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sábado, 8 de março de 2014

Egito

Bastet, Deusa Gato do Antigo Egito
                                   

Fui à Livraria Saraiva do Shopping Center Norte com minha irmã Rosi e minha sobrinha Beatriz.
Eu ganhei um cartão presente para ser usado na livraria e precisava usá-lo antes que o prazo expirasse. Queria comprar o filme Fausto, baseado na obra de Goethe, vencedor do Leão de Ouro de Veneza em 2010, mas não tinha disponível na loja do shopping, só nos shoppings da Zona Sul. 
Procurei pelo livro "O universo numa casca de noz" de Stephen Hawking, mas havia esgotado. Oh sorte! 
Comprei então "Uma nova história do tempo" e vou depois comprar os livros e filmes que quero. Vai demorar um pouco, pois tenho muitos livros na fila aguardando para serem lidos. Iniciei a leitura de "Incidente em Antares" de Erico Verissimo e estou adorando. Já li outras obras do autor e gosto de sua escrita agradável, fluída, simples e bem informativa.
Olhamos uma loja de artigos decorativos e vimos algumas peças que remetiam ao Antigo Egito. Adorei um gato negro com um colar dourado, muito lindo. Beatriz quis saber mais sobre o Egito e eu disse que é um país muito antigo e quem tem uma história riquíssima; ela pensou, fez alguns cálculos mentais e disse: "Muito antigo é quando é muito velho? Então o Egito deve ser de 2003!"
O que dizer então de quem nasceu bem antes de 2000?!
É isso.


                                       

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Coisa de Paulista

Paulistanos a caminho da praia
                                      

Estou em São Paulo, meu santo São Paulo, há trinta e nove anos.
Amo tanto meu Pernambuco quanto meu São Paulo.
Cantávamos o hino paulista na escola e imaginava São Paulo de pau e pedra, pedra e cal...
Como falei na postagem anterior, basta chover ou baixar a temperatura e o paulistano se agasalha todo; é um "dizagero" de blusas, cachecóis, toucas...
Aliás, demorei a entender que paulista é o mano que nasce no interior e paulistano é o mano que nasce na capital, tá ligado?
Paulista ou paulistano, na verdade é tudo igual, é nóis.
Bom, paulista não usa o plural, paulista "come" o "S" das palavras, por exemplo: "Um chopps  e dois pastel... Vou buscar os livro... Vou trocar os pneu do carro..."
Paulista come bolacha e não biscoito.
Paulista diz: "Passa lá em casa", mas não dá o endereço. 
Paulista fica mais de cinco horas no trânsito para descer para o litoral e quando chega lá, chove.
Praia de paulista é Shopping. 
Quando têm feriados prolongados, metade dos paulistas fica preso nos congestionamentos e a outra metade fica na fila do caixa das lojas, supermercados e Shoppings.
Paulista fala meio italianado, o "R" é forte, sonoro, bonito. 
Paulista fala muito "meu": "Se liga, meu", "Meu, a parada é a seguinte", "Tá loco, meu".
Paulista fala "as mina e os mano".
Paulista fala "Tá ligado? É nóis, Tá me tirando?"
Paulista é muito da hora!
Amo por demais a terra da garoa e de céu cinza , a terra de trânsito caótico, de congestionamentos, a terra da pizza, das quermesses italianas e das festas juninas nordestinas. 
São Paulo tem de tudo. São Paulo tem "intaliano", como dizia papai; tem nordestino, tem boliviano, coreano, tem toda a gente de todos os cantos do mundo.
São Paulo tem judeu, muçulmano, cristão, macumbeiro, espírita...
São Paulo tem de um tudo e de tudo um pouco.
São Paulo que nos recebeu e ainda recebe gente de todos os cantos desse Brasil continental e de todos os cantos do mundo.
Mas o melhor de tudo é que São Paulo tem o Corinthians, o nosso "Curinthia", mano!
São Paulo, meu santo São Paulo.
É nóis.
                                     
                                



domingo, 9 de setembro de 2012

Blog da Criança: Apelidos

                                            

Dia muito quente para o Inverno, aliás, esse ano quase não tivemos frio aqui em São Paulo; dias quentes típicos de verão. 
Imagino como será o Verão, minha Nossa Senhora.
Detesto calor, não me dou-me com o calor, como dizia mamãe. Adoro as agradáveis temperaturas em torno dos quinze e vinte graus, acima disso é insuportável.
Dia quente, chato, sufocante e barulhento: vizinhos lavando carros com WAP; vizinho ouvindo música no carro enquanto a esposa dentro de casa ouvia música também! Somou-se o barulho do aparelho WAP, das músicas sendo tocadas ao mesmo tempo, o calor do caramba e o bebê da vizinha chorando...
E é sobre o bebê que quero falar, já falei sobre vizinhos musicais e barulhentos.
Esse menino é a segunda criança a morar nessa casa e a me causar preocupação e compaixão. Já falei sobre o outro menino cujos pais não se toleravam e o ignoravam, como se o moleque tivesse culpa.
Esse caso é de um bebê de cinco meses que chora muito e a mãe não sabe como lidar com ele, acredito eu. Eu penso que talvez ele esteja agoniado pelo calor, está com roupa "quente", está com sede, com fome, com dor, com qualquer problema. A mãe grita com o ele, manda-lhe calar a boca e ameaça-lhe bater. Pensei comigo: "Se essa desnaturada ousar bater em um bebê inocente, eu pulo esse muro e lhe dou uns cola-brinco!".
Mas ainda bem que não. Esse modo "carinhoso" é o único modo com o qual a mãe sabe lidar com o filho; é gritando, ameaçando, mandando o bebê calar e ficar quieto.
O bebê é bem tratado nos quesitos alimentação, higiene e cuidados médicos; tomas as vacinas direitinho e nisso a mãe faz seu papel. 
Mas acho que o mais importante é amor, paciência, tolerância... Afinal, penso com minhas "inguinóranças", se o cabra não tem paciência nem para criar um bicho, vai colocar filho no mundo pra quê?!"
Outra coisa que detesto e abomino nas pessoas é essa mania besta de colocar apelidos nos filhos e os chamarem por nomes constrangedores; a vizinha dizia para o bebê: "O que é que você quer seu feio?". 
Cresci ouvindo essa @#$%! e até hoje é difícil acreditar quando me dizem o contrário.
Apelidos que podem parecer engraçadinhos para quem os coloca e para quem ri deles mas para a pessoa vítima desse desrespeito, não é nada engraçado!.
Apelidos como: "Cabeção, feioso, zureia, quatro zóio, pezão..." não são engraçados para quem já sofre com o tal do bullying.  Na minha época era provocação o nome dado ao bullying. 
Bom...
Quando o pai do bebê chega a história muda, o bebê sorri mais e o pai faz gracinhas, conversa com o filho e o leva para passear pelas ruas; o pai disse que o bebê sabe quando é hora de dar uma voltinha.
Lembro de um professor de Psicologia que dizia não existir instinto materno e isso fora criado pela igreja para convencer a mulherada de que devem cuidar de seus pimpolhos.
Não sei se concordo ou discordo totalmente, mas sei que vejo muita mãe "seca", insensível, que não demonstra afeto pelo filho, que o deixa com qualquer um ou até mesmo trancado em um carro enquanto ela vai ao Shopping ou ao boteco atrás de um namorado.
Até me lembrei de uma música cantada divinamente por Elis Regina: "Como nossos pais"

"Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo, tudo,
Tudo o que fizemos
Nós ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Como os nossos pais..."



quinta-feira, 7 de junho de 2012

Praia de Paulista

                                            


Feriado de Corpus Christi com muita chuva e frio.
Muitos acidentes nas estradas também, infelizmente.
Imaginei que os supermercados, lojas, shoppings e afins estariam vazios com a saída dos paulistanos para o feriado, mas não.
Já disseram que shopping é a praia de paulista, antes era o aeroporto. Os paulistanos iam até lá só para ver avião subindo e descendo.
Lembro que fomos uma vez ao aeroporto num domingo frio e chuvoso; fomos com o tio Manoel Gomes, irmão de mamãe. O tio tinha uma Brasília cor de creme e nos levou ao aeroporto; fomos eu, Mãevelha, Rogério e Rosi ainda pequena. O tio levou uma das filhas.
Passamos pela Avenina Miruna e eu lembrei do Zé Betio que anunciava no seu programa de rádio para mandar as cartas para o endereço mencionado. 
Olhava os prédios e procurava os números e as placas de rua: Avenida Miruna, 713.
Bom...
Fui ao Extra da Penha e lá chegando vi o vai e vem de carros procurando vagas para estacionar. Havia as vagas especiais para idosos e deficientes físicos e vários carros estacionados lá, mas em nenhum deles havia o Cartão Defis colocado no painel próximo ao vidro, como manda a lei.
Entrei no hipermercado e comprei ração seca, ração molhada, café, iogurte e algumas frutas. As filas para o caixa eram enormes e o pessoal dos caixas eram lerdos.
Finalmente chega minha vez, pago as compras e saio. Mais gente chegando e ouvi alguns comentando sobre o fato de o hipermercado estar tão cheio em pleno feriado, mas é exatamente isso: aqueles paulistanos que não viajam nos feriados prolongados vão aos hipermercados, lojas, shoppings... Levam a família e fazem daquilo um evento e o que se vê são carrinhos cheios, locutor falando pelos cotovelos para anunciar promoções imperdíveis, pessoas aguardando e reclamando nas filas, crianças dentro dos carrinhos de compra querendo que os pais comprem tudo o que veem pela frente, mesmo que não saibam para que serve. É o poder do consumismo.
Mas só fui ao hipermercado para comprar ração para meus gatos enjoados, as lojinhas e Pet Centers do bairro estavam fechadas e o jeito foi encarar a praia dos paulistas, meu.
É isso.