Mostrando postagens com marcador ajuda. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ajuda. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Ajuda

                            


Tive ajuda de uma moça para abrir o portão da escola quando cheguei pela manhã, muito bacana isso.
Volto para casa e tenho muita dificuldade para descer do carro e abrir o portão; um caminhão espera eu entrar na garagem para que ele possa passar, a rua é estreita e de mão dupla.
Desce um rapaz e pergunta se eu quero ajuda. Aceitei e agradeci.
O rapaz abriu o portão para mim e ainda me ajudou a voltar para o carro.
Ainda tem gente boa nesse mundo véio de meu Deus.
É isso.


                                 

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Sentimento

                               


As fortes chuvas de verão fizeram novas vítimas em Xerém, Rio de Janeiro.
Infelizmente.
Vejo no noticiário que o cantor Zeca Pagodinho, que tem uma chácara no bairro, ajuda as vítimas e abre suas portas para os desabrigados. Nobilíssimo gesto.
Sempre achei que o Zeca Pagodinho tem cara de malandro, malandro bom. Toma suas cervejas e é devoto de São Jorge, o santo do Timão.
Salve Jorge! Vai Curinthia.
Bom...
Achei muito bacana o que Zeca Pagodinho fez pelas pessoas em um momento de tanta angústia e desespero. Adorei a simplicidade dele, não se importou com aparência simples e sem retoques de maquiagem diante das câmeras que o fotografaram ou filmaram.Têm celebridades que não saem do quarto sem que estejam com as camadas de maquiagem.
O que me irritou foi a pergunta besta, pública e notória que todo jornalista/repórter gosta de fazer: "Qual o sentimento? O que você está sentindo?"
Pelo amor de Deus! O que poderia sentir uma pessoa que passa por uma dificuldade, que perde o pouco que tem, que perde entes queridos e/ou passa por outras situações difíceis? Sentiria o quê? Alegria?!
Parece que é a primeira coisa que aprendem no curso de jornalismo, perguntar o que o entrevistado está sentido ou qual o sentimento.
O repórter do Fantástico fez essa inédita e exclusiva pergunta a Zeca Pagodinho: "Qual o sentimento?"
Ele não respondeu, saiu para ajudar ainda mais.
Ainda bem.

                              

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Gato, Promessa e Chororô

                                                    

Léo Caramelo tem as patas traseiras deformadas e mal suportam o peso do corpo quando ele tenta pular, mas ele tenta mesmo assim.
Os outros gatos pulam o muro, sobem no telhado e voltam depois, numa boa. 
Léo Caramelo quer ser igual aos outros gatos "normais".
Madrugada de sexta para sábado, levanto para ir ao banheiro e estranho a ausência de Léo, que não me acompanha como os outros. Penso que deva estar dormindo em cima das plantas, como gosta.
Manhã de sábado e nada de Léo aparecer, começo a me preocupar e ouço miados desesperados. 
Chamo o gato e ouço seu miado pedindo socorro; ele caiu no quintal de uma casa vazia com um muro altíssimo. E agora, minha Nossa Senhora?!
Ligo para os Bombeiros e ouço o seguinte: "Não fazemos esse tipo de resgate, senhora. A senhora deveria tomar mais cuidado e evitar que isso acontecesse".
Quis me virar no Jiraya, mas me segurei e educadamente disse: "Bom, meu caro bombeiro, o gato também é uma vida e eu não posso controlar os instintos animais. Como vou proibir um gato de subir em um muro?! Obrigada por sua ajuda. Bom dia".
Fio duma égua manca!
Andei pela vizinhança próxima e perguntei se haviam visto um gato claro, de olhos azuis, pernas tortas, rabinho curto e carinha de leão.
Pedi ajuda aos vizinhos mais próximos e um deles emprestou sua escada e os outros dois subiram para ver do outro lado do muro, mas o gato não estava no quintal. Desespero.
O vizinho chamou o cunhado para tentarem pular o muro e resgatar Léo, mas o cunhado dizia que o gato não estava na casa, que o muro era muito alto, que isso, que aquilo. 
Me estressei: "O  gato está sim!".
Tá não tá e nessa anoitece. Meu Deus, meu gato.
Chorei, me desesperei, me senti culpada, fiz promessas, pedi.
O miado continuava cada vez mais forte, desesperado, angustiado, agoniado. Era um pedido de socorro.
Meu Deus, proteja meu gato.
Não deixe o bichinho passar frio, não deixe o bichinho enfraquecer, não deixe o bichinho morrer. Deixe não! 
Estava preocupada com o miado cansado e agoniado do bichano.
Joguei ração por cima do muro e chorei, chorei, chorei.
Estou tão chorona, ando tão chorona. Será a idade? A Acromegalia? 
Não. 
Acho que sou bundona mesmo.
E que não fosse meu gato, mesmo que fosse qualquer animal de qualquer pessoa, eu me desesperaria. Ouvir o sofrimento do pobre animal e não poder fazer nada é desesperador e pedir ajuda aos Bombeiros e tê-la negada é de deixar o cabra arretado!
Vou pedir ajuda aos vizinhos... E se eles se negarem?
Chororô, desespero, promessa, orações, pedidos.
Manhã de domingo e o vizinho que não acorda. Já é quase meio dia!
Chamei o vizinho e me desculpei por tê-lo tirado de seu sono de beleza, mas era uma emergência. 
O vizinho pega a escada e sobe no muro com a ajuda do outro vizinho; pula para o quintal e diz: "O gato tá aqui não".
"Tá sim! Procure direito!"
Enquanto isso uma vizinha futriqueira observa toda a movimentação e pergunta: "O que vocês estão fazendo aí na casa?"
"Viemos pegar o gato".
Eu havia ligado para a dona da casa e pedido autorização para a invasão especial.
O gato se escondera dentro da pia da cozinha e quando o vizinho abriu a porta assustou-se com  gato e o gato com ele, foi tragicômico.
O gato é resgatado são e salvo, graças a Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo, Nosso Senhor do Bonfim e a todo o Povo Lá de Cima. Amém.
Choro de alívio, agradeço aos simpáticos e prestativos vizinhos e por mim podem até tocar MPB, SertanojoTecnobrega o quando quiserem!
Entro em casa e Léo Caramelo toma água e come ração; perdeu peso e ficou desidratado.
Vou ao meu quarto onde estão minhas imagens de meus santos e orixás favoritos e rezo e agradeço. Respeito a todas as pessoas e às suas fés, crenças e religiões, então respeitem a minha. Obrigada.
Agradeci em oração e em pensamento.
Agradeci em lágrimas de alívio e alegria.
Prometi um bolo de chocolate para as crianças e fiz. Não ficou tão bom porque foi feito em cima da hora e de improviso, eu não tinha todos os ingredientes necessários. Mas vou ao supermercado e farei compras e comprarei os ingredientes para fazer um delicioso bolo de chocolate cremoso, molhadinho e fofinho como as crianças gostam.
Meu Deus, perdoa-me em minha loucura, em meu desespero. Eu sei que tem tanta gente carente e em situações tão difíceis, mas perdoa-me mesmo assim...
Porque metade de mim é amor e a outra metade também.

                                              

quinta-feira, 29 de março de 2012

Hipermercados

                                               


Fui ao Hipermercado Extra da Penha.
Fui comprar um aparelho de telefone e mais uma vez me convenci de que devo ir a esses locais para apenas fazer compras de gêneros alimentícios e coisas/objetos dos quais não precisamos da ajuda dos funcionários da loja.
Explico: 
Primeiro - Procuramos por um produto, não encontramos, procuramos um vendedor que esteja por perto e não encontramos.
Segundo - Finalmente encontramos um vendedor e perguntamos pelo tal produto e a resposta é: "Só tem esse mesmo aí do mostruário... Aqui não é meu setor...Vou chamar alguém para ajudar a senhora". Mas o bendito vendedor some e ficamos à ver navios, ou melhor, à ver produtos que queremos comprar mas não o fazemos por falta de informação, boa vontade e ajuda dos funcionários.
É isso.
A variedade de eletro-eletrônicos é imensa nesses hipermercados mas a falta de funcionários e de boa vontade em ajudar é inversamente proporcional. Esses funcionários não são pagos para atender aos clientes?!
Fiquei uns quinze minutos olhando os telefones e esperando que alguém me atendesse. Olho à volta e vejo vendedores falando ao telefone, conversando e usando o computador; todos muito ocupados, como pude perceber.
Eu ia desistir mas um dos simpáticos vendedores chama uma moça que veio me atender com uma má vontade do cacete. Ela não sabia o que estava vendendo, não sabia dar as informações básicas sobre as funções dos aparelhos à venda.
Falei para ela deixar pra lá mas ela disse que iria verificar e voltou com o aparelho que eu queria e por um bom preço. Comprei.
O problema foi efetuar o pagamento no caixa do setor. Não havia ninguém lá e voltei e perguntei à vendedora pela pessoa do caixa e fui orientada a aguardar um instantinho.
"Instantões" depois vejo uma senhora emburrada, andando a passos de tartaruga manca e perguntando quem é o próximo.
Pela disposição, preguiça e má vontade do "maduscachorro" que ela demonstrava, perguntei se ela era a pessoa do caixa: "Sou sim!".
Paguei a porcaria do telefone e peço a nota fiscal e sou informada de que preciso ir ao balcão de atendimento ao cliente para tal finalidade.
Vou ao balcão e encontro três pessoas na minha frente e uma única funcionária a conversar animadamente ao telefone.
Prometi a mim mesma nunca mais comprar nada que precise de vendedores preguiçosos e mal encarados.
Outra coisa que me desagrada nesses hipermercados é a falta de fiscalização do trânsito de veículos; vejo carros passando a alta velocidades e isso sem contar naqueles estacionados nas vagais especiais. Há os que estacionam seus veículos bem na entrada do hipermercado, dificultando a passagem dos clientes com seus carrinhos de compras.
Fui ao Atacadão da Marginal Tietê para comprar ração e água de coco. Pedi ajuda para pegar o saco de ração com 20 quilos ao funcionário mais próximo que consegui encontrar e ele disse que não era seu setor. Como sempre. Foi buscar alguém para me ajudar e sumiu! Nem ele nem a ajuda e tive que pegar sozinha o saco pesado de ração; me lasquei depois com dores nas costas.
Fui ao corredor de bebidas para pegar água de coco e a embalagem com vinte e sete caixinhas que eu queria estava na parte mais alta da prateleira; de novo peço ajuda e ouço a mesma desculpa. Subi na prateleira de baixo e puxei uma caixa de água de coco e derrubei as outras; aí apareceu um grupo grande de funcionários para me dizer que eu não poderia fazer aquilo! Se tivessem me ajudado...
É isso.
Carrefour, Extra, Atacadão e todos os outros hipermercados e lojas deveriam treinar melhor seus funcionários. Nós clientes consumidores não estamos ali para pedir, estamos ali para adquirir um produto e/ou serviço e vamos pagar por isso.