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sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Reality de Culinária

                                


Frio.
Fez um calorão até terça-feira e de quarta pra cá tem chovido, ventado e esfriado.
Esse tempinho é bom para ficar em casa, debaixo das cobertas, tomando um café quentinho, lendo, assistindo TV e vendo as artes dos gatos ao vivo e à cores.
A moda dos programas de TV agora são os tais dos "Realities" de culinária, famosos cozinhando, crianças cozinhando, todo mundo cozinhando.
Impliquei com isso, claro.
Adoro assistir a programas de culinária, mas com pessoas reais, que fazem comida de verdade e comem de verdade! Gosto do Olivier, Rodrigo Hillbert, Claude Troisgrois, Rita Lobo, Palmirinha, Ana Maria Braga e a Bela Gil, que é natureba mas prepara comida palatável.
A moda pegou e agora temos atrizes sem graça, magricelas e que mal comem, mas que se meteram a cozinhar e a ter um programa para chamar de seu: Carolina Ferraz.
Jornalistas experientes que atormentam participantes de um Reality lhes dizendo o tempo que lhes restam para concluir o prato: Ana Paula Padrão. Ela é melhor na bancada de um telejornal.
Crianças lidando com objetos cortantes e perigosos na cozinha de um Reality da Espanha. 
Uma menina chatinha, saidinha, metidinha, chamada de mini chef, que adora dar conselhos utilíssimos como se fosse muito adulta e experiente e que só sabe fazer sucos de frutas: Rebecca Chamma.
Uma senhora meio bicho grilo que prende o cabelo de modo estranho e faz umas gororobas estranhas e metidas a natureba: Neka Menna Barreto. A senhora também desperdiça muitos alimentos, o que é uma pena. Esses dias ela derreteu chocolate e fez uma placa grande que foi enfiada em um bloco de cinco litros de sorvete. Depois bateu frutas vermelhas no liquidificador e jogou sobre o sorvete. Achando pouco, bateu depois manga e jogou sobre aquela aberração culinária e ainda arrematou a obra jogando frutinhas por cima.
Um baita desperdício!
Para onde vai toda aquela comida? Para que usar todos os cinco litros de sorvete que ficou derretendo ali à temperatura ambiente? Não bastava usar algumas bolas?
Gosto de comida de verdade, simples e sem frescuras. E sem desperdício.
E já que a moda é todo mundo cozinhando, vou criar meu próprio Reality de bolos, tortas e pudins, minhas especialidades. Começarei com bolo de coco, o favorita da minha sobrinha Beatriz e depois o pudim de abacaxi, o favorito de papai, meu cunhado e meu irmão caçula.
Tudo simples, gostoso e sem desperdício.
É isso.



                     



                                     

                                      



                                      

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Não consegui

                                       

Tentei, mas não consegui.
Preciso escrever, é meu vício, ainda mais depois do que vi na TV. Jesus!
Ajeitei Branca Maria no meu colo e ela está confortavelmente instalada.
Como já disse, tenho o hábito de zapear pelos canais da TV e paro em programas ridículos, esdrúxulos, vulgares, ruins mesmo. Como pode alguém produzir isso? Como pode ter audiência e atrair patrocinadores.
Termina o horário político que para mim mais parece o "horário putístico", com o perdão da palavra, e começa a novela. Não consigo assistir direto e até o fim, sou inquieta e mudo de canal; são programas de vendas, religiosos, esportivos, filmes etc e tal, mas sempre paro em programas de gosto duvidoso, como o Programa do Ratinho, por exemplo. Já o citei aqui, falei sobre o cara sem graça que liga para as pessoas e as chama por apelidos que elas detestam.
Hoje parei porque chamou-me a atenção um rapaz franzino acompanhado por duas moças rebolativas, bundudas e peitudas que "dançavam" ao som da "música" horrivelmente "cantada" pelo pobre e simpático mancebo. Usei aspas porque a coisa era triste, Nossa Senhora!
E o jovem atende pelo vulgo artístico de MC P.A.P.O. 
Noooooooooooooossa!
Pensei comigo: "Que @#$%&! é essa?!"
É um concurso para escolher a "periguete" do Brasil, creio eu. Hoje foram apresentadas candidatas da Bahia, Meu Senhor do Bonfim!, e depois serão candidatas de Minas Gerais. 
São moças com cabelões compridos e esticados, a maioria loira, com vestidinhos curtíssimos e justíssimos, salto altíssimo. Tudo "íssimo" demais.
Fico pensando: "A mulher lutou tanto para ter liberdade, para ter direito ao voto, ao divórcio, ao trabalho, ao respeito e hoje faz tudo ao contrário! Que respeito pode ter uma mulher que se veste e se comporta como prostituta? Que rebola até o chão e se esfrega nos homens? Mulheres cujo objetivo maior é namorar e engravidar de jogador de futebol e garantir dinheiro certo pelo resto da vida? Estamos indo na contramão daquilo pelo que lutamos tanto? 
Posso parecer radical e antiquada, e sou. Nos quesitos postura e respeito sou radical e antiquada com orgulho. Que exemplos femininos terão nossas filhas, netas, sobrinhas, primas, irmãs? Exemplos como mulheres fruta, periguetes, Marias Chuteiras e pseudo celebridades saídas de Reality Shows?
Comentei com minha amiga e colega de faculdade sobre o aniversário de setenta anos de Gilberto Gil; nossos grandes nomes da MPB já estão sessentões ou setentões e me pergunto o que será da nossa música quando eles partirem? Já temos nossos ouvidos tratados como penico pela música atual com artistas que fazem músicas descartáveis e de mal gosto.
Músicas como: "Ai se eu te pego você vai ver...Ai se eu te pego..." Isso é o melô do tarado? Da AIDS? 
Parece que as músicas são feitas apenas para o povo se divertir e ponto final. Não digo que tenhamos de ouvir apenas "música cabeça", mas a música atual está ruim demais!
Minha irmã comentou comigo sobre o fato de a cantora cabra entalada Shakira cantar nosso hino nacional na abertura da Copa do Mundo ou dos Jogos Olímpicos, não me recordo qual. Bom, minha cara cantora, temos ótimas cantoras em nosso país e que cantam em português, nossa língua. Obrigada.
Até mesmo cantoras com vozes boas e fortes mas que cantam musiquinhas bestas como Ivete Sangalo e Claudia Leite podem cantar muito bem nosso hino nacional. Isso sem falar em Ana Carolina, Maria Gadú, Maria Bethânia, Nana Caymmi, Marisa Monte, Daniela Mercury, Alcione... Só para citar algumas.
Tomara que não convidem os artistas da moda para cantar nosso hino, já pensou como ficaria? "Ouviram do Ipiranga, lê, lê, lê... as margens plácidas... oi, oi, oi... parapapa..."
Meu Deus, o que estão fazendo com nossa música, nossa cultura, nosso povo, nosso país?
É isso.

                                           

                                           


sábado, 11 de agosto de 2012

Eleição

                                         

É chegada aquela época chata do ano em que temos que encarar candidatos ultra simpáticos e sorridentes.
Época de trocar de canal, para quem tem mais opções, quando começa o horário político.
Época de mais promessas.
Época de mais trocas de ofensas e acusações entre candidatos de oposição.
Época de ruas poluídas com "santinhos" e outras imagens de candidatos.
Carros de som tocando em péssimo e alto som aquelas malditas musiquinhas de candidatos.
Debates na TV, propaganda eleitoral. 
Em alguns casos é até engraçado ver candidatos que parecem ter saído de outro mundo ou que vivem em outro mundo; são promessas malucas, engraçadas, utópicas.
Acho que nessas eleições anularei meu voto, me decepcionei muito com o partido no qual votei por muitas e muitas eleições. Conchavos e acordos de políticos que outrora se odiavam e se acusavam e que hoje posam abraçados para fotos. Que bonitinho! (para não falar outra coisa).
E os candidatos, então? Minha Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, socorra-nos! Livrai-nos de todo/a  candidato/a mal, amém.
Sou da época de candidatos engravatados, sérios, de profissionais formados, estudados.
Hoje a política virou uma lambança só; o samba do crioulo doido (ou do afrodescendente com problemas mentais, se preferir).
São candidatos saídos de Reality Shows, são mulheres frutas-frutíferas-e-desfrutáveis, são cantores que não vendem discos e veem na política uma fonte segura e farta de renda, são  ex atletas... é cada coisa! Acho que falei sobre isso aqui.
Dirigia pela Avenida Guilherme Cotching na Vila Maria e paro atrás de um carro com propaganda política colada no vidro traseiro (não me lembro o nome correto do termo) e me chamou a atenção para a candidata à vereadora apoiada por Celso Russomano, candidato a prefeito de São Paulo: Mulher Pera para vereadora!
Pensei comigo: "Que %$#@ é essa?! Mulher Pera?! A coisa tá russa, mano!"
A mulher pera está mais para mulher dama, na boa. Cabelinho loiríssimo, brincos grandes, vestido justo e maquiagem carregadíssima de piriguete. Jesus!
Pergunto: Quais são os planos e projetos dessa nobre candidata para a cidade de São Paulo? Ela sabe o que um vereador faz? Ela sabe ler e escrever além do próprio nome? Qual a formação escolar dessa candidata? 
E me pergunto também: De onde raios surgiu essa moda besta de mulheres frutas?
E por que só mulheres? E por que não homem pepino, homem berinjela, homem mandioca, homem linguiça? 
Com todo o respeito.
Frutas, política e políticos se misturam e se transformam numa salada indigesta para o eleitor.
Que país é esse?

                                          

                                              

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Fantástico

                                             


O Fantástico era programa obrigatório em nossa casa nas noites de domingo. Assistíamos aos Trapalhões, quando Renato Aragão era engraçado de verdade e antes de se tornar esse senhor bobo que usa as mesmas velhas gracinhas: extintor de incêndio, água e outras bobagens.
O Fantástico era apresentado de forma séria, elegante, educativa até. Hoje o programa está mais parecido com um Reality Show que faz qualquer coisa para atrair a audiência. Ontem, por exemplo, colocaram dois grupos de fãs dos atores vampirescos da saga Crepúsculo para discutir a suposta traição da mocinha branquela de cabelo ensebado no vampiro-fada.
Não aguentei e mudei de canal. Pelo amor de Deus! Cadê aquele Fantástico de séries interessantes e inteligentes sobre saúde, sociedade, cultura e outros?
Zapeei pelos canais e parei no Canal Futura; ia começar o filme "O enigma de Kaspar Hauser". O filme conta a história real de um garoto criado isolado em uma torre e com uma suposta relação com a nobreza alemã do século XIX (19).
Kaspar Hauser não falava, aprendeu depois, confundia sonho com realidade e tinha uma inteligência avançada para alguém com sua história.
Ótimo filme.
Aliás, gosto de filmes antigos, simples, sem estrelas e estrelismos e sem excesso de efeitos especiais. 
Acho que os efeitos especiais de última geração servem também para disfarçar a péssima atuação de atores e atrizes bonitinhos mas ordinários da geração moderna.
Claro que há filmes ótimos, mas têm uns que me fizeram ficar com raiva de mim mesma por ter assistido tal coisa: "Como pude?!"
É isso.