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segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Dúvidas

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Voltei mais uma vez ao Grupo de Coluna e agora é só aguardar ligação para definir data e horário da internação para a cirurgia.
Estranhei não pedirem exames pré operatórios, como os de sangue e o laudo do cardiologista, mas conversando com um senhor, fiquei sabendo que são feitos no próprio hospital, dias antes da cirurgia.
Esperamos de duas a três a horas pelo atendimento e não ficamos mais que dez minutos no consultório. Muita gente para ser atendida e, obter respostas dos médicos às nossas perguntas, é o mesmo que tirar leite de pedra.
Mas eu ainda insisti, perguntei e senti que o médico estava muito apressado e duvidasse, talvez, da minha condição.
Ele pediu para eu voltar ao hospital onde fiz a primeira cirurgia e pedir um laudo dizendo o nome do fabricante dos parafusos e se eles podem ser removidos. Foi o que entendi.
Achei estranho e duvido que minha coluna possa se sustentar sem os parafusos, e, além do mais, eles foram colocados lá justamente para segurar vértebras fracas e deformadas.
Marquei consulta com o cirurgião que fez o primeiro procedimento e vou levar os exames para ele ver. Vou fazer perguntas, tirar dúvidas e a partir disso me sentir mais segura, quem sabe.
O que me incomoda no Grupo de Coluna é a inconstância, o ser atendida por um outro residente que "pega o bonde andando" e termos que falar tudo de novo. Cada um dá a sua opinião, o seu "achismo" e isso me incomoda. Gosto da certeza, do ponto de vista em comum em casos como esses, da conclusão igual ou muito semelhante.
Tenho uma coluna doente, fraca, dolorida, com parafusos e um cisto que se enfiou por ali não sei como.
Tenho os joelhos tomados pela artrose e as dores no quadril direito e pernas.
Não sei quando essa cirurgia da coluna será realizada e depois tenho que voltar ao Grupo de Joelho.
Quantos grupos serão necessários, meu Deus?
Estou inquieta, incomodada, ansiosa e um tanto insegura.
Quando eu ficar boa poderei cuidar melhor do meu jardim; cuidarei. Plantarei flores do campo, suculentas e margaridas, minhas favoritas.
É isso.



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sexta-feira, 18 de setembro de 2015

É preciso

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Hospital do Servidor Público Estadual, Grupo de Coluna. Espera.
Exames são entregues ao médico, um jovem rapaz que mais parece um menino.
O doutor sai por alguns instantes com os exames e retorna acompanhado de outro médico, um dos cirurgiões.
Moço novo e franzino e com o maravilhoso sotaque nordestino. Sinto-me de volta pro meu aconchego quando escuto as vogais abertas, o "S" chiado de Pernambuco e outros tons do Nordeste.
Meu Nordeste tem cores e tons, sons e melodias que só quem é de lá entende, compreende, escuta e vê.
Ando meio poética. A melancolia tem esse efeito em mim.
O doutor fala sobre a necessidade de uma nova cirurgia e sobre os riscos envolvidos; não trata-se apenas de tirar os parafusos, que estão soltos, e reajustá-los, é muito mais que isso.
Escutei com atenção e fiz perguntas. Aquela coisa "trancada" dentro de mim quis explodir; segurei.
"Você é um caso difícil e interessante e toda a equipe está muito interessada em você".
Sim, sou muito difícil, ainda brinquei.
Tenho essa habilidade, creio eu, de rir e fazer graça só para segurar aquela coisa trancada que teima em explodir quando preciso manter a calma e parecer normal. Sou humana, demasiado humana.
Estou habituada a hospitais, laboratórios, exames, consultas, remédios e afins e essa será minha oitava cirurgia: cérebro, coluna, traqueostomia e apendicite, a mais "basiquinha" de todas.
Pensei que ficaria livre disso tudo e só iria às consultas de rotina para manter os cuidados e o tratamento. Pensei que voltaria às salas de aula, aos meus pequenos, aos diários de classe, provas, trabalhos e coordenador nos pressionando para entregarmos notas e faltas a tempo para as reuniões.
Era muito stress, mas era uma coisa boa e eu trocaria esse stress por esses problemas de saúde.
Mas se é para eu voltar a andar sem andador, voltar a dirigir e ficar boa, eu encaro. É mais uma batalha e estou acostumada a elas; sou velha guerreira.
Sim, os riscos são meio assustadores, como em toda cirurgia, mas encarar é preciso.
E quando eu ficar boa, vou ver meu doce mar oceano. Mar calmo nunca fez bom marinheiro, disse alguém sábio e experiente.
A água está chegando, vou fazer as coisas. Até que me viro bem mesmo com todos esses problemas de mobilidade.
Faz muito calor. Vou fazer suco de beterraba com cenoura; bem gelado.
É isso.



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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Muro

                                    


"Não tenho medo de ficar só, tenho pavor de não poder falar".
Vi essa frase pichada em um muro da Avenida 23 de Maio, a caminho do Hospital do Servidor Público Estadual.
Pagar plano de saúde tornou-se inviável e impraticável; os altos preços cobrados, o longo tempo de espera por uma consulta e a burocracia cheia de frescura para fazer exames mais complexos me fizeram partir para o que tenho direito.
Fui atendida por dois médicos: um bem ativo, falante e experiente e o outro mais devagar que o Rubinho Barricchello. O médico falante demonstrou interesse por meu caso e só de me ouvir descrever os sintomas, já identificou o que era e me encaminhou para o "Grupo de coluna".
Tudo de novo.
Pensei que ficaria livre de médicos e hospitais e pensei que ficaria boa pelo resto da vida depois de tudo o que passei, mas encarar é preciso.
Passei longas horas no hospital, vi muita gente entrando no consultório fazendo cara de doente e saindo de lá segundos depois com cara de quem comeu e não gostou.
Tem que ser muito dissimulado/a e ter muita coragem para encarar todo esse trânsito de São Paulo, encarar filas e longa espera até ser atendido/a só por estar com uma dorzinha. Na verdade, essas pessoas queriam laudos médicos que os afastassem do trabalho por um tempo. É muita coragem, ânimo e disposição.
Uma senhora reclamava de tudo, uma outra entrou no consultório segurando a mão e fazendo cara de dor e ouviu do médico: "Não é nada demais".
"Si ferrô, hihihi".
Vejo professores tirando licença médica só por estarem com um resfriado comum; já falei sobre isso aqui.
Eu pedindo a Deus saúde. Apenas saúde.
Levantar cedo, ir para a escola, sair de lá e fazer as coisas que preciso: banco, supermercado, ração, farmácia, padaria, posto de combustíveis, casa da irmã...
Quero ter essa liberdade de ir e vir sem depender de bengala, andador ou cadeira de rodas.
Quero ter saúde e liberdade para viver minha vida simples. Só isso.
Me irrita ver gente que não tem o que fazer, parece, perdendo horas em um hospital só para se dizer doente e se fazer de vítima para a família, conhecidos etc...
Quer chamar atenção? Bota uma melancia no pescoço! 
Se soubesse o valor da saúde, não iria querer uma doença que lhe rouba a liberdade, a saúde, o viver a vida.
Não via a hora de sair dali. Fiquei triste por estar de novo em um hospital, mesmo por conta de uma simples consulta.
Fico triste por não poder andar livremente. Fico triste por não conseguir dormir uma noite inteira e ter que levantar para passar pomada no joelho, tomar remédio para controlar as dores e depois tomar os remédios para controle da pressão alta, diabetes, tiroide, os corticoides...
Essa gente que quer ficar doente a todo custo deve ser doente de fato, mas é doente da alma, do espírito; assim como gente que come demais e não se dá conta do mal que está fazendo a si mesmo. Com todo respeito.
Constroem muros em torno de si mesmos.
Como dizia mamãe: "Cada cabeça uma sentença".
É isso.


                                  
                                  




sábado, 20 de dezembro de 2014

Anônimo/a

                                 


Fiquei uma semana sem computador, precisava de algumas atualizações, e agora está tudo aparentemente de volta ao normal. Ainda bem.
Verificava alguns e-mails e comentários no blog e encontrei o comentário de uma pessoa anônima que deixou várias perguntas referentes ao diagnóstico de Acromegalia. OK.
Algumas pessoas escrevem e deixam seus e-mails para um retorno, o que eu geralmente faço. Acho bacana essa troca de informação, ainda mais tratando-se de uma doença rara e perigosa como a Acromegalia.
Outras pessoas não se sentem confortáveis, talvez, lidando com a descoberta de uma doença e eu respeito isso. Vou responder às perguntas deixadas por "anônimo/a" e espero poder ajudá-la/lo com minha experiência.
Curiosamente, acabei de ler um artigo sobre a dificuldade em se chegar a um diagnóstico preciso da Acromegalia e, até que isso aconteça, passeamos por médicos e mais médicos e fazemos inúmeros exames, menos aqueles que responderiam às nossas dúvidas e à dos médicos também.
Já falei aqui sobre minha Via Crucis até encontrar um médico que me ouvisse, acreditasse em mim e/ou que pelo menos tivesse ouvido falar sobre Acromegalia.
Os exames para o diagnóstico da doença são os de sangue e o de imagem, ressonância magnética. Os exames de sangue irão mostrar a contagem dos níveis do GH (Growth Hormone - Hormônio do Crescimento) e o IGF-1 (proteína produzida no fígado em resposta ao hormônio do crescimento).
Os níveis de GH variam de acordo com a idade e o sexo do paciente e se esses mesmos níveis estão muito alterados, é sinal de que algo não está certo.
A ressonância magnética de sela túrcica, onde a hipófise e o possível tumor estão alojados, irá mostrar esse tumor, seu tamanho aproximado e sua localização.
Os tumores de hipófise ficam alojados próximo ao nervo óptico e da artéria carótida e por isso os tumores não podem ser removidos totalmente, pois os riscos seriam muito grandes. Radioterapia ou Radiocirurgia são usadas no tratamento do material residual.
Exames de sangue e de imagem juntos podem trazer um diagnóstico mais preciso e indicar o melhor tratamento, caso seja necessário.
Bom...
Espero ter sido útil e respondido ás perguntas de "anônimo/a".
Repito: Gosto de responder às perguntas, gosto de ser útil e é sempre bom saber que não estamos sós.
É isso.



                                   

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Até mais

                               



Chove muito, ainda bem, mas tem muito lugar alagado pela cidade. Penso nas pessoas que perdem o pouco que têm e que foi adquirido com muito trabalho.
Não fui trabalhar hoje; ainda levantei cedo, tomei banho e me preparei para sair, mas tropecei e a perna doeu muito.
Voltei para dentro de casa, sentei no sofá e esperei um pouco, para ver se a dor reduziria, mas não.
Junto com a dor senti tontura, mal estar e uma fraqueza; hipoglicemia.
Fiz café e comi bolacha integral; melhorei um pouco.
Voltei para a cama, mas foi impossível dormir com o barulho dos motores dos caminhões e a molecada na rua berrando por causa de pipas.
Escuto um barulho no telhado e escuto a molecada orientando a quem manipulava o tal do "réurreu", uma pedra amarrada em linha usada para alcançar os pipas que caem sobre os telhados e nos fios de eletricidade.
Levantei e andei com a ajuda do andador. Fui até a garagem e dei uma bronca no santo moleque do vizinho. Moleque desbocado, mal caráter, dissimulado e cínico, mas um doce de menino, para o pai. 
Lembro de uma personagem de Chico Anysio que dizia: "Tem pai que é cego".
Cuidei da gataiada, apreciei a beleza e o frescor de minhas plantas e li bastante; coisas simples, que gosto muito e me fazem bem. Cada louco com sua mania.
Começo a me organizar e a organizar as coisas por aqui pois em breve vou encarar médicos, consultas, exames e até mais. Esse "até mais" é o que me assusta, incomoda e entristece.
Mas se tem que encarar... Quem está na chuva é para se queimar, já disse Vicente Matheus. 
Vai Curinthia!
É isso.



                                                     


domingo, 9 de fevereiro de 2014

Abraços

                                



Acordei cedo, como sempre, mas por ser domingo, havia menos barulho na rua. 
Não tinha o barulho dos caminhões fazendo manobras e nem os gritos dos trabalhadores que se cumprimentam, perguntam se tem café e comentam sobre o futebol, principalmente o Curinthia, claro.
Decidi ficar um pouco mais na cama e em poucos minutos estava rodeada pelos meus lindos felinos: Branca Maria, linda e charmosa; Bellatrix, sapequinha; Ébano Nêgo Lindo, manhoso, lindo e cara de pau... E a gataiada ao meu lado.
Adormeci.
Ando por corredores, subo escadas, abro portas, encontro alguns professores, converso com estudantes e me vejo em um hospital. Quero sair dali o mais rápido possível.
Levo comigo minha mala do hospital, que está aberta e eu tento pegar tudo e colocar de volta, mas a pressa de sair ou fugir dali é maior e fico meio perdida e atrapalhada.
Um médico vem falar comigo e aponta para uma sala com novos equipamentos de Radiocirurgia/Radioterapia e lá trabalha um médico já meio idoso; fico sabendo que é um cientista que pesquisa doenças raras e desenvolveu um novo tratamento. Fico brava, assustada e quero fugir.
Nos equipamentos está colada a bandeira de um país nórdico (Noruega, Dinamarca, Finlândia, Suécia e Islândia), país de origem do médico idoso.
Países frios, gélidos e por onde passei durante o coma. 
Sente-se muito frio quando se está em coma, quando passa-se por umbrais e quando faz-se a passagem dessa vida para outra. Frio, fome, medo, tristeza, solidão, abandono, frio...
Olho por uma janela quebrada e vejo uma placa de rua; estou na área dos principais hospitais: Servidor Público Estadual, Hospital São Paulo, AACD, Hospital do Rim e Hipertensão...
Eu quero sair dali!
Não quero ver nem falar com aquele médico idoso que trabalha tão compenetradamente em sua pesquisa e novos equipamentos.
Corro, subo escadas, abro portas e encontro mamãe com meu avô Paipreto; não devo ter medo. Mamãe e meu avô me abraçam demoradamente, fortemente, docemente...  É um abraço tão bom, tão protetor, tão forte, tão bonito, meu Deus.
Acordei bem e com uma sensação de paz, amor e proteção.
Agradeci e pedi a Deus que de vez em quando permita que mamãe, meu avô e meu povo antigo e querido venha me ver, me abraçar...
Mas eu fiquei encucada com o médico do país nórdico. Confesso que fiquei.
Dias melhores virão.
É isso.


                                   


segunda-feira, 23 de setembro de 2013

De Madrugada

                             


Chove muito em São Paulo e faz um friozinho também.
Acordei ainda de madrugada e senti vontade de escrever ainda de madrugada.
O sono foi embora nos ônibus que acordam a tudo e a todos com seu barulho exagerado.
O dia amanhece na cidade que nunca para, nunca dorme; é meu Santo São Paulo, como dizia mamãe.
Estou na casa da minha irmã Rosi desde quinta-feira passada; minha mobilidade está muito reduzida e muitas vezes preciso de ajuda para me locomover.
Pensei que com as cirurgias que já fiz, ficaria livre, leve e solta para viver a vida com uma boa saúde, paz e liberdade. Ainda não deu.
Daqui a pouco vou para o hospital, para mais uma internação e permita Deus que minha saúde melhore e que os efeitos nocivos da Acromegalia sejam atenuados, curados... quem sabe?
Estou preocupadíssima com meus gatos, meus tão amados gatos.
Não é tão fácil e simples como parece, escolher alguns gatos para serem adotados por alguém como se tivesse que escolher que roupas vou usar e as que não vou mais.
Meus gatos são meus companheiros, são muito amados e cada qual com sua personalidade própria. Minha doce, inteligente e esperta Aurora, minha grandona, doce, gentil e meiga Branca, meu indo, charmoso e cara de pau Nêgo Lindo, minha pequena e doce Rosinha, minha Rosinha. E todos os outros lindos, arteiros, espertos e amados gatos.
Deus, proteja minha casa, meus gatos e minha família.
Dê-lhes em dobro todo o bem que me fazem.
Permita-me a cura. Ilumine o conhecimento dos médicos e guie suas mãos quando em mim realizarem procedimentos.
Proteja meus gatos.
Deus, meu Deus.
Amem.


                               


                                  

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Diagnóstico: Acromegalia

                                 



Conversava com uma paciente acromegálica e falamos sobre a dificuldade em se diagnosticar corretamente a Acromegalia.
Como já relatei em postagens iniciais desse blog, tive problemas em encontrar um médico que acreditasse em mim, que olhasse com atenção os exames que lhe mostrava, que me ouvisse, que me respeitasse, principalmente.
Perambulei pelas ruas de São Paulo carregando exames. Enfrentei o calor humano dentro do metrô e dos busão lotados. Caminhei muito para então chegar ao consultório de um médico velho rabugento que mal me olhava na cara e muito menos os meu exames.
Tinha um trabalhão danado para conseguir a autorização e a senha do convênio médico para poder fazer os exames. Quando finalmente conseguia, levava os benditos para o médico mal humorado que simplesmente me dizia que era "apenas uma pequena inflamação".
Eu também levava os exames da coluna e perguntava se cirurgias resolveriam o problema e ele apenas dizia que "tem 50% de chance de dar certo e 50% de chance de não dar certo".
Tá.
Desconfiava que aquele velhote mal humorado não ia com a minha cara.
Fui a outros médicos que nunca ouviram falar em Acromegalia. E Gigantismo e a Doença do Crescimento, já?
Nunca souberam de casos de crianças e jovens que crescem acima dos dois metros de altura?
Em que faculdade se formaram?
Se não ouviram falar sobre a Acromegalia, então por que não me permitiam falar sobre ela, sobre os sintomas, sobre as mudanças físicas e os problemas causados por ela?
Seria apenas virose?
Depois de muito vai e vem, encontro o médico que acreditou em mim, mas que não sabia ver/ler/interpretar os exames, era muito desorganizado e arrogante e disso tudo deu-se todo o problema que também já relatei.
Soube de casos de acromegálicos que fizeram dietas a mando de seus médicos porque haviam ganho muito peso subitamente. O ganho de peso é um dos primeiros sintomas da Acromegalia.
Esses pacientes que fizeram dietas acabaram ficando anêmicos.
Sempre um longo caminho a percorrer até um dia encontrar um médico que tenha ouvido falar em Acromegalia, que nos ouça e olhe nossos exames.
E que saiba o que está fazendo também.
Se o médico desconhece a doença isso não quer dizer que ela não existe!
E mesmo eu sempre falando sobre Acromegalia, falando sobre como a médica do DETRAN desconfiava de Acromegalia, levando exames que constatavam a Acromegalia, muitos médicos desconheciam a Acromegalia e me encaminhavam a outros colegas seus que também desconheciam a Acromegalia e achavam que eu estava desperdiçando meu tempo e o deles.
Achavam que eu era uma dessas "Donas Marias" que adoram bater perna pelos hospitais, principalmente pelo Hospital das Clínicas, só para depois dizer para conhecidos e familiares que tinham ido às "crínicas".
O HC deve ser procurado para quem tem doenças sérias, raras e necessitam de tratamento adequado, mas tem gente que se abala lá do fim do mundo, encara transporte público lotado só para ir às clínicas porque tem pressão alta, diabetes, dor de ouvido...
Esses problemas de saúde podem ser tratados nos Postos de Saúde do bairro e assim evitaria o excesso de pessoas e a demora pela espera de uma consulta nas "crínicas".
Bom...
Estou torcendo para que a médica não me interne até sexta-feira; quero passar o fim de semana com minha família e meus gatos e na segunda-feira irei ao hospital e me internarei, muito provavelmente.
Não gosto de hospitais, de ficar longe de casa, do trabalho, da família, dos meus gatos e da liberdade de viver, mas tem gente que adora procurar doença onde não tem só para ficar afastada do trabalho e ficar sem fazer nada.
Prefiro ter saúde para fazer tudo e ficar bem longe de hospitais.
Mas é preciso, infelizmente é preciso.
E no final das contas, tudo dá certo.
É isso.




Amo Nietzsche
                                        


                                        



quinta-feira, 16 de maio de 2013

Bengalas e Muletas

                                   


Fui hoje ao consultório do meu ortopedista. Fiz radiografias, tomei injeções e ele me aconselhou a usar bengala/muleta canadense articulada. 
Disse que distribuem melhor o peso e dão maior estabilidade, a bengala comum pode escorregar e eu posso cair.
Eu uso bengala para me locomover pela casa e fazer as coisas, mas  isso ficaria difícil com essas muletas articuladas. Sei não.
Estou ficando dura e entrevada cada vez mais e estou tomando remédios para aliviar, mas até quando esses remédios aliviarão? Até quando esses remédios conseguirão conter o avanço da artrose? Até quando essas bengalas e muletas me ajudarão a me locomover?
Cirurgias? Sim, o ortopedista sério que não fica pendurado ao celular disse que sim, serão necessárias. 
Coluna, joelhos, pés, mãos, ombros... Todos afetados pela artrose e alguns forte candidatos a cirurgias.
Estou fazendo o que posso e o que mandam os médicos. Estou seguindo os conselhos da jovem e simpática médica que me aconselhou a procurar outros médicos de outras especialidades.
Já fui ao ortopedista, agora faltam o oftalmologista, gastroenterologista, cardiologista, neurocirurgião, endocrinologista, pediatra, veterinário e pai de santo.
A coisa tá braba.
Mas eu vou ficar boa.
Tenho fé.
Vou para a cama, estou muito cansada.
Amanhã será melhor.
Boa noite a todos.


Muletas canadenses articuladas e a bengala comum.