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segunda-feira, 12 de maio de 2014

Botão de Rosa

                                
Bellatrix e Clara Blue sob os cobertores



Faz frio.
A gataiada encolhida sobre os cobertores; sentem frio, mesmo tão peludos.
A ração está acabando; parece que no frio eles comem mais, e nós, bicho gente, também.
Fomos ontem almoçar fora para comemorar e bebemorar o Dia das Mães. Voltei para casa e arriei no sofá; tenho andado tão cansada e dolorida. No frio as juntas (articulações) sofrem mais e incomodam muito mais. 
As pernas pesam, ficam trêmulas a qualquer mínimo esforço e os joelhos doem pra caramba. Parece que tenho correntes com peso presas à minhas pernas. É preciso ter cuidado ao andar para não levar mais um dos pequenos grandes tombos que tenho levado recentemente.
Tenho minhas limitações.
Bom...
Vou cuidar da minha rosa vermelha que ganhei ontem.
Adoro flores. Todas as flores.
É isso.


                                   

sábado, 11 de maio de 2013

Dia das Mães

                                



Amanhã, segundo domingo de maio é dia das mães.
Não gosto muito dessas datas; dias das mães, dos pais, Natal...
Gosto das Festas Juninas e da Páscoa, mais pelos ovos de chocolate.
Fico meio triste nessas datas e detesto todo o consumismo e falsidade disfarçados de comemoração.
Dia cinco de maio foi o dia em que mamãe partiu e dia quinze foi o dia em que papai partiu; não tenho motivos para comemorar nada e muito menos para gostar do mês de maio.
Precisava ir ao supermercado comprar as frutas, legumes e verduras da semana, mas vou evitar. Hoje deve estar tudo lotado e cheio de "atrasildos"
querendo comprar o presente do Dia das Mães.
Sei lá. 
Acho que vou ao médico, estou enrolando há mais de três semanas e o "bicho tá pegando pro meu lado".
Irei.
É isso.


                                       

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Culpa

                              


Acho que a culpa é meu alicerce, é o que sustenta os pilares que me põem de pé.
Sempre tentei desesperadamente fazer o melhor para evitar as críticas, broncas e reclamações de papai e mamãe. Nunca nada estava bom.
Acredito que atualmente eu tenha me libertado moderamente dessa mania de perfeição, de querer agradar fazendo e sendo o melhor.
Hoje sou apenas eu e aprendi à duras penas que não posso mudar o mundo e as pessoas e não sou culpada por seus problemas.
Sou humana, demasiado humana.
Tento não mudar as pessoas, isso é impossível, pois a mudança só ocorre se a pessoa quiser e independe da vontade alheia.
Tento falar, alertar, mas os ouvidos são moucos e teimosos.
Falo sobre culpa porque até há bem pouco tempo eu me sentia culpada por não ter dito a mamãe o que eu queria dizer. Para ser honesta, às vezes sinto essa culpa sim.
Falei sobre isso com minha amiga Cleusa e ela disse para eu não me culpar, mamãe entende e está em um bom lugar, graças a Deus.
Foi assim...
Faltava uma semana para o dia das mães, mandei um bonito cartão para mamãe e queria fazer-lhe uma surpresa, dar-lhe uma boa notícia.
Deixei para fazer isso quando ela recebesse o cartão, aí eu ligaria e faria a surpresa.
Não deu e é aí que entra a bendita da culpa.
Mamãe morreu no dia cinco de maio de 2001, um sábado, e eu cheguei no domingo dia seis. O enterro foi no dia oito.
Quando voltamos do enterro encontro o cartão do dias das mães debaixo da porta.
Uma revolta furiosa me invadiu. Um sentimento de injustiça e de maldade para comigo, papai e meus irmãos.
Uma dor dilacerante, imensa, absurda.
A surpresa que eu faria a mamãe e que seria seu presente do dia das mães seria a compra da passagem para Pernambuco, que ela gostava tanto.
Mamãe adorava viajar ao Paraná para ver a tia Filomena e o tio Francisco e para Pernambuco para ver o tio José do Recife e as tias Antônia e Dolores.
Mas mamãe viajou antes para paragens celestiais.
Acho que falando/escrevendo sobre isso meu sentimento de culpa seja aliviado ou até resolvido.
Amém.


                                    

domingo, 13 de maio de 2012

Dia das Mães

                                            


Segundo domingo de maio, dia das mães.
Hoje é treze de maio, data em que foi sancionada a Lei Áurea, acabando com a escravidão no Brasil; isso foi em 1888 e foi assinada pela Princesa Isabel.
Bom...
O dia das mães é comemorado todo segundo domingo de maio e como eu disse anteriormente, o mês de maio é um mês em que não temos muito o que comemorar; papai e mamãe partiram nesse mês.
Maio de 2001, compro um cartão para os dias das mães, era um bonito cartão com imagens de belas flores, como mamãe gostava. Fui ao correio na segunda-feira para enviá-lo para mamãe e torcendo que chegasse antes do domingo. Mamãe partiu uma semana antes e o cartão chegou exatamente no dia do seu enterro.
Peguei o cartão, li, chorei, me revoltei. Mamãe não veria o cartão, não se emocionaria, não admiraria as belas flores do cartão, não o mostraria orgulhosamente para as pessoas que fossem à nossa casa. Por que mamãe não esperou? Por que mamãe tinha que partir tão cedo? Tanta gente ruim pelo mundo e por que mamãe tinha que ir? Por quê? Por quê?
Dor, revolta, lágrimas, tristeza, saudade, falta...
Lá se vão onze anos sem mamãe e parece que foi há onze dias, onze minutos, onze segundos...
Certa vez conversava com uma conhecida e ela disse que o mundo, a vida é cíclica; cumprimos nosso ciclo e temos que partir. 
Mas por que uns vão mais cedo que os outros? 
Porque ela era precisava ir
Mas essa resposta não me satisfaz, não me convence, não responde à minha pergunta.
É preciso deixar, soltar, desapegar... É o caminho de todos nós e não deveríamos ser tão egoístas. Nascemos saudáveis, crescemos, procriamos, envelhecemos, adoecemos, morremos. O corpo é programado dessa maneira, nasce bom e com o decorrer dos anos vai se desgastando, até o dia em que se desligará dessa vida; é preciso ir para dar espaço àqueles que virão. 
Mas por que uns nascem mortos, outros vivem cem anos, outros vivem só por alguns dias ou algumas horas?
Cada um tem seu tempo e algumas vezes, por algum motivo que foge ao nosso entendimento, as pessoas vêm ao mundo apenas por algumas horas ou dias para apenas cumprirem seu ciclo; o ciclo que foi interrompido.
Até entendo e respeito, mas era minha mãe! Não aceito, ainda dói muito! Por mais explicações, razões, motivos, teses, sabedorias, conhecimentos, nomes e afins, eu ainda não evoluí o bastante para entender e aceitar numa boa a ida tão brusca de uma pessoa tão forte, tão corajosa, tão cheia de vida!
Você vai entender com o tempo e vai aceitar.
Pode ser, mas por enquanto ainda há muita dor e revolta.
Isso não é bom, deixe sua mãe seguir o caminho dela em paz. Ela ficará bem, era uma pessoa boa.
Eu sei.