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sábado, 6 de dezembro de 2014

Sem ânimo

                                



Sábado. 
Abafado, daqui a pouco a água acaba.
Fiz meu café e, para variar, dormi mal.
E, como sempre, logo cedo o vizinho liga o som em alto volume e toca as músicas infantis para o filho. Bota um filme pra esse menino ver, pelo amor de Deus!
Levantei arretada.
Sento para ler o jornal e começa a tocar Funk: Que porcaria é essa?
Vou até o portão e vejo um carro estacionado, com a porta traseira levantada, em frente à casa do vizinho. Era só o que faltava!
Funk nojento com letras de duplo sentido e sentido explícito: periquitas e trombas de elefante... Cada coisa!
E isso porque na casa têm crianças e um menina de uns seis ou sete anos. Cadê a mãe dessa criança?!
O carro foi embora, mas, como alegria de pobre dura pouco o outro vizinho lava o carro e toca pagode lalaiá. 
Por que as pessoas fazem isso? É apenas para se exibir ou por que são mal educadas mesmo? Ou os dois, creio eu.
Estou sem ânimo, sei lá.
Queria ir ao supermercado, mas sábado é sempre lotado e ainda mais que agora é época de Natal.
E também não estou com muita disposição para empurrar carrinho, encarar filas e gente se esbarrando para aproveitar as ofertas imperdíveis.
Irei durante a semana.
Joelho duro, inchado e dolorido. 
Vou ficar por aqui e, depois do funk e pagode lalaiá dos vizinhos, vou ouvir o bom e velho Rock 'n' Roll para descontaminar.
É isso.


                                       


                                    

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Óleo

                                 


Estou literalmente ungida: untada, besuntada com óleo.
Não gosto muito de tomar remédios, além dos obrigatórios para controle da pressão alta, por exemplo, e os de controle da dor causam efeitos colaterais como vômito e mal estar.
Passei nas articulações o óleo preparado com cânfora e outras substâncias naturais que têm efeito analgésico e depois disso consegui dar uma cochilada.
Gosto de analisar as palavras e estudar sua formação, mutações etc. Queria fazer Mestrado em Lingüística Aplicada, mas o preço do curso é mais alto que meu rico salário.
Fiquei curiosa e interessada em pesquisar sobre o termo "unção" de tanto ouvir as pessoas falando "unção, ungir, ungido, o mundo é dos ungidos..."
Me transportei aos tempos das festas de fim de ano e untava muitas formas para assar bolos, peru, pernil e outros alimentos natalinos com mamãe.
Untar a forma, besuntar, olear, passar manteiga ou óleo para o alimento não grudar.
Em termos bíblicos o ato de ungir alguém é conferir-lhe proteção divina, purificação, extrema-unção, entre outros significados.
É...
Parece que vai chover de novo e tomara que a chuva traga água suficiente para encher rios e reservatórios. Bom mesmo seria se as pessoas respeitassem a Mãe Natureza e toda essa seca seria apenas uma suposição. Mas é real, infelizmente.
É isso.


                                         

quinta-feira, 6 de março de 2014

Papel Laminado

                                   


Vi uma folha de papel laminado sobre a mesa e viajei no tempo e no espaço.
O simples fato de ver algo desencadeia lembranças e memórias de uma infância curta, intensa e nem sempre feliz.
Eu adorava as aulas de Artes com a professora Dona Maria Eugênia, uma senhora elegantíssima e que usava o cabelo curto e alto. A molecada a chamava, escondido,claro, de Black Testão.
Hoje os alunos chamam os professores de nomes bem mais feios e ofensivos e isso sem se preocupar com respeito, em ir para a diretoria e/ou ter os pais chamados para conversar.
Adorava ir à pequena papelaria do bairro para comprar material escolar, principalmente material para as aulas de Artes: papel laminado a que também chamávamos de papel alumínio, papel crepom, cartolina, cola, guache, tinta para tecido, vidro etc...
Na época natalina íamos para a escola munidos de folhas coloridas de papel laminado: azul, verde, vermelho, amarelo, branco, rosa...
Fazíamos a bota do Papai Noel, sempre na cor vermelha, e colávamos algodão para fazer a barra. 
Fazíamos sinos de Natal e colávamos bolinhas coloridas; ficava tudo tão lindo.
Voltava para casa orgulhosa do meu trabalho artístico e colava nas paredes as decorações feitas por mim.
Eu adorava pintar vidro, tecido, gesso...
Adorava costurar à mão e sabia fazer alguns pontinhos básicos de crochê.
Às vezes penso e voltar a fazer alguma dessas coisas; não tenho muito talento e criatividade, mas são atividades que fazem um bem enorme á mente e alma da gente.
É isso.


                                    

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Tempos

                                      


Já escrevi sobre mágoas.
Eu era criança e não entendia porque os adultos ficavam tristes. Li um dos bilhetinhos da minha amiga secreta, a professora Dona Ana Letícia, e nele ela menciona uma pequena mágoa; ela diz que sou muito criança para entender sobre mágoas, tristezas e problemas de adultos.
Eu tinha treze anos e era criança. Hoje, meninos e meninas com dez, onze anos não se acham mais crianças e se julgam donos de seus próprios narizes e querem tomar suas próprias decisões como se muito adultos fossem. 
É o fim dos tempos.
É o fim dos tempos em que havia mais respeito e educação, de pais e mães que orientavam seus filhos, acompanhavam sua educação e ficavam atentos à qualquer mudança.
É o fim dos tempos em que vizinhos ligavam seus toca discos ou seus rádios e se preocupavam em não incomodar os outros vizinhos. As festinhas de família terminavam cedo porque os adultos precisavam ir para casa para dormir e ir trabalhar no dia seguinte. As músicas tocadas nessas festas consistiam de baladas açucaradas ou ritmos dançantes e não havia letras de duplo sentido ou de sentido explicitamente sexual, como é hoje.
Bons tempos aqueles.
Bom...
Eu comecei falando sobre mágoa e o texto descambou para comportamento social. Acho que o texto foi mudando o rumo meio sozinho...
Falar sobre mágoa magoa ainda mais.
Não vou falar não, só vou sentir. É o que sei fazer de melhor: sentir.
Vou para cama, estou cansada. Noite barulhenta com música alta, fogos de artifício e outros exageros sonoros.
Detesto fogos de artifício, assustam os animais e os deixam desorientados
É isso.


                                         


domingo, 22 de dezembro de 2013

Estradas

                                       



Fez uma tarde linda e precisei sair para comprar ração.
Aproveitei para dirigir por aí, meio sem destino, sem rumo certo.
Gosto de fazer isso.
O trânsito ainda não estava tão caótico nas ruas e rodovias; estivera de manhã, nas saídas para o litoral paulista.
Pensei em comprar a ração da gataiada em algum hipermercado mas estava impossível estacionar, filas de carro aguardando para entrar no estacionamento; mudei de ideia.
Decidi dirigir sem rumo e a bela tarde com céu parcialmente nublado, sol morno e vento frio estavam perfeitos e convidativos.
Adoro estradas. Não tem faróis, pedestres e afins e o caminho é livre, mesmo lento a maioria das vezes. Mas eu não tinha pressa de voltar.
Rodei por aí e decidi comprar a ração no pet shop do bairro mesmo. Não estava a fim de encarar longas filas e carrinhos de compras esbarrando uns nos outros e nas pessoas.
Pretendia comprar presentes de Natal para a sobrinhada; compraria coisas simples mesmo, minha situação financeira não é das melhores atualmente. E foi algum dia?
Bom.
Mas além de não querer encarar o vuco vuco das compras e de gente pra lá e pra cá carregando suas sacolas cheias de compras, sonhos e esperanças, eu não queria mesmo era fazer isso sozinha. 
Acho que é muito mais legal ir às compras acompanhada a ir sozinha. A gente dá uma pausa para tomar um café, fazer um lanche ou até almoçar mesmo. Era tão legal.
Deixarei os presentes para outro dia. 
Os ventos brincando dentro do carro com os vidros abertos, uma boa velocidade, boas lembranças, saudades...
Saudades de mamãe nessa época natalina.
É isso.



                                             


                                        

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Como o dia de hoje...

                                     


Choveu, graças a Deus.
Temperatura mais amena e céu nublado; gosto assim.
Assisti ontem ao programa "O mundo segundo brasileiros" e foi falado sobre a Finlândia. País organizado, bonito, gélido... do jeito que eu gosto.
Cada vez mais me certifico de que vim a esse mundo como punição e tenho que pagar pelas ruindades que fiz em outras vidas; só pode ser.
Nasci em um país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza. 
É... bonito, quente, desorganizado, corrupto, péssima distribuição de renda...
Se for pensar bem, a coisa vai longe.
Deixa pra lá.
Ontem fez um calor insuportável. As roupas lavadas secaram em minutos e já que estava com a mão na massa, aproveitei para regar as plantas, lavar o quintal e ainda lavei os panos de chão no tanque mesmo. Cansei e tive que me sentar por alguns momentos. 
Gatos disputando meu colo, destruindo minhas lindas plantas e assim foi a tarde. Clara Blue, minha Clarinha, deitou-se no vaso e sobre a plantinha, amassou tudo.
A terra úmida em um dia quente foi convidativa para aliviar o calor. O resto da gataiada espalhada pelo quintal úmido e fresco. Imagina aguentar temperatura quente com aquele pelo todo!
Terminei e fui para a sala e para variar, adormeci no sofá. Fui acordada pelo toque do telefone.
Tomei banho, jantei e tomei litros de suco de melão com limão, bem gelado.
Assisti ao telejornal, à novela e ao CQC, que já foi melhor. O programa piorou depois da entrada dessa moça que ri das próprias piadas sem graça, a Dani Calabresa. Ela parece seguir o mesmo humor colegial e bobo de Danilo Gentili, com piadinhas de duplo sentido e com conteúdo chulo e sexual. Também não simpatizo muito com o tiozinho com jeito e cara de tarado que supostamente analisa e diz se os ilustres convidados, ligados à uma máquina, estão falando a verdade ou não.
Já faz tempo que o humor brasileiro deixou de ser pastelão, como no tempo dos Trapalhões, e inteligente como nos tempos do Jô Soares e do Chico Anysio. Infelizmente.
Já falei sobre isso aqui.
Outra coisa que está ficando chata é a personagem de Tatá Werneck na novela das nove. Essa moça fazia papel de boba alegre na extinta MTV e agora se supera como a periguete que quer se dar bem na vida e sem muito esforço. Mas a graça acabou e têm horas que é difícil entender o que ela fala. O falar rápido demais, associado ao forte sotaque carioca e aos enormes dentes da moça enfiados em uma boca pequena não dá muito certo, fica inteligível. Na boa.
Fazia tempo que eu não implicava com alguém.
Mas essa moça tem boas qualidades: ela pega gatos de rua e os abriga em sua casa. Isso é muito bom. 
Bom...
O Natal está se aproximando e isso me deixa meio triste e, pelo jeito, vou passar mais uma noite natalina sozinha, zapeando pelos canais de TV à procura de algo que não seja mais um especial de fim de ano. Afe!
Estou cansada e meio cinza e chuvosa, como o dia de hoje.
É isso.


                                    



quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Produção

                                   



Minha sobrinha Beatriz escreveu cartinha para o Papai Noel e pediu três coisas: patinete, patins e skate.
Minha irmã Rosi não gostou muito da lista de presentes e sugeriu livros, filmes e coisas mais calmas, mas Beatriz percebeu as intenções "calmantes" da mãe.
A lista foi reduzida para apenas um item e a explicação é que Papai Noel tem que atender a muitas crianças pelo mundo todo e pedindo uma coisa só facilitaria a vida do bom velhinho.
Beatriz disse que Papai Noel não compra nada e que os duendes produzem todos os presentes. Ela ficou curiosa e intrigada sobre como o Papai Noel sabe a idade dela, sabe quando ela nasceu e sabe que ela é uma boa menina.
Com a Internet hoje em dia todo mundo sabe tudo!
Papai Noel também tem amigos virtuais nas redes sociais.
Disse a Beatriz que também vou escrever uma cartinha para o Papai Noel e vou fazer dois pedidos: livros para mim e ração para meus gatos.
"Adultos também podem escrever cartinha para o Papai Noel?!", perguntou ela.
Sim, podem sim.
Achei bonitinha a inocência, o acreditar em Papai Noel, a esperança e todas as coisas boas que vêm com essa época natalina.
Que a esperança e as coisas boas estejam presentes nas vidas das pessoas. Não só no Natal, mas o ano todo e a vida toda.
Amem.


                                  

sábado, 23 de março de 2013

Kopenhagen

                               


É uma fábrica de chocolate focada nas classes A e B. 
O povão tem pouca chance e eu me incluo nessa.
Estou louca para provar os ovos de Páscoa da Kopenhagen, principalmente aquelas duas metades que aparecem no comercial e estão recheadas com Nhá Benta e chocolate cremoso. Nossa!
Nhá Benta é um tipo de marshmallow cremoso colocado sobre wafer e coberto com chocolate.
Estou tentando salvar umas economias para me presentear com a delícia meio cara para meus padrões.
Mas penso que depois da Páscoa os preços cairão um pouco, assim como acontece com os panettones de Natal.
Estamos a uma semana da Páscoa e os preços do chocolate, bacalhau, coco e seus derivados estão caros pra caramba.
A Páscoa será próximo domingo, dia trinta de um de março, e na segunda-feira primeiro de abril, lá estarei eu numa loja Kopenhagen para comprar meu ovos de Páscoa!
É isso.



                                  

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Compras de Natal

                                

Vejo pela TV lojas de rua e shoppings lotados com pessoas doidas para gastar o décimo terceiro salário. É uma empolgação só.
Compras, gastos em excesso, animação, empolgação, filas imensas, trânsito caótico, dificuldade para estacionar, stress...
Os preços dos produtos não estão tão baratinhos assim e depois que passa essa euforia consumista natalina, os preços caem pela metade ou até mais.
Os panettones estão caros; um panettone de meio quilo da marca Bauducco custa vinte e cinco reais, mas assim que passar essa fase, pode-se comprar cinco panettones pelo preço de um! É sempre assim.
Gosto das marcas Bauducco e Visconti, eram as duas marcas que existiam na minha infância e adorava o cheiro, as frutinhas, o sabor do bolo/pão italiano.
Hoje tem uma variedade enorme de marcas e sabores, mas como sou "conservativa", prefiro o original de frutas.
Então...
Todo mundo gastando e consumindo euforicamente e quando a fantasia acabar vêm os ipês: IPVA, IPTU, IR, escola, material escolar, uniforme e uma série de outros gastos.
Eu gosto das comemorações de Natal e Ano Novo, gosto do clima natalino, das luzes, da esperança, da alegria, dos sonhos, dos projetos, das resoluções de Ano Novo, só não gosto muito dessa mania de abraçar e beijar todo mundo. Em alguns casos, é uma falsidade só, principalmente no ambiente de trabalho.
Beijo e abraços são para as pessoas que gosto, conheço, minha família e meus sobrinhos, principalmente. 
E por falar em sobrinhos... Vamos passar o dia de Natal na casa do meu irmão Rogério e lá entregaremos os presentes do "parente secreto". Somos uma família grande e com muitos sobrinhos, irmãos, cunhados/as; é gente que não acaba mais, graças a Deus.
Fazemos brincadeiras dando as dicas sobre quem tiramos e dizemos que a pessoa é parente, é da família etc e tal. São dicas óbvias, só para fazer graça.
Disse a um conhecido que só vou dar presentes de Natal após o Natal; a grana é pouca e a família é muito grande. Dá não. E o legal é que ganharão mais um presente de mais um Natal, o Natal Ortodoxo, celebrado no dia sete de janeiro. Dia seis de janeiro é Dia de Reis, os Reis Magos.
Outra solução pensada foi fazer as compras nessas lojas com artigos "ching ling" ao preço módico e um real e noventa e nove centavos.
Está difícil.
Sou apenas uma moça Latina Americana sem dinheiro no banco...


                                 

                               

domingo, 7 de outubro de 2012

Buffet, Beterraba, Pés

Meu irmão Fubá de "Abelho Rainho"
                           

Fomos ontem ao buffet infantil para comemorar e bebemorar o primeiro aniversário da minha sobrinha Rafaela; foi muito bom.
Fez muito calor e pensei em ir de vestido, mas e os sapatos/sandálias?
Comprei um lindo vestido no Shopping Penha e tinha em casa pares de sapatos e sandálias que até há bem pouco tempo serviam, mas que em poucos meses parece que encolheram.
Frustração, Melancolia, Revolta. Exatamente nessa ordem.
Horrenda, maldita, injusta Acromegalia!
Vesti o lindo vestido e tentei sem sucesso enfiar meus enormes, largos, gordos e inchados pés nos sapatos e sandálias que um dia serviram; não foi possível.
Fiquei triste.
Não poderia ir descalça, claro, e muito menos com sandálias de dedo. Se bem que hoje sandálias de dedo Havaianas estão e são muito fashion.
Tirei o vestido e vesti calça, blusa e calcei o tênis preto com meias pretas; meu uniforme de batalha. Saco!
Fomos ao buffet.
Chegando lá observei as mulheres calçadas com sapatos lindos e saltos altíssimos. Um dia eu usei calçados assim.
Adorei o sapato estilo boneca anos 50 da Adriana, cunhada da minha cunhada Preta. Aliás, Preta, minha cunhada, esposa do meu irmão Fubá e mãe da Rafaela prenda minha usava um lindíssimo sapato vermelho.
Não senti inveja má, não sou assim. Senti melancolia, decepção, frustração e uma sensação enorme de injustiça contra minha pessoa.
Comecei a me lascar desde o dia que meti a cara nesse mundo, graças a Deus, e já num estágio da vida onde eu queria só trabalhar e fazer as coisas que gosto, o que acontece? Acromegalia!
Bom...
Mas a festa foi ótima.
Obviamente fui vítima dos indefectíveis e ubíquos olhares e senti um certo estranhamento e aversão por parte dos fotógrafos do local. Paciência, eu devo estar acostumada. Sempre!
Meu irmão Rogério passou mal durante o dia, pressão alta, e não sentia-se muito bem, mas comeu bem até demais, graças a Deus. Apetite não é problema para meus irmãos.
Fomos eu e minha irmã Rosi nos servir do jantar e olhamos para as travessas com saladas mas não encontramos mais a beterraba; Rosi pergunta: "Cadê a beterraba?", e eu respondo: "Está no prato do Rogério".
Rimos.
Cantamos parabéns, o bolo e os docinhos foram servidos e as pessoas foram dançar. Fubá mandou tocar o hino do Corinthians em ritmo de pagode, ficou da hora, meu. É nóis, é Curinthia, mano!
Falei para Fubá mandar tocar o grito da Gaviões da Fiel na próxima festa em 2013. Ele já reservou, sabia? Quando Rafaela nasceu a primeira coisa que meu irmão fez foi sair à procura de buffets infantis para garantir a festa de aniversário da pequena.
Estamos saboreando o bolo e os doces quando uma convidada passa em nossa mesa e traz consigo um livro bonito com canetas coloridas e pede que escrevamos depoimentos para Rafaela. Um dia ela vai ler e vai gostar.
Meu irmão Rogério volta com copo de suco e prato com salgadinhos e não ouvira a conversa, pergunta: "O que ela quer? É dinheiro?"
Gargalhamos.
Minha sobrinha Maitê, filha de meu irmão Naldão não sente-se bem e a mãe resolve ir embora. Maitê só vê o avô e a mãe, não está acostumada com aglomerações e naturalmente estranhou aquele monte de pobre junto; não deu outra, a menina se assustou, coitada.
Rosi disse que Maitê nunca viu tanta gente bonita junto, pobres sim, mas bonitos. Tá bom. É muita boniteza mesmo.
Saímos do buffet e nos dividimos/apinhamos nos dois carros, mas antes de partirmos, meu irmão Rogério parou para vomitar. O bicho comeu que benza Deus, zóião do caramba, claro que ia passar mal. Mas ele disse que foi por causa da injeção de Benzetacil que ele tomara algumas horas antes. Claro.
Mamãe dizia "Bejotacil".
Eu o provoquei e disse: "Acho que foi beterrabacil". Todos rimos e ele ameaçou vomitar no meu carro. Renata disse que se ele fizesse isso ela também vomitaria e aí foi um uníssono "Eu também".
Falei que se fizessem isso iriam todos a pés para casa.
Foi divertido.
Liguei hoje para meu irmão Rogério para saber como estava e está melhor, graças a Deus. Disse-lhe: "Se cuide, cabra! Tu tem uma renca de filho pra criar e tu sabe muito bem que nessa nossa família o cabra é saudável até os trinta anos, depois começa a ficar bichado. Se liga, meu, ou tu não vai comer castanha no Natal!"
Somos muito carinhosos um para com o outro. 
Muito lindo isso.

                      
                                
                            



sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Condições

                           

Aniversários dos sobrinhos, Dias das Crianças e Natal. 
Tudo muito perto um do outro e haja dinheiro para manter a sobrinhada abastecida de presentes.
Maria Julia me diz: "Tia Rejane, eu sei que você não tem condições de comprar nada agora, então não precisa me dar presente no Dia da Crianças, pode ser só no Natal que está bom!
Que bom ter uma sobrinha compreensiva.
Os sobrinhos e sobrinhas fazem aniversário um atrás do outro e perto de feriados importantes; parece que combinaram nascer nessas épocas festivas.
Vai saber...
É isso.

                          
                          

                       


terça-feira, 25 de setembro de 2012

Andanças

Rafaela
                                         

Ontem bati os quatro cantos do mundo, andei mais que "tiradô de esprito", como dizia mamãe. Fui ao laboratório fazer exames, fui ao ortopedista, voltei ao laboratório para a segunda parte dos exames, fui à clínica veterinária para buscar o laudo médico de Aurora e depois fui ao Pet Center da Marginal para comprar a ração da gataiada. Ufa!
Aurora está se recuperando bem, graças a Deus.
Ainda passei na lojinha do meu irmão Fubá e beijei muito as pernas e os braços roliços de Rafaela, que está cada dia mais linda.
Adoro meus sobrinhos mas tenho queda maior pelas sobrinhas; meu cunhado Pepê havia notado isso. Acho que é porque eu quis tanto ter minha própria filha, Mariana, mas como ela não veio, eu "babo" nas sobrinhas. É uma forma de compensação.
Bom...
Saí de casa bem cedinho e a chuva que caíra no alvorecer dava um clima natalino ao dia. Sei explicar não, só sei sentir.
Subi pela Rua Tuiuti e admirei os eucaliptos do Parque do Piqueri molhados de chuva; lembrei do perfume exalado por eles. Borboletas coloridas passeavam pra lá e pra cá, um espetáculo de dança. 
Passo pela Melo Peixoto e observo a relva coberta de pequenas flores amarelas; lindo.
Jacarandás e Ipês floridos, lindos. O roxo das flores do jacarandá mimoso contrastava com o cinza do céu chuvoso. Das paineiras começam a brotar folhas novas e em breve teremos o espetáculo de suas flores róseas.
Então...
Fui ao ortopedista e levei exames pedidos pelos outros médicos; mudei de convênio, como já citei.
Cheguei ao local e de cara não gostei da desorganização das recepcionistas, era um "Toma lá da cá dos infernos"; cada uma que pegasse um documento, uma ficha; um caos. Pensei comigo: "Se eu não gostar do médico não volto mais aqui, muita bagunça".
Aguardo ser chamada e observo o teto decorado com gesso trabalhado em desenhos elegantes e antigos. O consultório fica em uma "casona" bonita no Tatuapé; casa antiga dos tempos em que prédio era coisa rara na região e só tinha no centro da cidade, mas hoje a ZL está invadida por prédios lindos e novinhos em folha. Prefiro casa.
O médico me chama e faço um breve relato do meu histórico: acromegalia, cirurgias, hipertensão, artrodese.... O doutor foi bem simpático, direto, sincero e papo reto, bem ao contrário do médico caminhoneiro e do médico galã. 
Ele leu os laudos dos exames e disse: "Palavras bonitas e difíceis mas que se resumem a um único problema: artrose". Gostei do cara, meu.
O doutor ortopedista foi muito claro e não usou de metáforas para explicar o caso; gosto assim. Ele disse que o remédio que atualmente tomo para controle da artrose está aumentando minha pressão; por isso que essa infame não sai do 17x11 de jeito nenhum! Os anti-inflamatórios aumentam a pressão.
Ele mudou para um medicamento mais leve e disse que devo fazer hidroginástica e fisioterapia pelo resto da vida. Já estou ficando "véinha" e com o avançar da idade o entrevamento das juntas só piora. A fisioterapia é processo longo e lento mas as melhorias são para sempre. 
O ortopedista ainda fez piadinha: "Evite chás e ervas do 'Tio João', se erva fosse boa, vaca não ficaria doente". Rimos.
O doutor tem pacientes mais idosas que adoram um chazinho e uma ervinha, no bom sentido, claro. Sabe essas pessoas que adoram simpatias, chazinhos e garrafadas e outras gororobas indicadas por "entendidos"? Tem sempre alguém que conhece alguém que tem problema igualzinho o nosso e que fez isso ou tomou aquilo e melhorou! Nossa!
Sou meio cética com essas e outras coisas, embora respeite.
É isso.
Voltarei.