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sexta-feira, 22 de março de 2013

Grazie Massafera... Moda Cadáver

                                


Gosto de assistir ao telejornal SPTV e aguardava o fim da novela das seis para tal.
Fiquei assustada com a aparência famélica de Grazie Massafera. A moça que um dia foi tão bonita e tinha carne a cobrir-lhes os ossos está hoje magra demais.
Os ossos da face estão ressaltados e ficam ainda piores quando a pseudo atriz tenta fazer biquinho e boquinha sexies. Não dá.
Ser um monte de ossos coberto por pele é bonito? Está na moda? Quem dita essa moda cruel?
Deixem a moça comer, assim, quem sabe, ela ganha peso e algum talento. Acho que não pode atuar bem porque não tem sustança e energia para tanto.
Implico com pessoas que comem demais como se o mundo fosse acabar no dia seguinte, mas comer de menos também não é legal nem saudável.
Mas devem ser os padrões de beleza ditados por não sei por quem. Será que esses ditadores da moda comem ou vivem de luz?
Penso que deveria-se criar uma campanha, dessas que circulam pela Internet, com o título: "Deixem Grazie Massafera comer!", ou, "Coma, Grazie, Coma!".
Outra que está magérrima é a simpática e inteligentíssima Luciana Gimenez. Ela era tão bonita, mas também aderiu à moda cadáver.
É isso.






segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Professor

                                       

Mamãe ligava a TV e ia para o tanque lavar roupas.
Terminava a programação do rádio e mamãe iria assistir aos telejornais da tarde; mamãe mais ouvia a TV do que assistia.
Acaba o Jornal Hoje e eu colocava na TV Cultura, tinha um programa educativo com aulas pré vestibulares. Os alunos/pessoas mandavam perguntas e os professores esclareciam suas dúvidas.
Tinha um professor de História ou Geografia, não lembro bem, que era engraçadinho; ele dizia: "Opção A de Ailóviu". Era engraçado.
Tinha um professor de Biologia que cantava musiquinhas para melhor expressar seus conhecimentos: "O músculo relaxa, contrai...Contrai, relaxa..."
Tinha uma professora de Língua Portuguesa que lembrava muito a cantora Nara Leão, o cabelo lisinho, os dentes enormes e a voz delicada.
Mas tinha um professor bonitão de inglês que mamãe adorava; nos dias que tinha aula dele nós chamávamos mamãe: "Manhê, vai começar a aula do professor bonitão". Ela deixava suas roupas de lado, sentava-se no sofá e assistia à aula de inglês do professor bonitão. 
Perguntávamos a ela o que foi que o professor havia ensinado e ela respondia: "Oxe, sei não. Eu gosto é de ver esse homem bonito. Eita homem bonito, minha Nossa Senhora!".
Ríamos desse gosto de mamãe por professores bonitões.
Ainda hoje gosto de assistir ao Telecurso que passa tanta na Globo como na TV Cultura. Adoro. Acordo cedo e ligo a TV e assisto ao Telecurso, depois ao Globo Rural e SPTV.
Adoro.
É isso.

                                     

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Uniforme

                                  


Assisto agora ao SPTV que mostra reportagem sobre uniforme escolar.
Crianças indo para a escola com roupa comum ou com uniforme velhos do ano anterior.
Já falei aqui e repito: somos seis filhos e nunca recebemos uniforme ou material escolar de governo bonzinho e paternalista; mamãe sempre trabalhou  para comprar pelo menos o básico que garantisse nossa vida escolar.
Usamos muito uniforme e roupa usada que foram doados por vizinhos ou patroas de mamãe.
Mãevelha lavava, costurava, consertava, passava e íamos para a escola com nosso uniforme reciclado. O material escolar era comprado só pela metade, se na lista pedisse cem folhas de papel sulfite, iriam cinquenta e assim por diante. Os livros didáticos também eram comprados e tínhamos prazo para trazer o dinheiro para a professora que os compraria direto da editora e assim conseguiria um preço melhor.
E ela avisava: "Quem não trouxe o dinheiro do livro deve trazer até tal dia, pois teremos prova no dia tal".
Alguns coleguinhas mais legais emprestavam e nos deixavam copiar, mas sempre tinha aqueles fominhas que não emprestavam nada, regulavam tudo e ainda diziam: "Minha mãe não deixa eu emprestar".
Hoje vejo reportagens e mais reportagens sobre reclamações de mães cujos filhos não receberam uniforme nem material escolar. Uma mãe fez cara de vítima e disse que teve que tirar do bolso trinta reais para comprar um par de tênis para o filho. Tadinha! Deve ter tirado do dinheiro que seria para comprar a tinta e a química para alisar e aloirar suas madeixas.
Outra reclamação recorrente é sobre a falta de creches ou a distância até elas. Mães com crianças no colo e a típica cara de vítima e reclamando, claro. Uma delas disse que teve de deixar o emprego para cuidar da filha porque não havia vaga na creche e ela não tinha com quem deixar a criança; não tinha também condições de pagar cento e cinquenta reais para uma escolinha particular. É, mas o cabelinho estava esticadinho e loirinho, combinando totalmente com a realidade nórdica de nosso país tropical.
Se é para reclamar, bancar a vítima e esperar pelo governo bonzinho e paternalista, então não tenha filhos! Vá aos postos de saúde e lá terão disponíveis camisinhas, DIU, pílulas e outros métodos contraceptivos.
Mas dá um trabalho... Talvez queiram que o governo mande entregar em casa os contraceptivos também.
Eu sempre achei que quem criava os filhos eram os pais e não os avós ou o governo!