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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Laudos, Escola, Educação

                                 

Fui à escola hoje para levar laudo médico e terei que retornar amanhã com mais um laudo. Pelo amor de Deus!
Que país buRRocrata!
Gente honesta não tem muita vez e precisa enfrentar papelada e burocracia para provar seu valor.
Enquanto conversava com a secretária da escola, entra o professor de Educação Física e diz que os alunos estão sem professor(a) de português e inglês, fiquei tentada a voltar. 
Mas vou esperar pela perícia para readaptação, poderei ser prejudicada se volto a trabalhar.
Perguntei o que houve com o professor que me substituía e fiquei sabendo que foi readaptado por motivos psicológicos. É a doença da modernidade.
Entendo e respeito muito esses profissionais do ensino que em determinado momento desistem de sofrer.
Sofrer sim!
Não é fácil encarar salas de aulas lotadas com alunos mal educados, exibidos, desrespeitosos e apoiados incondicionalmente pelo papai e pela mamãe.
Alunas de 5ª série, que ao meu ver ainda são crianças, sexualizadas, usando linguagem verbal e corporal com termos e componentes sexuais, ouvindo músicas vulgares em seus celulares, IPad, IPod, "Num Pod"...
Já falei sobre isso aqui em outras postagens, mas nunca é demais relembrar o  descaso para com a Educação.
Sou da época de fazer fila, cantar o Hino Nacional, hastear a bandeira, respeitar o professor, diretor ou qualquer profissional da escola.
Sou da época em que os pais apoiavam os professores e orientavam os filhos, hoje os pais acreditam nos filhos e duvidam dos professores.
A escola virou um depósito de crianças e adolescentes mal educados que são lá deixados para que os pais tenham algumas horas de sossego; a educação mesmo não importa.
Para onde caminha a Educação? A humanidade?
Sei não.

                                 

terça-feira, 26 de junho de 2012

BuRRocracia

                                            


O Brasil é um país "burrocrata"; adora papéis, carimbos, assinaturas e afins.
Precisei da declaração de imposto de renda detalhada, mas só tinha a simplificada. Fui informada a procurar a Receita Federal que fica na Rua Isidro Tinoco no Tatuapé.
Eu nunca havia pedido uma segunda via de declaração de imposto de renda e naturalmente não sabia como proceder.
Vou ao local, retiro a senha e aguardo. Chega minha vez e a antipática, grosseira e mal humorada atendente pergunta o que desejo e eu digo; ela pega um pedaço de papel, anota algumas informações e fala rapidamente outras, não dava tempo para absorver tudo.
Eu pensei que tudo poderia ser feito ali mesmo: preencher formulários e pagar taxas, simples assim.
"Não, a senhora tem comprar o formulário DARF e pagar dez reais no banco e voltar aqui".
"Pensei que tudo seria feito aqui com vocês".
"Não!"
Fui à Praça Silvio Romero e numa banca de jornal comprei o tal formulário por sessenta centavos. Eu pensei que o formulário custava os dez reais mencionados pela antipática funcionária da Receita Federal e entreguei uma nota de vinte reais ao simpático atendente da banca: "A senhora não tem moedas? O formulário custa apenas sessenta centavos". E ele ainda me orientou em como proceder e disse que só poderia pagar os dez reais do DARF no Banco do Brasil. 
Saio da banca com o formulário em mãos e me dirijo ao Banco do Brasil que fica em frente à praça, na rua Tuiuti.
Pago, volto à Receita Federal, pego nova senha e aguardo; preencho o formulário enquanto isso.
Minha senha é chamada e outra menos antipática funcionária pede meus documentos e me dá mais um formulário para preencher, só que não tem muito espaço para tal e tive que usar o livro que sempre carrego comigo como apoio. Enquanto preencho, sou observada pela funcionária, por uma estagiária que estava treinando e por outras duas pessoas que estavam no guichê ao lado. Acho que elas não podiam preencher os formulários porque estavam muito ocupadas observando minha aparência acromegálica, só que uma delas tinha uma mancha vermelha que tomava metade do rosto (hemangioma)e mesmo assim me olhava como se eu fosse muito estranha. Preencho, entrego e ela me devolve meus documentos com os formulários e uma nova senha. Aguardo em outro local.
Minha senha é chamada e o atendimento fica no primeiro andar; me dirijo até a escada e escuto: "Senhora?"
Era o guardinha que faz segurança do local me chamando para ir de elevador, pois eu estava com minha bengala mágica e teria dificuldade para subir os degraus. O segurança avisa pelo rádio que me acompanhará e quando o elevador chega ao primeiro andar, já havia outro segurança me aguardando.
Sento-me na cadeira a outra mega-hiper-super antipática mal responde ao meu "boa tarde" e pega a papelada que eu trouxe. Depois de alguns segundos me deu mais papeis e disse "É só isso", agradeci e fui acompanhada pelo segurança.
Achei os seguranças muito mas simpáticos que as mal educadas atendentes da Receita Federal.
É praxe, público e notório o fato de servidores/funcionários públicos serem mal educados, grossos, estúpidos, preguiçosos, folgados etc, mas eu também sou funcionária pública e procuro tratar todos com o mesmo respeito com que quero ser tratada.
Bom, resolvi o problema e andei mais do que "tiradô de isprito (tirador de espírito)", como dizia mamãe.
Parei na entrada do prédio e li um enorme cartaz que dizia "Ouvidoria. Queremos saber o que você tem a dizer sobre nosso atendimento para melhorá-lo ainda mais".
É, precisa mesmo! E para começar, umas aulas de boas maneiras para as funcionárias que atendem as pessoas. 
Será que só porque trabalham na Receita Federal se julgam muita coisa?
Ouvidoria: 0800 702 11 11
Site: http://portal.ouvidoria.fazenda.gov.br
É isso.