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quarta-feira, 17 de junho de 2015

O que é que você tem?

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Sou ativa, sempre fui.
Começar o dia junto com as primeiras horas da manhã e seguir até o entardecer. Gosto assim.
Depois o descanso, uma pausa para um café, um chá ou simplesmente sentar no sofá com um livro nas mãos e ser cercada por gatos mimados e ciumentos.
Tardes bonitas, cadeira lá fora, Rosinha no colo e apreciar a luz, os ventos, o céu, as nuvens... toda sinfonia natural.
Levantei bem ontem e fiz algumas artes: lavei roupa, cuidei dos gatos, organizei algumas coisas. Gosto de ser ativa, útil, viva!
A Acromegalia me tirou muito disso e às vezes fico triste por ser nem metade do que fui: uma pessoa ativa, com muita energia e disposição. Não tem tempo ruim pra mim, como dizia mamãe.
Dores, muitas dores. Às vezes brutais, às vezes pequenas, constantes e incômodas. 
Dores nas articulações: pés, mãos, joelhos, ombros, coluna.
E já ouvi tantas vezes: "Mas o que é que você tem?"
Tenho vontade de ser como era antes; de ter saúde, trabalhar, dirigir, viver minha vida simples do meu jeito simples com as coisas simples que gosto.
É isso.


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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Coração

                                  


Fui ontem à perícia médica do Estado e fui examinada por um médico muito simpático e educado; raridade.
Nunca tive muita sorte com médicos, principalmente os peritos. A maioria me olha com desconfiança e me trata com frieza e isso quando já não dizem logo de cara: "Não é comigo".
A perícia foi na unidade pedagógica da Leste 1, na minha querida ZL. Antes era tudo concentrado na unidade do Glicério e era horrível. Nos sentíamos como animais indo para o abate.
Bom...
O médico examinou minhas pernas, meus joelhos e me orientou. Fez perguntas sobre minha saúde em geral, sobre as cirurgias que fiz e demonstrou preocupação. Mostrou-se surpreso com o fato de eu ainda trabalhar apesar de todos os problemas de saúde que tenho.
O doutor educado me ajudou a levantar da cadeira, pois eu não conseguia. Não tenho impulso e as pernas fracas doem e pesam demais.
Foi tudo bem, até mesmo a manobra na contramão que o taxista fez para eu poder entrar. A unidade de perícia fica em rua de ladeira e de muito movimento de carros; não tem faixa para pedestres e nem farol/sinal. Atravessar ali requer muito cuidado e não é adequado para quem tem mobilidade reduzida.
Terminada a consulta com o perito, fui até a recepção e pedi para a mocinha ligar para o taxista. OK. 
Aguardava e começo a me sentir muito mal. As bolinhas de luz flutuavam na minha frente, um mal estar terrível, ânsia de vômito e fortes dores na mandíbula e braço esquerdo: sintomas de um enfarte/enfarto. 
Pressão muito alta, 19x13, e o taxista que não chegava nunca.
Falei para a médica também simpática que eu não me sentia bem e ela me ajudou. Ir para o hospital? Do extremo da ZL para a Zona Sul e numa sexta-feira com trânsito carregado? Enfarto por aqui mesmo.
Tomei os remédios e aguardei até melhorar um pouco. O coração batia violentamente, como se estivesse sendo estrangulado por uma mão muito forte e tentasse se libertar; sensação angustiante, meu Deus.
Comecei a melhorar e o taxista me trouxe para casa. Deitei e fiquei o resto da tarde assim. Levantei e tomei uma sopinha leve de fubá, estava sem comer nada desde de manhã. Tomei banho e voltei para a cama.
Não assisti TV, não vi nada e nem fiz nada, eu estava brutalmente exausta e o braço esquerdo e a mandíbula ainda doíam. Meu Deus.
Acordei de madrugada com as pernas doendo muito, mas eu não podia tomar os anti inflamatórios. O jeito foi massagear as pernas com óleo de cânfora e arnica.
Adormeci com a gataiada preocupada à minha volta; eles sabem quando não estou bem.
Cérebro, ossos e coração... E o pulso ainda pulsa.
Fiquei em casa. Queria ver alguns móveis, principalmente uma estante maior, com minha irmã mas não deu.
Meus preciosos livros estão acumulados pelos lugares mais improváveis da casa e estão pegando umidade; uma pena.
E por falar em livros, ganhei da Silvia, minha grande incentivadora para este humilde blog, um livro que queria muito: "O Capa Branca". Livro que relata a experiência de um funcionário de um manicômio que se tornou paciente.
Tenho atração pela loucura e por todas as dúvidas, dores, frustrações e tudo o que perturba e anima a alma humana.
É isso.



                                   

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Rigatone

                            


Tem estado mais fresquinho, graças a Deus. O calorão de quase quarenta graus deu uma trégua. Ainda bem!
Como cariocas, nortistas, nordestinos, pessoal do centro-oeste e de outras áreas quentes do país e do mundo aguentam essa quentura toda?
Sou nordestina fake/falsie, como diz uma colega de trabalho, por não gostar de muito calor. Acho que nasci no lugar errado.
Gataida agora dorme após a noitada de bagunça, correria e destruição de objetos inocentes pela casa.
Levantei cedo, tive pesadelos de novo, fiz café e tapioca e assisti aos programas matinais. Gosto dos de culinária e artesanato.
A água já acabou, só temos das sete da manhã até a uma hora da tarde, e estou preocupada com a situação.
E por falar em culinária...
Vou fazer rigatone, aquele macarrão que parece um cano todo riscadinho, com molho de carne. Cortei bifes em filezinhos, temperei, cozinhei e depois adicionarei o molho de tomate.
Vou fazer também um pudim de leite condensado diferente, que não leva ovos. Apenas duas latas de leite condensado e dois potes de iogurte natural. Bate tudo no liquidificador, despeja em forma caramelizada e assa em banho-maria.
Vamos ver se presta, como dizia mamãe.
Andei abusando da lactose esses dias e depois vêm as consequências: dores no estômago, um certo mal estar e prisão de ventre; além dos gases tóxicos que poluem a camada de ozônio.
Bom...
Vou ligar para combinar com o taxista para amanhã e, antes de sair à rua, vou ficar mais ligada no movimento, principalmente o de bicicletas.
Fiquei muito impressionada com isso.
Não vejo a hora de resolver meus problemas de saúde e voltar a ter uma vida normal. 
É isso.



                                   

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Muro

                                    


"Não tenho medo de ficar só, tenho pavor de não poder falar".
Vi essa frase pichada em um muro da Avenida 23 de Maio, a caminho do Hospital do Servidor Público Estadual.
Pagar plano de saúde tornou-se inviável e impraticável; os altos preços cobrados, o longo tempo de espera por uma consulta e a burocracia cheia de frescura para fazer exames mais complexos me fizeram partir para o que tenho direito.
Fui atendida por dois médicos: um bem ativo, falante e experiente e o outro mais devagar que o Rubinho Barricchello. O médico falante demonstrou interesse por meu caso e só de me ouvir descrever os sintomas, já identificou o que era e me encaminhou para o "Grupo de coluna".
Tudo de novo.
Pensei que ficaria livre de médicos e hospitais e pensei que ficaria boa pelo resto da vida depois de tudo o que passei, mas encarar é preciso.
Passei longas horas no hospital, vi muita gente entrando no consultório fazendo cara de doente e saindo de lá segundos depois com cara de quem comeu e não gostou.
Tem que ser muito dissimulado/a e ter muita coragem para encarar todo esse trânsito de São Paulo, encarar filas e longa espera até ser atendido/a só por estar com uma dorzinha. Na verdade, essas pessoas queriam laudos médicos que os afastassem do trabalho por um tempo. É muita coragem, ânimo e disposição.
Uma senhora reclamava de tudo, uma outra entrou no consultório segurando a mão e fazendo cara de dor e ouviu do médico: "Não é nada demais".
"Si ferrô, hihihi".
Vejo professores tirando licença médica só por estarem com um resfriado comum; já falei sobre isso aqui.
Eu pedindo a Deus saúde. Apenas saúde.
Levantar cedo, ir para a escola, sair de lá e fazer as coisas que preciso: banco, supermercado, ração, farmácia, padaria, posto de combustíveis, casa da irmã...
Quero ter essa liberdade de ir e vir sem depender de bengala, andador ou cadeira de rodas.
Quero ter saúde e liberdade para viver minha vida simples. Só isso.
Me irrita ver gente que não tem o que fazer, parece, perdendo horas em um hospital só para se dizer doente e se fazer de vítima para a família, conhecidos etc...
Quer chamar atenção? Bota uma melancia no pescoço! 
Se soubesse o valor da saúde, não iria querer uma doença que lhe rouba a liberdade, a saúde, o viver a vida.
Não via a hora de sair dali. Fiquei triste por estar de novo em um hospital, mesmo por conta de uma simples consulta.
Fico triste por não poder andar livremente. Fico triste por não conseguir dormir uma noite inteira e ter que levantar para passar pomada no joelho, tomar remédio para controlar as dores e depois tomar os remédios para controle da pressão alta, diabetes, tiroide, os corticoides...
Essa gente que quer ficar doente a todo custo deve ser doente de fato, mas é doente da alma, do espírito; assim como gente que come demais e não se dá conta do mal que está fazendo a si mesmo. Com todo respeito.
Constroem muros em torno de si mesmos.
Como dizia mamãe: "Cada cabeça uma sentença".
É isso.


                                  
                                  




sábado, 30 de agosto de 2014

Procrastinar



                                   


Acostumei a acordar cedo e às cinco da manhã já estou desperta. Mas hoje é sábado e fiquei na cama com a gataiada até mais tarde. É tão bom.
Fiz meu café, coloquei roupa na máquina, reguei as plantas e me encantei com os pequenos pés de melancia e melão que desabrocham lenta e graciosamente.
Cuidei das baby roses, me encantei também com a samambaia verdinha e fresquinha.
Fiz salada de alface e tomate e fiz suco de laranja com maracujá.
Andei pra lá e pra cá e obviamente cansei. O joelho direito dói e entreva; está ficando cada vez mais difícil andar.
Estou procrastinando, (acho legal essa palavra) enrolando, embaçando, adiando, evitando...
Mas vai chegar uma hora que precisarei encarar os médicos de novo e encarar agulhas, exames, mais remédios e todos os perrengues de um tratamento de saúde. Não deveria ser tratamento de doença? Faz mais sentido, penso eu.
Tudo seria tão bom se não fosse esse entrevamento, essas dores, essa dificuldade para andar, meu Deus.
O dia seria tão bom se não fosse o vizinho tocando as mesmíssimas músicas infantis desde as oito da manhã. Até memorizei as ditas cujas.
Que saco!
Minha avó dizia que quando o coisa ruim não vem, manda o secretário. Os vizinhos barulhentos voltaram para sua cidade de origem, graças a Deus, mas os outros vizinhos resolveram dar continuidade ao estilo sem educação-sem noção-música alta-que se dane os outros. 
Ouço meu Rock, mas não incomodo ninguém, toco para eu ouvir e não para os outros!.
Daqui a pouco tem o fluxo, o Funk com suas músicas nojentas; pornografia cantada.
Estou com fominha, suco e salada não dão sustança. Vontade de comer bolo.
Começou a esfriar.
Ouço o canto de um passarinho que canta madrugada adentro e eu acho lindo.
É isso.



                                    










quinta-feira, 19 de junho de 2014

Abraço Amigo

                            




Volto para casa e ao virar a esquina vejo a cachorrada na minha calçada.
Devem estar com fome, pensei.
Têm outras casas, mas só vão à minha, só procuram a mim.
Desci do carro para abrir o portão da garagem e recebi o abraço mais fraterno, verdadeiro e amoroso que pode existir: Fofão, o cachorro magrinho e peludo me envolve em um demorado abraço com suas patas magras e compridas. O abracei, nos abraçamos. 
Os vizinhos me olhavam como se eu fosse louca.
Guardei o carro, entrei e voltei em seguida com ração e água fresca.
Fofão, Nina, Ananias, Bonitão, Loirinho e Café...
Todos alimentados e felizes.
Peço a Deus que eu sempre tenha saúde.
Amem.



                                 
                                  

terça-feira, 29 de abril de 2014

Pedido

                              




Tarde belíssima. 
Vento frio, céu azul...
Dores no corpo, principalmente no local da queda. Caí duas vezes em apenas oito ou nove dias.
Gosto do frio, mas sofro com as dores nas articulações, principalmente joelhos e coluna.
Tomei remédio e me deitei no sofá para assistir TV e acordei duas horas depois com a gataiada ao meu redor; tinham frio e fome, eles e eu.
Alimentei, coloquei a ração nova que eles gostam e dei a ração menos apreciada para os cachorrinhos da rua. Coloquei água também.
Basta virar na esquina que a cachorrada vêm ao meu encontro e mesmo eu estando no carro. Acho que eles sentem o meu cheiro e/ou o cheiro do possante cheio de pelos dos gatos, caquinha dos passarinhos e flores vermelhas a mim presenteadas pelas plantas e árvores que ficam no estacionamento da escola.
Gosto de passar pela "Marginalzinha" da Via Dutra e cumprimentar a belíssima paineira de flores róseas. Reduzo a marcha, passo em frente à querida árvore e a pedido dela os ventos me trazem flores róseas e formosas.
Sou normal, apenas sei ver, ouvir, apreciar e respeitar as coisas da Mãe Natureza.
Se eu pudesse fazer um pedido e se tivesse a certeza de que esse pedido seria atendido, eu pediria saúde.
Que não houvesse sofrimento, dor, angústia.
Que não houvesse doença nenhuma. Nenhuma!
Queria ter saúde, mais saúde.
Estou até que bem, mas têm dias que são bem difíceis.
Deus, dai-me força e saúde para seguir em frente.
Seguirei.
Tenho vidas inocentes, fofas, peludas e lindas que dependem de mim.
A vida é assim.
É isso.


                             

                                 


segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Ameixa

                                     



Dor de cabeça chata que se arrasta por algumas semanas. 
Fui para a cama às onze da noite, tomei os remédios e consegui adormecer; aleluia!
Acordo às três e meia da manhã com a cabeça latejando; viro pra lá e pra cá numa tentativa inútil de encontrar uma posição confortável para meu corpo e cabeça, difícil.
Fecho os olhos, peço a Deus e ao Povo lá de Cima que tirem essas dores de mim, que tirem esse cansaço besta, esse desânimo, essa certa melancolia.
Uma coisa fofa, macia e ronronante deita-se ao meu lado e pede carinho; meu Léo Caramelo, meu menino bonito.
Deslizei meus dedos nos pelos macios de Léo, beijei sua cabeça grande de leopardo das neves e assim ficamos por algum tempo. A dor dissipava-se aos poucos, graças a Deus.
Em seguida escuto correria, coisas derrubadas, miados fininhos, unhas enfiadas no colchão e uma fila indiana formada por quatro filhotinhos fofos e arteiros e a mãe atenciosa e coruja.
Todos parecem saber que não estou muito bem.
Me levanto e o dia ainda está escuro. 
Tomo água, alimento a gataiada que se recusa a comer a ração molhada que estava na geladeira, querem uma ração nova e em temperatura ambiente. Abro uma nova lata, não encontrei os práticos sachês e o jeito foi trazer algumas latas de ração molhada, e alimento meus exigentes felinos. Se minha avó Mãevelha estivesse aqui, diria: "Oxe, e onde já se viu gato de pobre com tanto luxo? Vôte!".
Vou para a sala, ligo a TV, zapeio pelos canais: Telecurso, Animal Planet, Pequenas Misses, O Vestido Ideal, Cake Boss, telejornais.
Odiei as mães das pequenas misses; mães frustradas que obrigam as filhas de dois anos de idade a fazer caras e bocas para ganhar um concurso estúpido. Crianças maquiadas, cansadas, estressadas. 
Mães infantiloides, debiloides, frustradas.
Mudei de canal e começa o telejornal; em seguida entra a voz enfadonha de Ana Maria Braga e adormeço.
Acho que vou gravar um CD com a voz dela e ouvir quando eu tiver minhas ubíquas noites de insônia. 
Acordei uma hora depois; Ébano Nêgo Lindo deitado ao meu lado, envolto em meus braços, patinhas sobre minhas mãos.
Levantei, arrumei o quintal, preparei algo para comer: granola com iogurte de soja. 
Estou com vontade de comer bolo de coco com recheio de ameixa seca que vi num desses programas de culinária; acho que vou fazer.
Detesto noites de insônia, detesto sono interrompido. A gente fica meio mole e sem ânimo o dia todo.
A dor foi embora e tomara Deus que não volte.
E permita Deus que eu não precise mais voltar aos hospitais.
Saúde é o que desejo ter em 2014 e em todos os anos de minha vida.
Amem.
Vou fazer um café forte e doce na medida. Dever ser isso: síndrome de abstinência.
Não dá para ficar sem café.
É isso.











domingo, 27 de janeiro de 2013

Corrida de São Silvestre

                          


Tive uma boa melhora hoje, graças a Deus.
Fiz um bocado de coisa pela casa, mesmo com as dores e o entrevamento me cercando. Mas não me entreguei! Desistir nunca, retroceder jamais!
Eu disse que daria um doce se essas dores infames passassem e acho que agora devo doces e guloseimas a quem ouviu meus pedidos; crianças.
Minha irmã Rosi me ligou e perguntou como eu estou e eu disse que hoje estou melhor, mas vou ficar cada vez melhor e até vou correr na São Silvestre. 
De táxi, talvez.
Não é e não será fácil a batalha contra a Acromegalia e seus efeitos devastadores em meu corpo e minha saúde, mas eu vou melhorar, eu vou ficar boa!
Amém.

                                      

quinta-feira, 29 de março de 2012

Senha Especial

                                                   


Fui ao DPME (Departamento de Perícias Médicas do Estado) para passar por perícia e lá chegando foi-me dada senha especial.
Eu geralmente evito pegar senha especial por me julgar em melhores condições físicas que outras pessoas e por respeito à essas pessoas. Mas há dia que estou bem "moída" e resolvo fazer uso de meus direitos.
Bom...
Peguei minha senha e fui encaminhada à sala ao lado para estar aguardando ser chamada.
A atendente chama " a próxima senha especial" e eu me levanto sob olhares e expressões de espanto e indignação; posso ver nas caras das pessoas e ler em seus pensamentos: "O que é que essa fulana tem? Pegou senha especial por quê?!".
Pois é. 
Como disse uma enfermeira certa vez, " se a pessoa não estiver enfaixada, quebrada, com muleta, sangrando ou o que valha, então ela não tem nada!".
Mas não é bem assim.
Há problemas de saúde bem mais graves e que são internos. Não são visíveis aos olhos escrutinadores das pessoas de moral e bons costumes. Gente perfeita que não tem defeito nenhum! 
Deus tá vendo.


                                         





quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Blog da Criança: Higiene

                                         


Tenho observado o modo como alguns adultos tratam as crianças, principalmente o comportamento de algumas mães para com seus filhos.
Já vi inúmeras vezes as mães deixarem os bebês engatinhar no chão do consultório médico, de lojas, de supermercados. Será que elas não sabem que aquilo é perigoso à saúde de seus filhos? O chão por onde pisa tanta gente.
O pior é que deixam os bebês e crianças comerem ali mesmo, no chão, e sem lavar as mãos. 
Outra coisa que acho errada é fazer refeições em salas de espera de médicos, hospitais, postos de saúde e locais onde há presença de pessoas tossindo e espirrando. 
Não seria melhor e mais aconselhável alimentar as crianças antes de sair de casa?
Vejo mães segurando várias coisas nas mãos em vez de levar uma bolsa para acomodar fraldas, lenços, mamadeiras e coisas do bebê. Elas não sabem se seguram os papéis, cartão e as chaves ou se seguram a criança. 
Vejo/ouço crianças chorando agoniadas, cansadas, com fome e sono. Bebês precisando de uma troca de fralda e de roupa. Bebês com chupetas amarradas à fraldas imundas. Só o ato de amarrar a chupeta já não é muito higiênico.
As crianças andam para lá e para cá arrastando aquele pedaço de pano pelo chão. As mães dão-lhe biscoitos que são babados, comidos, caídos no chão, pegos do chão e levados à boca novamente.
Acho erradas todas essas atitudes. Crianças são seres frágeis e delicados, precisam de cuidados e higiene. E acho também que hospitais, postos de saúde, o chão de qualquer lugar não são lugares adequados para se deixar uma criança à vontade e muito menos para fazer refeições. O que ficará à vontade serão os germes e bactérias que causarão doenças aos pequeninos.
Então, um pedido e um conselho: Cuide bem de nós.