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domingo, 1 de março de 2015

Agradar

                                Resultado de imagem para pintura em tecido


Domingo cinzento e triste. Ontem foi igual.
Parece que o verão está antecipando sua ida e o outono vem chegando mais cedo.
Gosto dos dias mais amenos e com céu azul, dias cinzas deixam tudo cinzento também. Ando meio cinzenta ultimamente.
Fui à casa da minha irmã e fui de táxi. As pernas ficaram mais fracas e pesadas depois do exame; acho que vão melhorar com o passar dos dias.
Bom...
Levei tintas para tecido, panos de prato, pincéis e estêncil (moldes) para pintar com minha sobrinha Beatriz e fizemos muita arte, literalmente. Ela me pediu para deixar todo o material por lá e que depois eu pegaria, claro que deixei.
Liguei e falei com ela hoje e perguntei o que estava fazendo: "Estou si preparando para pintar".
Beatriz adorou a novidade artística. Eu também.
Vou comprar mais panos de prato, tintas e pincéis. Pintar, desenhar e qualquer outra forma de arte é uma ótima terapia para nos animar e proteger do cinza que a vida às vezes nos impõe.
Beatriz me convidou para ir ao Shopping Tucuruvi, mas eu declinei educadamente. Não estou muito bem hoje e só fui ontem à sua casa porque não consigo dizer não à essa galega terrível, linda, inteligente, esperta e que gosto tanto.
Estou cansada, dolorida e irritada com todas essas dores, entrevamento e problemas de saúde. Que droga!
Quero fazer as coisas no meu ritmo, mas as pernas não me acompanham. O andador é um trambolho necessário, já que a bengala não dá o mesmo suporte de antes.
Porcaria de doença rara dos infernos!
Ter uma doença rara faz de mim uma raridade?
Fez friozinho de madrugada e a gataiada quis ficar perto de mim; tão lindos.
Vou temperar as sardinhas que ganhei da minha irmã e depois fritá-las. Adoro.
Legal quando as pessoas pensam em nós e procuram nos agradar com aquilo que gostamos.
É isso.




                                     Resultado de imagem para sardinhas fritas





terça-feira, 2 de julho de 2013

Bacalhau

                                



Não sou muito fã de frutos do mar, mas adoro sardinha e bacalhau. Não gosto de ostras, mariscos e toda sorte de animais moles enfiados em cascas duras. Acho meio nojento comer aqueles corpos molengas que mais lembram secreções. Na boa.
Fui ao Carrefour para comprar o sagrado pão integral da semana, além de frutas, legumes, ração dos gatos e outras cositas mas. Finalmente o preço do tomate baixou e comprei uns dois quilos. Adoro tomate. Mas me recusei a pagar quase cinco reais por uma dúzia de ovos brancos e pequenos!
Comprei lascas de bacalhau, estavam em oferta. Adoro bacalhau.
Coloquei de molho para a dessalga e preparei hoje. Pimentões verde, vermelho e amarelo; bem carinhos, viu? Cenoura, batata, cebola, temperos e azeite de oliva português.
Era uma casa portuguesa com certeza... Ai, Jesus!
Gosto de pimentão, mas sempre que os como sinto uma azia danada e o mesmo acontece com cebola e banana. 
Saboreei o bacalhau com azeite de oliva e arroz branco e só faltou um vinho verde português, meu favorito. 
Tenho o vinho em casa, mas não tomei; havia acabado de tomar alguns dos remédios e a pressão já estava alta; bebida alcoólica e remédios não combinam.
Vou ficar boa e depois tomo o vinho para bebemorar.
Tomei muita água e depois vou caramelizar algumas bananas. Adoro.
O vinho verde português fica para depois.
É isso.







                                      

quinta-feira, 28 de março de 2013

Quaresma

                               



Finalmente encontrei as sardinhas que tanto queria. Havia pouca quantidade e o preço dobrara.
É a velha lei da oferta e procura.
Cheguei em casa e pus-me a limpá-las e a gataiada ficou extasiada.
Cortei uma sardinha em pedacinhos e dei a eles; comeram de lamber os beiços.
Estava lembrando que no nosso tempo não havia essa variedade de ração para cães e gatos e eles comiam a sobra de nossa comida.
Os gatos adoravam quando mamãe comprava baciadas enormes de sardinha, cavalinha, pescada branca, peixe seco e outros, principalmente durante a Quaresma.
Mamãe afiava a faca para começar a tratar dos peixes e ao ouvir o som da faca sendo afiada, os gatos corriam para dentro de casa e ficavam miando desesperados aos pés da pia e de mamãe.
Não sobrava uma cabeça de peixe para contar a história. As tripas eram chamadas de "fato" por mamãe, minha avó Mãevelha e meu povo antigo; diziam: "Limpe e bote os fatos do peixe pros gatos comerem".
Os peixes maiores tinham as cabeças conservadas e depois cozidas em sopas. Eu tinha nojo de ver aquela cabeçona de peixe envolta em caldo e legumes, eca.
O consumo de coco e seus derivados era e ainda é muito grande durante a Quaresma, principalmente no Nordeste.
Tia Antonia acabava com o estoque de coco seco dos feirantes e mercados locais, ela já fazia a encomenda um mês antes e víamos caixas e mais caixas de madeira cheia de cocos.
Eu adorava furá-los para tomar a água e Mãevelha ficava doida comigo, dizendo que isso estragaria o coco.
Até enjoava.
E tudo era de coco: arroz de coco, feijão de coco, cuscuz de coco, peixe de coco...
Algumas pessoas não comem carne apenas na Sexta-Feira Santa, mas meu povo antigo não comia carne de jeito nenhum durante a Quaresma inteirinha.
Então da-lhe peixe e coco.
Minhas sardinhas serão fritas e o coco será usado para colocar sobre o chantilly do bolo de coco, claro.
Esse bolo bateu recorde de público e crítica e até superou o "pudinho" de Natal de papai.
Minha sobrinha Beatriz adora e daqui a pouco irei prepará-lo para ficar bem geladinho para amanhã.
É isso.
Desejo uma Boa Páscoa a todos.








                                


quarta-feira, 13 de março de 2013

Polícia, Sardinha e Ovo de Páscoa

                              


Mais uma noite mal dormida. Somaram-se insônia, as dores nas pernas e nos joelhos e os barulhinhos noturnos. 
Mamãe dizia que nossas pernas doem quando estamos crescendo; e doem muito!
Eu, prestes a completar quarenta e seis anos, dos quais, quarenta aqui nesse meu Santo São Paulo, ainda estou crescendo! Acromegalia do caramba!
Fui dormir bem depois das cinco horas da manhã; às quatro e quinze, chamei a polícia. Acho que já passou da hora de dar um basta nessa palhaçada!
Policiais novinhos, quase meninos ainda. 
Se eu fosse mãe não deixava não. Já pensou, meninos tão novinhos pela madrugada paulistana a combater o mal?
Deitei-me às seis e só consegui mesmo pregar o olho lá pelas oito e meia; de manhã por aqui é uma barulheira danada.
Me levantei às dez e depois das minhas obrigações domésticas e felinas, fui ao banco para pagar mais duas contas. Acho que para esse mês de março foram as últimas. 
Voltei tão cansada e tão dolorida. Deitei um pouco, mas não deu para cochilar; corpo cansado e mente a mil. Não combina.
Ainda faltam os ovos de Páscoa, mas já dei um jeito e acredito que amanhã vá comprá-los.
Quero também comprar sardinhas e prepará-las na panela de pressão, com bastante alho e vinagre. Delícia.
Amanhã estarei melhor dessas dores, é só pensar no prazer gastronômico da sardinha e do chocolate.
Pensar em coisas boas quando estamos meio tristes é um ótimo exercício mental.
É isso.





                                  

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Comentários

                            



Fico e estou feliz pelo alcance que este meu humilde blog tem adquirido.
Minha intenção é dividir experiências, somar informações e diminuir a falta de conhecimento sobre a Acromegalia.
Escrevo minhas postagens com o intuito de informar e outra vezes escrevo com o intuito de criticar, de contar causos da minha família etc... Mas tudo sempre com muito respeito.
Mesmo quando implico com algo ou alguém e escrevo a respeito, procuro sempre respeitar.
Opiniões e críticas sim, ofensas não!
Fiquei feliz ao ler o comentário sobre a postagem Paraty e o convite para visitar a belíssima cidade. Irei sim!
Solidarizei-me com o comentário de um rapaz paciente de Síndrome de Cauda Equina e pretendo tirar a dúvida de um leitor que pergunta qual a diferença ente sardinha e cavalinha.
Esse blog é uma miscelânea, tem um pouco de tudo, graças a Deus.
Agradeço a todos que leem meu blog e fico feliz quando dele tiram algo de útil.
Bom, agora vou responder ao simpático leitor que tem uma dúvida cruel que o assola: qual a diferença entre sardinha e cavalinha?
Eu gosto de sardinha, mas de cavalinha não.
Cavalinha não tem escama e é um pouquinho maior que a sardinha; sua carne é mais clara e seu sabor é mais leve.
Sardinha tem a carne mais escura e sabor mais acentuado.
Ambas são ricas em nutrientes, em Ômega 3 e têm pouca gordura nociva.
Eu gosto de sardinhas fritas, assadas ou cozidas em panela de pressão.
Espero ter sanado a dúvida do meu caro leitor.
Bom dia!



Cavalinha

Sardinha





segunda-feira, 18 de junho de 2012

Pão de Ló & Goiabada

                                      


O pão de ló é um bolo fofo e esponjoso e que não leva leite nem margarina ou manteiga.
A receita é muito simples:
4 a 5 ovos
150g de açúcar
170g de farinha de trigo
fermento em pó (opcional)
Bate-se as claras em ponto de neve, adiciona-se as gemas, o açúcar e a farinha. Assar em forma untada e enfarinhada.
Mamãe fazia pães de ló e os assava em formas improvisadas de latas de sardinha e goiabada. Assava no forno à lenha e ficavam fofinhos, cheirosos e deliciosos.
Enquanto mamãe prepara os pães de ló, Mãevelha preparava seu forte, cheiroso e delicioso café e meu Paipreto, Maximino e eu aguardávamos impacientes para saborear tudo.
Na nossa época goiabada em lata era um luxo e as latas eram lavadas depois de vazias e serviam como utensílios domésticos. Eu adora comer na lata.
Gostava também do doce "Marrom Glacê" e o achava menos doce e enjoativo que a goiabada.
É isso.


                               

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Ilha

                                                 


Mandei hoje pelo motoboy os exames pedidos pelo neurocirurgião do Instituto de Radiocirurgia Neurológica Gamma-Knife.
Mandei cópia para o outro neurocirurgião e amanhã levo mais exames para o endocrinologista.
Bom...
Dormi mal essa noite, para variar. Demoro a pegar no sono, levanto, ligo a TV, desligo, leio, olho para minha gataiada encolhida com frio e pedindo para eu apagar as luzes e me deitar com eles. 
Tenho tido sonhos estranhos há tempos e até comemoro quando consigo dormir e ter sonhos simples.
Mas...
Estávamos em um ilha cinzenta e fria, não havia luz do sol; vejo uma sardinha machucada, dilacerada, mordida e com marcas de corte de faca. Ela se debatia e lutava por ar. Eu a pego e a coloco em um pequeno aquário com peixinhos coloridos. Eu sabia que a sardinha morreria devido aos ferimentos, mas que pelo menos ela pudesse respirar em paz; um sofrimento a menos.
Assim que coloco a sardinha no aquário surge uma mulher furiosa e me pergunta: "Por que você fez isso?! Quem mandou você mexer aqui?!". Eu tentei explicar, mas a mulher voltou-se para um casal de crianças pequenas que tentava fugir dela. Era um sobradão antigo e cheio de portas e janelas de madeira. Eu desci as escadas rapidamente e abri a porta para as crianças escaparem.
Corremos por uma trilha no meio do mato cinzento com essa mulher e outras pessoas atrás de nós. Atravessamos uma ponte e à medida que corríamos, o cinza ficava para trás e à nossa frente abria-se uma aconchegante luz azul.
Paramos de correr para observar o trabalho de várias pessoas a abrir covas, como em cemitério. Eram muitas covas, eram muitos homens vestidos dos pés à cabeça e trabalhando sob uma chuvinha fina. 
Paro em frente a uma cova alta e um homem tirava a terra com as mãos e descobria um gato branco; eu gritava dizendo que o gato estava vivo!
Entramos em um enorme salão onde há uma festa. Muito brilho, muita cor, muitos sorrisos. 
A mulher é a anfitriã e eu observo seu comportamento. Em um dado momento vejo sua pele clara se abrir e dar lugar a uma pele grossa e rugosa e grito para todos que ela é uma bruxa, mas estranhamente a mulher diz que não a julguem por sua aparência, ela não é má.
Acordei gritando para as crianças e as pessoas saírem dali e não acreditarem na mulher.
Se ela fosse mesmo boa, por que perseguia as crianças? Por que não gostou quando eu tentei ajudar a pobre sardinha machucada?
Sei lá.
Minha amiga Cleusa diz que eu tenho certos dons, Mãevelha dizia que eu tinha parte com São Francisco e São Lázaro por gostar dos bichos e um conhecido meu diz que eu tenho dom "bruxético".
Vai saber.
É isso.




São Francisco
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quarta-feira, 2 de maio de 2012

Nome de Família

                                             


Papai e mamãe tinham muito orgulho do nome de suas famílias.
Papai orgulhava-se de ser filho de Zezé Soares, meu avô José, e mamãe tinha orgulho de ser filha de João Gomes, meu Paipreto, que era mais conhecido como João Xicó.
Quando discutiam sempre falavam mal da família um do outro. 
Eu nunca soube direito o que os nomes das famílias tinham a ver com a briga de ambos, mas sei que estavam lá, sempre.
Mamãe provocava papai: "Tu só fosse homem depois que se casasse comigo, filha de João Xicó!".
Papai respondia: "E tu e tua família só viraram gente depois que tu se casou comigo, filho de Zezé Soares!".
E antes de se casar e virar gente, eram o que? Bicho?
A guerra entre os representantes dos Soares & Gomes da Silva ia longe quando tio Manoel Soares, irmão de papai, resolve intervir. Tio Manoel tenta pacificar o conflito, mas notadamente puxando a brasa para a sardinha dos Soares.
Em dado momento, tio Manoel acha que papai não está reagindo e defendendo suficientemente o sagrado nome da família; cruza os braços sobre o peito e manda: "O Dedé, e a Família Soares? Como é que fica?"
Papai nervoso, responde: "Fica na m..., Mané!".
O riso foi geral.
E a quem interessar possa, as nobres e distintas Família Soares & Gomes da Silva estão bem, obrigado.


                                    

quarta-feira, 28 de março de 2012

Sardinha

                                             


Acabei de jantar; comi sardinha frita com farofa e suco de limão. Delícia!
Aliás, sardinha e bacalhau são os meus peixes favoritos.
Meus gatos também estavam doidos por uma sardinhazinha cheirosa, fritinha, gostosa. 
Dei-lhes sardinha. Adoraram e brigaram para ver quem comia mais rápido e pegava mais.
Todo mundo "jantado", fomos para a sala e Ébano deita-se no encosto do sofá atrás de mim e dali a pouco escuto um "pum".
Foi ele.
Buchinho cheio de sardinha e o resultado são gases poluentes emitidos pelos meus gatos.
É isso.
Ébano descansando após o jantar
                                         
                                    

                                         

segunda-feira, 26 de março de 2012

Peixeiro

                                              


Antigamente era comum peixeiros, verdureiros, muambeiros e outros profissionais de vendas oferecerem seus produtos e serviços de porta em porta.
Geralmente gritavam a plenos pulmões: "Pêeeeeeeexêro"
Eles vinham a pés, em carroças e depois em Peruas-Kombi.
Mamãe comprava quilos e mais quilos de peixe. Era muita gente em casa e mamãe era exagerada por natureza.
Tinha o peixeiro da carroça que sempre parava à nossa porta e perguntava se mamãe queria peixe e anos depois era o peixeiro japonês que parava sua Perua-Kombi em frente à nossa casa e chamava: "Olha o peixe, Dona Marlene!".
E lá saia mamãe com uma bacia plástica enorme para poder caber os quatro ou cinco quilos de sardinha, pescada branca, cação e outros peixes que estivessem à venda.
Era um desembesto que só vendo. 
A vizinha econômica, ou "tacanha e miseravi" como dizia papai, vinha comprar peixes e trazia um prato onde o peixeiro colocava  cinco filés de pescada. Era um filé para ela e um filé para cada um dos quatro filhos.
Papai via aquilo e ficava doido: "Oxe! É muita tacanheza, meu Deus do céu. A pessoa comprar só cinco filézinho, contadinho, um pra cada um! Comprava não. Deus me defenda".
Mamãe dizia: "Mas Dedé, tu não quer que a vizinha compre um desembesto de peixe, quer? Ela tem pouca gente na casa, não é que nem a gente, com esse freva de gente pra comer".
Eu e Rosi ajudávamos mamãe a limpar os peixes e depois a temperá-los. Mamãe usava bastante alho, vinagre, sal, pimenta do reino e cominho e os peixes ficavam deliciosos.
Rosi não gostava de sardinha e por isso mamãe comprava pescada branca ou cação para ela.
Eu e meus irmãos adorávamos sardinha. Eu só não gostava da cavalinha. O peixeiro dizia que sardinha e cavalinha eram quase iguais, mas não me convencia.
Quem gostava dessa fartura de peixes eram os gatos que já conheciam o peixeiro e ficavam em cima do muro esperando mamãe entrar com a bacia cheia.
Dávamos a cabeça e as tripas dos peixes para os gatos que se deliciavam com essa fartura e depois passavam o dia, e a noite também, a peidar; (não só só gatos). 
Papai, pra variar, ficava doido: "Bote esses gatos pra fora! Estão com o maduscachorro a peidar. Valha-me Deus!".
Colocávamos os gatos para fora mas "esquecíamos" a janela da cozinha aberta e de madrugada papai levantava virado no Jiraya a procurar os gatos peidões e a nos culpar: "Não sei quem é mais safado: vocês ou esses gatos. Eu não falei pra botá-los pra fora?".
"Mas a gente colocou, pai. Não temos culpa se eles entraram de novo"
"Que não tem culpa o quê?! Estão se fazenda de besta, é? Vou botar esses gatos pra fora de novo e dou doce se eles entrarem outra vez".
Papai dormia e eu levantava e deixava os gatos entrarem e os escondia debaixo das cobertas. Papai levantava e ia lá fora procurar os gatos e não encontrava nenhum, voltava para casa mais uma vez virado no Jiraya, ia ao quarto e levantava nossas cobertas e encontrava os felinos muito bem acomodados ao nosso lado. Os gatos corriam em disparada e nós ouvíamos mais um longo e interminável sermão.
Os gatos de hoje só comem ração, mas na nossa época comiam cabeça e tripas de peixe, resto de comida e até batata doce e abóbora.
E dá-lhe peidorreira.