Mostrando postagens com marcador de menor idade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador de menor idade. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Proteção

                                 


Já falei aqui sobre os ladrões que usam bicicleta para escapar mais rápido.
Fui vítima de dois adolescentes, que arrancaram a maçaneta da porta do carro, há uns dois anos e quase fui de novo ontem.
Três molecões em bicicletas a circular pelas ruas; eu ia tirar o carro da garagem, mas desconfiei e desisti.
Esperei um pouco e decidi chamar um táxi. Não confio muito nessa minha perna fraca para dirigir.
O táxi se aproxima e os moleques o cercam. O motorista faz um sinal e arranca; a molecada percebe e foge.
Depois de um tempo o táxi volta e seguimos em frente.
Fui à escola para levar o laudo médico e depois fui à casa da minha irmã para assistir ao filme "Escola de Rock" com minha sobrinha Beatriz e meu sobrinho Vinicius.
É um filme bobinho, mas que é uma aula de Rock 'n' Roll. Adoro.
Voltei para casa já de noite e estava tão cansada. Levantei cedo hoje e aproveitei enquanto tinha água. Está ficando difícil.
Deitei no sofá e adormeci com alguns gatos em volta. São meus protetores, graças a Deus.
Tive pesadelos, acordei agoniada e vejo Ébano Nêgo Lindo ao meu lado com sua pelagem negra sedosa e seus olhos amarelos.
Sentei, fiz minhas orações e pedi a Deus e ao Povo lá de cima que protejam a mim e a minha família. Amem.
Estávamos todos aqui em casa e um adolescente parava um carro em frente e me dizia: "Vou voltar entre as nove e as onze da noite".
Tranquei as portas e janelas!
Como dizia mamãe: "Desconfiado ainda existe e seguro morreu de velho".
O sonho continuou...
Estávamos na cozinha e a porta estava aberta. Eu estava sentada na cadeira e o pessoal estava na sala. Meu cunhado abrira a porta da cozinha porque ia lá fora para fumar. 
Ele foi pegar o cigarro e viu a porta sendo empurrada: eram dois adolescentes amardos. Meu Deus.
Os moleques nos ameaçavam, apontavam as armas para minha cabeça e me perguntavam: "Você está com medo? Nós queremos ouvir você dizer que está com medo".
Olhei para as armas e eram modelos novos, automáticos e muito modernos. 
Meu cunhado tentou tomar a arma de um deles e eu fiquei muito preocupada. Acordei aí.
Acho que fiquei impressionada com a bandidagem "de menor" de bicicletas. A vida em São Paulo não está fácil: falta água, luz, segurança...
A TV estava ligada e passava um documentário sobre Luiz Gonzaga. Dominguinhos e outros sanfoneiros e artistas nordestinos davam depoimentos e Dominguinhos disse: " O sertanejo sai de sua terra em busca de uma vida melhor, mas sempre com o pensamento de um dia voltar para seu sertão".
Alguém já havia dito isso antes e era também nordestino. Coincidência?
Não sei.
Tudo de novo, meu Deus.
Médicos, exames, perícias e, muito provavelmente, novas cirurgias.
Queria isso não. Só queria saúde e viver minha vida simples em paz.
É isso.



                                     

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Ladrões de Bicicleta

                                      



A violência é crescente e preocupante nas grandes cidades e até no interior.
A "moda" agora é ladrão de bicicleta. Não o ladrão que "apenas" rouba bicicletas, mas que usa a bicicleta como meio de transporte para efetuar seus delitos.
A maioria desses ladrões de bicicleta é de jovens e adolescentes; geralmente menores de idade, porque sabem que a lei os protege.
Há cerca de um ano sofri uma tentativa de assalto e os dois moleques conseguiram "apenas" arrancar a maçaneta da porta do carro. Paguei em torno de cem reais para ter o concerto feito. Para quem devo mandar a conta? Para os defensores dos "de menor"?
Pretendia lavar a garagem, mas não tem vaga na rua para estacionar o carro. Ia deixar o carro sobre a calçada até terminar o serviço, mas a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), está na rua e adjacências controlando os caminhões folgados que estacionam na contra mão, param em frente às garagens das casas, bloqueiam a visão da rua etc...
Isso vai durar só até a hora em que o "marronzinho" estiver nas imediações, assim que virar as costas o oba oba de caminhões volta.
Fui até a papelaria e, como sempre faço, paro o carro na rua estreita e desço para abrir o portão da garagem. A rua é pequena, estreita e de mão dupla e toda vez que volto para casa sou obrigada a ocasionar um pequeno congestionamento duplo. Alguns motoristas mais educadinhos esperam eu guardar o carro, outros buzinam e querem passar a qualquer custo. Por onde? Só se for por cima! Será que os carros deles têm propulsão a jato?!
Desço e abro o portão; volto para o carro e vejo dois jovens de bicicleta que intimidam suas vítimas pelo olhar. Fazer cara, gestos, expressões e olhar de mau é a primeira tática para assustar as potenciais vítimas.
Fechei rapidamente o portão e voltei para o carro; olhei para o "marronzinho" do CET, que entendeu a situação, e dei uma volta. Os pobres, inocentes e adoráveis "de menor" passaram a mil em suas bicicletas. Os caras deveriam participar de competições de ciclismo; vai pedalar rápido assim no inferno!
Dei uma volta, olhei bem e só então desci de novo para abrir o portão.
Guardei rapidamente o carro e tranquei o portão.
O susto e o nervoso desconcertam a gente.
Não levarei multa por deixar o carro sobre a calçada, não serei assaltada por esses ladrões de bicicleta e não lavarei a garagem, por enquanto.
Os vagabundos foram embora, mas ninguém garante que não voltem mais tarde para "filmar" o movimento.
A violência está à solta não só em São Paulo e quando nos tira o sagrado direito de ir e vir, aí a coisa complica ainda mais.
Ainda tem gente que me chama de radical e que acredita em medidas socioeducativas para educar e inserir esses vagabundos na Sociedade.
Nas festas de fim de ano centenas de presos foram soltos para poder passar as festas com a família e a grande maioria cometeu crimes apenas horas depois de estarem em liberdade! O crime corre no sangue desses m...
Desculpem o radicalismo e não me envergonho de assumir o que penso, mas bandido bom é bandido morto!
Pronto, falei!
Não se tem nem o singelo direito de ir e vir e nem de lavar a própria garagem em paz?!
Que @#$%! de país é esse?!
É isso.


                                               

                                      


quarta-feira, 5 de junho de 2013

Até quando?



                            


Mais um dentista morto após ser queimado por marginais só porque ele não tinha dinheiro.
Mais um "de menor" que dirige o carro da mamãe, atropela e mata um inocente que voltava ou ia para o trabalho. 
Já virou rotina atropelar as pessoas, arrancar-lhes membros, andar alguns metros com elas presas ao carro, jogar fora seus membros arrancados, abandonar os corpos em qualquer lugar.
O absurdo maior foi a coragem monstruosa de despir a vítima já falecida e levar-lhe o dinheiro.
Em que espécie de monstros estamos nos transformando?
Um conhecido comentou: "Lá em casa ninguém nunca tem dinheiro e estou com medo. Se forem nos assaltar, vão colocar fogo na gente". Deus nos livre a todos.
Vejo na TV as reportagens e alguns criticam e dizem que a polícia não faz nada. Mas aí fica um paradoxo: Se a polícia age, a polícia é bruta, os policiais são afastados, julgados. Se a polícia não age, é porque a polícia não faz nada.
Cada vez mais o crime cresce e a impunidade aumenta e é exatamente essa matemática perversa que nos mantêm presos em nossa própria casa e os criminosos livres, leves e soltos para cometer suas atrocidades.
Matar virou coisa comum, rotineira. Mata-se por um celular, por uns trocados, por nada. 
Filho playboy de milionário atropela e mata com seu carrão super potente um pobre que andava de bicicleta.
Bandido pega o carro da mãe, um modelo Audi, assalta e queima dentista.
Bandido "de menor" pega o carro da mãe, atropela e mata garçom que voltava do trabalho.
Quando criminosos serão tratados como criminosos e pagarão por crimes, sendo esses monstros maiores ou menores de idade?
Até quando os defensores bonzinhos continuarão a defender essas criaturas maléficas?
Aí dizem: "Mas tem que investir mais em educação. A culpa é da escola, é do governo, é do sistema, é do Papai Noel".
A escola onde trabalho ficou dois dias sem telefone e serviço de Internet; como?
Os adoráveis alunos destruíram a caixa com cabos, fios e conexões. Outros arrebentam a tomada, puxam os fios para fora e ao sair a faísca, comemoram juntos com os outros tolos que observam.
A escola liga para os pais e lá vão alguns. Uma mãe diz que não pode fazer mais nada e que está mais preocupada em cuidar do corpo e de tirar sua carta de motorista.
Que pai é mãe são esses que são incapazes de cuidar de suas próprias crias?!
Voltávamos pela Marginal Tietê e dois carros passam entre os outros, mudam de faixa sem sinalizar ou reduzir a velocidade; isso vai dar m..., dizemos.
Um rapaz jovem e bonito perseguia o outro motorista que dirigia um carro popular. Não pensaram nas consequências que essa briguinha boba poderia trazer.
Lembro que Ziraldo falou durante a Bienal do Livro, que os jovens de hoje são burros. Muitos criticaram o que ele disse e disseram que Ziraldo é velho e ultrapassado, pois os jovens de hoje já nascem sabendo usar computadores, tablets e afins.
Mas inteligência não é só saber mexer em um computador; o que fazem com a informação que surge a cada segundo? Usam para alguma coisa? Aprendem alguma coisa com ela?
Essa é  diferença.
É isso.


                                     
                                   

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Carandiru

                                


Em dois de outubro de 1992 ocorreu o que a imprensa chama de "Massacre do Carandiru". Os presos iniciaram uma rebelião, que começou no Pavilhão 9, e a Polícia Militar de São Paulo, a PM, eliminou cento e onze deles.
O pessoal dos Direitos Humanos de alguns países veio a São Paulo para criticar a ação violenta da polícia e protestar contra as mortes dos presos. Podia-se dialogar, mas matar não.
Tá certo.
Gostaria que o pessoal dos Direitos Humanos dissessem o mesmo para os assaltantes, ladrões, assassinos e criminosos em geral quando atacam e matam suas vítimas. Muitos inocentes morreram e ainda morrem por causa de um simples celular, como foi o caso do estudante de dezenove anos, Victo Hugo Deppman.
Mesmo após ter entregue o celular, o bandido "de menor" atirou na cabeça do estudante, que morreu no local.
Será que os bonzinhos dos Direitos Humanos prestaram algum apoio, pelo menos emocional, aos pais do estudante ou foram passar a mão na cabeça desse bandido que completaria dezoito anos três dias após o crime?
E mais de vinte anos depois, acontece o julgamento do "Massacre do Carandiru", mas não se chegou a um veredicto porque um jurado passou mal e foi necessário parar os trabalhos.
Relembrando, foram cento e onze presos mortos pela polícia.
Cento e onze ladrões, assassinos, traficantes... tudo gente fina, boazinha e inocente. Como será que eles cometiam seus crimes e se aproximavam de suas vítimas? "Boa noite, senhor. Vou assaltá-lo e, talvez, quem sabe, vou matá-lo também. Pois não?" Será que também ofereciam um cafezinho à suas vítimas?
Ano de 2012,  duzentos e vinte e nove (229) policiais mortos no Brasil. Todos morreram enquanto faziam seu trabalho de combater o crime e proteger o cidadão.
Tem julgamento para os assassinos que tiraram a vida dos policiais? 
Têm crítica e protesto dos Direitos Humanos contra essa barbárie?
E as famílias desses policiais mortos, receberam algum apoio, conforto ou ajuda?
Muitos são contra o dito: "Bandido bom é bandido morto". Concordo em número, gênero e grau.
Para que bandido vivo? Para tomar banho de sol, comandar o crime de dentro da cadeia com celulares que são proibidos lá dentro, mas que ninguém os vê entrar?
Para receber auxílio reclusão?
Será que esses que tanto defendem os criminosos já foram alguma vez assaltados, atacados, violentados por eles?!
Bandido bom é bandido morto sim, pelo menos para mim, e indo para a cadeia só os torna pior. A cadeia é uma escola de PhD em bandidagem.
Menos bandido, menor a necessidade de se construir mais prisões.
Mais escolas, mais investimento em educação, um salário digno aos professores e menos "de menor" nas ruas cometendo seus pequenos grandes delitos.
Os "de menor" de hoje serão os "de maior" de amanhã.
Sou a favor de leis mais severas e cumpridas até o fim e pouco importa se o biltre é criança, adolescente ou adulto.
Sou da paz, mas está difícil viver em paz e segurança nesse meu Santo São Paulo e no restante do país.
E no mundo também.
Infelizmente.