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sábado, 8 de março de 2014

Egito

Bastet, Deusa Gato do Antigo Egito
                                   

Fui à Livraria Saraiva do Shopping Center Norte com minha irmã Rosi e minha sobrinha Beatriz.
Eu ganhei um cartão presente para ser usado na livraria e precisava usá-lo antes que o prazo expirasse. Queria comprar o filme Fausto, baseado na obra de Goethe, vencedor do Leão de Ouro de Veneza em 2010, mas não tinha disponível na loja do shopping, só nos shoppings da Zona Sul. 
Procurei pelo livro "O universo numa casca de noz" de Stephen Hawking, mas havia esgotado. Oh sorte! 
Comprei então "Uma nova história do tempo" e vou depois comprar os livros e filmes que quero. Vai demorar um pouco, pois tenho muitos livros na fila aguardando para serem lidos. Iniciei a leitura de "Incidente em Antares" de Erico Verissimo e estou adorando. Já li outras obras do autor e gosto de sua escrita agradável, fluída, simples e bem informativa.
Olhamos uma loja de artigos decorativos e vimos algumas peças que remetiam ao Antigo Egito. Adorei um gato negro com um colar dourado, muito lindo. Beatriz quis saber mais sobre o Egito e eu disse que é um país muito antigo e quem tem uma história riquíssima; ela pensou, fez alguns cálculos mentais e disse: "Muito antigo é quando é muito velho? Então o Egito deve ser de 2003!"
O que dizer então de quem nasceu bem antes de 2000?!
É isso.


                                       

segunda-feira, 3 de março de 2014

Onírico

                                     


Março chegou trazendo suas águas. 
Março traz dias nublados, cinzentos e chuvosos. Precisamos da chuva; estava tudo tão seco.
Ontem fui à casa da minha irmã Rosi para um delicioso churrasco maravilhosamente preparado pelo cunhado Pepê. Churrasco, farofa, salada, arroz e até uma cervejinha!
Gelada, deliciosa e que combina mais que perfeitamente bem com uma carne salgadinha. Adoro doces mas o sal é minha perdição.
Levei mousse de morango (Danoninho caseiro) de sobremesa e minha cunhada Preta levou manjar branco com bastante coco.
E para arrematar, o café forte e amargo da minha irmã.
Fim de tarde cinzento com algumas aberturas de sol, tão lindo. Trechos com nuvens carregadas e outros trechos de céu azul. 
Uma luminosidade onírica, bonita, calma, tranquila...
Parei por um momento para apreciar essa beleza simples e natural.
Entrei em casa, alimentei os gatos e viajei pelas páginas de "Incidente em Antares" de Erico Verissimo.
Amo a Natureza, os livros e as coisas simples.
É isso.


                                     


                                 

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Dia

                                           



Primeira semana de trabalho e eu estou cansadinha. O corpinho demora a se acostumar ao novo ritmo, mas estou gostando e estou bem.
Levanto cedo para assistir aos telejornais e acabo cochilando no sofá; é sempre assim.Assisti a um programa de artesanato e depois zapeei pelos canais de TV. Nossa!
Parei no canal Multishow e passava o programa TVZ; decidi dar uma olhada, fazia muito tempo que não assistia. Não perdi nem ganhei grande coisa. Perdi meu tempo.
Os clipes mais pedidos eram exibidos e quando liguei estava na posição número cinco; resolvi ver quem seriam os campeões. Não consegui.
Em quarto lugar cantava Claudia Leite uma música muito da boba, um tal de "Largadinho"; deixei para ver se a próxima prestava e só me decepcionei: Rihana dançando vulgarmente um quadradinho de oito em versão americanizada e cantando uma música monótona, enfadonha e fazendo apologia ao sexo, bebida, ostentação... Que moça chata!
Não dá! Pra mim não dá!. 
Mudei de canal e me desinteressei totalmente pelos clipes que viriam a seguir. Bons tempos aqueles de clipes simples mas com boa música.
E, na boa, se Claudia Leite, Rihana, Jennifer Lopez, Beyoncé, Mariah Carey dependessem de mim pra vender seus álbuns horrendos... melhor nem pensar.
Desliguei a TV e fui cuidar das coisas antes de me preparar para ir ao trabalho. Chego à escola e fico na secretaria; a inspeção esteve no local e recomenda que eu evite subir as escadas. A primeira coisa que fiz foi abaixar o volume do rádio. 
Gosto de música quando estou em casa fazendo as coisas, mas ouvir música enquanto leio, estudo, trabalho etc... não dá.
Trabalhei bastante e nem tive uma folguinha para ler mais umas páginas de Tchekhov. Voltei para casa cansada e esse calorão de deserto só piora as coisas.
Estou na metade do livro e o próximo na lista de espera será mais um de Erico Verissimo, um de meus autores favoritos.
Vou tomar mais um banho e me deitar; estou cansada.
É isso.


                                           

                                                  

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Faz parte do meu show

Mais uma noite insone. Isso já está virando moda; parece que peguei gosto pela coisa.
Mas não é não.
São os vizinhos barulhentos e sem educação mesmo.
São vizinhos musicais também.
O vizinho da esquerda - à esquerda da minha casa; não trata-se de preferência política - tem o gosto musical variado; ora é sertanejo, ora é pagode, ora é MPB. Prefiro a velha e boa Música Popular Brasileira.
Mas às vezes o musicalíssimo vizinho abusa. Ligou o aparelho de som às sete horas da manhã e só o desligou às cinco horas da tarde! Acho que ele está apaixonado ou com dor de cotovelo, pois tocou e retocou a mesma música sertaneja-de-dor-de-corno cinco vezes!
Consegui até memorizar alguns trechos da música de dor de cotovelo.
O pior é ter que ouvi-lo cantando junto. Jesus!
Já o vizinho da direita tem um gosto musical que é um desgosto.
Sei que gosto não se discute, se lamenta; mas o pobre vizinho acha que está abafando com suas músicas horrendas tocadas em alto e bom volume.
Também acho emocionante o desapego material desses vizinhos: eles dividem suas músicas comigo e com os outros moradores e com quem tiver o azar de passar pela rua.
É tocante. Literalmente tocante.
Será que meus vizinhos musicais estão preocupados com nossa conta de luz e/ou com o fato de alguns vizinhos - eu - não termos aparelhos de som? Acho que sim. E por causa disso eles tocam suas músicas para que todos possamos ouvi-las - obrigatoriamente - e apreciá-las (nem por um decreto ou sob tortura!).
As músicas parecem sempre serem as mesmas. Acaba uma e começa outra e tem-se a impressão que é a mesma música que demora muito a acabar. É aquele tum tumm desgraçado acompanhado de uma voz masculina e outra voz feminina, ambas esganiçadas e medonhas.
São versões horrendas de sucessos internacionais que por sua vez também são de gosto duvidoso.
Sou do tempo em que cantava quem sabia cantar, hoje basta ter um corpão, uma carinha bonitinha e um Q.I. de ameba invertebrada e acerebrada e pronto, já temos um novo sucesso!
Minha Nossa Senhora do Chuveiro, dai-me resistência !!!
Mas...
Há os raros bons momentos musicais. Hoje mesmo, por exemplo, acordei ao som de Faz parte do meu show, de Cazuza. Sabe quando a gente está dormindo e acorda aos poucos, como se deixasse lentamente o mundo dos sonhos e caminhasse em direção a esse nosso mundo real?
Nossa! Bonito isso,hein?
Fez-me lembrar também do livro Música ao longe de Erico Veríssimo; "Um amor que não tem forma é como uma música ao longe..."
Bom. Acordei ao som dessa bela música de Cazuza e lembrei-me de minha avó Mãevelha. Era Maria Higinia, mas para nós os netos e bisnetos ela era simplesmente mãevelha.
Mãevelha gostava de Faz parte do meu show,principalmente da parte que diz "Te levo na escola e encho tua bola com todo meu amor..."
Ela dizia, enquanto fazia seus crochês com os gatos aos seus pés brincando com o novelo de linha: "Olha só que música interessante, minha filha. O rapaz vai levar a moça pra escola".
Acordei meio brava por ter o sono interrompido mas também rindo pela lembrança de minha avó.
Minha família é musical e a música e sua musicalidade fazem parte de nosso show.
Os vizinhos musicais que os digam!