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terça-feira, 11 de março de 2014

Meio do Mês

                                   


Dor de cabeça que perdura há algum tempo.
Dor de cabeça forte que me incomoda bastante desde sábado passado e atingiu o ápice essa madrugada.
Hipertensão.
Super, hiper, power, plus, mega hipertensão.
As dosagens dos remédios anti-hipertensivos foram dobradas e mesmo assim essa infame insiste em subir e me prejudicar.
É a doença de base: Acromegalia.
É a base dos meus problemas nada básicos de saúde.
Que coisa chata!
Bom...
O pagamento "sai" amanhã, no quinto dia útil do mês e que é quase meio do mês! Sacanagem!
Contas já vencidas, pagar o aluguel... 
Tudo por conta do Carnaval e de contar como feriado a segunda e a quarta-feira de cinzas.
O pobre espera o mês todinho pelo pagamento e vai ao banco todo animado, mas ao constatar que não tem dinheiro nenhum na conta, o pobre vira no Jiraya!
Preciso comprar minhas frutas, legumes e verduras, além de pão, café e mais ração para essa gataiada faminta.
O meu sonho de consumo, entre outros, é o de ir ao Atacadão e comprar caixas fechadas de leite condensado, creme de leite, coco ralado, chocolate em pó e em barra e todas essas guloseimas que são transformadas em delícias calóricas e engordativas pela alquimia na cozinha.
Queria ter uma cozinha enorme e bem equipada também.
Quem sabe um dia?
É isso.


                                        

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Algodão doce

                               



Descobrir um santo para cobrir outro...
É assim que deveria vir escrito nas bulas dos remédios.
Remédios para dor aumentam a pressão, que já é alta virada no Jiraya. Se não os tomo, as dores e o entrevamento não perdem tempo.
É a vida e é bonita, é bonita.
Acordei de madrugada com um "soco" na nuca. Aliás, esses "socos" na nuca têm se tornado uma constante.
Coisa chata.
Me levantei e tomei o remédio da pressão, como popularmente dizemos, e em alguns minutos volto a adormecer. A dor diminui e acontece um relaxamento e eventualmente o sono.
Tive sonhos agradáveis, graças a Deus!
Sonhei com muitas crianças que saíam da escola e formavam longas filas. Estávamos em uma grande praça ou parque e haveria uma festa ao ar livre. Vejo um idoso chegando em um fusquinha branco e todo velho e de lá ele tira uma lâmpada e um carrinho de algodão doce. A molecada vê aquilo e enlouquece. Eu também.
Dali a pouco mais barraquinhas de doces, pipoca, guloseimas e afins surgem e a molecada entra em polvorosa.
Como dizia mamãe: "Tem mais menino que perna de embuá".
Algodão doce, suspiro, pirulito, doces, pipoca... Tudo o que a molecada gosta e alguns adultos com uma quedinha por açúcar também.
Acho que viram eu comprar o chocolate em barra para fazer um sorvete italiano que vi em um programa de TV. Comprei também suspiro e Prestígio, um chocolate recheado com coco. Adoro.
Ainda pensei em comprar "dadinho" e bala de banana, minha favorita, mas não encontrei e também não tinha mais pique para empurrar o carrinho pesado à procura de mais nada.
Isso sem contar a "exagerância" de açúcar, doce, glicose...
É claro que não vou comer tudo de uma vez, né? Pelo amor de Deus!
Comprei panetone com frutas, meu favorito. Não gosto muito das outras versões.
Mas eu estava mesmo era doida para comer frutas. Comprei abacaxi, melão, maçã, manga, banana, mamão...
Adoro!
Não entendo como uma pessoa pode não gostar de frutas, eu hein!
Não gostar de alguns legumes eu até entendo, mas frutas...
Prefiro devorar de uma tacada só um mamão, uma manga, uma banana e meio abacaxi. O abacaxi é para ajudar na digestão, claro.
Hoje fiz café; fazia tempo que não fazia.
Tomei apenas meia xícara, ainda sinto um gosto estranho quando tomo.
Daqui a pouco vou devorar algumas fatias de melão.
Sim...
Falei sobre o sorvete italiano e é bem simples de fazer:

1 lata de creme de leite ou creme de leite fresco.
1 pacote de suspiros ou o quanto baste para adoçar.
raspas de chocolate.

Não tem uma medida certa, vai no "olhômetro" mesmo.

Bater o creme de leite em ponto de chantilly. Adicionar os suspiros que devem ser quebrados/amassados antes. Não precisa colocar açúcar, os suspiros se encarregam de adoçar o creme. Adicionar as raspas de chocolate.
Misturar bem e levar ao freezer.
É interessante colocar em uma forma de bolo inglês forrada com filme plástico, o que facilita desenformar depois. Mas se não tiver, tudo bem. Fica em forma de cassata italiana.
Depois de duas horas no freezer já pode tirar e cortar o sorvete em fatias.
Espero que fique bom.
É isso.



quarta-feira, 17 de abril de 2013

Sala dos Professores

                             

Trabalho com a Educação desde 2000 e nesse período tenho observado os mais variados comportamentos dos meus colegas nas reuniões, eventos escolares e na sala dos professores na hora da pausa para o café.
Trabalhei em 2004 em uma escola particular com duas colegas que ainda lá trabalham, mas ambas agem como se eu fosse estranha.
Uma delas é carne e unha com a outra que tem o nariz literalmente empinado, são Batman e Robin e se julgam donas da escola, que é pública.
Tem uma professora grossa e mal educada que sempre leva o filho igualmente mal comportado para a escola. Moleque chato!
Uma das professoras que ainda trabalha na escola particular começou a trabalhar na escola pública onde trabalho e ela nunca cumprimenta ninguém, entra muda e sai calada; nem na hora do café ela abre a boa. Só abre mesmo para comer o lanche e tomar café.
Tem cara de poucos amigos e nem precisa fazer muito esforço para isso. Está sempre de cara fechada, senta-se à mesa com seu material didático e lá fica em profunda meditação silenciosa até a hora de entrar em sala de aula. Fico me perguntando se ela fala com os alunos!
Acho que por mais que sejamos tímidos ou não gostemos de alguém, não custa nada dar um "Bom dia, Olá, Com licença...". Estamos no nosso local de trabalho e se em família é difícil todo mundo se dar bem e se gostar, quem dirá entre colegas de trabalho, mas isso não justifica ser mal educado!
Têm aqueles professores falantes, que tudo sabem, que tudo viram e que interrompem quem está falando para contar suas peripécias fantásticas.
Têm aqueles que reclamam de tudo, discordam de tudo, mas não sugerem nada de positivo.
Têm outros que acreditam em Papai Noel, Fadas, Gnomos, Coelhinho da Páscoa...
Têm aqueles que até cumprimentam ao entrar na sala, mas é só, isolam-se em seu mundinho e lá ficam até a hora de voltar ao mundo real.
Têm aqueles que se viram no Jiraya quando os alunos vão procurá-los durante o intervalo, seja para perguntar algo ou entregar uma prova ou trabalho de algum retardatário.
Assim que voltei a trabalhar uma das perguntas que os alunos me fizeram era: "Professora, a senhora é brava?"
"Muuuuuuuuuuuito!"
Eles riram e descobriam a verdade, meu carão acromegálico pode assustar a princípio, mas não é o que me define, não me faz quem eu sou de verdade. Sou uma pessoa educada, sempre. Acromegálica ou não.
Uso sempre meu lema de respeito e educação e cumprimento e respeito a todos!
Muitos que estão ali, professores e outros funcionários, são para mim persona non grata, o santo não cruza mesmo, mas eu os cumprimento ao chegar. Não farei igual a eles para me tornar um deles e me rebaixar aos seus níveis de baixeza e mesquinharia. Sou educada e ponto final.
É isso.






quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Gato, Promessa e Chororô

                                                    

Léo Caramelo tem as patas traseiras deformadas e mal suportam o peso do corpo quando ele tenta pular, mas ele tenta mesmo assim.
Os outros gatos pulam o muro, sobem no telhado e voltam depois, numa boa. 
Léo Caramelo quer ser igual aos outros gatos "normais".
Madrugada de sexta para sábado, levanto para ir ao banheiro e estranho a ausência de Léo, que não me acompanha como os outros. Penso que deva estar dormindo em cima das plantas, como gosta.
Manhã de sábado e nada de Léo aparecer, começo a me preocupar e ouço miados desesperados. 
Chamo o gato e ouço seu miado pedindo socorro; ele caiu no quintal de uma casa vazia com um muro altíssimo. E agora, minha Nossa Senhora?!
Ligo para os Bombeiros e ouço o seguinte: "Não fazemos esse tipo de resgate, senhora. A senhora deveria tomar mais cuidado e evitar que isso acontecesse".
Quis me virar no Jiraya, mas me segurei e educadamente disse: "Bom, meu caro bombeiro, o gato também é uma vida e eu não posso controlar os instintos animais. Como vou proibir um gato de subir em um muro?! Obrigada por sua ajuda. Bom dia".
Fio duma égua manca!
Andei pela vizinhança próxima e perguntei se haviam visto um gato claro, de olhos azuis, pernas tortas, rabinho curto e carinha de leão.
Pedi ajuda aos vizinhos mais próximos e um deles emprestou sua escada e os outros dois subiram para ver do outro lado do muro, mas o gato não estava no quintal. Desespero.
O vizinho chamou o cunhado para tentarem pular o muro e resgatar Léo, mas o cunhado dizia que o gato não estava na casa, que o muro era muito alto, que isso, que aquilo. 
Me estressei: "O  gato está sim!".
Tá não tá e nessa anoitece. Meu Deus, meu gato.
Chorei, me desesperei, me senti culpada, fiz promessas, pedi.
O miado continuava cada vez mais forte, desesperado, angustiado, agoniado. Era um pedido de socorro.
Meu Deus, proteja meu gato.
Não deixe o bichinho passar frio, não deixe o bichinho enfraquecer, não deixe o bichinho morrer. Deixe não! 
Estava preocupada com o miado cansado e agoniado do bichano.
Joguei ração por cima do muro e chorei, chorei, chorei.
Estou tão chorona, ando tão chorona. Será a idade? A Acromegalia? 
Não. 
Acho que sou bundona mesmo.
E que não fosse meu gato, mesmo que fosse qualquer animal de qualquer pessoa, eu me desesperaria. Ouvir o sofrimento do pobre animal e não poder fazer nada é desesperador e pedir ajuda aos Bombeiros e tê-la negada é de deixar o cabra arretado!
Vou pedir ajuda aos vizinhos... E se eles se negarem?
Chororô, desespero, promessa, orações, pedidos.
Manhã de domingo e o vizinho que não acorda. Já é quase meio dia!
Chamei o vizinho e me desculpei por tê-lo tirado de seu sono de beleza, mas era uma emergência. 
O vizinho pega a escada e sobe no muro com a ajuda do outro vizinho; pula para o quintal e diz: "O gato tá aqui não".
"Tá sim! Procure direito!"
Enquanto isso uma vizinha futriqueira observa toda a movimentação e pergunta: "O que vocês estão fazendo aí na casa?"
"Viemos pegar o gato".
Eu havia ligado para a dona da casa e pedido autorização para a invasão especial.
O gato se escondera dentro da pia da cozinha e quando o vizinho abriu a porta assustou-se com  gato e o gato com ele, foi tragicômico.
O gato é resgatado são e salvo, graças a Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo, Nosso Senhor do Bonfim e a todo o Povo Lá de Cima. Amém.
Choro de alívio, agradeço aos simpáticos e prestativos vizinhos e por mim podem até tocar MPB, SertanojoTecnobrega o quando quiserem!
Entro em casa e Léo Caramelo toma água e come ração; perdeu peso e ficou desidratado.
Vou ao meu quarto onde estão minhas imagens de meus santos e orixás favoritos e rezo e agradeço. Respeito a todas as pessoas e às suas fés, crenças e religiões, então respeitem a minha. Obrigada.
Agradeci em oração e em pensamento.
Agradeci em lágrimas de alívio e alegria.
Prometi um bolo de chocolate para as crianças e fiz. Não ficou tão bom porque foi feito em cima da hora e de improviso, eu não tinha todos os ingredientes necessários. Mas vou ao supermercado e farei compras e comprarei os ingredientes para fazer um delicioso bolo de chocolate cremoso, molhadinho e fofinho como as crianças gostam.
Meu Deus, perdoa-me em minha loucura, em meu desespero. Eu sei que tem tanta gente carente e em situações tão difíceis, mas perdoa-me mesmo assim...
Porque metade de mim é amor e a outra metade também.

                                              

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Rodo

                                                                      

Muita gente junta uma hora dá problema.
Família grande então...
Eu sempre tive arranca rabo com meu irmão Rogério e Renata tinha arranca rabo com Fubá, Rosi e Naldão eram da paz. Mas nem sempre.
Certa vez Naldão me deixou doida de raiva e corri atrás dele para dar-lhe umas boas porradas, mas minha força física é inversamente proporcional ao meu tamanho físico.
Naldão correu em direção ao portão e lá ficou ao lado de mamãe achando que eu havia esquecido o entrevero entre nós. Vou até o banheiro, pego o rodo e jogo em Naldão!
O rodo de madeira velha, podre e úmida quebra-se no meio ao acertar as costas gordas e largas de meu irmão.
Mais doido de raiva e susto do que com dor, Naldão vem atrás de mim virado no Jiraya e eu corro e me tranco no banheiro e ouço: "Cadê ela? Eu vou matar essa menina!".
Abri a porta do banheiro e provoco: "Obrigada pelo menina, Naldão".
Naldão fica vermelho que nem um pimentão e foi preciso a intervenção de mamãe para dar fim a esse momento tão fraternal.
Mamãe não gostou nada de ver o rodo quebrado.

                                                    

terça-feira, 13 de março de 2012

Continua

                                             


Dor de cabeça e pressão alta.
Há mais de uma semana assim.
Fui ontem à uma farmácia do bairro para comprar meu remédio anti-hipertensivo mas o atendente disse que só chegaria hoje. Não dá para arriscar ficar sem tomar o remédio, a minha pressão vira no Jiraya e não baixa nem que dê o "máduscachorro", como diria mamãe.
Fui então à Droga SP na Vila Maria e lá sempre acho meus remédios e o legal é que a farmácia fica aberta 24hs. Bacana.
Passei pela Avenida Guilherme Cotching e reparei em algumas lojas novas: Marisa, Marabraz, O Poderoso Timão...
Gostei das novidades e mudanças na principal avenida do bairro. Estava meio estagnada, mas parece que perceberam a necessidade de mudança e adaptação à nova realidade comercial e imobiliária da região. Muitos prédios sendo erguidos e futuramente mais moradores.
É isso.
E a pressão continua alta e me incomodando ; ontem fiquei bem ruim e quase perdi os sentidos. É um dos muitos problemas causados pela Acromegalia.
Vou ficar bem.


                                          


                                  



sexta-feira, 9 de março de 2012

Virado no Jiraya

                                        


As dores de cabeça diminuíram um pouco, mas não foram embora de vez.
A cabeça ferve e dói, parece uma panela de pressão.
Quando as dores estão muito fortes parecem que estão viradas no Jiraya, personagem desses seriados japoneses onde os heróis sempre vencem o mal.
Isso me lembrou outros seriados japoneses, como Ultraman, Ultraseven,  Spectreman, Jaspion e outros que adorava assistir e torcer para o monstro malvado.
Explico depois.
Deixa minha cabeça acalmar.


hummmmmmmmm...
                                             

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Viagem ao Rio de Janeiro

Rio de Janeiro
                                             


Decidi aquietar o facho hoje e escrever.
Seria quase perfeito se o vizinho não estivesse a tocar suas músicas horrendas, tecno bregas e pseudo forrós. Forró para mim é Luiz Gonzaga e Dominguinhos.
Acho que vou cuidar das plantas e arrumar o quintal; não consigo ficar 100% quieta.
Bom...
É que lembrei de mais um causo da minha nobre, distinta e humilde família. Jesus!
Mamãe fez uma viagem ao Rio de Janeiro e foi acompanhada de meus 4 irmãos peso pesados: Naldão, Rogério, Fubá e Renata.
Era Natal e mamãe nem conhecia as pessoas da casa para onde ela e seus pimpolhos estavam indo. Apenas surgiu o convite para a viagem e ela aceitou e foi.
Chegando lá encontraram a mesa farta e posta para o Natal; meus irmãos sempre famintos e gulosos, atacaram, claro.
Mas o problema maior estava por vir: um único banheiro para esse povo todo usar; além do pessoal da casa acrescentavam-se mamãe e seus quatro filhinhos gulosinhos, gordinhos, esfomeadinhos e cagões. Vixe!
Todo mundo vai dormir após encher a barriguinha com as delícias e quitutes natalinos e no dia seguinte o banheiro sofrerá.
Um a um usa o banheiro e o entope, literalmente, com o refugo natalino. 
Mesa farta dá caquinha farta. 
A dona da casa fica doida e tenta disfarçar seu descontentamento para com os ilustres desconhecidos e cagões paulistanos.
Para irritar mais ainda a pobre da anfitriã, há em seu quintal uma mangueira carregada e meus irmãos zóião tentam pegar algumas frutas. 
Vixe! A mulher faltou virar no Jiraya! 
Ela não via a hora desse povo mundiçado ir embora.
Voltaram mas deixaram estragos: banheiro entupido e mangueira depauperada.
Mamãe e meus doces e lindos irmãos nunca mais voltaram ao Rio de Janeiro e acho que sem querer contribuíram para aumentar as famosas rixas entre paulistanos e cariocas.