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terça-feira, 3 de março de 2015

Culinária

                               Resultado de imagem para culinária



Que dia, meu Deus!
Deitei ontem à noite com dor de cabeça e acordei com dores mais fortes ainda. Antes de me deitar medi a pressão e tomei os remédios. Adormeci e acordei por volta das quatro horas da manhã com uma forte e pesada dor de cabeça; levantei e tomei um remédio mais forte, foi o jeito.
Fiquei o dia todo como um zumbi; sem ânimo, coragem ou vontade de fazer qualquer coisa, por mais que eu queira.
Detesto ficar assim e dá a impressão de que sou preguiçosa e acomodada, mas não sou e nunca fui.
Um dos sintomas da Acromegalia é esse cansaço brutal, o desânimo e a fraqueza; todos juntos e combinados, horrível.
Mas quem não conhece a enfermidade tende a julgar aqueles que lutam contra essa doença rara e de efeitos devastadores, tanto por dentro do corpo como por fora.
Bom...
Fiz bolo de arroz e ficou fofinho e dourado. Comi com café fresquinho. Muito bom.
Fico com raiva da minha situação e condição física e "desconto" na cozinha. Adoro cozinhar e preparar guloseimas, principalmente as doces. Estou com vontade de ir ao Atacadão para comprar as coisas que gosto e preciso. Adoro abrir o armário da cozinha e vê-lo abastecido com meus ingredientes favoritos: leite condensado, creme de leite, leite de coco, coco ralado, chocolate em barra e em pó, gelatina e outras maravilhas da culinária.
Estava tomando café sentada à mesa e observava as pessoas que passavam apressadamente na rua e fiquei com saudades dessa correria da vida paulistana.
Saudades dos tempos em que tinha energia para trabalhar, estudar, ir ao supermercado, cuidar da casa, das coisas e ainda tinha ânimo para muito mais.
Tempos sem Acromegalia. Tempos bons.
É isso.


                                    Resultado de imagem para tomando café e olhando a rua



quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

De ração molhada a carne louca

                              

Estou meio devagar hoje.
Não saí de casa, não fiz muita coisa. Nem fui à barraca de frutas para ironizar o belo adormecido.
Irei amanhã.
Preciso comprar mais legumes e frutas e estou com vontade de comer "carne louca".
Farei amanhã.
Carne louca com pão da padaria, ou pão francês, com pão integral não combina bem e não fica tão gostoso.
Preciso também comprar mais ração molhada para Boreal, o bebezinho da vez, mas acontece que os outros gatos também gostam e não sobra muita coisa para o pequenino.
Melhor comprar a caixa fechada no Atacadão, sai mais em conta, mas a duração é a mesma: pouca.
Acho que vou para a cama, estou muito mole hoje.
Boa noite.

                        
                              

sábado, 12 de janeiro de 2013

Noite Boa, Dia Bom

                             


Tive uma boa noite de sono, graças a Deus. 
O friozinho em pleno verão ajudou; finalmente usei meu amado edredom, coisa boa!
As dores nos ossos, principalmente nas pernas, amenizaram e as dores do estômago também, mas como alegria de pobre dura pouco, a pressão não ficou apenas alta, ficou ultra-super-mega-hiper-plus alta. O meu anti-hipertensivo acabara mas eu tinha um outro que é mais leve e é distribuído nos Postos de Saúde.
Muito leve e foram necessários quatro comprimidos para conseguir abaixar a bendita da pressão alta.
Levantei-me um pouco tarde para os meus padrões, às nove horas, e tive tontura e achei melhor esperar um pouco. 
Depois da pequena melhora, saí para pagar mais contas; fazer conta e ficar devendo é o que o pobre sabe fazer de melhor. 
A ração da gataiada acabara e tinha só dois sachês de ração molhada que se multiplicaram e alimentaram sete gatos famintos. Graças a Deus.
Ébano Nêgo Lindo e Cássio Antônio comem até pedra, basta colocar um salzinho por cima, mas os outros gatos nem leite tomam. São frescos demais.
Fui aos bancos, comprei ração e fui à farmácia na Vila Maria, a Droga São Paulo, lá sempre acho meu remédio para controle da hipertensão. Aqui no meu bairro tem que encomendar. Tá.
No caminho até o carro encontrei uma aluna bem simpática e animada.
Cheguei em casa e os gatos estavam desesperados, abri a porta e os sete estavam esperando e farejavam as sacolas de compras que nem doidos.
Coloquei ração em seus potinhos e agora todos dormem de buchinho cheio, como diria mamãe.
Comprei a ração do Pet Center da Marginal, caro que só. O sachê de ração molhada estava noventa centavos no Atacadão e no Pet Center estava dois reais, o dobro.
Os supermercados não vendem sacos de ração felina maiores que os de três quilos, então o jeito é comprar no Pet Center.
Havia uma promoção que daria um brinde para quem comprasse sacos de dez quilos de ração e quando cheguei ao caixa para pagar, mencionei o fato à nada simpática funcionária e ela disse muito amavelmente: "Que promoção? Não sei de promoção nenhuma!".
Me arretei, mentiria por quê?!
Fui ao cadastro e mostrei a nota fiscal e a menos entojada funcionária me deu o brinde. Ainda ganhei um marca página com patinhas desenhadas, bem bonitinho.
Ainda passei no supermercado do bairro para comprar café.
Ufa!
Sou igual a São Paulo, não paro nunca. Graças a Deus.
É isso.

                                     

                                     

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Povos

Líbano
                                          
Fui ao Atacadão e enquanto passava pelos corredores vi três mulheres vestidas com roupas compridas, sóbrias e com os cabelos cobertos por um belo lenço estampado.
As mulheres falavam em uma língua diferente e uma delas era jovem e muito bonita, com belos e expressivos olhos verdes. 
Por cobrirem os cabelos, as mulheres árabes, muçulmanas e islâmicas capricham na sobrancelha, fica muito bonita.
Perguntei à mais jovem se ela falava português e de onde vinha e ela disse que viera do Líbano e a língua falada é o árabe.
Adoro conhecer novas culturas, línguas, costumes.
Acho uma tolice julgar alguém baseado apenas em um estereótipo tolo e preconceito infundado; procure conhecer a pessoa, saber sua história, julgar não é correto.
Cada povo tem sua história, sua cultura, sua língua, sua fé. O que pode parecer estranho para um pode ser perfeitamente normal para o outro.
Seria tão simples, mas as pessoas complicam tudo.
Tanto ódio, tanto sangue derramado, tanta destruição. Por quê?
Paz na Terra aos homens de boa vontade.
Falta a boa vontade.
Meu Deus.
Vamos todos à nossas igrejas, templos, ou seja lá qual for o nome dado, e pedimos paz, mas saíamos à rua e perpetramos ódio, intolerância, ignorância.
Bom...
Continuei pelos corredores e fui ao corredor do café; um rapazote organizava os pacotes de café e pedi que me entregasse um e ele disse: "Esse é Melitta extra forte, vai esse mesmo?"
Gosto do café Melitta sabor da fazenda, mas não tinha.
Eu disse ao rapaz que gosto de café forte e ele disse: "Sabia que esse é o melhor café? Passou até marcas mais usadas como Pilão. Sabia que o Três Corações também passou o Pilão no gosto popular? Tá embaçado!".
Eu gosto de todos, mas tenho uma queda por cafés fortes.
Tirei os produtos das prateleiras, coloquei no carrinho, tirei do carrinho, coloquei na esteira do caixa, tirei do caixa e coloquei no carrinho, tirei do carrinho, coloquei no carro, tirei do carro, guardei as compras. Ufa!
Fiquei cansada, claro.
Deitei um pouco no sofá e acordei com Ébano Nêgo Lindo esfregando sua cabeça em meu rosto para me acordar e com Alice miando e me olhando, estavam com fome.
Alimentei a todos, tomei banho e aqui estou.
Ainda estou cansada.
Acho que estou ficando velha.
É isso.

                                     

                                

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Carestia, Compras, Dicas e Receitas

Pinhão
                                          
Fui ao Atacadão para as compras do mês, como dizia mamãe: "Está acabando tudo, graças a Deus".
Estou no corredor dos azeites e óleos e estranho o preço caro do óleo de soja.
Vou ao corredor do leite e estranho agora o preço do leite de soja.
Estranho o preço do café, do feijão, do arroz e de outros produtos e alimentos.
Estou no corredor do leite condensado e creme de leite e vejo uma promoção do creme de leite Nestlé na embalagem de um litro; pego duas caixas e percebo uma moça a me observar. Eu sorrio e ela pergunta: "O que a senhora vai fazer com esse creme de leite?"
As pessoas me julgam por minha aparência durona-nada bonita-acromegálica, mas eu as derrubo com um sorriso. É minha arma: o sorriso.
Eu digo que vou fazer sorvete caseiro e ela pergunta como se faz, quanto rende, se fica bom, que ingredientes e todos os detalhes pertinentes à uma receita.
Estou com a lista de compra em mãos e uma caneta; rasgo a lista ao meio e passo a outra metade e a caneta para a moça anotar a receita do sorvete caseiro com creme de leite.
Ela ficou animada com a facilidade e simplicidade da receita e disse que faria quando chegasse à casa.
Um moço galego de olhos azuis, gordinho e muito simpático também entra na conversa.
Vou ao setor de frutas, verduras e legumes e vejo pinhão. Adoro.
Minha irmã Rosi não gosta de pinhão, jaca, pinha, abacaxi, banana e muitas outras coisas boas. Acho que ela é adotada ou sofre de algum distúrbio gastronômico. 
Volto ao corredor do leite para pegar leite de vaca para meus bolos, pudins e afins e um senhor reclama da carestia das coisas: "Mas tá muito caro demais! Num tá, moça?"
Esse me chamou de moça, gostei dele.
Digo: "Está sim. O senhor viu o preço do feijão e do óleo de soja? Caro demais! O Brasil produz tanta soja, eu vi no Globo Rural, e o óleo e o leite de soja são tão caros".
Termino as compras e vou à lanchonete do Atacadão; lá tem um ótimo, forte e quente café que tomo acompanhado de um pão de queijo bem grandão. Adoro!
Faço meu pedido e encontro o simpático galego gorducho que me dá dicas de como cozinhar o pinhão, que em Atibaia onde mora tem pinheiros e ele atira pedras com estilingue para derrubar os pinhões, que o pessoal do Sul assa o pinhão na brasa, mas aqui em São Paulo nós cozinhamos com água e sal, que tem um mercadão que vende produtos mais baratos, que o saco da batata custa tanto, que o guaraná tal custa tanto...
Tomo meu café, me despeço do prestativo tagarela e me direciono ao caixa que acha interessante os pacotes de ração seca e molhada para gatos. Ela me conta um causo seu sobre gatos e conversamos enquanto os produtos passam pela esteira. 
Pago as compras, coloco no carro e vou para casa.
Descarrego as compras, guardo e me canso.
Os gatos ficam alvoriçados e doidos pela ração, abro o pacote, coloco nos seus pratinhos, eles olham, cheiram, olham para mim e miam, como quem diz: "Que porcaria de ração é essa?"
Comprei uma ração básica e uma Whiskas mais os sachês de ração molhada também Whiskas.
Comeram a ração favorita.
Eles gostam de Whiskas, Cat Chow, Friskies e uma ração pastelzinho que é em forma de nuggets. 
Gataiada enjoada essa minha. É como diz meu irmão Naldão: "Do lixo pro luxo".
É isso.


                                              

quinta-feira, 29 de março de 2012

Hipermercados

                                               


Fui ao Hipermercado Extra da Penha.
Fui comprar um aparelho de telefone e mais uma vez me convenci de que devo ir a esses locais para apenas fazer compras de gêneros alimentícios e coisas/objetos dos quais não precisamos da ajuda dos funcionários da loja.
Explico: 
Primeiro - Procuramos por um produto, não encontramos, procuramos um vendedor que esteja por perto e não encontramos.
Segundo - Finalmente encontramos um vendedor e perguntamos pelo tal produto e a resposta é: "Só tem esse mesmo aí do mostruário... Aqui não é meu setor...Vou chamar alguém para ajudar a senhora". Mas o bendito vendedor some e ficamos à ver navios, ou melhor, à ver produtos que queremos comprar mas não o fazemos por falta de informação, boa vontade e ajuda dos funcionários.
É isso.
A variedade de eletro-eletrônicos é imensa nesses hipermercados mas a falta de funcionários e de boa vontade em ajudar é inversamente proporcional. Esses funcionários não são pagos para atender aos clientes?!
Fiquei uns quinze minutos olhando os telefones e esperando que alguém me atendesse. Olho à volta e vejo vendedores falando ao telefone, conversando e usando o computador; todos muito ocupados, como pude perceber.
Eu ia desistir mas um dos simpáticos vendedores chama uma moça que veio me atender com uma má vontade do cacete. Ela não sabia o que estava vendendo, não sabia dar as informações básicas sobre as funções dos aparelhos à venda.
Falei para ela deixar pra lá mas ela disse que iria verificar e voltou com o aparelho que eu queria e por um bom preço. Comprei.
O problema foi efetuar o pagamento no caixa do setor. Não havia ninguém lá e voltei e perguntei à vendedora pela pessoa do caixa e fui orientada a aguardar um instantinho.
"Instantões" depois vejo uma senhora emburrada, andando a passos de tartaruga manca e perguntando quem é o próximo.
Pela disposição, preguiça e má vontade do "maduscachorro" que ela demonstrava, perguntei se ela era a pessoa do caixa: "Sou sim!".
Paguei a porcaria do telefone e peço a nota fiscal e sou informada de que preciso ir ao balcão de atendimento ao cliente para tal finalidade.
Vou ao balcão e encontro três pessoas na minha frente e uma única funcionária a conversar animadamente ao telefone.
Prometi a mim mesma nunca mais comprar nada que precise de vendedores preguiçosos e mal encarados.
Outra coisa que me desagrada nesses hipermercados é a falta de fiscalização do trânsito de veículos; vejo carros passando a alta velocidades e isso sem contar naqueles estacionados nas vagais especiais. Há os que estacionam seus veículos bem na entrada do hipermercado, dificultando a passagem dos clientes com seus carrinhos de compras.
Fui ao Atacadão da Marginal Tietê para comprar ração e água de coco. Pedi ajuda para pegar o saco de ração com 20 quilos ao funcionário mais próximo que consegui encontrar e ele disse que não era seu setor. Como sempre. Foi buscar alguém para me ajudar e sumiu! Nem ele nem a ajuda e tive que pegar sozinha o saco pesado de ração; me lasquei depois com dores nas costas.
Fui ao corredor de bebidas para pegar água de coco e a embalagem com vinte e sete caixinhas que eu queria estava na parte mais alta da prateleira; de novo peço ajuda e ouço a mesma desculpa. Subi na prateleira de baixo e puxei uma caixa de água de coco e derrubei as outras; aí apareceu um grupo grande de funcionários para me dizer que eu não poderia fazer aquilo! Se tivessem me ajudado...
É isso.
Carrefour, Extra, Atacadão e todos os outros hipermercados e lojas deveriam treinar melhor seus funcionários. Nós clientes consumidores não estamos ali para pedir, estamos ali para adquirir um produto e/ou serviço e vamos pagar por isso.


                                                        


                                                   

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Idade

                                               


Fui ao Atacadão com minha sobrinha Maria Julia e lá chegando encontramos as vagas especiais para deficientes físicos tomadas por caminhões, peruas e carros.
O corredor entre o prédio do atacadista e o estacionamento é invadido por veículos, dificultando o passar dos pedestres/clientes com seus carrinhos de compras.
Aliás, isso é problema comum em supermercados, shoppings, ruas etc...
Dou voltas à procura de uma vaga especial e só encontro vagas para idoso; estaciono na vaga e coloco meu cartão Defis no vidro do carro.
A vaga é para idosos, mas como as vagas para deficiente físico estavam todas tomadas, optei por infringir a lei. 
Maria Julia observa tudo e diz: "Mas tia Rejane, essa vaga não é para idosos?" É, mas pensando bem, você é um pouco idosa mesmo".
Então tá.
Volto para casa e ligo para minha irmã Rosi, mãe de Beatriz que me conta o seguinte:
Beatriz estava vendo o álbum de fotografias e encontra uma na qual eu estou; olha e diz:
"Olha mãe, como a tia Rejane era novinha".