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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Síndrome

                             



A semana não começou muito bem; tive mal estares, picos de pressão alta e cansaço.
Na segunda-feira fiquei molenga e sonolenta após comer abacaxi e tomar suco de uva na escola. Estava tudo tão docinho e tão delicioso.
Ontem a pressão desembestou e hoje tive um mal estar. Tomei meus remédios, sempre os levo na bolsa comigo, e esperei melhorar um pouco para poder voltar para casa.
Cheguei e me deitei; dormi por duas horas e acordei com a sensação de ter enchido uma lage. Levantei e preparei uma comidinha: arroz, carne de panela com batatas e salada de tomate. Tomei uma bebida de soja com chocolate e coco.
Fiquei nessa moleza o dia todo e não fiz as coisas que planejava fazer. Não iria e não vou me arriscar nesse trânsito maluco de São Paulo e com a cabeça a mil.
Eu tinha começado tão bem e eis que lá vem a síndrome de Rubinho Barrichello atacar de novo: começa bem e na segunda volta o carro quebra!
Mas eu vou dar a volta por cima. Ah, se vou!
Acromegalia é ruim, é forte, é perigosa... mas eu sou mais (embora não pareça muito).
É isso.


                                        



                                      

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Carne Moída de Soja

                                     



Estava na sala dos professores e a colega esquenta seu almoço trazido de casa. É mais saudável e mais barato que comer todos os dias as guloseimas vendidas na cantina da escola.
Eu achei bonita e bem soltinha a carne moída com legumes que a colega trouxe e soube que era carne moída de soja. Eu também uso essa carne, mas geralmente  a coloco no molho à bolonhesa para o macarrão, tortas salgadas e lasagna.
Na embalagem do produto dize-e para hidratar a "carne"; despejar água quente, tampar e aguardar uns dez minutos. Depois escorrer e apertar até tirar o excesso de líquido; preparar a gosto.
Tanto a carne de soja, como o leite e os outros produtos não têm um sabor propriamente gostoso, é preciso temperar bem, no caso da carne.
Cozinhei cenouras com temperos e usei cominho e pimenta do reino; gosto muito. Mamãe comprava na feira esses temperos e os usava sem moderação.
Escorri o caldo e reservei. Juntei a carne de soja diretamente da embalagem, sem hidratar, como me ensinou a colega natureba, e refoguei com azeite de oliva, molho de soja, temperos etc... Adicionei o caldo da cenoura aos poucos e só o suficiente para deixar a carne úmida, sem molhar demais. 
Cozinhei arroz branquinho, meu favorito, e fiz suco de melão com limão. Congelo pedaços de melão e depois bato no liquidificador com limão, fica parecendo aquele "smoothie" caro do "begui magui". O meu é mais barato e mais gostoso.
Jantei bem e estava tudo até que gostosinho. Não era lá uma picanha com alho, um tutu à mineira, um virado à paulista, um churrasco gaúcho, uma tapioca com queijo coalho lá de Olinda, uma acarajé da Bahia de Nosso Senhor do Bonfim... 
Pequenos excessos só aos finais de semana e eu estou doida por uma cerveja bem gelada, uma caipirinha bem docinha, uma carninha assada, uma linguicinha, uma farofinha...
É isso.






segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Doçura

                                     



Domingo chuvoso; dia lindo.
A maioria das pessoas estranha quando digo que gosto de dias chuvosos, frios e cinzentos. Gosto de dias ensolarados também, só não gosto de muito calor.
Fiquei em casa, li o jornal, ouvi música, fiz café, mimei a gataiada.
Pretendia comer panetone com café mas percebi hoje que comprei o tipo/sabor errado: chocolate.
Adoro chocolate, mas não em panetone. Sou mais o sabor tradicional, de frutas. 
Paciência.
Fiz "Danoninho"; gosto muito.
Ficou meio docinho devido ao leite condensado e ao suco em pó; procurei suco sem ser adoçado, mas não encontrei. Ainda coloquei um pote de iogurte natural para "quebrar" o excesso de doçura e até que ficou bom. Ficou bem cremoso, volumoso e com uma textura bonita.
Adoro preparar guloseimas e recentemente ando com vontade de fazer trufas de chocolate. Vou aprender a fazer.
Aprendi também a fazer hamburger de soja. Não sou muito afeita a hamburger, cachorro quente, nuggets e essas coisas industrializadas, rápidas, práticas e com o mesmo sabor de nada que as pessoas tanto gostam.
Confesso que adoro uma boa massa com molho à bolonhesa e muito queijo. Adoro doces, chocolate, salgadinhos de festa e outras delícias e adoro também frutas, legumes e verduras.
Tem que ter equilíbrio, se a gente abusa um pouco/muito o resultado disso fica logo visível no corpinho e nos exames de sangue.
Bom...
E assim foi meu domingo.
Mais um domingo só e na companhia dos meus gatos, da minha música, das minhas leituras...
É isso.


                                             




sábado, 6 de julho de 2013

Sono

                                     


As dores de cabeça voltaram e estão há uma semana a me atormentar. Gosto de ficar na cama de manhã, de assistir aos telejornais matinais e aos programas de culinária, mas hoje não deu.
Nem para cochilar deu. O infame do vizinho tocou suas músicas horrendas em um volume ainda mais alto que o de costume. Coisa chata!
Levantei, coloquei o lixo para fora, coloquei roupas na máquina, concertei os varais, limpei o quintal dos gatos e fiz meu café forte e doce na medida.
Lá pelas onze horas comi granola com iogurte de soja e pão de aveia. Delícia.
Meu irmão Fubá passou rapidamente com a pequena Rafaela, que ficava brava com os gatos que se recusavam a atender seus chamados. Tão linda.
Fiquei zanzando pela casa, fazendo as coisas, deitando um pouco, levantando... e assim foi o dia.
Agora à noite a dor de cabeça apertou legal e tomei os medicamentos e me deitei de novo no sofá. Alice agora pegou essa manina de se deitar em cima de mim e seus cinco saudáveis quilos pesam bem. 
Tenho dormido pouco, meu sono é muito inquieto e agoniado; tenho tido sonhos fortes e intensos. Algo está por vir. 
Vou tomar meu banho noturno e tentar dormir. 
Boa noite a todos.


                                     

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Mamíferos carnívoros, herbívoros e onívoros

                                        

Não estou falando sobre animais carnívoros, herbívoros e onívoros, estou falando sobre minha família. Explico.
Minha irmã Rosi me conta que preparava o almoço e perguntou à Beatriz o que ela queria, bife ou carne seca e ela responde: "Os dois".
Rosi tenta manter uma dieta balanceada e meio natureba e prepara carnes brancas como peixe e frango, mas Beatriz sempre pede uma carninha, um bifinho.
Beatriz gosta de dizer: "Eu sou carnívora que nem meu pai".
Eu gosto de um churrasquinho, mas raramente preparo carnes, cozinho legumes e faço saladinhas verdes temperadas com azeite de oliva e vinagre balsâmico. Às vezes me dá vontade de comer carne cozida com legumes e ligo para minha irmã Rosi ou meu cunhado Pepê e pergunto: "Que carne é boa para fazer carne de panela?", e recebo uma aula sobre carnes e cortes. Não entendo desses nomes dados, só sei que é carne e pronto.
Adoro carne seca com cuscuz nordestino.
Uma vez estava cansada de leguminhos e arroz integral e suquinho com soja e fiz uma comida danada de boa, meio mineirinha, sabe? Fiz uma farofa com linguiça e bacon e adicionei feijão e couve; ficou "bão dimais da conta, sô!"
Já falei aqui e repito, mineiros e baianos têm a culinária mais deliciosa do Brasil, acho eu, mas gosto dos bolos Souza Leão, bolo de macaxeira, tapioca com queijo coalho lá do meu Pernambuco e aprendi a apreciar um delicioso churrasco com os gaúchos trilegais.
E falando sobre carnes e outros alimentos, estava me lembrando e rindo sozinha das "inguinóranças" de papai, claro. Em décadas passadas a inflamação era galopante e os preços subiam sem controle, comprar carne era difícil e mamãe improvisava com peixes, frango, linguiça, o tal do Spam e quando a situação financeira estava complicada, mamãe fazia omeletes, ovo frito, cozido...
Papai vinha almoçar em casa e encontrava a mesa posta com arroz, feijão, farinha e ovo. Vixe! Papai ficava doido: "Mas eu trabalho que nem um fio duma égua e não tenho direito que comer um taco (pedaço) de carne?! Num vô cumê não!"
Mamãe ouvia pacientemente e depois dizia: "Oxe Dedé, e tu qué eu me vire em carne ou que vá roubar pra botar carne dentro de casa é? Tu qué que eu faça o que, homi? Quer comer coma, senão, lasque-se!".
Nossa Senhora! E o sermão prosseguia...
Outro alimento muito apreciado por nossa família é o leite. Meus irmãos caçulas Fubá e Renata adoram um leitinho com achocolatados, tomam litros. Rosi também gosta de leite, mas é mais moderada. Por outro lado, há outros de nós que não gostam de leite: eu, Beatriz e Vinícius. Compro leite de soja pra mim e fica muito bom batido com frutas.
Eu compro leite para meus gatos que adoram tomar um leitinho antes de irem para a cama. Ébano Nêgo Lindo se esfrega em minhas pernas e mia olhando para a geladeira, ele sabe que o leite está  lá.
E por falar em meu neguinho lindo, ele está bem melhor, graças a Deus. Comeu a ração que eu fui comprar, pois ninguém queria a que tinha aqui, tomou seu leitinho e agora dorme. 
Eu saí para comprar a ração favorita da gataiada e deixei Ébano deitadinho em um canto fofo que preparei para ele; saí preocupada e pedi a Deus e ao Povo lá de cima que cuidassem do meu gato, que trouxessem saúde para ele. Voltei para casa e o encontrei de pé, andando pelo jardim e cavando minhas plantas; olhei para o céu e agradeci.
Acho que Deus e o Povo lá de cima agiram rapidinho porque não querem ser pentelhados por mim a pedir pela bicharada. Mas eu só peço coisas boas, para mim, para minha família e para as pessoas que gosto. Coisas boas como saúde, solução de problemas que nos aporrinham, paz, alegrias...
Não peço riqueza nem boniteza, mas eu queria ganhar na Mega Sena para ajudar a bicharada carente. 
Amém.

                                          

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Antena

                                                  

Agendei visita do técnico da Net para trocar o decodificador e instalar um ponto extra no quarto, assim poderia assistir ao Globo Rural e aos telejornais matinais na cama, muito mais confortável que o sofá.
Liguei, agendei, aguardei... em vão.
O técnico veio e disse que a ordem de serviço fora cancelada. Oxe!
Estranhei e me arretei: "Se foi cancelado, o que você faz aqui então? Pode voltar de onde veio!"
Liguei para a Net e ouvi desculpas bem criativas: "Mas a visita do técnico foi agendada para 13 de agosto". 
"É, só que hoje é 28 de agosto! Ou seria 13 de agosto de que ano? Vocês estão em outra dimensão? Em outro plano espiritual?"
Ainda recebi várias ligações dando a entender que eu fui a culpada pelo cancelamento!
"Vamos aos fatos: Quem chegou aqui falando sobre cancelamento foi o técnico de vocês"
Esquece!
Perdi minha tarde esperando por um serviço que não aconteceu. Paciência.
Mas eu não fiquei o dia todo de cara pra cima que nem uma paruara besta, como diria mamãe. Lavei roupas, dobrei-as para que fiquem mais fácil de passar, assisti a Criminal Minds, assei pão de queijo e comi com suco de maçã com soja. Queria mesmo era um café, mas se abuso do líquido viciante, o buchinho reclama.
Depois do causo passado, lembrei-me de nossa época de TV preto e branco e com antenas improvisadas: fios colocados no lugar da antena, Bombril (esponja de aço) colocado nas extremidades da antena e até aquelas lâmpadas fluorescentes usadas no lugar da antena!
E o pior, ou melhor, era que toda essa parafernália improvisada funcionava.
Papai resolveu comprar uma antena externa e eu achava interessante os nomes dos modelos: pé de galinha e espinha de peixe. Achava tão chique!
Comprava-se a antena e metros de fio junto: conectava-se o fio na TV e o puxava até o telhado para conectar na antena, mas acaba aí não: tinha que virar a antena pra lá e pra cá procurando pela melhor posição e sinal para que a imagem ficasse boa ou pelo menos razoável.
Papai gritava lá de cima: "Olhe, vou virar a antena e quando a imagem ficar boa tua me avisa".
E papai mexia a bendita da antena e perguntava: "Tá bom?".
E respondíamos: "Tá não!".
E ficávamos assim um bom tempo até que papai se estressava, claro: "Oxe, tá com maduscachorro! Tu tá olhando direito, tá? Já virei essa antena pra tudo que é canto e a imagem da televisão não fica boa não, é? Oxe!"
Hoje temos tudo mais facilitado e a imagem agora é digital, muito mais "mudérna".
É isso.

                                        

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Toque

Meu jardim
                                            


Meus gatos têm fixação por água.
Sobem no tanque e ficam longos minutos a observar a água que sai da mangueira da máquina de lavar e escorre pelo ralo.
Quando lavo o quintal, é a mesma coisa; ficam olhando a correnteza formada pela água que escorre das plantas.
Léo Caramelo e Ébano Nêgo Lindo tentam pegar a água com suas patinhas fofas. Já falei para eles que não dá para pegar água, ela escorre.
Termino minhas tarefas e sento próximo à porta e observo meu quintal com minhas plantas cada vez mais bonitas e viçosas; a luz do sol e depois o ocaso deixam a tarde mais bonita.
A noite vem e é hora do leitinho morno de Ébano. Ele me segue pela casa, fica se esfregando em minhas pernas quando estou à pia da cozinha. Pergunto: "Você quer seu leitinho, é meu Nêgo Lindo?". Ele me olha com seus lindos olhos cor de mel e eu dou-lhe o leite morno e gostoso. Já tentei dar a ele leite de soja e de baixa lactose, mas não gostou. Ninguém gostou.
Cansaço.
Vou para a cama, estou muito cansada do meu "pra lá e pra cá" do dia a dia do cotidiano diário (!). Lembrei-me da conversa que ouvi de alguém aconselhando o amigo que estava com uma tosse braba: "Olhe, tu tem que tomar esse remédio todo dia diariamente, visse? Aí tu fica bom".
Insônia.
Insônia somada aos fogos pela vitória do Palmeiras, campeão brasileiro.
Leio. Concluo a leitura de Fahrenheit 451. 
Penso em ligar a TV, mas nesse horário não tem nada que preste: canais religiosos, canais de vendas de produtos e serviços, filmes chatos, e programação chata.
Vou até a cozinha e tomo suco de maracujá. São três e meia da manhã. Adormeço, graças a Deus.
Acordo com as vozes dos garis que varrem a rua.
Tento me mexer na cama mas fica difícil: a gataiada em volta, em cima de mim, na minha cabeça.
Morena Rosa encosta seu queixo quadrado em meu rosto, Ébano Nêgo Lindo coloca a patinha em minha mão, Léo Caramelo esfrega sua cabeça de leãozinho e abaixa para que eu a beije; Aurora encostada em mim, Alice em cima de mim e Branca me olhando com seus olhos coloridos, um de cada cor.
Todos me tocam e eu retribuo o amor, a confiança e o carinho deles com mais carinho.
A bicharada me faz muito bem. 
As pessoas não entendem.
Estou melhor, mas com muita dor ainda. E não apenas dores físicas, mas para estas têm remédios.
É isso.
Lá vou eu esperar um mês e meio para uma consulta com o médico.
Lá vou eu bater os quatro cantos de São Paulo; talvez só bata dois cantos, estou meio a pulso, como dizia papai.
Vou ficar bem.


Léo Caramelo, meu leãozinho