Mostrando postagens com marcador pessoa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pessoa. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Pessoa

                                           

Sou uma pessoa honesta, trabalhadora e cumpridora de meus deveres, como dizia mamãe.
Sou uma pessoa meio ensimesmada, muito na minha mas que trato a todos com respeito e educação.
Sou uma pessoa meio "inguinórante" e quanto a isso não posso fazer muita coisa, é mal de família.
Mas ando meio arretada, avexada, agoniada, aperreada; virada no Jiraya mesmo!
Detesto essa vida besta de exames, consultas, remédios e "ameaças" de novas cirurgias.
Sou julgada por minha aparência acromegálica, mas isso é e está errado! O caráter de uma pessoa não está em sua cara feia ou bonita, não está na cor de sua pele, em sua opção sexual ou religiosa, na sua perfeição ou imperfeição física. Vejo tanta gente dita bonita que não vale o que o gato enterra!
Tanto cabra safado sem vergonha fazendo coisa errada por aí e que tem a saúde boa!
Assistia ao programa do Datena e ele mostrava reportagem sobre a "gangue das loiras"; moças bonitas que usavam a beleza para seduzir, sequestrar, roubar e fazer compras com o dinheiro da vítima.
Claro, ninguém desconfiaria de uma pessoa bonita, não é mesmo?
Pois é. Não sou loira, não sou bonita e não roubo, furto ou sequestro; sou uma pessoa honesta, trabalhadora e cumpridora de meus deveres.
Mas vivemos no mundo das aparências. Aliás, desde que o mundo é mundo as pessoas são julgadas por sua aparência, suas posses e suas relações pessoais.
Umbero Eco fala sobre o belo e o feio em seus livros "A história da beleza" e "A história da feiura".
Estou louca para comprar os livros, mas os preços não são nada bonitos.
Bom,
Amanhã tem mais vai e vem, tem mais "bater os quatro cantos do mundo" e tenho que buscar meu remédio na farmácia de manipulação. 
Haja estômago!

                                    



quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Abraço

Estive bem triste esses dias. 
Choveu muito esses dias.
A chuva e o tempo fechado, o céu cinzento e carregado confundiam-se com meus sentimentos. Estavam carregados, cinzentos...
Chovia lá fora e dentro de mim.
Sinto-me como Tântalo, aquele que, desejando muito uma coisa, sempre a ver escapar quando está prestes a alcançá-la.
Fui Tântalo a vida inteira, mas também não quero ser Midas ou Íxion e cansei de ser Sísifo.
Tudo tem que valer a pena se a alma não for pequena, já dizia Fernando Pessoa.
Bom...
Mas a chuva uma hora deixa de cair e cede lugar ao sol. Desanuvia, estia, lá vem o sol.
Minhas gatas percebem minha tristeza e me seguem por toda a parte. Penso que querem comida, água, leite ou querem que eu troque a areia sanitária. Mas já fiz tudo isso e elas continuam a me seguir e a miar.
Sento - me no sofá e uma a uma senta-se ao meu lado e fazem gracinhas que me fazem rir. Levanto-me e vou para a cozinha preparar um bom café. Coloco a água para ferver e escuto um miado dengoso, charmoso, manhoso. Vou ver o que está acontecendo e vejo Branca Maria me chamar com o olhar. Me aproximo  e ela estende o bracinho para me alcançar; me toca com a patinha me pedindo para chegar mais perto. 
Branca Maria fica de pé e envolve seus braços no meu pescoço. É um abraço.
Um abraço de conforto, de aconchego, de bem querer.
Abraço Branca Maria de volta. Faço-lhe carinho, dou-lhe amor e agradeço-lhe pelo abraço vindo em tão boa hora. Deus e o povo lá de cima viram minha agonia e me mandaram um aconchego, um dengo, um chamego, um abraço por Branca Maria.
Uma pessoa muito querida de outro plano sempre canta uma cançãozinha simples quando recebe um abraço bom, forte e verdadeiro, é assim:
"Mas um abraço dado de bom coração, vale mais que uma bença, uma bença, uma benção".
Tenho respeito, curiosidade e fascínio por todas as religiões, culturas e povos. Então, assim como respeito a tudo e a todos, exijo o mesmo respeito de volta. Simples.
Já disse e não me canso de repetir: Ninguém precisa amar os animais como eu amo, mas todos têm a obrigação de respeitá-los.
Meu avô, meu amado avô Paipreto dizia que Deus descia à Terra disfarçado de bicho bruto (animais, na linguagem do meu avô) para ver como as pessoas tratavam Suas Criaturas. 
Se depender de mim, Deus, Você nem precisa se dar ao trabalho de descer à essa Terra de gente tão má, mesquinha, falsa moralista, preconceituosa...Mas tem gente boa também, eu sou uma delas (sem falsa modéstia. se a beleza de coração, alma e caráter transfigurarem-se em beleza exterior, eu seria a criatura mais bela desse mundo de meu Deus).
Mas se as pessoas perfeitas não me veem assim, minha bicharada vê. E o povo lá de cima também, assim como as pessoas boas daqui: Silvia, Azenilda (Amiguinha), Cláudia, Rosi, Cleusa, Pedro, Preta...
E tem gente boa por demais, graças a Deus!
Um abraço cheio de chamego, aconchego, bem querer e bençãos a todos.













quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Shrek

O ogro Shrek dos filmes infantis foi baseado em uma personagem real, um acromegálico de nome Maurice Tille.
Maurice Tille nasceu na França em 1910. Era uma pessoa talentosa e extremamente inteligente: ele podia falar 14 idiomas.
Porém, os médicos o diagnosticaram com "acromegalia", uma doença rara que causa o crescimento excessivo e desfigurante.
A doença o desfigurou brutalmente e as pessoas o chamavam de "monstro".
Cansado das ofensas e provocações das pessoas ignorantes e insensíveis, Maurice Tille foi para os Estados Unidos e fez uso de sua aparência incomum: tornou-se um pugilista profissional e agiu como um gigante, o inimigo terrível e daí surgiu o apelido de "Ogro".

Ganhou inúmeros títulos e prêmios, e sua aparência fora do padrão só acrescentou à sua popularidade entre os fãs de esportes.
Maurice Tille morreu de doença cardíaca, aos 45 anos de idade em 1955.