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domingo, 8 de março de 2015

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                                Resultado de imagem para crianças tristes


Domingo cinzento e chuvoso, parece que o outono chegou antes da hora.
Vi o resultado do exame de eletroneuromiografia e as coisas não parecem muito boas. Por que tenho essa coluna doente, complicada, dolorida?!
Será apenas por conta da doença degenerativa ou do acúmulo dos anos de abusos perpetrados na minha pobre coluna de criança e adolescente magricela?
Ou os dois?
Hoje têm leis protegendo a criança; que criança não pode isso, não pode aquilo; queria ver essas leis funcionando no meu tempo de criança.
Inimaginável e inaceitável, para os padrões do politicamente correto dos dias atuais, uma criança de seis anos carregando lata d'água pra cima e pra baixo.
Inimaginável e inaceitável uma criança de sete anos subir em um banquinho para alcançar o fogão e preparar o mingau da irmã bebê.
Inimaginável e inaceitável uma criança de nove anos ir ao supermercado sozinha para fazer as compras do mês e ainda quase apanhar porque comprou o feijão errado.
Inimaginável e inaceitável uma criança de onze tomar ônibus sozinha para ir a bancos e lojas para pagar contas. Quem em sã consciência confiaria deixar uma criança sozinha pela cidade e ainda mais carregando documentos e dinheiro?
Inimaginável e inaceitável uma criança de onze anos cuidar da casa, dos irmãos menores, lavar roupas em um tanque áspero de cimento, lavar e passar roupas "pra fora", levar o irmão bebê para a consulta mensal no posto de saúde e voltar carregada com mais seis latas de leite em pó.
Fazer tudo isso e ainda estudar e tirar boas notas. Aí de mim se tirasse nota "vermelha" ou se tivesse alguma reclamação na escola.
O tempo passou, as coisas mudaram e seguimos com nossas vidas. Mas quando penso que finalmente vou poder cuidar só de mim e viver minha vida do jeito que sempre quis e sonhei, lá vem uma doença rara e a coluna resolve cobrar os anos de abusos sofridos. Legal.
Dois problemas sérios juntos. É de doer, literalmente.
Mas eu não morri ainda e não vou desistir. Vou tratar, de novo, essa bendita coluna e vou voltar a andar como antes: livre e sem bengala. Sem dores também, espero.
E quando melhorar, vou viver a vida do jeito que sempre quis e sonhei: trabalhar, estudar, cuidar das minhas coisas, ser livre, leve e solta.
A gente se livra, aos poucos ou de uma vez, das coisas ruins.
Já não gosto dos domingos e esses cinzentos então...
Que todas as crianças possam ser apenas crianças e que cresçam no tempo certo. Sem cobranças e obrigações de gente grande. Cada coisa a seu tempo.
É isso.


                                   Resultado de imagem para crianças felizes

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Início de Ano

                                

Próxima segunda-feira inicia-se o ano de 2013.
Até agora só tivemos feriados, incluindo uma semana de Carnaval. Alguns viajantes só voltarão à rotina e à vida real na próxima segunda-feira;vão emendar o feriadão.
Eu não viajei, vários motivos me impediram de fazê-lo, fiquei por aqui mesmo.
Não tinha dinheiro para combustível, pedágio, acomodação, alimentação e afins, mas o motivo maior foi a preocupação com a segurança e o bem estar dos meus gatos. Tenho vizinhos, um afrescalhado e uma criatura esganiçada, que ameaçaram dar leite envenenado para meus gatos.
Meu vizinho da frente tinha uma gata prenha pela segunda vez e que ainda amamentava seus quatro filhotes já grandinhos. Ela não voltou para casa e quando a encontraram, estava morta em um terreno baldio. Foi envenenada e dizem os donos dela que ela havia comido algo com veneno que seria destinado aos ratos. Não sei se engulo bem essa história.
A gatinha, que Deus a tenha, chamava-se Mel e era muito parecida com minha Aurora. Daí vem minha cisma.
Já falei para esses dois malditos ignorantes que lá no lugar de onde vieram pode não ter leis, mas aqui em São Paulo tem!
São pessoas ignorantes, burras, preconceituosas, barulhentas, desagradáveis.
Mas voltando ao feriado...
Mesmo que eu tivesse condições financeiras para viajar e para deixar meus gatos em segurança, ainda assim não viajaria.
Talvez para um lugar mais isolado e longe de muita agitação.
Não gosto de muita muvuca, sou mais bicho do mato e gosto de paz e sossego. Coisas que não tive durante toda essa semana carnavalesca.
Aqui onde moro é melhor durante os dias de trabalho; feriados atraem a molecada que joga bola na rua e canta horrivelmente funk ou os vizinhos que ligam seus aparelhos de som em uma altura que incomoda legal. A cantoria vai noite adentro.
Não estou satisfeita aqui onde moro, quero me mudar para um lugar onde haja algum respeito pelos outros.
Vontade de voltar para meu Sertão. Será que na capital tem Farmácia Alto Custo?
É isso.


                                   
                                    

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Meia Social

Meu irmão Naldão chega à casa do meu irmão Fubá vestindo camiseta, bermuda, tênis e meia social.
Fubá olha e diz: "Naldão, meia social não combina com bermuda e camiseta, pelo amor de Deus! Isso é uma agressão às leis da moda!".
Preta estava presente e nos contou tudo depois.
Rimos muito desse desconhecido lado fashion de nosso irmão Fubá.