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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Almoço de Domingo

                               

Fomos domingo à casa do meu irmão Fubá para um delicioso almoço. Arroz, farofa, salada de alface, de maionese, abacaxi frito e churrasco.
A molecada se divertiu na piscina de plástico,claro. 
Quem já viu pobre com piscina em casa?
Depois do almoço fomos para a sala assistir ao vídeo de casamento do meu irmão Fubá e foi divertido e emocionante ver os sobrinhos tão pequenos e bonitinhos naquela época. Ver papai emocionado, ver seu Rafael, o pai da minha cunhada Preta, dançando "La Bamba".
Foi muito bom.
A casa do meu irmão é pequena e ficou lotadíssima com os outros irmãos e sobrinhos. Sempre brincamos dizendo que não precisamos convidar ninguém de fora quando fazemos uma festinha, só a família já completa a lotação.
Que mais almoços assim se realizem.
É isso.

Rafaela, a pequena anfitriã


sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Perigo

                                


Meu irmão Fubá é trabalhador, honesto, teimoso e "inguinórante" igual a papai.
Fubá é meio atrapalhado em quesitos que envolvem eletrodomésticos e eletroeletrônicos. Explico.
Meu cunhado Pepê deu para Fubá um ventilador de teto e esquecera de dizer para mudar a voltagem de 220 para 110. Fubá instala o ventilador, liga e dali a pouco o aparelho começa a girar estranhamente e a soltar fumaça; e o que meu esperto irmão faz? Fica encantado com aquela cena no mínimo estranha e diz: "Que da hora!".
Minha cunhada Preta chega a tempo de evitar uma tragédia de grandes proporções e encontra Fubá encantado com o show do ventilador.
De outra feita ele resolve limpar a torradeira, é o que o gênio faz? Liga na tomada e coloca a torradeira de cabeça para baixo para poder limpar a sujeira feita pelo pão torrado; dali a pouco sobe uma fumaça e um cheiro de queimado e Preta mais uma vez salva a pátria.
Fubá gosta de carrinhos e outros brinquedos, até parece que a pobre criança de trinta e quatros não teve infância.
Ele comprou um helicóptero de controle remoto e não sabendo controlar direito os movimentos do brinquedo, acabou batendo o coitado contra o teto. Meu cunhado Pepê, que é um cabra bom, curioso, inteligente e arrumador das coisas quebradas, vai concertar o helicóptero do meu irmão perigoso.
Ele contou à minha irmã Rosi: "O helicóptero foi até o teto e 'pá'!".
Falei para minha cunhada Preta para não deixar Fubá sozinho com Rafaela, o perigo é de os juntos se divertirem com coisas explodindo, queimando, saindo fumaça.
É isso.

Rafaela, minha sobrinha linda e futura arteira.
                                      

sábado, 19 de maio de 2012

Surpresa Agradável





Lavava a garagem; algum FDEM (filho duma égua manca) fez caquinha na minha calçada. Pode?!
Tanta calçada livre, mas a minha foi a escolhida. 
Mas segundo dizem, fezes significa dinheiro. Tomara, pois vejo todos os dias; dos meus gatos, da cachorrada da rua e agora de algum adulto abestado.
Bom...
Vejo Fubá e Rafaela se aproximando e adorei vê-los.
Rafaela faz charme, chora se eu a pego no colo, mas sorri para mim quando está de volta aos braços do pai.
Fubá trouxe-me uma bela bolsa feita na Bolívia, ele comprou com Preta durante a viagem que fizeram à Foz do Iguaçu e aos países da Tríplice Fronteira: Argentina, Paraguai e Brasil.
Rafaela veio vestida em uma roupinha de Tigrão, o gato rajado/listrado amigo do ursinho Winnie the Pooh. Linda!
Raspei uma maçã e ofereci à Rafaela e ela comeu uma metade inteirinha. A maçã estava bem docinha.
Dei a Rafaela um livro infantil com figuras de animais de fazenda. É para ela ler quando for dormir (bedtime stories). Ela gostou, levou os bichinhos à boca e babou todos; ela está na fase oral.
Quem não gostou muito da visita surpresa foi Aurora. Ficou enciumada, brava, invocada; deitou-se de costas para mim e ignorou meus chamados. Fui até ela e disse-lhe que tenho muito amor para todos: sobrinhos, gataiada e família. 
Aurora ainda está magoada, enciumada e ressentida comigo, mas daqui a pouco acredito que faremos as pazes.
É isso.


                                               

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Ritinha

                                                


Estava em um hospital e tive alta. Fubá veio me buscar e deixa Rafaela com mamãe a brincar nas areias de uma praia. Sol de um dourado lindo e aconchegante.
Estou vestida elegantemente e usando sapatos de salto alto. Eu fiquei tão feliz por estar calçada com sapatos normais; isso queria dizer que eu estava boa e não cresceria mais!
Estou pronta para ir embora mas me chama a atenção uma menina negra de uns cinco ou seis anos que está sozinha em um quarto do hospital.
Eu a chamo para vir comigo, mas ela não pode sair dali. Por quê?
Procuro por algum médico, enfermeiro ou alguém que possa me explicar porque a menina não pode sair dali, porque a menina está sozinha, porque ninguém está com ela e me recuso a deixar o hospital enquanto alguém não me explicar direitinho o que está acontecendo. Deixar uma criança sozinha! Que absurdo! E por que não posso leva-la comigo?
A menina continua no quarto e no corredor vejo um homem negro, alto e vestido com jaleco branco a se aproximar de mim. O homem conversa comigo e explica a situação, mas eu não consigo ouvir e entender o que ele diz. 
Deixo o hospital com meu irmão Fubá e vamos ao encontro de mamãe que brincava com Rafaela na areia da praia numa belíssima e aconchegante tarde de sol.
A menina negra que ficara no quarto do hospital era Rita; Ritinha.
Ritinha tinha vergonha por ser negra; ela vivera em uma época de muito preconceito. Não é muito diferente hoje.
As pessoas deveriam ser julgadas por seu caráter e sua conduta e não pela cor de sua pele.
Ritinha era doente e vivia internada.
Ritinha morreu no hospital um mês antes de completar seis anos.
Que Ritinha tenha paz, aconchego, amor, alegrias e esteja sempre na companhia de Deus e do Povo lá de Cima.
Amém.


                                                
                                          

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Fubá

Hoje é aniversário do meu irmãozinho caçula: 33 anos. Estou preparando uma canjica com leite de coco (já falei que adoramos coco?).
Aliás, uma coisa que gosto de fazer é presentear com as guloseimas que faço. Acredito ser mais natural, real e carinhoso dar uma coisa feita pela gente. E também uma boa desculpa para quando não se tem dinheiro. Meu, eu queria ser pobre só uma vez na vida, porque todo dia é dose!
Bom...
Fubá, como é conhecido desde pequenino, sempre foi terrível e nada corajoso. Até hoje tem medo de ir ao quintal quando está escuro. (desculpa aí, mano)
Ele também passou e passa por poucas e boas no quesito saúde. Já fez várias cirurgias e entre elas transplante de fígado.
É um cara batalhador, invocado, corinthiano e macho! Mas acredito que essa "macheza" toda vai desaparecer quando Rafaela chegar e dominar! Rafa é a primeira filha de meu irmão e peço a Deus que ela seja saudável, inteligente, amorosa e mais terrível que seu pai quando criança.
Papai e mamãe trabalhavam e eu cuidava da casa e dos meus irmãos. Também lavava roupa pra fora (no bom sentido). Trabalhei muito na infância e adolescência que não tive.
Procurava deixar tudo pronto antes de ir para a escola e para quando mamãe chegasse encontrar a casa e meus irmãos em ordem.
Eu dava banho em Fubá e o alimentava. Tinha que fazê-lo dormir, pois se ele percebesse que eu ia sair, começava o berreiro. Muitas vezes voltei da rua para casa ao ouvir o choro de meu irmão caçula.
Era uma cena muito triste, meus irmãos todos pequenos trancados naquela casa minúscula e de quintal enorme. A casa era guardada por um fiel cachorro que não deixava ninguém entrar. O animal parecia saber que aquelas crianças ficariam sós até seus pais chegarem e ele sentia-se na obrigação de protegê-los!
Eu saía bem devagar e em silêncio para não acordar Fubá. Mas muitas vezes eu ouvia o choro dele e meus irmãos irem até o portão para me chamar de volta. Eu voltava.
A vizinha linguaruda esperava mamãe voltar do trabalho depois das 22hs só para dizer a ela que tinha voltado da escola! Ajudar não, mas fofocar era com ela mesmo! FDEM (fia duma égua manca)! Como todo respeito às equinas.
Eu voltava e segurava Fubá no colo que se agarrava em meu pescoço com medo de eu ir embora. A televisão estava ligada. Passava um programa de culinária com a Etty Frasier e depois desenhos. Adorávamos os Brasinhas do espaço, Formiga atômica, Lula lelé...
Eu fazia algumas das receitas do programa de culinária. Sempre com ingredientes básicos: leite, farinha de trigo, ovos, açúcar.
Era tão bom. Assistíamos aos desenhos saboreando as guloseimas que eu preparara.
Certa vez, antes de iniciar nossos programas favoritos, a emissora passou um videoclipe de música de um filme. O clipe era muito exagerado. Uma moça dançava freneticamente  ao som de uma música barulhenta e com excesso de efeitos especiais. Muitas luzes que piscavam, tudo muito claro, forte e exagerado.
Fubá estava sentado no meu colo e tinha medo daquela cena medonha. Levou as mãozinhos aos olhos e disse em seu português infantil: "Diiga Izane, vai ipudir!".
Tradução: "Desliga Rejane, vai explodir!".

Ronaldo Fubá. Segundo ele, o mais bonito (e humilde) dos seis filhos de Dona Marlene e Seu José.