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terça-feira, 2 de julho de 2013

Bacalhau

                                



Não sou muito fã de frutos do mar, mas adoro sardinha e bacalhau. Não gosto de ostras, mariscos e toda sorte de animais moles enfiados em cascas duras. Acho meio nojento comer aqueles corpos molengas que mais lembram secreções. Na boa.
Fui ao Carrefour para comprar o sagrado pão integral da semana, além de frutas, legumes, ração dos gatos e outras cositas mas. Finalmente o preço do tomate baixou e comprei uns dois quilos. Adoro tomate. Mas me recusei a pagar quase cinco reais por uma dúzia de ovos brancos e pequenos!
Comprei lascas de bacalhau, estavam em oferta. Adoro bacalhau.
Coloquei de molho para a dessalga e preparei hoje. Pimentões verde, vermelho e amarelo; bem carinhos, viu? Cenoura, batata, cebola, temperos e azeite de oliva português.
Era uma casa portuguesa com certeza... Ai, Jesus!
Gosto de pimentão, mas sempre que os como sinto uma azia danada e o mesmo acontece com cebola e banana. 
Saboreei o bacalhau com azeite de oliva e arroz branco e só faltou um vinho verde português, meu favorito. 
Tenho o vinho em casa, mas não tomei; havia acabado de tomar alguns dos remédios e a pressão já estava alta; bebida alcoólica e remédios não combinam.
Vou ficar boa e depois tomo o vinho para bebemorar.
Tomei muita água e depois vou caramelizar algumas bananas. Adoro.
O vinho verde português fica para depois.
É isso.







                                      

domingo, 2 de junho de 2013

Spaghetti, Rock, Leão do Norte e Calango

                                 


Chove, muito frio, gataiada encolhida, Rosinha no meu colo e Alice ao lado sobre seu inseparável cobertor azul.
Fiz meu café forte e doce na medida, fiz torradas com meu pão de soja e aveia, bagel também. 
Penso em preparar um macarrão, um spaghetti com molho de tomates frescos, bem madurinhos. Apenas cebola, alho, tomate, sal e azeite de oliva. Nada químico, artificial e que "ofenda o istambo da gente", como diria papai.
Papai não gostava de molho de tomate pronto que à nossa época era chamado de extrato de tomate. Hoje há uma infinidade de marcas, temperos e sabores.
Papai dizia que o extrato de tomate era muito azedo (ácido) e "atacava" o estômago dele, causava-lhe azia e má digestão.
Levantei-me um pouco tarde, hoje é domingo, detesto domingos. Deus me perdoe, diria mamãe.
Zapeava pela TV, como sempre faço. Nada que preste. Gosto da Regina Casé e acho que o programa dela, "Esquenta", é um excelente veículo de divulgação de outras culturas, culturas de massa. 
O programa mostra a música, a dança, a cultura e a própria existência de outros grupos sociais que ficam escondidos nos morros cariocas, no interior do país e nas periferias das grandes cidades.
É um trabalho muito bacana que o programa e a Regina Casé fazem. Mas confesso que admiro o trabalho dela e o programa, mas não posso dizer o mesmo das músicas que lá são tocadas/cantadas. Na boa e com todo o respeito.
Não me apetecem as músicas horrendas com sílabas repetidas à exaustão por grupos de moleques do morro. Inferno ter que ouvir o tal do "leleque, leque, leque...". Jesus tenha piedade. Amém.
E os tais dos bondes então. Para mim, bonde era um meio de transporte inicialmente puxado por cavalos. Aí me colocam umas criaturas estranhas rebolando e dão-lhes o nome de "bonde das maravilhas". Que bonde? Que maravilha?!
Não, não dá. Respeito, mas não dá.
Continuei zapeando e paro num canal que nunca vira antes, o canal BIS. Para mim bis é um delicioso wafer coberto com chocolate.
Paro no tal canal ao ver Simon & Garfunkel cantando ao vivo "Like a bridge over troubled water". Lindo!
Depois cantam e tocam brilhantemente U2, Bruce Springsteen, Metallica, Ozzy Osbourne, Jeff Beck, um estupendo guitarrista, Sting, Mick Jagger, B.B.King e outros "velhinhos" da boa e velha música mundial. Rock, Metal, Folk Song, Pop...
Música boa tocada e cantada por gente talentosa de verdade. A música atual anda tão repetitiva e chata, não à toa grandes sucessos de décadas atrás são regravados com nova roupagem e são usados em abertura de novelas.
Foi muito bom ver e ouvir os bons, ainda mais em um frio e chuvoso dia de domingo.
Estou melhor hoje, tomei os remédios e ando com mais liberdade e segurança. Sempre digo que sou Mameluco, sou de Casa Forte, sou de Pernambuco, sou Leão do Norte, mas ultimamente estou mais para Calango do Sertão.
Vou alimentar meus tigres disfarçados de gatos e preparar meu macarrão com molho de tomate natural.
Esse texto ficou meio maluco, não ficou?
É isso.

Calango
                                     



quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Tomate com Açúcar

                                              


Mamãe cortava alguns tomates, tirava as sementes, os colocava em um prato e polvilhava com açúcar.
Mamãe me chamava segurando o prato com tomates açucarados.
Eu corria ao encontro de mamãe.
Sentava-me à mesa e comia os tomates doces.
Lambia os dedos lambuzados de açúcar.
Mamãe me olhava sorrindo.
Havia açúcar em mim e por toda a parte.
Tudo era doce.