ração molhada. 
Deveria ter ido ao mercado, mas estava sem ânimo e meio cansada. Deixei para ir depois.
Paro o carro e desço para abrir o portão, escuto o miado estridente, carente e desesperado de Cássio. O chamo, ele vem e o cubro de carinhos e muitos beijos. 
Cássio apresenta comportamento estranho, arredio e desconfiado. Não sei o que aconteceu enquanto fiquei alguns dias no hospital, mas esse breve período de ausência afetou o comportamento do meu gato.
Mas Cássio está bem. Está sujinho, mas está bem.
Hoje os gatinhos da Boreal completam um mês e experimentaram alimento sólido pela primeira vez. Coloquei ração molhada para eles e Clara Blue foi a primeira a atacar; foi tão bonitinha, ficou tão brava, queria a ração só para ela e fazia aquele som de ataque e defesa para os outros irmãos.
Pétala veio desconfiada, cheirou e depois comeu.
Aldebarã foi mais lento e demorou mais para identificar o cheiro do alimento e comê-lo.
Observei que todos os três filhotinhos têm um defeito congênito na cauda. Todos têm o rabinho torto, em maior ou menor grau. Clara Blue tem as patas de coelho, igual ao Léo Caramelo.
Estão todos grandinhos, espertinhos, muito fofos e lindos.
Foi bom eu ter saído por algumas horas. Mesmo tendo saído para pagar contas e cumprir obrigações. O fato de sair ajudou a quebrar a rotina de solidão e melancolia.
Um vez uma moça novinha e muito linda disse que quando estivermos nos sentindo muito sós e com a alma doendo o melhor a fazer é sair. Mesmo que seja uma simples volta no quarteirão, mas isso já ajuda a quebrar a rotina pesada da solidão e da melancolia.
Estou ensaiando para falar/escrever mais sobre a melancolia e a depressão, mas não é fácil. É como assumir um vício, um erro, uma falha.
Mas somos humanos e não somos máquinas. Não podemos escolher como vamos nos sentir naquele dia, naquele momento. Não temos botões com opções de emoções: "Agora vou apertar a opção 'alegre', 'triste', 'animado'...etc".
Parece que a Sociedade nos obriga a sermos e estarmos sempre alegres, animados, com mil planos na cabeça e com muita energia para fazer de tudo um pouco.
Não é assim na vida real.
Não sei de onde vem essa melancolia, esse desconforto, esse sentir-se só no meio da multidão. Não sei se é algo cerebral, químico, físico, espiritual ou um pouco de tudo.
Sempre fui assim.
Fui sempre assim.
É isso.


                                   



                                              



segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Hoje

                                



Frio.
Não acordei muito bem hoje. A cabeça lateja, os joelhos doem.
Vou ficar por aqui.
Feriado para os servidores públicos; não haverá aulas ou qualquer expediente.
Por enquanto é só.


                                      


domingo, 21 de abril de 2013

Pinha e Atemoia

                                 


Passei pela barraca de frutas do senhorzinho de forte sotaque italiano, ou seria paulistano? É praticamente a mesma coisa, meu.
Comprei algumas frutas que já foram devidamente consumidas; uvas grandes e doces, caquis moles e dulcíssimos, peras, maçãs e atemoias. 
Eu queria pinha, mas só tinha atemoia, e todos dizem que são a mesma coisa. Não é verdade!
Pinha, atemoia, graviola, fruta do conde, cherimoia....
São todas frutas da mesma família e algumas são resultado de cruzamentos entre elas, como a atemoia, que é o resultado do cruzamento da cherimoia com a pinha. São parecidas, mas seus sabores e formatos têm sutis diferenças.
Gosto de todas e dizem que a graviola tem propriedades que ajudam a combater células cancerígenas. Não sei se isso é verdade ou se tem algum embasamento científico, mas fruta é alimento saudável e deveria ser consumida por todos, principalmente por aqueles que detonam a própria saúde com junk food (fast food, frituras, refrigerantes e afins).
Mas acontece que hoje é domingo e feriado - Tiradentes - e sou natureba de segunda à sexta. Os abusos são permitidos aos fins de semana e feriados.
Já comi minha granola com iogurte e acho que vou pedir uma pizza de provolone mais tarde.
Bom domingo a todos.

Graviola, atemoia ou ata, cherimoia e pinha, que aqui em São Paulo é conhecida como fruta do conde.









sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Carinho

                            

Fui a três farmácias no bairro para comprar meu remédio para controle da hipertensão e nenhuma delas tinha o que eu queria; fui à Droga São Paulo, na Vila Maria e encontrei.
Eu havia ido à drogaria da Vila Maria no feriado e não tinha o medicamento, o motivo alegado foi que era feriado e não haviam feito reposição dos remédios. 
Legal. Então quer dizer que durante feriados ninguém fica doente, ninguém nasce, ninguém morre e os problemas também tiram folga?
Passei pela ruas paralelas à Avenida Guilherme Cotching e vi casas antigas e ainda sobreviventes ao boom imobiliário de prédios. São casas simples, com quintal grande e muitas plantas. Senti saudades dos tempos antigos.
Volto para casa e encontro no caminho uma aluna minha, Isabel.
Isabel é uma aluna exemplar, educada, gentil, estudiosa e gostava de me ajudar a fazer a chamada e a colocar as informações na lousa.
Ela sempre pergunta quando eu voltarei para a escola e eu não vejo a hora.
Aproximo da minha rua e vejo de longe a molecada jogando bola, diminuo a velocidade e peço para tirar os cones que bloqueiam a rua; dois deles vêm ao meu encontro: "Oi, professora, tudo bem com a senhora? Quando a senhora volta?"
Perguntei se eles estavam indo bem na escola e se as notas eram boas; pelas carinhas que fizeram...
Tão pequeninos, tão lindinhos e tão danadinhos.
Eu disse: "Vão para casa direitinho, seus terríveis"
Eles sorriram e eu fiquei com um aperto no coração.
Tanto cabra safado com saúde e eu batalhando pela minha. Mas ficarei bem, tenho fé.
Claro que nem tudo são flores; têm aqueles alunos maldosos, cruéis e preconceituosos, mas eu pego a melhor parte e as coisas boas e as uso como minha ferramenta de trabalho.
Estou doida para voltar a trabalhar e estudar, e vou conseguir.
Amém.

                             

domingo, 9 de setembro de 2012

Conversas & Prioridades

                                               

Dia seis de setembro foi aniversário de meu irmão Fubá e minha irmã Rosi comprou alguns salgadinhos, refrigerantes e um bolo para comemorarmos a data.
Esperamos e esperamos pelo nosso "demorante" irmão e ele finalmente liga e diz que foi convidado para jantar com uns amigos; beleza.
Rosi decidiu, com nosso total apoio, a comermos o bolo e os salgadinhos que por sinal, estavam deliciosos e no dia seguinte, o sete de setembro, levaríamos outro bolo para Fubá.
O primeiro bolo havia sido devorado e comemoramos e bebemoramos sem o aniversariante; Rosi comprou outro bolo.
Fomos à casa de nosso irmão Fubá e lá, entre bolo, pães de queijo, café, leite, sucos e outras guloseimas, desatamos a tagarelar e a relembrar os bons e maus tempos de nossas infâncias.
Falamos sobre prioridades, necessidades, carências, ausências e tantas outras coisas.
Lembramos de quando papai ia conosco para comprar nosso material escolar e só comprava metade e dizia que "para o mês" compraria o resto, nunca dava para comprar naquele dia, naquele momento; voltávamos tão tristes e decepcionados para casa. Para papai, prioridade era ter sempre o maldito maço de cigarro e a caixa de fósforos no bolso. Papai também dizia que era melhor "comprar um quilo de carne do que comprar um livro para um filho", que era bobagem botar filho na escola, que isso que aquilo.
Definitivamente, educação dos filhos não era prioridade para papai! Prioridade era manter o "bucho" cheio, o café, o cigarro e as "inguinóranças".
Lembrei das feiras com mamãe e das ubíquas banana e laranja; maçã, pera, uva, melão e outras frutas eram só para os ricos, nós tínhamos que nos contentar com o que tínhamos e dar graças a Deus. Uma vez tentei pegar uma maçã, mas o moço da barraca gritou e larguei o tão desejado fruto. 
Já falei sobre essas coisas aqui, mas repito as palavras de Renato Russo na música "Quase sem querer": "Sei que às vezes uso palavras repetidas, mas quais são as palavras que nunca são ditas?".
Meu sonho era ter um Bamba Cabeção, um Kichute, um tênis Daytona e sandálias Melissa, mas eu me contentava com o bom e velho Conga e sandálias Havaianas que outrora só calçavam pés pobres e hoje são coisa de rico e famosidades. 
Meu irmão Fubá tem um mercadinho e muitos fregueses anotam o que compram para pagar depois e quando chega o dia do pagamento, esses pais vão acompanhados dos filhos que pedem para comprar doces, balas e outras guloseimas apreciadas pelos pequenos, mas os pais dizem que não dá para comprar, que devem largar aquilo, que não é importante. Mas esses mesmos pais pagam por bebidas alcoólicas e cigarros que custam muito mais que um doce ou uma bala. A prioridade para eles é ter seu vício satisfeito, sua cachaça e seu cigarro garantidos e os filhos ficam de lado, pois não são prioridades e nem tão importantes quanto o prazer oferecido pelo fumo e pela bebida.
Sempre me pergunto porque pessoas assim colocam filhos no mundo.
Para mim, prioridade é ter uma boa alimentação, educação, respeito, amor e cuidados para com aqueles que dependem de nós e não pediram para nascer.
Mas o mundo anda tão complicado e as pessoas tão cegas de consciência, vazias de amor, inertes ao respeito...
É isso.

Kichute

                                        

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Praia de Paulista

                                            


Feriado de Corpus Christi com muita chuva e frio.
Muitos acidentes nas estradas também, infelizmente.
Imaginei que os supermercados, lojas, shoppings e afins estariam vazios com a saída dos paulistanos para o feriado, mas não.
Já disseram que shopping é a praia de paulista, antes era o aeroporto. Os paulistanos iam até lá só para ver avião subindo e descendo.
Lembro que fomos uma vez ao aeroporto num domingo frio e chuvoso; fomos com o tio Manoel Gomes, irmão de mamãe. O tio tinha uma Brasília cor de creme e nos levou ao aeroporto; fomos eu, Mãevelha, Rogério e Rosi ainda pequena. O tio levou uma das filhas.
Passamos pela Avenina Miruna e eu lembrei do Zé Betio que anunciava no seu programa de rádio para mandar as cartas para o endereço mencionado. 
Olhava os prédios e procurava os números e as placas de rua: Avenida Miruna, 713.
Bom...
Fui ao Extra da Penha e lá chegando vi o vai e vem de carros procurando vagas para estacionar. Havia as vagas especiais para idosos e deficientes físicos e vários carros estacionados lá, mas em nenhum deles havia o Cartão Defis colocado no painel próximo ao vidro, como manda a lei.
Entrei no hipermercado e comprei ração seca, ração molhada, café, iogurte e algumas frutas. As filas para o caixa eram enormes e o pessoal dos caixas eram lerdos.
Finalmente chega minha vez, pago as compras e saio. Mais gente chegando e ouvi alguns comentando sobre o fato de o hipermercado estar tão cheio em pleno feriado, mas é exatamente isso: aqueles paulistanos que não viajam nos feriados prolongados vão aos hipermercados, lojas, shoppings... Levam a família e fazem daquilo um evento e o que se vê são carrinhos cheios, locutor falando pelos cotovelos para anunciar promoções imperdíveis, pessoas aguardando e reclamando nas filas, crianças dentro dos carrinhos de compra querendo que os pais comprem tudo o que veem pela frente, mesmo que não saibam para que serve. É o poder do consumismo.
Mas só fui ao hipermercado para comprar ração para meus gatos enjoados, as lojinhas e Pet Centers do bairro estavam fechadas e o jeito foi encarar a praia dos paulistas, meu.
É isso.




                                         
                                      

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

15 de Novembro

                                  
Seria o aniversário de mamãe; 66 anos .
Mamãe se foi aos 55 anos, em maio de 2009.
Vou escrever "causos" com e sobre ela.
Mamãe tinha orgulho de sua data de nascimento, dia da Proclamação da República, feriado nacional.
Mamãe.