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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Síndrome

                             



A semana não começou muito bem; tive mal estares, picos de pressão alta e cansaço.
Na segunda-feira fiquei molenga e sonolenta após comer abacaxi e tomar suco de uva na escola. Estava tudo tão docinho e tão delicioso.
Ontem a pressão desembestou e hoje tive um mal estar. Tomei meus remédios, sempre os levo na bolsa comigo, e esperei melhorar um pouco para poder voltar para casa.
Cheguei e me deitei; dormi por duas horas e acordei com a sensação de ter enchido uma lage. Levantei e preparei uma comidinha: arroz, carne de panela com batatas e salada de tomate. Tomei uma bebida de soja com chocolate e coco.
Fiquei nessa moleza o dia todo e não fiz as coisas que planejava fazer. Não iria e não vou me arriscar nesse trânsito maluco de São Paulo e com a cabeça a mil.
Eu tinha começado tão bem e eis que lá vem a síndrome de Rubinho Barrichello atacar de novo: começa bem e na segunda volta o carro quebra!
Mas eu vou dar a volta por cima. Ah, se vou!
Acromegalia é ruim, é forte, é perigosa... mas eu sou mais (embora não pareça muito).
É isso.


                                        



                                      

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Falta

                                     


Tive uma noite de insônia.
Para isso também tive a colaboração dos vizinhos, que à uma hora da manhã conversavam animadamente como se estivessem em um churrasco com pagode na lage.
Vivemos na Sociedade do barulho, da falta de educação, do "estou nem aí" pro outro.
Vivemos na Sociedade do culto ao corpo, ao belo, à forma. 
Somando-se tudo isso e temos pessoas sem noção e com muita falta de educação.
Sim...
Tive também a colaboração de Ébano, meu gato afrodescendente. Ele dorme o dia inteiro e à noite tem energia e disposição para brincar com os outros gatos.
Ébano brincava de perseguir a bolinha com guizo. O barulhinho o faz correr atrás. Já comprei uma meia dúzia de bolinhas com guizo e Seu Ébano quebra todas.
Levantei, andei pela casa, dei broncas em Ébano e disse que era hora de dormir. A bronca não era apenas para meu gato...
Volto para a cama e finalmente começo a cochilar. Sinto um peso fofo sobre meu peito e dois bracinhos em volta do meu pescoço. Ouço um ronronar discreto. Era Alice Maria, minha gata.
Ela sentiu minha melancolia e o abraço com o ronronar foram para dizer: "Você não está só. Eu estou aqui".
Sim, conheço gente que acha que não; bichos são apenas bichos e só. Eu discordo.
Acredito que todas as coisas são e estão interligadas; é um ciclo, um círculo. Um coisa termina para outra começar. Um coisa completa o que está a faltar na outra. A Vida, A Natureza são assim para mim.
Bom... Mas cada um cada um e eu respeito isso.
Hoje estou um tanto quanto carente e se eu jogasse futebol e o juiz me dissesse: "Você fez falta", acho que o abraçaria.