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segunda-feira, 6 de abril de 2015

Tristonho

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Sol, chuva, vento frio.
Dia meio chato e triste.
Mais uma noite mal dormida e tudo devido ao fluxo, baile funk, e à uma sinusite/rinite/alergia. Passei a noite espirrando, com os olhos lacrimejantes e irritados.
Levantei cedo e fui para a sala; liguei a TV e assisti aos telejornais. Começa o Mais Você e Ana Maria Braga entrevista os babacas do BBB; desliguei a TV. Lixo não!
Levantei, cuidei dos gatos e fiz meu café.
Fui lá fora para colocar a comida e a água dos bichos de rua e encontro inúmeros folhetos e panfletos de pizzarias, restaurantes, churrascaria e até comida japonesa e chinesa. Peguei todos e me assustei com os altos preços cobrados. Um prato com picanha custando quase noventa reais?! Quanto custa o quilo da carne?
Semana passada, a Páscoa, foi a semana do peixe e eu gosto muito, principalmente de bacalhau e sardinha.
Abusei do chocolate e refrigerante e fiquei meio mal. Hiper, mega, power, plus glicemia. Está tudo bem agora.
Anoitece. Chove. Vento frio.
Mais um dia tristonho.
É isso.



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sábado, 31 de janeiro de 2015

Caixa de Papelão

                                  


Três noites seguidas com o mesmo sonho/pesadelo: moleques aterrorizando a rua, a casa, geral.
Lembrei dos meliantes "de menor" do meu sonho e do que disseram: "Você está com medo?... Vou chegar entre as nove e as onze horas".
No dia seguinte vou à perícia médica e passo mal, era quase dez horas.
Passei mal e coisa e tal...
Madrugada de ontem, sexta-feira, para hoje, sábado. Duas horas da manhã e o Funk rolando. Não adianta chamar a polícia, alegam que o baile Funk é cultura e nada pode-se fazer. Tá.
Mas a cultura dos funkeiros tiram nosso sono, literalmente. Está certo isso?
E se eu tocar meu Rock 'n' Roll às duas da manhã? É cultura? E se os vizinhos chamarem a polícia, eu posso alegar que estava expressando minha cultura?!
Funk rolando, funkeiros e periguetes andando pela rua, falando alto, rindo... Carros e motos acelerando e freando bruscamente... Muita cultura!
Ouço vozes sorridentes no meu portão e depois dois toques na campainha: ai meu Jesus Cristinho.
As vozes vão embora e ouço um miado desesperado. Essa cambada jogou um gato na garagem?!
Levantei, olhei pela portinhola e vi orelhinhas levantadas, desconfiadas e assustadas. Um filhote siamês, muito pequenininho, estava com fome, medo e frio. O chamei e ele entrou meio desconfiado.
Fiz uma caminha para ele, ainda não sei se é macho ou fêmea, mas o bichano não quis. Foi até o quarto e miou desesperadamente: O que é isso? Pra que esse escândalo todo?!
Tem comida, água e uma cama quentinha, o que mais você quer?
Muito pequenino e muito frágil, sentia falta da mãe.
Peguei uma caixa de papelão, gatos adoram caixas de papelão, coloquei uma toalha velha e felpuda e o bichano aquietou. Queria algo à sua volta, algo que o envolvesse e o fizesse sentir protegido e aquecido.
Nós, bicho gente, também gostamos e queremos isso.
Vou colocar um aviso no meu portão para jogarem dinheiro e um pacote de ração junto com os gatos que jogam aqui.
Sempre ouço as mesmíssimas e velhíssimas desculpas: "Não posso ficar com ele. Não tem espaço lá em casa. Não tenho condições..." E por aí vai.
Ainda vai demorar um tempo enorme para que as pessoas aprendam a respeitar os animais.
Bom...
Dormi pouco e mal. Pretendia lavar roupa, mas vou deixar para amanhã.
Meu cunhado e minha sobrinha Beatriz fizeram uma visita relâmpago e ela trouxe pirulitos para mim; tão linda.
Estou cansada e vou me deitar e aproveitar o silêncio do dia. Mais tarde tem fluxo. Ou seria cultura?
É isso.


                                    

sábado, 6 de dezembro de 2014

Sem ânimo

                                



Sábado. 
Abafado, daqui a pouco a água acaba.
Fiz meu café e, para variar, dormi mal.
E, como sempre, logo cedo o vizinho liga o som em alto volume e toca as músicas infantis para o filho. Bota um filme pra esse menino ver, pelo amor de Deus!
Levantei arretada.
Sento para ler o jornal e começa a tocar Funk: Que porcaria é essa?
Vou até o portão e vejo um carro estacionado, com a porta traseira levantada, em frente à casa do vizinho. Era só o que faltava!
Funk nojento com letras de duplo sentido e sentido explícito: periquitas e trombas de elefante... Cada coisa!
E isso porque na casa têm crianças e um menina de uns seis ou sete anos. Cadê a mãe dessa criança?!
O carro foi embora, mas, como alegria de pobre dura pouco o outro vizinho lava o carro e toca pagode lalaiá. 
Por que as pessoas fazem isso? É apenas para se exibir ou por que são mal educadas mesmo? Ou os dois, creio eu.
Estou sem ânimo, sei lá.
Queria ir ao supermercado, mas sábado é sempre lotado e ainda mais que agora é época de Natal.
E também não estou com muita disposição para empurrar carrinho, encarar filas e gente se esbarrando para aproveitar as ofertas imperdíveis.
Irei durante a semana.
Joelho duro, inchado e dolorido. 
Vou ficar por aqui e, depois do funk e pagode lalaiá dos vizinhos, vou ouvir o bom e velho Rock 'n' Roll para descontaminar.
É isso.


                                       


                                    

sábado, 30 de agosto de 2014

Procrastinar



                                   


Acostumei a acordar cedo e às cinco da manhã já estou desperta. Mas hoje é sábado e fiquei na cama com a gataiada até mais tarde. É tão bom.
Fiz meu café, coloquei roupa na máquina, reguei as plantas e me encantei com os pequenos pés de melancia e melão que desabrocham lenta e graciosamente.
Cuidei das baby roses, me encantei também com a samambaia verdinha e fresquinha.
Fiz salada de alface e tomate e fiz suco de laranja com maracujá.
Andei pra lá e pra cá e obviamente cansei. O joelho direito dói e entreva; está ficando cada vez mais difícil andar.
Estou procrastinando, (acho legal essa palavra) enrolando, embaçando, adiando, evitando...
Mas vai chegar uma hora que precisarei encarar os médicos de novo e encarar agulhas, exames, mais remédios e todos os perrengues de um tratamento de saúde. Não deveria ser tratamento de doença? Faz mais sentido, penso eu.
Tudo seria tão bom se não fosse esse entrevamento, essas dores, essa dificuldade para andar, meu Deus.
O dia seria tão bom se não fosse o vizinho tocando as mesmíssimas músicas infantis desde as oito da manhã. Até memorizei as ditas cujas.
Que saco!
Minha avó dizia que quando o coisa ruim não vem, manda o secretário. Os vizinhos barulhentos voltaram para sua cidade de origem, graças a Deus, mas os outros vizinhos resolveram dar continuidade ao estilo sem educação-sem noção-música alta-que se dane os outros. 
Ouço meu Rock, mas não incomodo ninguém, toco para eu ouvir e não para os outros!.
Daqui a pouco tem o fluxo, o Funk com suas músicas nojentas; pornografia cantada.
Estou com fominha, suco e salada não dão sustança. Vontade de comer bolo.
Começou a esfriar.
Ouço o canto de um passarinho que canta madrugada adentro e eu acho lindo.
É isso.



                                    










segunda-feira, 14 de julho de 2014

Ilha

Croácia, banhada pelo Mar Adriático
                             

Alguém disse que o Homem não é uma ilha, mas talvez a Mulher o seja.
Está difícil, cada vez mais difícil, viver em Sociedade.
Sempre durmo muito mal, mesmo quando estou cansada e como sono. Deito e parece que o sono vai embora e o cérebro não desliga.
Para ajudar a atrapalhar, as pessoas estão cada vez mais barulhentas, egoístas, fúteis, más...
Já falei algumas vezes sobre o tema e volto a ele porque está me incomodando.
Sempre que durmo mal levanto no dia seguinte me sentindo um caco; o corpo pesa e a cabeça também.
De sexta para sábado teve festança dupla na rua próxima e o todo o barulho parece que vem para minha casa. Funk de um lado e pagode do outro! Isso é o som do inferno. Nem o coisa ruim aguentou e mandou de volta pra Terra.
Bem que podia chover forte e acabar a luz!
O dia amanhece e o barulho acaba e penso que finalmente poderei dar uma cochilada em paz. Engano! A vizinha resolve iniciar a reforma da sua calçada bem cedo, por volta das sete horas. 
Barulho de cimento sendo mexido e misturado, som da máquina de cortar piso...
Levantei, era o jeito.
Fiquei em casa, fiz algumas coisas e depois torci para a Alemanha. Pelo menos isso deu certo, aleluia!
Assisto ao Fantástico mais para ver os bonitões da Copa e acho que foram injustos com o croatas; eles são bem bonitões, mas aqueles russos...
Termina o programa e vou para a cama, já era mais de onze e meia e eu voltaria ao trabalho no dia seguinte. Acabou a Copa e junto acabou a moleza.
Meia noite, uma da manhã... Vizinhos falando alto, chamando o nome do filho de um ano a cada dez segundos, mexendo no celular ou outro aparelho que faz aqueles barulhinhos chatos; tenha santa paciência!
Quando estou moída, brava, estressada ou todas as opções mencionadas, eu uso bastante ponto de exclamação.
Madrugada e o povo falando, rindo, conversando... Tiveram o dia todinho pra fazer isso e tem que fazer agora?!
As paredes são finas, até demais, e falei alto: "Eu levanto cedo pra trabalhar! Pelo amor de Deus!".
O barulho diminuiu mas aí a cabeça já doía, a pressão já subira e um refluxo me queimava a garganta; parecia que eu tinha tomado ácido. Sensação horrível.
Tomei Mylanta e ajudou um pouco, mas o sono que é bom... Nada!
A Croácia é um belíssimo país de encantadora geografia, tem muitas ilhas e inclusive alugam uma ilhota por uma semana durante o verão europeu. A pessoa fica isolada de tudo! 
Vou jogar na Mega Sena e vou comprar essa ilhota e mandar bala em quem ousar se aproximar!
Silêncio, respeito e nada de vozes de madrugada, nada de Funk, pagode e todas essas coisas que não podem ser de Deus e nem do coisa ruim. Isso é coisa da humanidade que está tão boçal, bestial, boba.
Tive um dia nada bom hoje.
É isso.



                                  


                                    

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

O que está acontecendo?

                                   


A cada dia uma nova experiência, foi o que disse para minha irmã Rosi ao telefone.
A cada dia novas histórias reais de vidas reais que encaram uma realidade dura, triste, esperançosa...
A cada dia percebo, sinto, vejo que o mundo anda mesmo tão complicado e as pessoas parecem adorar complicá-lo ainda mais.
Famílias desajustadas, filhos sem pai, mães solteiras, adolescentes grávidas, filhos rebeldes...
Mãe que apanha do filho, mães que ligam e/ou vão à escola para saber se tem aula normal e se o filho ou filha estão mesmo frequentando as aulas.
Hoje atendi à ligação de uma mãe que desabafou e desabou; pobre mãe.
Ela ligou para saber se a filha estava indo à escola regularmente e eu respondi que sim e, quando pensei que a conversa terminaria ali, a angustiada mãe desatinou a falar: A filha saiu de casa em dezembro e até agora não voltou. A filha era uma boa moça; ajudava a mãe com as tarefas domésticas e a cuidar da irmã menor, mas se envolveu com amizades ruins e agora frequenta bailes Funk e diz para as pessoas que a mãe a expulsou de casa.
A mãe nega e disse que a filha está com a cabeça "virada", as novas amizades da moça "viraram" a cabeça dela.
O filho também é outro problema: foi quase morto em um baile Funk; apanhou muito e foi jogado em um córrego.
Deixei a mãe falar, desabafar, compartilhar sua dor. 
O que está acontecendo com as pessoas?
Por que as famílias estão tão desajustadas?
Por que os pais e mães não estão sabendo educar seus filhos?
Por que e quando os filhos deixaram de respeitar, obedecer e até temer os pais?
Falta de limite? Excesso de liberdade? Mudança dos tempos?
Ouço muitos pais e mães dizendo: "Vou dar ao meu filho tudo o que eu não tive", acho que o erro começa por aí e é assim que criam-se monstros egoístas, frívolos, preguiçosos, acomodados, que pensam que o mundo gira ao seu redor e que todas as suas vontades têm que ser feitas por todos e qualquer um que cruzar seu caminho.
São pessoas irresponsáveis, sem compromisso com nada nem ninguém; são pessoas que vivem em um mundo cor de rosa de contos de fada e acham que a vida é uma festa onde todo mundo é e tem que estar sempre lindo, alegre, feliz, bem vestido com roupas e sapatos da moda, ostentando sua aparência perfeita conquistada a prestações, literalmente.
São pessoas que disputam a fama, mesmo que seja só em seu meio social, são pessoas vazias de conteúdo, conhecimento e cultura. A cultura que têm é a do consumismo, exibicionismo e ostentação.
São pessoas burras, que não sabem escrever corretamente, que não entendem ou sabem nada de conhecimentos gerais, que não sabem fazer cálculos básicos de Matemática, por exemplo.
Em um dos bingos da minha irmã havia uma adolescente e estudante que perguntou quanto era a cartela: dois reais. E se eu jogar com duas cartelas, quanto fica?
Jesus!
No bingo é chamada a letra seguida do número e em dado momento foi chamado só o número; a adolescente estudante ficou perdida: "Mas que letra?"
É só seguir a ordem crescente dos números! A cartela do bingo começa com números menores e que vão aumentando. Simples!
Como diz a canção: "Como será o amanhã? Responda quem puder. O que irá me acontecer? O meu destino será como Deus quiser..."
Acredito que Deus, nossa família, a Escola e a Gaviões da Fiel querem que cuidemos de nossas vidas, nos tornemos pessoas de bem e que não cruzemos os braços e esperemos que tudo caia do céu.
E o amanhã se faz hoje, só depende de nós mesmos.
Fiquei pensando na pobre mãe...
Como dizia mamãe: "A mãe pare o filho mas não pare o destino".
É isso.


                               



                                              

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Atual e Antigo

                                   



Gosto de levantar cedo. 
Parece que o dia rende mais e temos mais disposição.
Detesto noites de insônia e quando o sono finalmente chega, já é hora de começar o dia. Aí ficamos sonolentos, de mau humor, estressados e o dia demora a passar.
Liguei a TV para assistir aos noticiários matinais e logo após começa o programa Mais Você com a Ana Maria Braga. Mas eu raramente consigo assistir ao programa do início ao fim, acabo sempre cochilando e depois assisto a reprise no Canal Viva, por volta das sete da noite.
A voz lenta de Ana Maria Braga é um ótimo sonífero. Na boa.
Gosto do programa, principalmente da parte culinária; adoro receitas.
Gosto também das dicas sobre moda, comportamento etc... e adorei as dicas sobre como variar os looks com camisa branca. Adoro camisas brancas e as minhas já estão amareladas pelo uso e pelo tempo.
Bom...
Cochilei e acordei com uma música chata, repetitiva, enfadonha... Que porcaria é essa? Pelo amor de Deus!
Estava meio sonolenta e acho que era o tal do Naldo Benny cantando uma de suas porcarias.
E por falar em porcaria.... era só o que tinha no tal do Show da Virada, salvo raras exceções. Melhor ler; li o jornal e três revistas.
Mudei de canal; gosto de assistir a um programa de artesanato na TV Gazeta; adoro culinária e artesanato.
Mudo de canal novamente e começa o programa da Fátima Bernardes que agora é apresentado por Ana Furtado. Moça magricela, "entalada", fofa demais, risonha demais, alegre demais. Gosto não. Nada contra a moça que tem a função "tapa buraco" na emissora.
Gosto da simpatia na medida, do charme e da elegância paulistana de Dan Stulbach.
Durante o programa uma banda é chamada para cantar; Jesus!
A tal banda é uma cópia mal feita da banda Calypso e outros genéricos semelhantes e iguais em música ruim e breguice. Na boa.
Bailarinos tropeçando nos convidados, dançando os mesmos passos em todas as músicas... Me pergunto de novo: O que estão fazendo com a música brasileira?!
A tal da banda é de Recife e tem o singelo nome de Musa.
O que estão fazendo com a música do meu Nordeste? Por que não se fazem mais cantores e artistas como Zé Ramalho, Caetano, Gil, Caymmi, Geraldo Azevedo, Alceu Valença, Zeca Baleiro, Bethânia, Luiz Gonzaga, Domiguinhos, Chico Science e tantos outros talentos arretados de bons?
A música brasileira transformou-se em um lixo comercial e descartável, infelizmente. Todo mundo agora é MC (eme ci), todo mundo canta Funk, todo mundo cria danças eróticas e musiquinhas de sentido explicitamente sexual.
Assisti ao Altas Horas e o cantor sertanejo Leonardo também rendeu-se ao modismo vulgar e sexual; cantou uma música horrenda, vulgar e cheia de trocadilhos.
Assisti ao ubíquo especial de fim de ano de Roberto Carlos e até que gostei: ele cantou as músicas antigas que têm letras bonitas e românticas sem ser piegas. Bons tempos aqueles. Mas como nada é perfeito, colocaram a Anita pra cantar fanhosamente ao lado dele. Precisava mesmo?
Li um artigo no qual o autor questiona a falta de novos nomes no Rock Nacional e critica os nomes atuais. Sou da boa época de Titãs, Legião Urbana, Paralamas do Sucesso, Ultraje a Rigor, Ira e outros grupos legais.
Mas o Rock Nacional atual está muito a desejar. Gosto do Skank, mas a música que fizeram com Carlos Santana ficou parecendo música de trio elétrico no Carnaval. Nada a ver.
Acho que é por isso que as boas e velhas bandas de Rock continuam em alta e lotam os shows que fazem no país.
Algumas bandas estão relançando seus álbuns e li boas críticas no Estadão.
Li também que o Metallica fará show único, atendendo a pedidos dos fãs, em 22 de março, dia do meu aniversário. 
Bom, gosto não se discute, se lamenta e é lamentável o atual estado da música brasileira.
Volto-me para meus CDs de Zé Ramalho, Djavan e outros grandes da nossa MPB.
E ouço o bom e velho, literalmente velho, em alguns caso, Rock 'n' Roll.
Rolling Stones - mais de cinquenta anos de estrada, (1962).
ACDC - 1973.
Iron Maiden - 1975.
Metallica - 1981.
Ligar a TV e ver Anita, Naldo e a Banda Musa, não dá. Prefiro ouvir Muse (1994).
Não pretendo ofender ninguém, mas a música atual está difícil de se ouvir e digerir.
É isso.


                                          



segunda-feira, 30 de setembro de 2013

MC Acro

                            



Assisti ao Altas Horas nesse sábado e o programa foi bom. 
Recentemente a parte do humor tem deixado a desejar, mas a entrevista do "mano" com a sexóloga foi hilária.
Como nada é perfeito, a banda Colapso (Calypso) esteve no programa também e tivemos que assistir a um circo dos horrores com a cantora bate-cabelo Joelma rebolando, pulando e dançando daquele jeito estranho que só ela sabe. O modelito usado por ela foi outro horror à parte. Jesus!
Parece que ela foi à Rua 25 de Março, comprou todas as pochetes que viu e as costurou em um cinto horrendo. A parte de cima do modelito era uma coisa que nem Oscar Niemeyer poderia explicar se aqui desse lado da vida ele estivesse.
Melhor deixá-lo descansar em paz.
Depois dos rodopios e batelância de cabelo é a vez de outro convidado musical se apresentar, graças a Deus.
Foi a vez do Gogol Bordello, um grupo multiétnico de Gypsy Punk (punk cigano). Já os conhecia e gostei de vê-los ali. 
Meio malucos, mas malucos beleza.
Após as entrevistas e quadros habituais é chegada a vez da última apresentação musical, graças a Deus. 
Começa a ubíqua, pública e notória batida do funk e ao palco vai um adolescente língua presa recém saído das fraldas e cueiros ainda cheirando a leite em pó e cocô.
O moleque berrou alguma coisa, falou em funk ostentação e respondeu às perguntas como se muito adulto e experiente fosse.
O danado do moleque até levou seu mais recente trabalho, um CD com suas... músicas...
Em que mundo vivemos?
Hoje qualquer um pode se tornar celebridade do dia para a noite. Basta gravar qualquer coisa e jogar na Internet e pronto, público consumidor para aquilo certamente terá.
Estou pensando em gravar um Funk da Acromegálica Pobre para ficar rica do dia pra noite. Alimentar dez gatos e pagar as contas não é nada fácil.
O problema é que não posso fazer quadradinho do oito ou rebolar até o chão.
Já estou pensando na letra e no nome artístico: MC Acro. Que tal? (Não levem a sério, é só uma brincadeira!).


"Muitos gatos tenho para alimentar
mas a grana curta e não sei se vai dar
As contas tão aumentando
e o dinheiro encolhendo
Tamo numa pobreza que só tu vendo

Pedir emprestado não vai rolar
a família é pobre e tá tão dura quanto eu
quem tiver algum que guarde o seu
porque se para uns tipos aí grana emprestar
vai ficar na conta do Abreu
Não paga nem tu nem eu"


É isso.


                                     





quarta-feira, 8 de maio de 2013

Funk

                                 


Alguém comentou na escola sobre um tal de "Bonde das Maravilhas" que canta e dança a maravilhosa "Quadradinho de Oito".
Educadamente, perguntei ao meu interlocutor: "Que @#$%! é essa?!"
É um movimento cultural, é Funk.
Cultural?! Funk?!
Perdoem-me, mas serei radical e implicante mais uma vez.
Primeiro, qualquer um com qualquer voz canta qualquer coisa, inclusive Funk.
Segundo, moças e mulheres rebolando de bunda pra cima como se fossem uma cadela no cio se oferecendo para os machos.
Desculpem os termos, mas é exatamente isso o que esse tal de Funk representa pra mim com suas músicas e danças vulgares.
Aliás, a vulgaridade travestida de sensualidade está por toda parte e alastra-se pela música, seja ela sertanojo universitário, tecno-brega, pagode etc...
Meus vizinhos barulhentos ouvem uma música cujo refrão é assim: "Mamãe, eu sou puteiro... só como as novas, as velhas não..." Ouvem isso e coisas piores e em uma casa com um bebê de um ano. Por enquanto o menino não entende nada, mas quando começar a entender...
O outro vizinho ouvia uma música dessas inúmeras duplas sertanejas, eu nunca sei quem é quem, e o refrão dizia algo como: "... tapinha na bundinha..."
Estamos nos transformando em um país de babacas mal educados que só consomem lixo produzido para um público habituado a consumir esse lixo descartável.
Outra coisa, cada um que ouça sua música no volume que bem entender e sem se preocupar se está ou não incomodando os outros.
O que está acontecendo conosco? O que estão fazendo com nossa música e nossa cultura?
Nós temos uma cultura tão rica e tão bonita, mas a estamos destruindo com essas novas músicas e danças.
Temos a Capoeira na Bahia, o Frevo e o Maracatu em Pernambuco, a viola caipira no interior de São Paulo, a viola de Mato Grosso, as modinhas de viola de Minas Gerais, o acordeão do gaúcho Renato Borghetti, o Borghettinho.
Aprendi a apreciar a boa música brasileira ouvindo os programas de rádio e o programa Som Brasil com Rolando Boldrin, que hoje apresenta o Sr. Brasil na TV Cultura.
Nenhum dos artistas mencionados precisou rebolar e/ou cantar Funk, graças a Deus, apenas fizeram o que sabem, pois têm talento para isso!
Bons tempos aqueles.
E uma coisa que me intriga nesse tal de "quadradinho de oito": um quadrado tem quatro lados iguais, como pode ser de oito?!
É isso.

O que eu falei sobre animais no cio?



                                      

quarta-feira, 6 de março de 2013

Chorão

                              


Uma pena. Morreu o cantor Chorão, uma pena.
Não era super, mega, hiper fã dele e de sua música mas gostava do que escrevia.
Parece que há um feitiço, praga ou maldição rondando aqueles que têm talento, pois morrem jovens.
Já os ruins, ah... esses não morrem, infelizmente. Ou nem precisariam morrer mas deveriam prometer em documento assinado, carimbado, protocolado, com firma reconhecida de que não cantariam ou comporiam jamais!
Jimmi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrisson, Amy Whinehouse, Renato Russo, Cazuza, Kurt Cobain, Whitney Houston, Cássia Eller... Tanta gente boa e talentosa de verdade que se foi tão cedo. Uma pena.
Gustavo Lima, Michel Teló, Sertanejo Universitário, música baiana de verão e Carnaval, Funk e tecno brega, ah... esses estão vivos, firmes e fortes, infelizmente.
Mas bem que poderia ser ao contrário.
É isso.