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terça-feira, 2 de julho de 2013

Bacalhau

                                



Não sou muito fã de frutos do mar, mas adoro sardinha e bacalhau. Não gosto de ostras, mariscos e toda sorte de animais moles enfiados em cascas duras. Acho meio nojento comer aqueles corpos molengas que mais lembram secreções. Na boa.
Fui ao Carrefour para comprar o sagrado pão integral da semana, além de frutas, legumes, ração dos gatos e outras cositas mas. Finalmente o preço do tomate baixou e comprei uns dois quilos. Adoro tomate. Mas me recusei a pagar quase cinco reais por uma dúzia de ovos brancos e pequenos!
Comprei lascas de bacalhau, estavam em oferta. Adoro bacalhau.
Coloquei de molho para a dessalga e preparei hoje. Pimentões verde, vermelho e amarelo; bem carinhos, viu? Cenoura, batata, cebola, temperos e azeite de oliva português.
Era uma casa portuguesa com certeza... Ai, Jesus!
Gosto de pimentão, mas sempre que os como sinto uma azia danada e o mesmo acontece com cebola e banana. 
Saboreei o bacalhau com azeite de oliva e arroz branco e só faltou um vinho verde português, meu favorito. 
Tenho o vinho em casa, mas não tomei; havia acabado de tomar alguns dos remédios e a pressão já estava alta; bebida alcoólica e remédios não combinam.
Vou ficar boa e depois tomo o vinho para bebemorar.
Tomei muita água e depois vou caramelizar algumas bananas. Adoro.
O vinho verde português fica para depois.
É isso.







                                      

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Não consegui

                                       

Tentei, mas não consegui.
Preciso escrever, é meu vício, ainda mais depois do que vi na TV. Jesus!
Ajeitei Branca Maria no meu colo e ela está confortavelmente instalada.
Como já disse, tenho o hábito de zapear pelos canais da TV e paro em programas ridículos, esdrúxulos, vulgares, ruins mesmo. Como pode alguém produzir isso? Como pode ter audiência e atrair patrocinadores.
Termina o horário político que para mim mais parece o "horário putístico", com o perdão da palavra, e começa a novela. Não consigo assistir direto e até o fim, sou inquieta e mudo de canal; são programas de vendas, religiosos, esportivos, filmes etc e tal, mas sempre paro em programas de gosto duvidoso, como o Programa do Ratinho, por exemplo. Já o citei aqui, falei sobre o cara sem graça que liga para as pessoas e as chama por apelidos que elas detestam.
Hoje parei porque chamou-me a atenção um rapaz franzino acompanhado por duas moças rebolativas, bundudas e peitudas que "dançavam" ao som da "música" horrivelmente "cantada" pelo pobre e simpático mancebo. Usei aspas porque a coisa era triste, Nossa Senhora!
E o jovem atende pelo vulgo artístico de MC P.A.P.O. 
Noooooooooooooossa!
Pensei comigo: "Que @#$%&! é essa?!"
É um concurso para escolher a "periguete" do Brasil, creio eu. Hoje foram apresentadas candidatas da Bahia, Meu Senhor do Bonfim!, e depois serão candidatas de Minas Gerais. 
São moças com cabelões compridos e esticados, a maioria loira, com vestidinhos curtíssimos e justíssimos, salto altíssimo. Tudo "íssimo" demais.
Fico pensando: "A mulher lutou tanto para ter liberdade, para ter direito ao voto, ao divórcio, ao trabalho, ao respeito e hoje faz tudo ao contrário! Que respeito pode ter uma mulher que se veste e se comporta como prostituta? Que rebola até o chão e se esfrega nos homens? Mulheres cujo objetivo maior é namorar e engravidar de jogador de futebol e garantir dinheiro certo pelo resto da vida? Estamos indo na contramão daquilo pelo que lutamos tanto? 
Posso parecer radical e antiquada, e sou. Nos quesitos postura e respeito sou radical e antiquada com orgulho. Que exemplos femininos terão nossas filhas, netas, sobrinhas, primas, irmãs? Exemplos como mulheres fruta, periguetes, Marias Chuteiras e pseudo celebridades saídas de Reality Shows?
Comentei com minha amiga e colega de faculdade sobre o aniversário de setenta anos de Gilberto Gil; nossos grandes nomes da MPB já estão sessentões ou setentões e me pergunto o que será da nossa música quando eles partirem? Já temos nossos ouvidos tratados como penico pela música atual com artistas que fazem músicas descartáveis e de mal gosto.
Músicas como: "Ai se eu te pego você vai ver...Ai se eu te pego..." Isso é o melô do tarado? Da AIDS? 
Parece que as músicas são feitas apenas para o povo se divertir e ponto final. Não digo que tenhamos de ouvir apenas "música cabeça", mas a música atual está ruim demais!
Minha irmã comentou comigo sobre o fato de a cantora cabra entalada Shakira cantar nosso hino nacional na abertura da Copa do Mundo ou dos Jogos Olímpicos, não me recordo qual. Bom, minha cara cantora, temos ótimas cantoras em nosso país e que cantam em português, nossa língua. Obrigada.
Até mesmo cantoras com vozes boas e fortes mas que cantam musiquinhas bestas como Ivete Sangalo e Claudia Leite podem cantar muito bem nosso hino nacional. Isso sem falar em Ana Carolina, Maria Gadú, Maria Bethânia, Nana Caymmi, Marisa Monte, Daniela Mercury, Alcione... Só para citar algumas.
Tomara que não convidem os artistas da moda para cantar nosso hino, já pensou como ficaria? "Ouviram do Ipiranga, lê, lê, lê... as margens plácidas... oi, oi, oi... parapapa..."
Meu Deus, o que estão fazendo com nossa música, nossa cultura, nosso povo, nosso país?
É isso.

                                           

                                           


domingo, 10 de junho de 2012

Prenda Minha

                                       


Fomos ao concurso/desfile de Beatriz e ela ficou em terceiro lugar. Tão linda.
Nos divertimos muito e até ganhamos CD´s dos cantores jurados. Ou seriam jurados cantores?
Rafaela passou de mão em mão ou de tio em tio, veio comigo e não estranhou.
Balancei-a em meus braços e cantei uma canção de ninar:


"Vou-me embora, vou-me embora prenda minha
tenho muito o que fazer
vou para o rodeio prenda minha
nos campos do bem querer..."


Rafaela me olhou com seus belos olhos negros de jaboticaba e sorriu.
Voltamos para casa e a cantoria continuou no carro; cantei para Rafaela uma velha canção de ninar que cantava para o seu pai. Eu tentava fazê-lo dormir para poder ir para a escola, mas Fubá era esperto e percebia quando eu ia sair e não dormia de jeito nenhum. 
Rafaela me olhava e mexia a boquinha tentando fazer um lá lá lá meio improvisado.
A velha canção de ninar é originalmente em francês, Frère Jacques, e em inglês recebe o nome de Brother Jhon e é assim:


Em Francês:


Frère Jacques, frère Jacques,Dormez-vous? Dormez-vous?Sonnez les matines! Sonnez les matines!Din, dan, don. Din, dan, don.


Em Inglês:


Are you sleeping? Are you sleeping?
Brother John, Brother John
Morning bells are ringing
Morning bells are ringing
Ding, ding dong... ding, ding, dong


Em Português:


Você está dormindo, você está dormindo
Irmão João, Irmão João?
Tocam os sinos da manhã
Tocam os sinos da manhã
Din, den, don...din, den, don






Eu, Rafaela e Vinícius: Prendas Minhas
                                            





quinta-feira, 10 de maio de 2012

Galego

Beatriz, galega neta de nordestinos.
                                             


No Nordeste as pessoas loiras, de olhos e pele clara são chamadas de galegas.
Mesmo aquelas que têm cabelo escuro mas que têm pele clara também são chamadas de galegas.
Nas nossa última viagem a Buíque, Pernambuco, saímos papai, eu e Renata pelas ruas da cidade. Era um sábado, dia de feira e já às oito horas da manhã o sol e o calor eram de rachar.
Papai, Renata e eu passamos protetor solar e saímos  paramentados com chapéu, óculos e sombrinha (guarda chuva); chamamos a atenção dos buiquenses. Mas também não era para menos: três branquelos galegos sob sol quente, vestidos como turistas de países frios e papai falando seu português rápido e quase totalmente ininteligível!
As pessoas nos paravam e algumas perguntam: "De que canto do mundo são vocês?".
Ninguém acreditava que éramos brasileiros e nordestinos!
Havia ido à praia da Boa Viagem com minhas primas de Recife e lá chegando fui assediada pelos vendedores de água de coco e toda a parafernália praiana; eles falavam comigo em um portunhol estranho e eu dizia que era pernambucana: "Oxe, é não! Na terra que tu veio não faz sol não, é?".
Faz sim, e muito.


Praia da Boa Viagem. Recife - PE
                                      

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Modo de falar

                                                


Viemos lá do Sertão e temos nosso próprio falar, nosso sotaque, nosso "nordestês".
Mãevelha misturava a Língua Portuguesa com a Língua Espanhola e tínhamos uma terceira língua que só nós e aqueles que faziam parte de nossa cultura poderiam entender.
Tive alguns problemas na escola quando comecei a estudar e  confundia a escrita e o som das palavras. Para complicar um pouco mais, em casa falávamos um português diferente do que falava, ouvia e aprendia na escola.
Mãevelha e mamãe diziam: "sangre, venta, basura, oitcho, ancha..." e sabíamos que elas queriam dizer "sangue, nariz, lixo ou vassoura, oito, larga, ampla, cheia"
Nas épocas de chuva e frio as roupas demoravam a secar e Mãevelha dizia que as roupas estavam assombradas (úmidas).
Brincávamos com ela e dizíamos: "Oxe, Mãevelha, a roupa viu fantasma, foi?"
As carnes frescas eram chamadas de "carne verde", pois o adjetivo fresco significava homem efeminado.
Frango é galeto, pois frango também é referência a homem efeminado.
Aqui em São Paulo dizemos carne de vaca, mas no nosso Pernambuco dizemos carne de boi. O motivo é simples: quem vai para o abate é o boi, a vaca fica viva para fornecer o leite.
A canjica nossa é chamada de mungunzá.
O nosso cuscuz é feito apenas com farinha de mandioca, fubá, água e sal.
Em uma viagem com mamãe a Pernambuco, aprendi que arupemba é um tipo de peneira.
Usávamos água sanitária, mas aqui em São Paulo nos habituamos a falar cândida.
Nossa galinha a cabidela aqui é galinha no molho pardo.
Aves machos que são capadas são chamadas de capão.
Galinha caipira é galinha de capoeira.
Frango novo, o galeto, é chamado de frango de leite.
Galinha d'Angola é Guiné.
E a língua continua variando...


                                                 





terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Obrigada/ Thank you

                                          


Estou muito feliz com o progresso do meu blog. É muito legal saber que as pessoas leem o que eu escrevo. 
Escrever esse blog foi uma das melhores coisas que eu poderia ter feito. Falo sobre Acromegalia, causos da minha família, meus gatos e até receitas de guloseimas.
Talvez a Acromegalia não seja tão ruim assim; ela me permitiu esse blog e me aproximou de pessoas que lutam a mesma batalha.
Não sou a única e não estou sozinha.
E isso é bom.
Obrigada.


I´m so excited about my blog. It´s so cool to know that people read what I write.
Writing this blog was the best thing I could´ve done. I write about Acromegaly, my family, my cats, and even cooking recipes.
Maybe Acromegaly isn´t that bad; it allowed me to write this blog and to get  closer to people who face the same problem. People who fight the same battle that I do.
I´m not the only one and I´m not alone.
It feels so good.
Thank you.




                                  


                                            

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Padaria do Português

                                                


Antigamente o comércio de nosso bairro era bem precário, e para falar a verdade, não mudou muito não.
Havia apenas dois supermercados e uma padaria próximos à nossa casa e por esse motivo sempre comprávamos nos mesmos lugares.
E esses estabelecimentos comerciais não ficavam assim tão próximos não; era preciso fazer uma boa caminhada.
Aos domingos de manhã papai mandava Naldão e Rogério à padaria do Português para comprar bengalas (baguetes), leite, pão doce e cigarros.
Eles iam e voltavam sorridentes, felizes e esbaforidos. Não sabíamos o porquê, até que um dia o Português da padaria encontra meu primo João nas imediações e fala para ele: "Aqueles dois putos (garotos) primos teus estão saindo sem pagar a conta. Eles fazem o pedido, recebem os pacotes e saem correndo a pinote. Ninguém pega eles".
"Oxe, mas minha tia e meu tio dão o dinheiro para eles comprarem as coisas e posso lhe garantir que eles não sabem disso não".
João chega em casa e conta tudo a papai e a mamãe que esperam Naldão e Rogério voltarem da escola. Mamãe pede explicações e Rogério diz: "Oxe, a gente fica esperando em frente ao caixa com o dinheiro na mão para pagar a conta, mas o Português não sai do telefone! Oxe, não vou esperar não. A gente finge que vai pagar a conta e sai correndo, né Naldão?"
E com essa declaração contundente descobrimos porque Naldão e Rogério sempre tinham dinheiro para comprar doces, salgados e gelinho na escola.
Tempos depois o problema se repete e dessa vez é com Renata e nossa prima Valéria.
Naldão e Rogério já estão rapazes e não tem mais coragem e preparo físico para a maratona Padaria do Português/Casa.
Uma tarde Rogério passa na padaria e o Português pergunta: "Por acaso aquela garotinha gordinha e aquela outra banguela são tuas parentas?"
"A gordinha é minha irmã e a banguela é minha prima. Porquê?"
"Por que elas estão pegando sorvetes e saem correndo sem pagar".
Rogério chega em casa e conta a mamãe e Renata acusa Valéria e Valéria acusa Renata pela ideia dos furtos de sorvetes.
Mas na verdade Renata ficou mais brava por ser chamada de gordinha do que pela descoberta de seu crime propriamente dito.
"Gordinha é a avó dele!".
"É, mas você é gorda mesmo, Renata"
"Mas pelo menos não sou banguela!".


                                                

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Maria Julia

                                             


É minha sobrinha; filha de meu irmão Rogério.
Maria Julia é linda, inteligente, teimosa, geniosa e inquisidora.
Maria Julia fala um português muito bonitinho e conjuga os verbos de forma muito elegante. Ela diz: "fui à feira com minha mãe; você vem nos buscar, precisamos buscá-lo".
Linda, não é?
Então...
Fomos ao zoológico de Guarulhos e caminhamos lentamente para observar os animais. Chegamos ao local dos grandes gatos/felinos e Maria Julia se invoca com a aparência de um leão. Ela diz: "Que bicho é esse, tia Rejane?"
"É um leão, Julia".
"Não é não, tia Rejane".
"Por que não, Julia?"
"Porque os leões têm cabelo e esse aí não tem".
"Mas ele é pequeno, vai crescer e vai ter uma juba bem grande".
"Não é juba, tia Rejane, é cabelo".
"Tá bom, Julia".
"Acho que precisamos ir ao outro zoológico, tia Rejane"
"Por que, Julia?"
"Porque lá tem leão de verdade. Tem leão com cabelo. Esse leão daqui não é de verdade".
Voltamos para casa e no caminho passamos por uma rua cheia de pombos. As pessoas têm o péssimo hábito de deixar lixo exposto na rua e isso atrai pombos, ratos, cachorros e baratas. Esses animais podem transmitir doenças.
Bom...
O carro se aproxima e os pombos alçam voo, mas tem um deles que está doente e não consegue voar. O pombo tentar correr, mas não deu tempo, o pneu do carro passa por cima da pobre ave.
Maria Julia fica brava comigo e me dá broncas: "Tia Rejane, você acabou de atropelar o pombo! Você não vai fazer nada?!"
"Fazer o quê, Julia?"
"Levá-lo ao hospital, oras bolas. Quando a gente atropela alguém, tem que levar para o hospital".
"Mas eu não posso levar o pombo para o hospital, Julia".
"Então chama a polícia e os bombeiros, né tia Rejane!".
Maria Julia tem solução para tudo.


   


                                             

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Lista de compras

                                      


Papai fazia a lista de compras de nossa casa. Quando terminava de escrever, conferia item por item para garantir que não se esquecera de nada.
Papai sentava-se à mesa, chamava mamãe e juntos ambos conferiam a lista.
Papai escrevia a lista em seu português simples de homem simples e semi analfabeto.
Mamãe era professora e ensinara a papai o beabá, as primeiras letras.
Papai lia para mamãe o conteúdo da lista de compras e ela sempre o lembrava de incluir algum item caso ele tivesse esquecido.
A lista era iniciada com o básico, necessário e mais importante, arroz, feijão, café, açúcar, sal, farinha, fubá, óleo; e era terminada com o supérfluo, ou nossos pequenos luxos permitidos uma vez por mês nos dias de pagamento. Iogurte, doces, bolachas, achocolatado.
Após concluída a leitura da lista de compras, papai perguntava a mamãe: "Tá bom assim, véia? Num faltou nada não?"
Nós observávamos atentos àquela tarefa tão simples mas feita de modo tão caprichoso por papai. Ele dividia os itens da lista em duas tabelas: uma com o nome e a quantidade do produto/alimento e a outra com o preço aproximado.
Adorávamos quando papai conferia os itens da lista e nela estavam inclusos nosso achocolatado, goiabada em lata, iogurte, bolachas...
A lista de compras era um acontecimento, um evento feliz que se prolongava quando era hora de separar e guardar o que foi comprado.
Separávamos e guardávamos os produtos de limpeza, higiene pessoal e os alimentos. Até mesmo a ração dos gatos tinha seu lugar especial na lista de compras e na despensa da cozinha.
Tenho saudades da lista de compras com papai, mamãe, nós seis filhos juntos e até mesmo os gatos esfregando-se em nossas pernas para também conferir se a ração era um dos itens da lista.


                                  A Lista de Compras de Papai


Em uma folha de caderno universitário era escrita a lista de compras de papai.
No canto esquerdo o nome do que seria comprado e no canto direito o preço.
No fim da folha, o valor total aproximado das compras.
A lista escrita no português simples de papai:


Feijoa = feijão
Asuca = açúcar
Necao = Nescau (achocolatado)
Saboa = sabão
Macaroa = macarrão
Cibola = cebola
Aroz = arroz
Fariha = farinha
Fuboa = fubá


E a lista de compras prosseguia, escrita no português de papai que invertia, trocava, aumentava ou omitia as letras das palavras.
Mas isso não fazia diferença para nós e nossa alegria.