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domingo, 7 de junho de 2015

Em casa

                                 Resultado de imagem para açaí


Feriado prolongado e em casa. Às vezes é até melhor que ficar oito horas na estrada para percorrer um percurso que normalmente se faz em pouco mais de uma hora.
Bom...
Mas tem hora que cansa e fica chato ficar em casa: a programação da TV é muito chata, na maioria das vezes; ouvir música nem sempre é possível, os vizinhos tiveram a mesma ideia antes e tocam suas tranqueiras de mal gosto.
Ler, escrever, cozinhar e cuidar das plantas são outras opções de lazer e ajudam a passar o tempo.
Mas eu estava exausta ontem; passei a madrugada inteira acordada ao som de bombas, explosões, gente rindo e falando alto, carros e motos barulhentos passando pela rua. O que fizeram com a Educação e o Respeito?!
Ainda tentei dar uma cochilada durante o dia, mas não foi possível: barulho.
Eu quero uma casa no campo, numa ilha, em algum lugar silencioso!
Assisti a alguns filmes e estou curiosa para assistir um que fala sobre depressão. O tema é forte e eu preferi assistir a filmes mais leves, bobos até.
Já ando numa fase tão difícil, melhor não. Agora não.
Assisti a filmes que parodiam outros filmes, mas infelizmente, o humor atual tem se resumido a sexo, piadas sobre sexo, corpos femininos seminus e outras baixarias.
Assisti ao simples e belíssimo Tomboy; uma menina de dez anos que se comporta e se veste como menino.
Ontem teve bingo na casa da minha irmã e minhas sobrinhas me ensinaram como baixar música de graça e como definir o toque do celular; me senti um ser das cavernas.
Levantei tarde, fiz café e comi bolacha recheada sabor açaí; tinha gosto de chiclete.
Vou cozinhar mandioca e fazer suco de maçã.
É isso.


                                      Resultado de imagem para suco de maça

sábado, 23 de novembro de 2013

Curto-circuito

                                  



Sexta-feira chuvosa e dez graus a menos na temperatura; gosto assim.
Levei o carro para fazer a inspeção veicular e me perdi na volta. Isso tem acontecido muito, recentemente. Dá uns "apagão" e me desoriento; deve ter algum fio solto, algum curto-circuito no meu cérebro. Sei lá.
Encontrei o caminho de volta, peguei um trânsito danado e fui ao banco para pagar umas contas. Levei comigo o código de barras e o dinheiro mas não puder pagar uma das contas. Me arretei.
E por que não posso pagar uma conta se estou em uma agência bancária?! Só se eu tivesse conta naquele bendito banco e aí sim poderia "estar efetuando o pagamento".
Vai pro inferno!, pensei comigo.
A gente fica um tempão esquentando cadeira pra quando finalmente chega a nossa vez a gente não pode fazer nada! Oxe!
Saí do banco injuriada e deveria ir a outro banco para pagar outra conta vencida, mas era quase quatro da tarde e eu ainda tinha que ir ao supermercado.
Deixei para segunda-feira. 
Fiz as compras, encarei mais trânsito e voltei para casa munida de ração seca e molhada entre outras coisas.
Alimentei a gataiada e me deitei no sofá. Adormeci.
Eu estava bem até o início da tarde mas depois o corpo começou a doer: resultado do tombo que levei ontem. Explico.
Era de madrugada e acordo com a briga dos gatos. Boreal cismou com Tutti Frutti, uma gata mais velha que pertencia a um conhecido meu e que veio morar comigo. A gata, não o conhecido, graças a Deus.
Levantei o mais rápido que pude e fui até a cozinha; caí no caminho. Tive alguma dificuldade para me levantar, mas consegui e voltei para a cama sem sentir nada demais. 
O "sentimento" veio hoje. Comecei a sentir dores pelo corpo e demorei a relacionar as dores com o tombo de ontem. Ando meio lerda ultimamente.
Mas não é nada demais, logo passará.
Bom...
Já é tarde e vou para a cama; hoje terá bingo na casa da minha irmã Rosi e é sempre divertido, vou preparar bolo e cookies para levar.
Minha sobrinha Maria Julia pediu que eu fizesse cookies e eu farei logo pela manhã.
Farei brownie e cookies.
É isso.





                                           


quinta-feira, 18 de julho de 2013

Brincar

                                   


Fui à casa da minha irmã Rosi e lá estava nosso sobrinho Vinícius, filho de nosso irmão Rogério. A família é grande, graças a Deus.
Eu pretendia conversar com minha irmã e contar e perguntar algumas coisas a ela, mas eis que chegou uma senhora e ambas começaram a conversar assuntos de seus interesses. Beleza.
Fui para a sala com meus sobrinhos Vinícius e Beatriz e começamos a brincar; enchemos bexigas, ou balões, e criamos uma competição: futebol com handball e volley. Fazia pontos quem conseguisse fazer com que a bexiga caísse na bacia plástica recém comprada por minha irmã. Seria uma mistura de gol com pontos.
Foi uma versão esportiva criada por nós e foi muito divertido.
Nos cansamos dos chutes e tapas na bexiga e resolvemos brincar de bingo dos animais. Eu confundia iguana com jacaré e hipopótamo com rinoceronte. 
Os animais são tão parecidos nas figuras do bingo e eu estava sem óculos...
Beatriz me chamou de "cegueta" e eu a chamei de seriema branca, galega azeda, branquela azeda e outros adjetivos e substantivos relativos à sua belíssima figura angelical.
Angelical só na aparência, Beatriz é uma danadinha linda, esperta e inteligente até demais. Menina "térrivi", como dizia papai.
Eu estava tão cansada e meio chateada, mas o brincar tão simples com meus sobrinhos me fez um bem tão grande. Bastou uma bexiga e uma bacia.
É isso.


                                         

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Bingo

                            


Adoramos jogar bingo e minha irmã Rosi sempre faz bingos com produtos Avon, Natura, De Millus e outras coisas, como potes plásticos do tipo Tupperware (tapué).
É muito divertido, têm comes e bebes e causos contados repetidamente pelo meu irmão Fubá, mas que todo mundo ri mesmo assim.
Mamãe também gostava de bingo e improvisávamos jogando  a cartela a um real e marcando os números com caroços de feijão.
Mamãe trapaceava, pagava uma cartela e jogava com quatro ou cinco; ela as escondia sob o livro que usava como apoio para a cartela. Mas ela batia, ganhava o prêmio e pagava a próxima para todos os presentes. Resumindo, ela não aproveitava o prêmio.
Ontem fui com minha irmã Rosi à última reunião do ano da Natura e teve brindes e bingo; foi divertido.
Ri muito com as senhorinhas reclamando que não tinham ganho nada, dizendo que venderiam os brindes ganhos e outras coisas.
Durante a reunião toca o celular de uma consultora, ela atende e diz: "Estou na reunião, posso atender agora não!". Todos os presentes riram.
Uma senhora puxa conversa, fala, fala e fala. Ela ganhou vários brindes, e disse: "Lavei a égua! Vou fazer kits e vou vender tudinho! Tem que fazer dinheiro, não é?"
Concordei com a simpática e falante senhora.
Foi-nos dado brindes embrulhados em graciosas embalagens e a consultora disse para não abrirmos, pois os brindes não eram nossos, e a senhora falante disse: "Vou devolver não!". Mas depois entendemos o que seria feito: cada uma daria seu presente para a pessoa ao seu lado; uma simples troca de presentes.
Durante o bingo essa mesma senhora reclamou do modo como o número três foi chamado e confesso que até eu me confundi. A consultora diz: "Número zero três" e todos os presentes pararam por alguns segundos tentando entender. Estamos habituados a um determinado padrão e quando muda-se algo, o estranhamento acontece.
A senhora disse: "Zero três? Aqui não tem o zero!".
Foi muito divertido e disse à minha irmã para me chamar quando tiver esses bingos.
É isso.

                                    

                                 

sábado, 29 de setembro de 2012

Fase

                                        

Há alguns dias que não escrevo; ando sem inspiração.
Ideias até tenho, mas falta-me ânimo.
Eu era tão ativa, tão esperta, tão viva.
Às vezes, na maioria das vezes, sinto-me um caco.
Não sei se é apenas devido à Acromegalia ou se a uma soma de vários outros fatores. Deve ser um pouco de tudo.
Ando numa fase ruim, desanimada, carregada, triste... Acho que deveria ir à uma dessas "sessões descarrego" ou arriar oferenda pro santo. Honestamente e com todo o respeito, prefiro a segunda opção.
Preciso ver o mar, meu doce mar. Irei.
Irei só mesmo. Se chamo pessoas para irem comigo, certamente declinarão. Não quero a companhia de pessoas que certamente me acompanhariam em minha aventura oceânica, mas que "certamentemente" tornariam a aventura em uma grande desventura. Deus me livre!
Estou cansada de gente ruim, mesquinha, desumana e que roubam nossas vidas, nossas energias, nosso ânimo. Mas como nada é para sempre, graças a Deus, essas pessoas ruins também não são para sempre. Ainda bem!
Hoje pela manhã recebi a agradável visita de meu irmão Fubá com minha sobrinha Rafaela. A pequena está cada dia mais linda e já ensaia os primeiros passos; ela adorou os gatos e fez carinho neles. Mostrou-me suas unhas pintadas, tomou iogurte, explorou a casa, abriu portas, espalhou as coisas e depois foi embora feliz. Coloquei um chapéu em sua cabeça de cabelos negros e macios e ela foi embora para casa. 
Vou para a cozinha preparar um bolo para levar à casa da minha irmã Rosi; teremos bingo mais tarde. Ouviremos as mesmas histórias contadas e recontadas dezenas de vezes, mas riremos como se as ouvíssemos pela primeira vez.
É isso.