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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Atividade

                                    


Vou para a cama por volta das onze da noite; me levanto às cinco e meia e me preparo para ir ao trabalho, entro às sete da manhã.
Tudo quieto por alguns minutos e depois escuto correria, um pular pelos móveis e livros, objetos derrubados... 
São os filhotes terríveis, bagunceiros, arteiros e hiperativos. Os adultos também participam da bagunça e contribuem muito para com ela.
Deixo rolar...
No dia seguinte me levanto e já ao chegar na sala vejo o resultado da noitada de artes e bagunças: gataiada dormindo espalhada pela casa, coisas caídas, derrubas e algumas quebradas; tapetes de beira de pia e porta espalhados, dobrados, enrolados e alguns com gatos dentro. Não sei como fazem, mas ficam parecendo rocamboles. É bonitinho.
Pergunto quem fez aquela bagunça toda, finjo brabeza e só vejo meus felinos com carinha de inocentes e me olhando com aqueles olhos lindos de quem faz mea culpa. Parecem o Gato de Botas (Puss in Boots) do Shrek quando faz aquela cara de coitadinho para enganar suas vítimas.
Dou uma arrumada rápida e deixo o restante para quando voltar do trabalho e o que encontro quando volto é igual ou pior ao que deixei quando saí.
Falo, converso, dou broncas e dou risadas com eles. Se alguém visse isso, diria que sou ou estou maluca; ou ambos.
Meus gatos me fazer rir e sorrir e isso é bom.
É isso.


                                       
Pétala. Faz cara e jeito de quietinha, mas é a chefona da quadrilha.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Um dia daqueles

                                



Mamãe era hipertensa, fumante e teimosa. Era também muito viva, esperta, inteligente e inquieta.
Mas quando mamãe ficava nervosa sua pressão subia a níveis estratosféricos e ela ficava bem doente por uns dias.
Estou igual a mamãe e não é por opção minha, é por um pouco de tudo. Problemas, gente ruim, saúde mais pra lá do que pra cá, preocupações, incertezas, saudades, receios, cismas, sentimentos...
Como diria meu amado avô Paipreto: "É munta coisa, minha filha".
É muita mesmo, meu Deus.
Sinto que a cada dia meus ossos endurecem e entrevam mais e as dores aumentam.
Fui ao banco na Vila Maria para pagar contas e deixei o carro em um estacionamento meio longe; tive que andar uns cento e cinquenta metros. Fui com minha bengala e foi difícil, lento e doloroso.
Chego ao banco e a maioria dos caixas eletrônicos estava em manutenção, aguardo. Coloco o cartão e a máquina mostra uma mensagem: "Erro de leitura do cartão". Que legal!
Finalmente tudo se normaliza e pago as contas uma a uma, exceto as contas de água e luz cuja leitura óptica nunca é feita pelos caixas eletrônicos do banco. É um saco!
Chamei o rapazinho para me ajudar a digitar o imenso código de barras e ele diz que logo vem. Veio nada. O jeito foi ir ao balcão, sacar de meus poderosos óculos e caneta, separar os números e contar os zeros. Pronto, paguei as benditas contas.
Havia ido à Loteca que fica no Carrefour da Vila Maria/Vila Guilherme e lá chegando a estupidamente grossa moça do caixa disse: "Aqui não recebe mais conta não! Tá cheio de aviso por ai, ó!".
Nossa! Assim você me mata... de vergonha.
Eu disse à distinta que estou habituada a pagar algumas contas na Loteca e que não sabia sobre a mudança. 
Outra coisa que está me atormentando é a dona da casa e sua furiosa fome por dinheiro. O aluguel vence todo dia dez e todo inquilino tem até cinco dias para pagá-lo sem multa ou juros. Domingo foi dia dez e encontro no meu celular uma ligação perdida da dona da casa.
O que ela quer agora, minha Nossa Senhora?
Queria saber se eu havia pago o aluguel!
Feriado de Carnaval e os bancos só abriram hoje, quarta feira de cinzas, após o meio dia. Pelo amor de Deus!
Paguei o bendito aluguel e liguei para a imobiliária para reclamar. É realmente necessário a dona da casa ligar sempre para cobrar o aluguel sabendo que pago sempre entre os dias dez e quinze? E sabendo que dia dez caiu em um domingo e estávamos em uma semana de feriado?!
Será que ela está passando fome? Acho que vou comprar uma cesta básica pra ela, @!#$%!!!
Indo e voltando ao banco sou observada pelas pessoas que me lançam olhares de dúvida, estranhamento e até de certa raiva. Usei meu vestido longo de verão, adoro vestidos, e mesmo assim me confundiram com um homem. Só se fosse um travesti, como todo respeito.
Caminho lentamente e dolorosamente até o estacionamento e parece que quando não estamos bem tudo contribui para piorar.
Minhas pernas pesavam como se tivessem correntes presas a elas. Uma moça bonita caminha à minha frente e observo seu bonito vestido curto e sua sandália de saltos altíssimos. Mesmo assim ela era pequena, se comparando a mim.
Sentia-me um Shrek ou o Hulk de vestido.
Adorei seu look e lembrei que um dia já usei saltos altos. Eu nunca fui bonita, mas tinha o rosto normal. Pelo menos isso.
Sei lá.
É tanta coisa junta. Tanta pressão, cobrança, preocupação, cisma... Medo não, sou nordestina cabra da peste e para nós não é medo, é cisma.
Cheguei em casa e me deitei no sofá, deveria ser apenas alguns minutinhos de descanso, mas dormi pesadamente. Estava tão cansada e não sei se foi da longa caminhada de cento e cinquenta metros até o banco, ou as preocupações ou tudo junto.
Estou aqui a escrever com Boreal em meu colo a dormir tranquilamente. Boreal está grande, forte, lindo e saudável, bem diferente daquele gatinho fraco, magro, pele e osso e que mais parecia uma rato.
Boreal procura por mim, me chama e pede colo. Tudo isso depois de tomar seu leitinho.
Todos dormem e eu cá estou a escrever e a "secar" os Bambis jogando contra o Atlético Mineiro. 
Em bom curinthianês: Os cara seca nóis, então por que nóis num pode secar eles?!
Como todo respeito.
Albert Einstein disse: " A questão que às vezes me deixa loucoLouco sou eu ou são os outros?"

                   
                                                

domingo, 6 de maio de 2012

Cantoria

Gosto de música, mas detesto cantoria em filmes e agora, na novela das sete.
Que saco!
Assisti ao filme "O Fantasma da Ópera" e detestei a cantoria tola, chata e usada para tudo.
Há momentos em que a música combina bem e é adequada, mas cantoria sem mais nem menos é um porre!
Gostei do filme "Megamente", apesar de ter assistido a partir da metade; vou alugá-lo e vê-lo por inteiro. A batalha final entre o herói e o vilão é ao som do bom e velho Rock 'n Roll tocado por Guns 'n Roses. Aí sim!
O final do filme "Shrek" onde todos cantam também é muito legal e divertido.
Para tudo tem seu momento, até para cantoria em filmes.


Megamente
                                          

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Shrek

O ogro Shrek dos filmes infantis foi baseado em uma personagem real, um acromegálico de nome Maurice Tille.
Maurice Tille nasceu na França em 1910. Era uma pessoa talentosa e extremamente inteligente: ele podia falar 14 idiomas.
Porém, os médicos o diagnosticaram com "acromegalia", uma doença rara que causa o crescimento excessivo e desfigurante.
A doença o desfigurou brutalmente e as pessoas o chamavam de "monstro".
Cansado das ofensas e provocações das pessoas ignorantes e insensíveis, Maurice Tille foi para os Estados Unidos e fez uso de sua aparência incomum: tornou-se um pugilista profissional e agiu como um gigante, o inimigo terrível e daí surgiu o apelido de "Ogro".

Ganhou inúmeros títulos e prêmios, e sua aparência fora do padrão só acrescentou à sua popularidade entre os fãs de esportes.
Maurice Tille morreu de doença cardíaca, aos 45 anos de idade em 1955.