Eu ia escrever mais, mas não me sinto bem. Quero voltar à minha velha fórmula e escrever de quatro a sete postagens por dia, mas por enquanto, escrevo uma só. Estou brutalmente cansada e dolorida. Amanhã é outro dia. É isso.
Meus professores da faculdade sempre nos aconselhavam a pedir para alguém ler nossos textos. Por mais que lêssemos, não encontraríamos os erros, pois nossos olhos estavam acostumados ao nosso texto. E é verdade. Escrevo minhas postagens e releio duas, três ou mais vezes, mas não consigo ver os erros de pontuação, acentuação, gramática etc... Algum tempo depois eu releio as postagens e aí vejo os erros e os corrijo. Fico preocupada em errar demais por ser professora, não ficaria bem. Mas tenho a atenuante de que leciono Língua Inglesa e não Portuguesa. Minha formação pedagógica foi em inglês e só depois fiz faculdade de Letras para reaprender o português e suas regras gramaticais, semânticas, sintáticas, ortográficas etc... Quando prestei concurso público para professores da rede estadual de ensino pensei em colocar como primeira opção o ensino de Língua Portuguesa, mas fiquei com receio de não estar apta para o cargo. Deixei a língua pátria como segunda opção e a Língua Inglesa como primeira opção. Mas eu leio muito e sempre pegava os livros didáticos de português para ler, rever e aprender. Outra coisa que pensava comigo mesma... Às vezes escrevo postagens com temas e assuntos que já havia escrito antes, mas isso não necessariamente significa repeteco. Os temas abordados em uma postagem podem estar relaciondos a outros temas em uma outra postagem. Tudo está interligado, relacionado e conectado na vida, nos textos, no Universo. Aliás, quando estava na faculdade li o livro "O que é Literatura" de Marisa Lajolo e a autora defende que "a obra literária é um objeto social". É social porque nasce da relação social e comunicativa entre autor e leitor. Mas em nenhum momento a autora diz de fato o que é literatura; ela deixa para a imaginação do leitor baseado em suas experiências e conhecimento. A palavra texto vem do Latim e significa "tecer, tecido, entrelaçar". As palavras são interlaçadas, formando um novo texto, tecendo o saber, dando sentido às palavras, permitindo comunicação e interação entre as pessoas. Era mais ou menos isso que eu queria dizer para explicar as possíveis repetições de termos e assuntos das minhas postagens. Está tudo interlaçado. É isso.
Sou da época em que dizer "Eu te amo" significava "Eu te amo". Hoje está tudo muito prático, rápido e descartável e as pessoas dizem "Eu te amo" o tempo todo, para qualquer um e qualquer coisa. Trabalhei com uma moça que tinha o coração mais volúvel que já conheci; ela namorava um rapaz e dizia que o amava e semanas depois terminaria o namoro com o fulano e engatava um novo namoro com o ciclano, e, claro, o amava também. Sei lá... Acho que pode-se amar mais de uma vez, mas as pessoas estão amando mais de uma vez por semana. Lembro de um entrevista com um ator brasileiro em que ele diz que é possível amar mais de uma vez e mais de uma pessoa, não sei se concordo. Amar mais de uma vez, sim, mas amar mais de uma pessoa... acho que não. Tem uma frase do ator americano Johnny Depp que diz: "Se você acha que ama duas pessoas ao mesmo tempo, escolha a segunda. Porque se você realmente amasse a primeira, não teria uma segunda opção". Meu sobrinho Demétrius é um eterno apaixonado e vive postando frases muito bonitinhas e bem escritas, apesar de algumas vezes omitir acentos gráficos... coisas do amor. Ele diz: "O amor agora tem prazo de validade"; "Ser feliz sozinho pode ser difícil, mas acredite, com a pessoa errada é impossível". O negão lindo diz isso do alto de seus quinze para dezesseis anos; é muita experiência e vivência amorosa para saber e sofrer as dores do amor. O amor dóis demais... Fico observando o comportamento por meio das postagens escritas por adolescentes que se julgam muito experientes, muito vividos e sofridos pelas cosias do amor. São adolescentes que escrevem: "Cansei de sofrer! Não quero mais saber de amar ninguém! A vida acabou pra mim!". Meu, os pirralhos mal saíram das fraldas e acham que sabem tudo. É engraçado, em alguns momentos, mas tem hora que irrita. Na boa. Quero ver esses pirralhos se preocupando com os ipês: IPVA, IPTU, IR, aluguel, alimentação, trabalho e todas essas coisas chatas e obrigatórias com as quais os adultos têm que lidar. Aí sim, poderão reclamar da vida sofrida e do mundo cruel em que vivem. Ah... Esses moços, pobres moços... Esses moços, pobre moços - Lupicínio Rodrigues
Ah se soubessem o que eu sei Não amavam não passavam Aquilo que eu já passei
Por meus olhos, por meus sonhos Por meu sangue, tudo enfim É que eu peço a esses moços Que acreditem em mim
Se eles julgam Que há um lindo futuro Só o amor Nesta vida conduz
Saibam que deixam o céu Por ser escuro E vão ao inferno À procura de luz
Eu também tive Nos meus belos dias Essa mania que muito me custou Pois só as mágoas que eu trago hoje em dia E essas rugas O amor me deixou
Esses moços, pobre moços Ah se soubessem o que eu sei