Mostrando postagens com marcador Natura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Natura. Mostrar todas as postagens

sábado, 19 de abril de 2014

Ishtar

                                



Quinta-feira, seis e quarenta da manhã.
Abro o portão para tirar o possante e ir ao trabalho, olho para os dois lados da rua e vejo o movimento de pessoas apressadas indo ao trabalho, mães levando os filhos pequenos para a escola, vans escolares levando a molecada, carros e caminhões manobrando na pequena rua onde moro e adjacências.
É um bairro movimentado.
Vejo uma figura pequena andando de um lado para o outro; parecia estar perdida e assustada: era um gatinho abandonado.
Os carros passavam e desviavam do pequeno filhote e se nada fosse feito, seria questão de minutos até ser atropelado. Os funcionários, abestados, de uma agência davam risada ao ver a agonia e o sofrimento do pobrezinho que andava sem rumo e sem poder enxergar devido ao excesso de secreção em seus olhinhos. 
Como tem gente ruim nesse mundo! Rir de uma criatura que sofre? Qual a graça nisso?!
Passou uma "Perua" dos Correios em alta velocidade, como sempre, e pedi a Deus que protegesse o gatinho. Fiquei olhando e esperando para ver a reação do motorista, mas ele percebeu que eu olhava e desviou do bichano. Ainda bem.
Há alguns meses um idiota acelerou, atropelou e matou a cachorrinha que era alimentada por mim. Esse monstro, cão dos Infernos, fez de propósito e quase subiu na calçada para poder matar a pobrezinha. Que Deus a tenha.
Fiz sinal e pedi ao motorista do caminhão que pegasse o gatinho para mim e ele pegou.
Entrei em casa e fiz uma caminha quente e fofinha para ele e deixei comida e água; cheguei atrasada ao trabalho, só uns dez ou quinze minutos.
Aos poucos foi se adaptando e explorou meu exuberante jardim.
Hoje tomou banho com shampoo infantil da Natura; é dos meus sobrinhos. Pensei comigo: Se não faz mal às crianças não poderá fazer mal algum ao gatinho.
Dei banho, limpei a secreção dos olhinhos e nariz, sequei bem e o envolvi em um pano quentinho. Mas o gatinho preferiu se aquecer sob o sol.
Acho que o gatinho é fêmea e dei-lhe o nome de Ishtar, deusa acádia da fertilidade e da primavera.
Ela está se alimentando aos poucos, como muito pouquinho e bebe bastante água. Estava febril quando chegou e a mantive isolada dos outros gatos; o rapaz do pet shop disse que a secreção nos olhos e a febre são devidos à má nutrição. A pobrezinha foi largada à própria sorte e nem tinha desmamado direito ainda.
Quem é o animal irracional?
Ishtar está bem e se recupera aos poucos. Já atende ao meu chamado e mia quando sente-se perdida, mas ao ouvir minha voz vem em disparada ao meu encontro. Ronrona, sorri, mia, se esfrega em minhas pernas e me olha com seus olhinhos ainda meio fechados.
É isso.



                                
Pétala e Ishtar



quinta-feira, 21 de março de 2013

Embelezamento

Beatriz. Linda e vaidosa.
                              


Fui hoje à casa da minha irmã Rosi e fui "vítima" de embelezamento perpetrado por minha sobrinha Beatriz. Tarefa difícil me embelezar, ainda mais com esse meu carão acromegálico.
Ela pintou minhas unhas, uma de cada cor, colocou os brincos em mim e passou batom nos meus lábios.
Beatriz é tecnológica, vaidosa, estudiosa, esperta e linda, claro.
Fui à casa da minha irmã para buscar minhas encomendas de produtos Natura, Avon e DeMillus, mas fui e vou lá principalmente para ver minha sobrinha Beatriz. Adoro beijar seus cabelos galegos, dourados, avermelhados.
Tive uma tarde agradável e muito bela, literalmente.
É isso.





terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Casa de Beatriz

        



Fui hoje à casa da minha irmã Rosi; almoçamos e comemos o delicioso bife preparado por meu cunhado Pepê.
Pepê faz um tempero salgadinho e delicioso e sua farofa é sucesso na família.
Depois de muito tempo sem beber, tomei uma Malzbier, a cerveja preta, e dizem que ela é boa para o fígado. Foi só por esse motivo que tomei, claro.
Minha falecida prima Sônia nos mandava comprar "Malzebier", como ela dizia, e a tomava misturada a ovos crus; que nojo!
A prima Sônia dizia que fazia um bem muito grande para a saúde. Muito obrigada, só a cerveja, sem os ovos, por favor. A não ser que usemos os ovos cozidos ou fritos na farofa, aí sim, dou valor!
Antes de almoçar comi umas batatinhas de festa; sabe aquelas batatas bolinha cozidas com a casca e depois temperadas e curtidas? Delícia.
Mais tarde comi um pedaço de pudim de leite que meu cunhado comprou na padaria; estava muito bom.
Hoje abusei bastante, mas amanhã é granola com leite de soja e arroz integral. É preciso manter o corpinho acromegálico em forma, o excesso de peso piora o problema. Mas a Páscoa está chegando...
No final da tarde minha sobrinha Beatriz volta da escola e fazemos a lição de casa juntas. A ajudo a cortar os numerais de zero a nove para colar na apostila, lição de matemática. Depois pintamos os carrinhos da atividade proposta. 
Beatriz disse que os números poderiam ser cortados das revistas velhas da Avon e da Natura, pois nelas têm os preços dos produtos. Menina esperta, puxou à tia.
E foi isso.
Voltei para casa e encontrei a gataiada esfomeada, dei-lhes ração e agora estão todos felizes a correr pra lá e pra cá a bagunçar pela casa.
Às vezes é bom sair de casa por algumas horas, parece que voltamos mais leves, principalmente após brincar com a pequena gataiada da minha irmã e com minha terrível, inteligentíssima e linda sobrinha Beatriz.
É isso.






sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Bingo

                            


Adoramos jogar bingo e minha irmã Rosi sempre faz bingos com produtos Avon, Natura, De Millus e outras coisas, como potes plásticos do tipo Tupperware (tapué).
É muito divertido, têm comes e bebes e causos contados repetidamente pelo meu irmão Fubá, mas que todo mundo ri mesmo assim.
Mamãe também gostava de bingo e improvisávamos jogando  a cartela a um real e marcando os números com caroços de feijão.
Mamãe trapaceava, pagava uma cartela e jogava com quatro ou cinco; ela as escondia sob o livro que usava como apoio para a cartela. Mas ela batia, ganhava o prêmio e pagava a próxima para todos os presentes. Resumindo, ela não aproveitava o prêmio.
Ontem fui com minha irmã Rosi à última reunião do ano da Natura e teve brindes e bingo; foi divertido.
Ri muito com as senhorinhas reclamando que não tinham ganho nada, dizendo que venderiam os brindes ganhos e outras coisas.
Durante a reunião toca o celular de uma consultora, ela atende e diz: "Estou na reunião, posso atender agora não!". Todos os presentes riram.
Uma senhora puxa conversa, fala, fala e fala. Ela ganhou vários brindes, e disse: "Lavei a égua! Vou fazer kits e vou vender tudinho! Tem que fazer dinheiro, não é?"
Concordei com a simpática e falante senhora.
Foi-nos dado brindes embrulhados em graciosas embalagens e a consultora disse para não abrirmos, pois os brindes não eram nossos, e a senhora falante disse: "Vou devolver não!". Mas depois entendemos o que seria feito: cada uma daria seu presente para a pessoa ao seu lado; uma simples troca de presentes.
Durante o bingo essa mesma senhora reclamou do modo como o número três foi chamado e confesso que até eu me confundi. A consultora diz: "Número zero três" e todos os presentes pararam por alguns segundos tentando entender. Estamos habituados a um determinado padrão e quando muda-se algo, o estranhamento acontece.
A senhora disse: "Zero três? Aqui não tem o zero!".
Foi muito divertido e disse à minha irmã para me chamar quando tiver esses bingos.
É isso.

                                    

                                 

domingo, 18 de março de 2012

Música

                                            


Minha sobrinha Beatriz tem bom gosto musical; gosta de Elis Regina, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Maria Gadu e Marisa Monte.
Quando passeamos de carro, ela pede para eu colocar o CD de Adoniran Barbosa e sua música favorita é "Tiro ao Álvaro".
Eu emprestei o CD para ela e quando passeávamos de carro novamente, ela pediu para eu colocar o CD "Amor América", um CD promocional da Natura que traz uma excelente coletânea de músicas Latino Americanas.
Beatriz e Maria Julia gostam do cantor peruano Pedro Suarez Vertiz e sua música "Cuando pienses en volver".
O Brasil não se interessa muito pela música e pela arte de seus vizinhos e hermanos latino americanos, prefere ser colono cultural dos Estados Unidos. Não que o país da América do Norte não tenha coisa boa, tem sim, mas o interesse maior é por lixo disfarçado de música, arte e cultura.
Meus sobrinhos mais velhos também tinham bom gosto musical, mas depois que cresceram e se afastaram um pouco da influência musical de minha irmã Rosi, preferem agora pseudo musiquinhas que pelo amor de Deus.
Pra começar, desconfio de pseudo artistas cujos nomes terminem em diminutivo "inho". Se diminuto é o nome, diminuto também são o talento e o bom gosto.
Bom...
Rosi colocara o CD de Elis Regina para tocar e Beatriz disse: "Mãe, você só toca o CD da Elis Regina e do Gilberto Gil, você precisa tocar mais Caetano!".
Que os bons deuses da música a conserve assim e a afastem de todo o lixo. Amém.


O favorito de Beatriz e Maria Julia