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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

AVC

                                      






Voltamos ao trabalho nessa segunda-feira que passou, dia vinte e sete de janeiro. Escolas particulares e municipais voltam ao trabalho em datas diferentes.
Cumprimentei a todos, fui bem recebida de volta, conversei com alguns colegas e senti falta de outro: o professor que trabalharia comigo na sala de leitura. Estávamos tão animados e tão empenhados no projeto de leitura para os alunos!
Não temos muita estrutura; a sala é pequena, tomada por estantes abarrotadas de livros, não tem espaço físico para juntar um grupo de alunos e discutirmos literatura, minha paixão maior.
Mas temos boa vontade, coragem, paixão pelo que fazemos. Se amor pelo que se faz pagasse salário, ganharíamos salários maiores que o de jogadores de futebol!
Mas não vi o professor. Sempre simpático, sorridente, prestativo, um cara bacana mesmo. Ele estava tão empenhado em reconfigurar os computadores e catalogar os livros; até me mostrou como se faz.
Perguntei a um colega se tinha visto o professor e ele disse: "Você não sabia? O professor teve um AVC (acidente vascular cerebral/derrame), está andando e falando com dificuldade, etá meio desligado".
O professor é diabético e, segundo soube, não se cuidava direito. 
Fiquei triste ao saber sobre meu colega e peço a Deus que ele fique bem.
Torço por ele.
É isso.


                                          

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Mal estar

                                               


Fui à casa da minha irmã Rosi para levar ração e água de coco. Ração para Alice e água de coco para Beatriz, respectivamente.
Tomei o forte e amargo café da minha irmã, conversei um pouco, marquei alguns pedidos no catálogo da Avon e fui embora; eu ainda ia temperar o peixe e cozinhar feijão.
Estou aguardando o farol abrir e um senhor negro (afrodescendente) aparentando estar alcoolizado oferecia doces a um real o pacote/cartela; comprei para ajudar ao simpático senhor.
Sigo em frente paro em outro farol.
Aguardo abrir e de repente tudo escurece e penso que não vai demorar a chover.
A escuridão dissipa e percebo que não era chuva e sim um mal estar repentino que me afeta; tenho suores frios, transpiro muito, minhas mãos ficam trêmulas e sinto-me muito cansada.
Paro o carro em uma rua e espero um pouco, lembro do doce comprado e como um; começo a melhorar. Ligo para minha irmã e pergunto o que tinha no café dela. Brincadeira.
Chego em casa e deito. Estou muito mole, dolorida e cansada. 
Ainda estou.
Devo ter tido uma descompensação diabética; muitas horas sem comer e o forte café contribuíram para tal.
Minha irmã disse que eu vivo fazendo bolos, sorvetes, cheesecakes... Mas eu faço porque adoro cozinhar e sempre que faço distribuo entre a família; não como tudo sozinha, não dá.
Sou normal.
Quando como algum doce, minha cunhada Preta puxa o coral: "Ete, Ete, Ete, Olha a Diabete".
Vou descansar.
Amanhã é outro dia e será melhor.
Amém.


                                            

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Consulta

                                          


Fui ao consultório do endocrinologista. Levei exames, fiz perguntas, obtive algumas respostas.
As outras respostas à minhas perguntas serão dadas pelos neurocirurgiões, conforme dito pelo endocrinologista.
Não fiquei totalmente satisfeita e sossegada; ainda.
Veremos.
Aparentemente são pequenos problemas em início, mas como faço exames frequentes e visito sempre meus médicos, não corremos graves riscos.
O endocrinologista mostrou-me fotos de pacientes seus e disse que até a parte que lhe cabe informar, está tudo dentro dos conformes comigo, mas que devo falar com os neurocirurgiões.
Falei com ele sobre meu ganho de peso e estou preocupada com isso. Remédios para emagrecimento, nem pensar! Os efeitos colaterais são fortes, ruins e eu já tenho que lidar com diabetes, hipertensão, artrose, colesterol e triglicérides altos e todos os outros problemas advindos da Acromegalia. Eu disse ao médico que vou reduzir minha granola e ele caiu na gargalhada e disse que seus pacientes dizem que vão reduzir o pudim, o bolo, os doces...
Eu nunca fui a favor de remédios para emagrecimento, eles causam mais danos do que benefícios. 
O médico não recomenda e uma agravante é minha mobilidade reduzida. Não posso fazer atividades muito carregadas e não consigo mais fazer minhas longas caminhadas pelo bairro; tentei e me lasquei.
Foi-me sugerida hidroterapia, atividades físicas dentro d'água. Precisarei de ajuda no início, pois tenho dificuldade em me abaixar e levantar sozinha, preciso me apoiar em algo ou alguém.
A Acromegalia traz problemas novos e intensifica os problemas existentes.


                                        
                                          


                                                    

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Corpo Acromegálico

                                               


Estou conversando/escrevendo/trocando informações com pessoas de várias partes do mundo. Acho muito bacana o suporte, o apoio e o divulgar sobre doenças e outros problemas de saúde. 
Aqui no Brasil não vi muito apoio e nem informação sobre Acromegalia e acromegálicos. 
Tenho encontrado e conversado com pessoas muito bacanas e que passam pelas mesmas agruras pelas quais passo: cansaço, diabetes, pressão alta, inchaço e dor nas juntas e uma série de outros problemas advindos da Acromegalia.
Não pretendo aqui bancar a vítima, quero apenas dividir e somar conhecimento, compreensão e respeito.
Acromegálicos também têm sentimentos.
É isso aí. 


Parafusos e hastes na minha coluna







Inflamação no osso Tarso do pé esquerdo




Meu cérebro




Meu joelho com artrose









quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Diabetes - Pés Diabéticos e outros problemas

                                              
Hoje fui cedo ao Posto de Saúde do bairro para assistir palestra sobre o Diabetes.
Foi falado sobre os efeitos do diabetes em nosso corpo, sobre cuidados com a alimentação e depois da palestra os pacientes tiveram seus pés examinados. 
Os "pés diabéticos" fazem parte também da longa lista de problemas causados, mas que podem ser evitados ou tratados, pelo diabetes.
O Diabetes causa, entre outros problemas: sudorese noturna, formigamento nos pés e mãos, cansaço, sede, vontade constante de urinar, fome, visão diminuída e baixa sensibilidade nos pés. O perigo dos pés diabéticos é que devido à diminuição da sensibilidade, podemos não sentir quando batemos, arranhamos ou machucamos nossos pés.
Minha avó Mãevelha passou por isso, e como já foi dito aqui antes, a necrose iniciou-se no dedinho do pé e foi até o joelho.
Meus pezinhos (42/43) acromegálicos-diabéticos foram examinados e foi constatada uma perda acentuada de sensibilidade no pé direito. Fui encaminhada ao meu endocrinologista. Irei vê-lo no final do mês e assim aproveito também para fazer os exames trimestrais para controle do GH (Growth Hormone - Hormônio do Crescimento) e para poder renovar a retirada do remédio Sandostatin-LAR na Farmácia Alto Custo.
Depois do exame dos pés fiz exame "Dextro". Acho um nome estranho para o ato de furar o dedo, tirar uma gotinha de sangue, colocar no aparelhinho e em segundos ouvirmos o barulhinho mostrando a medição da glicemia.
Para quem não sabe, glicemia é a taxa de glicose no sangue e glicose é o açúcar presente no sangue e é a principal fonte de energia para o organismo.
Li um artigo no jornal que no ano de 2030 1 em cada 10 pessoas será diabética. Comentei com minha irmã Rosi e ela e eu achamos que esse número chegará antes. A população está cada vez mais obesa e sedentária. Há muitas opções de comida pronta, basta esquentar no microondas; muitas opções de entrega de comida:pizza, pasteis, comida chinesa, fast food etc... O que veio para facilitar a vida acabou por colocá-la em risco. Explico.
Antes as pessoas andavam mais, comiam mais produtos naturais e não tinham tanto acesso fácil à entrega de comida pronta e cheia de gordura, açúcares, sal e colesterol.
Acho que a vida moderna é uma "faca de dois legumes",  acelerou e facilitou o acesso humano a muitas coisas e ao mesmo tempo acelerou e facilitou o risco de doenças à nossa saúde.
Mas se cuidarmos bem de nós mesmos não teremos tantos problemas e viveremos uma vida saudável. O problema é que têm pessoas que vivem para comer em vez de comer para viver! 
Como disse a palestrante, não precisamos comer um bolo inteiro, uma pizza inteira; uns dois pedaços são suficientes. Não precisamos tomar todo o conteúdo de 2 litros de refrigerante, um ou dois copos já são suficientes. 
O difícil é convencer essa pessoas e parece que, quanto mais tentamos alertar mais danos elas fazem à própria saúde. Elas pensam que agindo dessa maneira estarão nos prejudicando, mas se esquecem que os prejudicados são elas mesmas!
Sim, há casos e casos, mas tem muita gente - e eu conheço algumas - que não gostam que falemos sobre saúde, obesidade, diabetes...
Elas preferem se entregar ao pecado da gula. Devoram e devoram-se. Comem a si mesmas, metaforicamente falando.
Essas pessoas também não "se tocam" que seu peso excessivo além de nada saudável também causa outros tipos de problemas. Essas pessoas não cabem em qualquer lugar, têm dificuldade para encontrar roupas que lhes sirvam, quando entram no carro causam rebaixamento automático das rodas e precisam sentar no banco da frente, porque simplesmente não cabem no banco de trás!
Por que as pessoas fazem isso com elas mesmas? Por que se auto destroem? 
Eu não estou aqui para criticar, mas gostaria que as pessoas enxergassem o mal que fazem a si próprias.
Eu também não sou perfeita. Confesso minha gula por bolos de festa e docinhos que ficam mais deliciosos no dia seguinte. Pizzas e salgadinhos também ficam maravilhosos comidos com café no dia seguinte. 
Mas não faço isso todo dia; não devoro essas guloseimas sete dias por semana. Se fizesse isso eu não estaria aqui para escrever nesse blog. 
Adoro sal, confesso, mas não abuso mais tanto quanto antes. Com essa pressão que não abaixa nem por decreto, o jeito é controlar e cuidar e consumir alimentos mais saudáveis.
Podem não ser tão deliciosos, mas nos garantem uma saúde melhor.
Exageros são permitidos sim, mas não exageremos no exagero. Beleza? 
Agora, vai falar isso para as pessoas que eu conheço. Meu Senhor do Bonfim!