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quarta-feira, 3 de julho de 2013

Dormir

                                  


Está muito frio, 15º (quinze graus Celsius). Os gatos estão todos encolhidinhos em algum canto da casa; Alice está nas minhas costas, Boreal e Branca ao meu lado, Aurora e Rosa aos meus pés e Léo Caramelo está com uma amiga. Faltam  Cássio e Ébano, que devem estar na cama.
Segundo meteorologistas a madrugada será mais fria ainda, algo por volta dos dez ou doze graus. Gosto do frio mas penso nas pessoas que trabalham à noite e naqueles que não têm um casa para morar.
Meus gatos dormem tão tranquilamente e se têm algum pesadelo eu os abraço e digo que está tudo bem. Digo que os protegerei sempre.
É tão bom ter alguém maior que cuide da gente, que ame a gente e que proteja a gente. 
É isso que faço com meus gatos.
É isso que desejo a todos os bichos, inclusive ao bicho gente.
Boa noite.


                                           

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Encantamento, Máscaras e Ilusões

                              

Tive uma professora na faculdade que um dia falou sobre encantamento; ela disse que as crianças se encantam com tudo, com as novas descobertas e adoram assistir ao mesmo filme dezenas de vezes. Elas repetem as falas das personagens e adoram "adivinhar" qual será a próxima fala e dizem orgulhosas: "Não falei?"
Os adultos se perguntam como que é que as crianças podem assistir ao mesmo filme tantas vezes e ainda assim acharem tão divertido e interessante como se o vissem pela primeira vez. É que crianças se encantam, elas têm o dom ininterrompido do encantamento. Cada vez para ela é uma descoberta, um aprendizado.
Adultos são práticos, apressados, "secos", não se encantam.
Acho que carrego comigo uma parte infantil e outra parte muito ligada à Natureza e ambas se compõem para me fazer quem sou.
Digo infantil no sentido de se encantar, admirar, gostar, apreciar as coisas da Natureza, ver coisas que só crianças veem, que só crianças entendem e não no sentido de ser uma pessoa infantil aos quarenta e cinco anos! Não dá, né? 
Sou adulta e sou normal, graças a Deus.
Como eu falei em postagem anterior, assisti ao programa no NatGeo ou Discovery, não recordo, falando sobre adultos se vestindo, falando e comportando como crianças. Em bom paulistanês dos manos: "Vá se ferrar, meu!".
Todo mundo tem problema, mas não precisamos extrapolar. Tá, sei que todos têm direito à liberdade de expressão então por que não se expressam trabalhando, fazendo trabalho voluntário ou qualquer coisa de útil?
Na boa.
Tenho meus problemas, e quem não os têm? Mas procuro encará-los e resolvê-los e não me escondo sob máscaras, fugas ou desculpas. Ao contrário, vou firme e forte com meu carão acromegálico e encaro o problema; não é fácil, sou muitas vezes observada, magoada, fico chateada, arretada, mas estou sempre pronta para a batalha.
Sonhar é legal e permitido, mas não dá para viver no mundo da Lua eternamente.
Não é fácil ser eu, mas estou na luta.
É nóis.
Me desculpem os que vivem de ilusão escondidos sob máscaras, mas o mundo lá fora é real e se correr o bicho pega e se ficar o bicho come.
Sejamos bichos.
É isso.

                                    

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Animais

                               

Tenho vizinhos educados, tanto moradores das casas da rua quanto os funcionários das empresas e transportadoras que disputam o espaço e atormentam a paz da vizinhança.
Os educados comem bolachas, doces, tomam refrigerantes e simplesmente jogam na calçada as embalagens vazias. Gentalha, gentalha!
O vento se encarrega de espalhar a sujeira e a depositar em minha calçada. Isso sem contar que os educados de plantão colocam o lixo na rua depois que o caminhão do lixo passa ou em dias que ele não passa, fica aquela lambança.
Falei com os vizinhos para não fazer mais isso e como sempre, ouvi o "Eu não!". Todo mundo é inocente até que se prove o contrário, In dubio pro reo.
Varria, lavava, limpava e a vizinha vem fora e puxa conversa. Falamos sobre o barulho dos caminhões, a poeira, baratas etc e tal.
Meus gatos estavam próximos e andavam tranquilamente pra lá e pra cá, mas sempre sob minha cuidadosa vigilância, quando a vizinha diz: "Eu já matei muito gato, muito cachorro. Eu não gostava de bicho não, mas agora parei de fazer isso por causa do meu filho".
Essa pessoa muito humana tem Jesus no coração.
Eu disse: "Mas você nem ninguém têm o direito de matar um bicho só porque não gosta dele. Existem leis que punem o abandono ou a violência contra animais; vai de um a quatro anos de reclusão. Cadeia!"
A vizinha ficou sem graça e disse: "Mas eu não mato mais não e se por acaso algum gato seu aparecer morto, não vá pensar que foi eu não, viu?"
"Sim, lembre-se: Decreto Federal, de um a quatro anos de reclusão. Cadeia!"
"Tá certo, vizinha. Vou entrar que está na hora do banho do bebê"
Continuei a limpar minha calçada tranquilamente.