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domingo, 16 de dezembro de 2012

Corinthians, O Poderoso Timão

                             

Corinthians Bi Campeão Mundial.
Chupa Chelsea! Chupa antis!
É Nóis!
Não dormi direito devido aos fogos e à expectativa; tive receio de "perder" a hora do jogo e outras neuras.
Começa o jogo e os vizinhos torcendo pro Chelsea e secando o Timão. Eu os chamei de brasileiros bestas, onde já se viu torcer pra gringo? 
A desculpa dada é que não gostam do Corinthians porque fazem muita "zuada" (barulho). Perguntei: "E os outros times também não fazem barulho quando comemoram suas vitórias? Alguém comemora em silêncio e/ou meditando?! ". Povo besta, pensei comigo. Vem lá do fiofó do sertão tentar a vida em São Paulo e quer torcer para o Palmeiras, Santos ou São Paulo. Mano, time de pobre é Curinthia! Torcer para time burguês? Não dá, né?
Bom, torcer para qualquer um até pode, mas falar mal e secar meu Timão, não!
Coringão jogou com muita raça, muita gana, muita vontade de ganhar e ganhou.
Jogo do Timão é raça, suor, garra, vontade e dá muito gosto de ver. Aliás, é muito melhor ver o jogo do Corinthians do que ver os jogos do timeco que está seleção brasileira.
Os torcedores do Corinthians são fidelíssimos! Acompanham o time, incentivam o time, sofrem, choram, torcem e nunca o abandonam. 
É um bando de loucos.
Foram aproximadamente uns vinte mil maloqueiros para o Japão e o legal é que foi gente de bairros simples de São Paulo. Não tinha burguesia dos Jardins, Morumbi ou Moema, por exemplo; pelo menos não vi.
Eram manos-maloqueiros-loucos-fieis vindos do Tucuruvi, Jardim Brasil, Perus, Mooca, Cohab e Itaquera entre outros manos de cidades da Grande São Paulo e interior. A ZL estava lá representando nóis.
Os manos venderam carros, motos, fizeram empréstimos e pediram demissão só para poder acompanhar o Timão no Japão. Duvido que os torcedores dos outros times fizessem isso. Não é à toa que somos loucos e fieis.
Corinthians é uma nação, uma religião.
Os antis dizem que os corinthianos são maloqueiros, pobres, analfabetos, banguelas e bandidos. Dizem que quando o Corinthians joga o número de roubos, assaltos e outros crimes diminui em São Paulo. Engraçadinhos.
Eu sou corinthiana e não sou nada disso, mas gostaria de ao mesmo tempo aconselhar e pedir um favor aos manos: Por favor, troquem de roupa quando forem presos pela polícia e estiverem vestindo camiseta do Corinthians. Peçam educadamente ao simpático policial que os estiver prendendo um minutinho apenas, só para trocar de camiseta. De repente vistam a camiseta de um outro time, só pra contrariar os caras, tá ligado?"
Mas como diz a letra do hino: "És do Brasil o clube mais brasileiro".
E não sou banguela, bandida ou analfabeta, mas sou pobre, maloqueira, sofredora, graças a Deus!
Vai Corinthians!



                                    

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Encantamento, Máscaras e Ilusões

                              

Tive uma professora na faculdade que um dia falou sobre encantamento; ela disse que as crianças se encantam com tudo, com as novas descobertas e adoram assistir ao mesmo filme dezenas de vezes. Elas repetem as falas das personagens e adoram "adivinhar" qual será a próxima fala e dizem orgulhosas: "Não falei?"
Os adultos se perguntam como que é que as crianças podem assistir ao mesmo filme tantas vezes e ainda assim acharem tão divertido e interessante como se o vissem pela primeira vez. É que crianças se encantam, elas têm o dom ininterrompido do encantamento. Cada vez para ela é uma descoberta, um aprendizado.
Adultos são práticos, apressados, "secos", não se encantam.
Acho que carrego comigo uma parte infantil e outra parte muito ligada à Natureza e ambas se compõem para me fazer quem sou.
Digo infantil no sentido de se encantar, admirar, gostar, apreciar as coisas da Natureza, ver coisas que só crianças veem, que só crianças entendem e não no sentido de ser uma pessoa infantil aos quarenta e cinco anos! Não dá, né? 
Sou adulta e sou normal, graças a Deus.
Como eu falei em postagem anterior, assisti ao programa no NatGeo ou Discovery, não recordo, falando sobre adultos se vestindo, falando e comportando como crianças. Em bom paulistanês dos manos: "Vá se ferrar, meu!".
Todo mundo tem problema, mas não precisamos extrapolar. Tá, sei que todos têm direito à liberdade de expressão então por que não se expressam trabalhando, fazendo trabalho voluntário ou qualquer coisa de útil?
Na boa.
Tenho meus problemas, e quem não os têm? Mas procuro encará-los e resolvê-los e não me escondo sob máscaras, fugas ou desculpas. Ao contrário, vou firme e forte com meu carão acromegálico e encaro o problema; não é fácil, sou muitas vezes observada, magoada, fico chateada, arretada, mas estou sempre pronta para a batalha.
Sonhar é legal e permitido, mas não dá para viver no mundo da Lua eternamente.
Não é fácil ser eu, mas estou na luta.
É nóis.
Me desculpem os que vivem de ilusão escondidos sob máscaras, mas o mundo lá fora é real e se correr o bicho pega e se ficar o bicho come.
Sejamos bichos.
É isso.

                                    

terça-feira, 10 de julho de 2012

Libertadores

                                        


Final da Libertadores no Pacaembu: Corinthians X Boca Juniors.
Agora é em casa e os curinthia são maioria.
Saio de manhã para resolver algumas coisas: banco, médicos, supermercados... Ando mais que "tiradô de espríto", como dizia mamãe.
Sou igual ao meu Santo São Paulo: não paro.
Sou igual ao Poderoso Timão: não para, não para, não para.
Tomo meu banho sagrado pela manhã e outro à noite; faça chuva ou faça sol, calor ou frio.
Começo a me vestir e percebo que estou com as cores do Boca: azul e amarelo. Penso comigo mesma: "Vixe! Da não! Vou trocar de roupa". Tiro a camisa amarelinha e visto uma branca, mais neutra. "Oxe! Até parece que vou torcer para los hermanos. É ruim, hein!!!"
Saio e bato os quatro cantos de Sum Paulo; vou do Mandaqui à Vila Romana, volto para o Tatuapé, depois Cangaíba, Vila Maria e depois para casa. Ufa!
Sim, mas antes passei pela Avenida Conceição e parei para comprar uma camiseta do Corinthians. O farol abriu, fechei o trânsito, comprei a camiseta e xingaram minha mãe. Exatamente nessa ordem. Alguns motoristas mais educadinhos diziam: "Da-le Boca!" e outros menos educados diziam: "Vamo $#@%¨&!".
Saí xingada mas saí com minha linda camiseta do Corinthians que faria par com minha bandeira do Corinthians; meus mantos sagrados. Corinthians é raça, é sofrimento, é agonia, é alegria, é dor. Graças a Deus. Amém.
Chego moída, como diz meu cunhado Pepê.
Tomo meu sagrado banho noturno, janto meus deliciosos legumes com arroz integral e suco de fruta com soja, chupo umas laranjinhas e até me lembrei de mamãe e as laranjas...
Vou para o sofá, ligo a TV, leio o Estadão, assisto depois ao Jornal Nacional e aguardo ansiosamente o fim da novela para poder começar o jogo, a grande final. 
Vai Curinthia!!!!!!
Pego meu São Jorge e o coloco perto da televisão. Começa o jogo. Zero a zero no primeiro tempo. Começa o segundo tempo e os argentinos causando no campo; agrediam fisicamente e verbalmente os manos do Corinthians. Os caras não sabem jogar, só sabem chutar, bater, agredir. Bando de hermano inguinórante!
Olho para São Jorge e digo: "Aê mano, só lembrando: olha o pescocinho! Na boa, sem violência, tá ligado? É nóis. Amém".
Corinthians 2 x Boca 0. Chuuuuuuupa!
Campeões invictos!
Claro que depois vieram as piadinhas, que o SPFC foi campeão não sei quantas vezes, que o Santos isso, que o Palmeiras aquilo.
Secar o Timão eu até entendo, mas torcer para argentino?!
E se esquecem que o Boca já ganhou em cima do Santos, do Palmeiras, Grêmio e do Cruzeiro e os caras ainda torcem para os hermanos?! 
Esse anticorinthianismo no fundo é inveja e incapacidade de assumir e admitir o amor e a admiração pelo Corinthians, tá ligado?
Nóis é raça, é garra, é força. Nóis é Curinthia, mano!
Sem violência e com todo o respeito aos antis: Vai Curinthia! Campeão invicto!
Chuuuuuuupa antis!!!!!!!!
Desculpem, foi mais forte que eu.