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terça-feira, 11 de agosto de 2015

Vento frio

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Como era de se esperar, levantei mais cansada e moída hoje. É sempre assim, um dia bem e animada e no dia seguinte fico um caco. 
Mas abusar é preciso; fazer as coisas é preciso.
Vou só fazer o básico: cuidar dos gatos, fazer meu café e depois bater o feijão no liquidificador; fica tão bom. Vou fazer um purê de mandioca, já que estou sem batatas, para acompanhar o caldinho grosso de feião.
Mamãe picava cebola, tomate, pimentão, cebolinha verde e coentro e adicionava ao caldo de feijão; estive lembrando esses dias. Depois ela fazia bolinhos de feijão com farinha e molhávamos nesse caldo; era tão bom.
Quando estou cansada e dolorida, tanto de corpo como de alma, me vêm essas lembranças e memórias e depois tudo começa a ficar bem.
O tempo vai mudar, não está tão quente e ensolarado como ontem. Um vento frio anuncia a mudança.
Estou melhor, mas ainda tenho aquele gosto ruim na boca e uma tosse chata.
Vou fazer meu café e talvez um mingau de aveia; é gostosinho e dá sustança.
É isso.



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domingo, 8 de março de 2015

Cuscuz com jerimum

                               Resultado de imagem para cuscuz nordestino


Ontem meu irmão caçula veio me buscar para almoçar em sua casa; milagres existem e ele se lembrou que eu existo. Multiplica, senhor!
O cardápio era feijoada e eu não gosto, mas comi arroz com couve e a farofa.
Depois vimos um filme, pintei desenhos com minhas sobrinhas, tomei café e no fim da tarde meu querido irmão me trouxe de volta para casa.
Foi uma tarde agradável.
Meu irmão perguntou se eu estava bem, milagres realmente acontecem, e reparou que eu havia comido pouco. Eu não estava muito bem desde quinta-feira e não podia abusar comendo muito.
Mas há dias que estou com vontade de comer cuscuz nordestino com jerimum, a nossa abóbora. Queria comer com feijão, mas só hoje percebi que o feijão acabou. 
E estão acabando também o café, o açúcar, a farinha, o arroz, os produtos de limpeza...
Meus remédios e a ração da gataiada estão garantidos, graças a Deus. Já paguei as contas de água e luz e faltam o aluguel, telefone, TV a cabo, Internet, prestação do carro...
Vou fazer meu cuscuz e cozinhar o jerimum.
É isso.


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quarta-feira, 10 de abril de 2013

Frutas, Arroz e Feijão

                              

Acordei melhor e com vontade de comer arroz com feijão e frutas. Não necessariamente nessa ordem.
Fui ao banco do bairro e precisaria ir ao banco em outro bairro, mas eu estava cansada e resolvi deixar para ir amanhã.
Ainda passei no posto de saúde e na papelaria para comprar cartucho novo para a impressora. Na volta passo em frente à uma barraca de frutas e comprei algumas: caqui, atemoia, mexerica, goiaba, mamão, maçã, pera e uva. Só.
Voltei para casa e ainda lavei a garagem; a gataida da vizinhança vem fazer caquinha bem aqui. Bacana isso.
Ainda coloquei roupas na máquina, estendi outras e depois fui cozinhar o feijão. Adoro feijão clarinho com caldo grosso e arroz branquinho e feito na hora.
Tomei banho depois disso tudo e cá estou e escrever. Sinto-me bem.
É isso.


quinta-feira, 24 de maio de 2012

Mal estar

                                               


Fui à casa da minha irmã Rosi para levar ração e água de coco. Ração para Alice e água de coco para Beatriz, respectivamente.
Tomei o forte e amargo café da minha irmã, conversei um pouco, marquei alguns pedidos no catálogo da Avon e fui embora; eu ainda ia temperar o peixe e cozinhar feijão.
Estou aguardando o farol abrir e um senhor negro (afrodescendente) aparentando estar alcoolizado oferecia doces a um real o pacote/cartela; comprei para ajudar ao simpático senhor.
Sigo em frente paro em outro farol.
Aguardo abrir e de repente tudo escurece e penso que não vai demorar a chover.
A escuridão dissipa e percebo que não era chuva e sim um mal estar repentino que me afeta; tenho suores frios, transpiro muito, minhas mãos ficam trêmulas e sinto-me muito cansada.
Paro o carro em uma rua e espero um pouco, lembro do doce comprado e como um; começo a melhorar. Ligo para minha irmã e pergunto o que tinha no café dela. Brincadeira.
Chego em casa e deito. Estou muito mole, dolorida e cansada. 
Ainda estou.
Devo ter tido uma descompensação diabética; muitas horas sem comer e o forte café contribuíram para tal.
Minha irmã disse que eu vivo fazendo bolos, sorvetes, cheesecakes... Mas eu faço porque adoro cozinhar e sempre que faço distribuo entre a família; não como tudo sozinha, não dá.
Sou normal.
Quando como algum doce, minha cunhada Preta puxa o coral: "Ete, Ete, Ete, Olha a Diabete".
Vou descansar.
Amanhã é outro dia e será melhor.
Amém.


                                            

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Temperos e Feijão

                                        


Mamãe cozinhava como ninguém e suas carnes muito bem temperadas eram maravilhosas.
Mas ela gostava que eu temperasse o feijão; dizia que com meu tempero ficava mais gostoso.
Eu fritava a cebola e uns minutos depois adicionava o alho. Se colocar os dois juntos, o alho queimará e deixará um gosto amargo.
Após fritar alho e cebola, eu adicionava pimenta do reino, cominho, cebolinha verde e coentro. Tem gente que prefere salsinha, pois não gosta do sabor e do cheiro do coentro. Eu adorava sentir esses cheiros todos. Hoje não consigo mais.
Feijão temperado e pronto para comer. Papai pede para mamãe fazer um "molhinho de feijão". É simples e delicioso.
Caldo do feijão, cebolinha verde e coentro picados. Se quiser pode adicionar cebola, alho e tomate também picados.
O molhinho de feijão acompanhava nossos bolinhos de feijão tão deliciosamente e perfeitamente feitos por mamãe. Ela sabia o ponto exato da mistura da farinha de mandioca com o feijão. Pegávamos os bolinhos de feijão e molhávamos no molinho de feijão. Mais gostoso ainda era passar o bolinho na frigideira "suja" com o óleo da fritura da carne. Delicia!
Não deixávamos mamãe comer; ela nem bem acabava de fazer um bolinho de feijão e logo um de nós pedia mais um. Éramos seis bocas gulosas loucos por bolinhos de feijão com molho de feijão de mamãe.