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domingo, 7 de outubro de 2012

Tema

                                    

O tema da festa de aniversário da minha sobrinha Rafaela foi de joaninhas e abelhas, muito legal.
Gostei da escolha de minha cunhada Preta, que fugiu às tradicionalíssimas personagens de desenhos animados e filmes infantis americanizados.
Rafaela estava vestida num gracioso vestido de corpete preto com saia vermelha cheia de bolinhas pretas; os cabelinhos foram presos para o alto imitando duas antenas, uma graça de joaninha.
Na hora de cantar os parabéns, Rafaela usou um vestido listrado de amarelo e preto, imitando a "roupa" das abelhas. Fubá também usou um colete listrado nas cores das abelhas, um arco com antenas douradas e asas, muito gay. 
Foi muito engraçado.
Quando ele passou por nós, gritamos em coro um termo que obviamente duvidava de sua masculinidade.
Bom...
Toca o hino do Corinthians em ritmo de pagode e enquanto eles gritam "Vai Corinthians", meu irmão Rogério gritava: "Vai Palmeiras!".
Assim que é legal, cada um tem seu time favorito e todos fazemos piadas com os times alheios, tudo na paz e na amizade, sem violência.
Ano que vem será ainda melhor e prometi a mim mesma que irei calçada em sapatos femininos! Vou ter que mandar fazer, mas eu vou!
É isso.

                         

sábado, 2 de junho de 2012

Frango

                                                 


Não gosto de frango, principalmente se for ensopado.
Não gosto muito de molhos, acho que é trauma do lanche aguado da escola e dos desastres culinários de papai.
Gosto de carne mais sequinha.
Mamãe cozinhava a carne e depois a fritava ou assava no forno com legumes; ficava muito bom.
Houve uma época na qual comíamos muito frango, galo, galinha, peru e tudo que tivesse asa e não fosse urubu, avião ou morcego.
Era comum em nosso bairro a compra e venda de galináceos penosos vivos; comprávamos, levávamos para casa e lá mamãe matava, depenava, limpava, preparava... Enjoamos.
Mamãe e papai diziam que o frango resfriado não tinha gosto bom, gostoso mesmo era uma "galinha viva". Brincávamos com ela e dizíamos: "Oxe, mãe, onde já se viu comer a galinha viva?".
Minha sobrinha Maria Julia era pequena e eu cantava para e com ela canções antigas, ela gostava de uma do Caymmi que dizia assim:
Minha jangada vai sair pro mar
vou trabalhar
meu bem querer
Se Deus quiser quando eu voltar do mar
um peixe bom
eu vou trazer...
Maria Julia tinha sua própria versão para a música: "...Se Deus quiser quando eu voltar do mar um franguinho eu vou trazer..."